COM O TEMPO UMA IMPRENSA CÍNICA, MERCENÁRIA, DEMAGÓGICA E CORRUPTA, FORMARÁ UM PÚBLICO TÃO VIL COMO ELA MESMO

Joseph Pulitzer

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Governo português, atento à situação na GBissau

O Governo manifestou na quinta-feira, em comunicado, preocupação com a instabilidade política na Guiné-Bissau e afirmou esperar que a atual situação “não venha a fazer perigar a aplicação do Programa Estratégico de Cooperação”.


“O Governo português tem seguido com preocupação (…) o agravamento da situação de crise institucional na Guiné-Bissau e lamenta que, pela segunda vez no espaço de menos de um ano, não tenha sido possível ao Governo levar a cabo o seu mandato”, refere, em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros, é “urgente” consolidar os progressos conseguidos após as eleições de 2014 e “ultrapassar o presente clima de desconfiança e incerteza, que veio pôr em risco as perspetivas de desenvolvimento que se abriram no país”.

“A ausência da necessária estabilidade política suscita dúvidas sobre a exequibilidade dos projetos de cooperação com a Guiné-Bissau, bem como sobre a prossecução das reformas necessárias ao país e há muito reconhecidas pela comunidade internacional”, sublinha o Governo.

Portugal espera que a “evolução política na Guiné-Bissau não venha a fazer perigar a aplicação do Programa Estratégico de Cooperação, fazendo votos para que seja encontrada uma situação estável e duradoura no quadro da legalidade constitucional”.

No comunicado, o Governo português manifesta também solidariedade com o povo guineense e insiste na “necessidade imperiosa de ser restabelecido o diálogo entre os diferentes atores políticos”.

O Governo da Guiné-Bissau liderado pelo veterano Carlos Correia foi demitido esta quinta-feira pelo Presidente da República, José Mário Vaz, de acordo com um decreto presidencial.

“O Governo não dispõe de apoio maioritário” no parlamento, justifica-se no decreto, que acrescenta “não haver condições financeiras e ser desaconselhado” avançar para eleições, pelo que “é demitido o Governo”.

O decreto presidencial 01/2016 foi divulgado ao princípio da tarde, em Bissau, depois de o chefe de Estado ter feito uma comunicação ao país, durante a manhã, em que apontava a demissão do Governo como única solução para a crise política no país.




GUINÉ BISSAU, ESTÁ DE LUTO !!..


GUINÉ BISSAU, ESTÁ DE LUTO !!..

FOI HASTEADA A BANDEIRA DO DITADOR SUAVE, DE UM GOLPE CONFIRMADO À CERCA DE 72 HORAS COM O VERGONHOSO BENEPLÁCITO DESFILE DE REPRESENTAÇÕES DIPLOMÁTICAS ESTRANGEIRAS.

 
 
 

terça-feira, 10 de maio de 2016

Bandido finalmente em lugar certo

"Doka Internacional" - FINALMENTE DETIDO O TERRORISTA OPERACIONAL DOS CLÃS DA CORRUPÇÃO POLITICA, TRÁFICO E OUTROS ..


(imagem de 'conosaba'

domingo, 8 de maio de 2016

Os crimes da incompetência e corrupção politica

Bolama é uma ilha da Guiné-Bissau, mas quase não há maneira de transferir um doente. Médicos voluntários portugueses perceberam isso quando transferiram Eurizanda, de 13 anos, que caiu de uma árvore enquanto brincava.


Quatro médicos do Centro Hospitalar do Porto estiveram dez dias na ilha para tentar resolver problemas pendentes de saúde local, como é o caso da menina, que sofreu ferimentos internos graves num rim e havia sido deixada, sem diagnóstico, numa cama do único hospital.

Só há um médico para 8000 habitantes e nem sequer é cirurgião. Mesmo que fosse, ali não há bloco operatório, nem meios de diagnóstico, nem análises.
 
 
 
 

Necessária a "aproximação legislativa" na África Ocidental contra a criminalidade organizada

"É fundamental a aproximação da legislação dos nossos países no que se refere ao combate à criminalidade organizada e à cooperação internacional em matéria penal", disse Ulisses Correia e Silva, primeiro-ministro de Cabo Verde.


No discurso de abertura do 16.º Comité Ministerial do Grupo Inter-governamental de Ação contra o Branqueamento de Capital na África Ocidental (GIABA), que hoje decorre na Praia, o chefe do Governo cabo-verdiano, deixou ainda garantias de que não permitirá que Cabo Verde "seja visto, nem tido como espaço seguro para a lavagem de capitais".

