COM O TEMPO UMA IMPRENSA CÍNICA, MERCENÁRIA, DEMAGÓGICA E CORRUPTA, FORMARÁ UM PÚBLICO TÃO VIL COMO ELA MESMO

Joseph Pulitzer

sábado, 31 de agosto de 2013

Medicamentos em garrafas de cerveja

Garrafas reutilizadas na Guiné-Bissau para serem utilizadas no combate às doenças.

Como se fosse uma grande noticia para a saúde das pessoas, a ignorância é patente. Todos continuam a brincar com a saúde das pessoas indefesas no conhecimento e recursos.
Ignorância retrograda de quem tem intenção de manter o povo num estado de subdesenvolvimento sob a capa de uma pseudo-ajuda, que uns chamam "humanitária" outros "solidariedade". 
Neste caso, "CARITAS Guineense"  e " CURIA Diocesana" . 
Portanto o reaccionarismo na GB é mais que muito..... e pelos vistos a preços "módicos"....


Ao longe parece cerveja, mas os rótulos artesanais mostram que as garrafas foram limpas e reutilizadas para distribuir medicamentos naturais na Guiné-Bissau, explicou fonte da Caritas guineense à agência Lusa.
Xaropes para atacar crises de hepatite, paludismo e outras doenças são feitos com plantas medicinais e estão expostos na Feira de Medicina Tradicional Africana que se iniciou na sexta-feira e termina este sábado nas instalações da Curia Diocesana de Bissau e Bafatá.
Além dos xaropes, há chás, sementes e produtos em pó, muitos distribuídos em embalagens iguais às de medicamentos e angariadas por médicos estrangeiros que colaboram com o projeto.

VER VÍDEO: 
O preço destes produtos feitos com plantas da Guiné-Bissau varia entre 300 e 1200 francos CFA (entre 45 cêntimos e dois euros).
A Caritas refere que a procura por este tipo de produtos "triplicou de 2012 para 2013", o que a organização acredita dever-se à crise que afeta o país, mas também graças à credibilidade que as plantas medicinas estão a conquistar, muito devido aos testemunhos de vários pacientes.
Atualmente, são produzidas por mês 150 doses de cada medicamento (em garrafa ou outros recipientes), vendidos em farmácias instaladas em Bissau, Mansoa e Contuboel.

Tráfico Global: Guerra ao crime em terminais de carga

Publicado em 29/08/2013



É o comércio global ou é crime em uma caixa? Dentro de centenas de milhões de contentores em navios gigantes que circulam a navegar o globo. Escondido entre as essas remessas podem circular drogas ilegais ou falsificações ou até mesmo algo mortal. Algo com consequências que ameaçam a segurança de todos nós. Viaje com a gente para portos ao redor do mundo onde a guerra está sendo travada para nos proteger contra essas ameaças globais.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Falta de Alimentos no Centro Nutricional de Gabú

O único Centro de Recuperação Nutricional da cidade de Gabú enfrenta crise. 


O centro tem ruptura de stock de géneros alimentícios e de medicamentos, numa altura em que que 25 das crianças que frequentam o centro sofrem de desnutrição elevada. 
As crianças deviam internar, mas devido à falta de leitos, uma parte recebe tratamento ambulatório, disse a responsável do Centro, Silvina Mendes, enfermeira. 
O Centro de recuperação funciona dentro do hospital regional de Gabú. Foi criado pelas Congregação das Irmãs Franciscanas Clarissas em 1999 para responder a casos de desnutrição das crianças na altura do conflito armado em que a Guiné-Bissau esteve mergulhado. 
Passados 15 anos, a desnutrição continua a ser o problema na região de Gabú e a cidade situa-se no topo da lista com a mais elevada taxa de desnutrição no país. 
O centro vive com ajuda de Programa Alimentar Mundial, das Dioceses de Bissau e Bafatá e a ajuda de pessoas de boa vontade.

(texto: Indira Correia Baldé)

O sequestro de Enide Tavares Soares da Gama

 Presidente da LGDH considera ter sido sequestrado pela PJ

O Presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH), Luís Vaz Martins, foi convocado esta quinta-feira, 29 de Agosto, pela Brigada de Homicídios da Polícia Judiciária (PJ), dois dias depois de ter apresentado uma prova de vida da cidadã guineense Enide Tavares Soares da Gama, que estava dada como morta.

Um ficheiro de áudio´ apresentado pela LGDH como prova de vida da cidadã Enide Tavares Soares da Gama, contraria as mais recentes afirmações do Chefe de Estado-maior General das Foras Armadas, António Indjai, que a dava como morta. 

Para o Presidente da LGDH, não se compreende a razão da sua convocação pela brigada de homicídios da PJ, uma vez que em nenhuma circunstância afirmou que Enide Soares da Gama estava morta mas, pelo contrário, foi a sua organização que apresentou provas de que a cidadã se escontra com vida.

O responsável pela organização guineense afirmou que «toda esta ´cosmética´ não passa de uma tortura psicológica porque a exposição das informações que tinha para prestar não podiam ir além de trinta minutos, mas fui obrigado a ficar nas instalações da PJ durante mais de cinco horas. Mesmo assim, depois de eu ter assinado os autos, os agentes ainda me detiveram à espera do sinal do Director Nacional da Polícia Judiciária, para autorizar a minha libertação», revelou Luís Vaz Martins. 

O Presidente da LGDH disse que a sua organização está aberta à colaboração institucional com as autoridades judiciais, mas jamais vai colocar em risco a segurança de Enide Soares da Gama, que se encontra num lugar com garantia de sigilo.

«A Liga nunca vai expor publicamente a imagem de Enide, a menos que ela manifeste tal vontade. Está em causa o direito