O primeiro-ministro de Cabo Verde assinalou que os trabalhos do GIABA antecedem o arranque a IX legislatura em Cabo Verde e considerou tratar-se de uma oportunidade para, o país e o Governo que lidera, reforçarem "o engajamento na luta contra a criminalidade organizada, sempre indissociavelmente ligada ao branqueamento de capitais e a aplicações e financiamentos ilícitos".

"A criminalidade transnacional organizada, que se serve de todos os mecanismos possíveis e imaginários para a conversão dos seus ilícitos proventos em rendimentos aparentemente lícitos, tem de ser travada igualmente de forma organizada e transnacional", sustentou.

Considerou que Cabo Verde "tem trilhado um caminho coerente e credível no combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo", privilegiando o "aprimoramento do quadro legal e institucional e o alinhamento e participação ativa em organizações que contribuem para uma constante evolução da resposta ao fenómeno".

"Seja a nível da CEDEAO, seja a nível da União Europeia e de parceiros bilaterais, Cabo Verde tem buscado mais conhecimento, melhores ferramentas e um alinhamento que se julga crucial para travar a ameaça permanente que o branqueamento de capitais representa", sublinhou.

Deixou ainda a garantia de melhorar os regimes de regulação e supervisão para em 2017 estar em "condições de apresentar uma palpável evolução" nesta matéria.

Criado em 2000, o GIABA é um organismo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) que tem como missão ajudar os Estados membros a prevenir o uso abusivo do sistema financeiro e da economia para fins de branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo.

Além de Cabo Verde, integram o GIABA, o Benim, Burkina Faso, Costa do Marfim, Gambia, Guiné Conacri, Guiné-Bissau, Libéria, Mali, Níger, Nigéria, São Tomé e Príncipe, Senegal, Serra Leoa e Togo.

A reunião ministerial sobre o branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo, que acontece pela segunda vez em Cabo Verde, conta com a presença de vários titulares das pastas da Justiça, Economia e Finanças de países da CEDEAO e de representantes de vários países observadores e organizações internacionais.




sábado, 7 de maio de 2016

Unicef, entregou ários veículos ao governo no quadro de assistência ao desenvolvimento da ONU ao país.

No âmbito dos compromissos assumidos na mesa redonda de Bruxelas, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, entregou nesta sexta-feira vários veículos ao governo da Guiné-Bissau no quadro de assistência ao desenvolvimento da ONU ao país.


O lote composto por quatro viaturas, 22 motos e 650 bicicletas é parte das dos US$ 13 milhões que a agência da ONU pretende investir só em 2016 para apoiar a implementação de ações identificadas no plano de trabalho contínuo do governo e Unicef.

Cooperação

Os planos resultam de análise e planificação conjunta entre o governo e a Unicef e vão em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis. Também constituem a primeira etapa para concretização do programa de cooperação bienal Unicef-Guiné-Bissau para o período 2016-2017.

Em conversa com a Rádio ONU na capital guineense, o representante da Unicef, Abulacar Sultan, disse que o ato marca o culminar dos trabalhos com o governo no âmbito do programa de cooperação de cinco anos alinhado com o plano estratégico e operacional "Terra Ranca".

Ondas de Greve

"Marca o iniciar deste ciclo de dois anos, 2016-2017 na expetativa de que através deste processo comecemos a impor uma nova dinâmica no sentido do fortalecimento dos sistemas nacionais de serviços de atendimento as populações, esta é nossa grande expetativa".

Isto numa altura que os setores da educação e saúde estão a braços com uma onda de greves sem precedentes, dois grandes fatos que marcam negativamente a situação da criança guineense, de acordo com o representante do Unicef.

Progressos

Para Abubacar Sultan, a paralisação sem fim vêm agravar os índices negativos relativamente à qualidade do ensino, à garantia do direito das crianças à educação. Segundo ele, greves podem pôr em causa os progressos alcançados.

" Alcançamos grandes avanços ao longo do último ano na redução da mortalidade materna e infantil, acesso das crianças à educação, combate à mutilação genital feminina, HIV Sida, acesso à água potável. Apesar das dificuldades, é importante acelerar para que não percamos estes ganhos".

A greve no setor da educação paralisou por completo as escolas públicas do país cujos estudantes correm risco de perder o ano letivo, enquanto no setor de saúde já provocou mais de duas dezenas de mortes, segundo fontes sindicais.


O que omitem os "jornalistas de investigação" da treta e oficiosos


Recebi um CD de uma pessoa com imagens recentes de Cancolim, Saltinho, Galomaro ( foi a escapar) Saltinho, Xime, Xitole ,Bambadinca, Bafatá e Cacheu.


Quando me queixei de que ele quase não tinha filmado em Galomaro, respondeu-me que o não deixaram.

A zona aonde existia o quartel, está transformado numa enorme serração onde cortam em troncos as árvores que estão a ser desbastadas para irem para a China.
Percebe-se porque não deixam filmar ou fotografar!!!

Por outro lado a plantação de cajueiros é intensiva.

Destroem a floresta e a agricultura tradicional, a água salobra avança. Estão a semear um deserto.

No cais de Bambadinca só se vê pilhas de toros de madeira para serem transportados pelo o Geba até ao porto de Bissau.

Estão a destruir o que é de todos o Guineenses para beneficio de meia dúzia.

MADEIRA PROVENIENTE DA SERRAÇÃO DE GALOMARO

ENQUANTO ISSO JOGA-SE NO PARLAMENTO A RESPECTIVA BOLSA DE VALORES...



 
(Parlamento suspenso pela 4ª vez. Claro para não interromper o saque nacional)





O trabalho real produzido por macacos muito, mas muito civilizados

Gabinete ao ar livre da polícia de ordem pública do sector de Komo região de Tombali Sul da Guiné-Bissau.

O contentor ao lado, serve como centro de detenção. Não é possível combater a criminalidade e consequente proteção dos direitos dos cidadãos, com uma corporação policial desprovida de tudo incluindo gabinetes de trabalho.

Enquanto continuarmos a perder tempo com banalidades, a ruína, a estagnação e a pobreza apoderam do país de forma galopante.Fonte: LGDH
 
( Fonte: LGDH ) 

( Titulo: Da responsabilidade do editor deste blog )





























sexta-feira, 6 de maio de 2016

Governo timorense promete novo mecanismo para evitar atrasos em pagamentos a professores

O ministro da Educação timorense garantiu hoje que está a ser aplicado um novo mecanismo para evitar que se repitam os longos atrasos nos pagamentos de salários e componentes salariais de professores, estagiários e funcionários das escolas de referência.


"Definimos um novo mecanismo com a embaixada portuguesa em Díli para evitar esse prolema e garantir o pagamento dos salários a tempo", disse António da Conceição à Lusa, à margem de um seminário em Díli sobre a língua portuguesa em Timor-Leste.

O mecanismo desenhado pelo Ministério timorense envolve a definição destes pagamentos na categoria de transferências públicas, ficando uma pessoa responsável por garantir a transferência mensal do valor a pagar para a conta do projeto controlada pela Embaixada de Portugal.

"O ministério faz as transferências do montante destinado para a conta da cooperação da embaixada, e por sua vez daí para as contas dos professores. Temos apenas que concluir os últimos trâmites para garantir que não se repetem mais estes atrasos", explicou.

Em causa estão os pagamentos dos salários dos funcionários e professores timorenses e os componentes salariais dos docentes portugueses dos Centros de Aprendizagem e Formação Escolar (CAFE) que, constantemente, sofrem atrasos, em alguns casos de vários meses.

O projeto que este ano já começou mal - com praticamente todos os CAFE sem poder abrir durante dois meses por atrasos de Portugal no envio dos professores - mantém novamente os atrasos, com os professores a referirem que ainda não receberam os componentes salariais de março e abril.

O protocolo com base no qual os professores são enviados para Timor-Leste prevê que além do salário pago por Portugal cada um dos professores receba do Governo timorense 1.000 dólares por mês como ajudas de custo, a que se somam mais 100 dólares por cada ano trabalhado no país.

Professores em Díli recebem um complemento adicional de 600 dólares para casa e os que estão nos distritos estão em casas disponibilizadas pelas autoridades timorenses.
 
 
 
 

Ministro da Educação timorense empenhado no português

"A língua portuguesa ainda não é uma língua usada fluentemente. É um desafio que devemos reconhecer. Mas não é um obstáculo ou um impedimento. É apenas um desafio, que vamos ultrapassar", disse António da Conceição.


"Cabe-nos a nós, governantes, continuar a reafirmar quem somos e como chegámos aqui. Isso ajuda a ultrapassar os nossos desafios e a manter a nossa identidade como timorenses e assim também contribuímos para a nossa existência global", afirmou.

O governante timorense, que falava num seminário sobre a língua portuguesa em Díli, recordou que a celebração, estes dias, da semana da língua portuguesa é um evento que, para Timor-Leste, "constitui uma afirmação histórica e também uma afirmação de ser timorense".

O português "faz parte da identidade de Timor-Leste", disse, "porque a língua assim nos identificou e nos fez ser timorenses, hoje".

Apesar disso e de o "português ter sido a língua da resistência", o ministro insistiu que há que reconhecer os desafios atuais, especialmente na área da educação em português.

"A lei de base da educação diz que as línguas de ensino são português e tétum, mas não podemos ignorar que os nossos professores, compatriotas que estão a dedicar-se ao ensino e à educação e que têm que enfrentar este desafio", disse.

O ministro saudou o apoio das autoridades portuguesas e brasileiras e o trabalho que tem sido dado para manter o ensino em português em todo o Timor-Leste.

Manuel Gonçalves de Jesus, embaixador de Portugal em Díli, reiterou o empenho das autoridades portuguesas em "cimentar a cooperação" com Timor-Leste no ensino do português

E agradeceu aos professores que "no dia-a-dia trabalham no ensino do português", participando numa "política linguística ativa".

José Dornell, embaixador do Brasil em Díli, afirmou, por seu lado, que "a língua portuguesa é uma característica e traça essencial da identidade" de Timor-Leste.

"Os líderes deste país, na sua visão de longo prazo e de amor pela pátria têm reiteradamente declarado a importância da língua, do domínio da língua como instrumento de conhecimento e de contacto com o mundo e sobretudo de consolidação da própria nacionalidade, da pátria e dos seus filhos", afirmou.

O seminário - com dezenas de participantes, incluindo alunos da Escola Portuguesa de Díli - decorre no INFORDEP, o principal centro de formação de professores em Timor-Leste onde têm colaborado, ao longo dos últimos anos, vários docentes lusófonos.
 
 
 

Timor-Leste acolhe 1ª reunião de responsáveis de serviços prisionais da CPLP

Timor-Leste acolhe na segunda e terça-feira a 1.ª Reunião do Conselho dos Diretores dos Serviços Prisionais da CPLP, encontro que terá como tema "sistemas prisionais, reinserção social e direitos humanos".


O encontro dá cumprimento ao deliberado na XIV Conferência dos Ministros da Justiça dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CMJPLOP), que decorreu em Díli, nos dias 22 e 23 de junho de 2015, e ao programa da presidência timorense da CPLP, que termina em julho.

O ministro da Justiça timorense e anfitrião do encontro, Ivo Valente, abre os trabalhos, a maioria dos quais à porta fechada.

Segundo informou à Lusa o Ministério da Justiça timorense, o encontro reúne os mais altos quadros da administração prisional e penitenciária dos estados membros da CPLP.

O encontro, que começa às 09:00 de segunda-feira (hora local, 01:00 em Lisboa) procurará delinear a Carta Geral de Princípios para os Sistemas Prisionais e de Reinserção Social no espaço da CPLP.

As conclusões do encontro deverão ser dadas a conhecer numa declaração final escrita.

Já confirmadas estão as presenças do diretor-geral dos Serviços Prisionais do Ministério do Interior de Angola, da diretora de Políticas Penitenciárias do Ministério da Justiça do Brasil e da diretora-geral de Gestão Prisional e Reintegração Social do Ministério da Justiça de Cabo Verde.

Participam ainda o diretor-geral dos Serviços Prisionais do Ministério da Justiça da Guiné-Bissau, o seu congénere do Serviço Nacional Penitenciário do Ministério da Justiça de Moçambique e o diretor-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais do Ministério da Justiça de Portugal.

Finalmente o encontro contará com as presenças do diretor-geral dos Serviços Prisionais de São Tomé e Príncipe e do diretor nacional dos Serviços Prisionais e de Reinserção Social do Ministério da Justiça de Timor-Leste.
 
 
 

Díli confirma reunião de igualdade de género da CPLP


A IV reunião dos Ministros Responsáveis pela Igualdade de Género e Empoderamento da Mulher da CPLP vai decorrer como previsto na próxima semana em Díli, depois de ter estado cancelada, porque mais uma delegação confirmou a sua presença. Fonte da secretaria de estado timorense para o apoio e promoção sócio-económica da mulher (SEAPSEM), que na quinta-feira disse à Lusa que a reunião tinha sido cancelada, explicou hoje que a decisão da delegação de Angola de participar permite que o encontro ocorra. "Posso confirmar que a reunião vai decorrer como previsto na segunda e terça-feira", disse a fonte da SEAPSEM.

 
 
 

O maliano Modibo Touré é o novo enviado da ONU para a GBissau

Economista assume a pasta de representante especial no lugar de Miguel Trovoada; carreira do recém-nomeado inclui postos de alto nível em países como Quénia, Chade, Cote d’Ivoire e Etiópia.


O maliano Modibo Touré foi anunciado esta quinta-feira como o novo representante do secretário-geral das Nações Unidas para a Guiné-Bissau.

Touré também substitui o são-tomense Miguel Trovoada no cargo de chefe do Escritório Integrado da ONU para a Consolidação da Paz no país, que terminou o mandato em abril.

Liderança

Em nota, apresentada pelo seu porta-voz Stephane Dujarric, Ban Ki-moon agradece ao enviado cessante pela liderança e pelas realizações da missão durante o seu trabalho na Guiné-Bissau.

O novo representante é mestre em Gestão de Empresas e licenciado em Economia tendo ocupado o cargo de assessor especial do enviado especial para a Região dos Grandes Lagos, de 2013 a 2015.

Coordenador


Touré já trabalhou em países como Quénia, Chade, Cote d’Ivoire e Etiópia como coordenador residente interino da ONU, chefe humanitário e na liderança do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas, Pnud.

A sua carreira inclui cargos de alto nível no Banco Africano de Desenvolvimento, BAD, e como ministro de Novas Tecnologias, Telecomunicações e Correios no Mali.
 
 
 

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Aposta no microcrédito para fazer crescer economia social lusófona

O presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca sublinhou o "importante e incontornável" contributo da economia promovida por cooperativas, associações mutualistas, associações comunitárias, fundações, e outras, no desenvolvimento dos países.


"A cereja em cima do bolo, neste sistema de coisas seria a 'bancarização' do sistema de microcrédito, com inclusão na Câmara de Compensação", sustentou.

O chefe de Estado cabo-verdiano falava para uma plateia de cerca de centena e meia de representantes das várias organizações de países lusófonos durante a sessão de abertura do I Congresso da Economia Social e Solidária do Espaço Lusófono, que decorre até sábado na capital cabo-verdiana.

Jorge Carlos Fonseca desafiou também os participantes a debruçarem-se sobre esta questão e incluírem nas recomendações do congresso a "criação de bancos de desenvolvimento social".

A economia social regista um crescimento significativo em vários países do mundo, segundo as Nações Unidas, mas entre os países lusófonos apenas o Brasil e Portugal têm contabilizado o seu peso no crescimento económico dos países.

Por isso, um dos objetivos do Congresso passa também por lançar as bases para a realização de uma avaliação global do peso da economia social na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

"Uma das orientações deste congresso é fazer o mapeamento da realidade da economia social na CPLP e construir indicadores verificáveis e universalmente aceites", disse aos jornalistas Jacinto Santos, presidente da organização não-governamental (ONG) Citi-Habitat, anfitriã do congresso.

No caso concreto de Cabo Verde, Jacinto Santos adiantou que um estudo recente feito num universo de 724 organizações concluiu que só as associações e as ONG criavam mais de dois mil postos de trabalho diretos.

O responsável assinalou que a taxa de penetração associativa em Cabo Verde corresponde a 46 por cento da população cabo-verdiana, com grandes efeitos na formação profissional e na empregabilidade.

No entanto, Jacinto Santos adiantou que faltam ainda ao país muitos dados para conseguir construir uma conta satélite da economia social e solidária, como existe em países como Portugal, que prepara já a segunda edição deste instrumento de contabilidade.

"O nosso objetivo é caminharmos no sentido de vir a ter também uma conta satélite da economia social e solidária", disse, acrescentando que é também objetivo do congresso criar uma "rede lusófona da economia social solidária".

Eduardo Graça, da Cooperativa António Sérgio para a Economia Social, de Portugal, que representa a Organização das Cooperativas dos Países de Língua Oficial Portuguesa (OCPLOP), falou sobre a realidade portuguesa da economia social.

"É uma realidade expressiva do ponto de vista económico e da criação de emprego constituída por cerca de 63 mil entidades (organizações, associações, mutualistas, IPSS, etc.) com um contributo de cerca de 3% para o Valor Acrescentado Bruto e de pelo menos 5,5 % para o emprego remunerado. É já hoje em Portugal uma realidade com expressão económica e social", disse.

Eduardo Graça mostrou-se convencido que este congresso e outras iniciativas que estão previstas neste âmbito irão "desembocar num trabalho conjunto que permitirá valorar, valorizar e compreender no plano estatístico esta realidade no conjunto dos países lusófonos", acrescentou.

Presente na abertura do congresso, a representante do sistema das Nações Unidas em Cabo Verde, Ulrika Richardson, sublinhou os resultados positivos do modelo misto deste tipo de economia [público, privado, social e solidário) em países do norte da Europa como a Dinamarca, Holanda, Finlândia, Noruega e Suécia, onde a economia social e solidária representa cerca de 35 por cento do Produto Interno Bruto.

Apontou ainda o exemplo do Brasil, onde em 2014, mais de três milhões de pessoas trabalhavam de forma associativa em iniciativas de economia social e solidária.

"As cooperativas na Argentina, Brasil, Indonésia e Quénia empregam entre 250 mil e 300 mil pessoas em cada país. Em todo o mundo, as cooperativas asseguram 100 milhões de empregos", disse.
 
 
 
 

Em Bissau narcotraficantes seguidos por uma polícia com falta de meios

"Em fevereiro houve um forte seguimento de pessoas que chegaram ao país e desencadearam diversas atividades", referiu fonte da PJ.

"Não fotografámos estupefacientes, mas o que constatámos deixa-nos 90% certos de que estavam a preparar algo ligado ao tráfico", acrescentou.


Entre setembro e outubro de 2015, no mesmo período em que o Presidente da República demitiu o Governo e houve uma situação de turbulência política, registou-se na Guiné-Bissau o "mais intenso movimento" de sul-americanos ligados ao tráfico de droga.

"Tudo por causa da indefinição no poder. Eles aproveitam a instabilidade como distração", acrescentou a mesma fonte da PJ.

Aquela polícia guineense realiza atualmente "operações de seguimento e vigilância várias vezes por mês".

O objetivo é um dia apanhar em flagrante um "tubarão", ou seja, um grande traficante, e os operacionais acreditam que já estiveram mais longe de o conseguir.

Segundo refere a mesma fonte, continua a haver cumplicidade "de alguns militares" guineenses no tráfico de cocaína, mas "por iniciativa pessoal: são ligações que ficaram com os traficantes" e não um envolvimento por indicação superior da hierarquia militar, "como antes acontecia".

O maior desafio das autoridades para enfrentar o narcotráfico na Guiné-Bissau "é a falta de capacidade para se fazerem investigações profundas e complexas", refere a fonte da UNODC em Bissau, numa alusão à incapacidade das polícias.

O problema é um denominador comum nos relatórios sobre o tráfico de cocaína oriunda da América do Sul e que há uma década faz da África Ocidental o trampolim para o resto do mundo.

Já em abril de 2009, o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Zamora Induta, apontava as ilhas de Bubaque, Orango e João Vieira, no arquipélago guineense dos Bijagós, como locais de aterragem de aviões suspeitos.

"Isto tudo acontece por falta de autoridade de Estado nessas ilhas", dizia.

E neste aspeto, apesar de haver uma nova vontade política, no terreno, pouco mudou.

Desde 2006, a PJ intercetou pouco mais de uma tonelada de cocaína (a última grande apreensão foi em 2007), apesar de a diretora daquela força ter admitido, em 2008, que podiam estar a passar pelo país 300 toneladas por ano.

"Este tipo de operações exige uma intervenção rápida, mal se saiba o que se vai passar", para apanhar os intervenientes em flagrante, refere um dos agentes operacionais.

Mas a PJ não tem sequer um barco, nem equipamento de proteção pessoal que dê aos agentes a confiança necessária para enfrentar "pessoas altamente perigosas".

"Por mais que se queira, não se arriscam vidas sem ter a certeza que uma operação estará à altura de os enfrentar", acrescenta.

Acresce ainda ao cenário uma série de outras debilidades.

"O Porto de Bissau não tem uma equipa canina" para detetar cocaína ou outros produtos, queixa-se aquela fonte da PJ.

"Só há um controlo visual" do parque de contentores, respetivas cargas e descargas.

"E o que dizer das fronteiras terrestres", em que há inúmeros caminhos não vigiados percorridos todos os dias. "Quem controla o crime organizado com certeza deve estudar estes pormenores", conclui.
 
A Polícia Judiciária da Guiné-Bissau está a seguir os passos de diversas pessoas identificadas a nível internacional por suspeita de serem grandes traficantes de droga, disse à Lusa fonte da instituição.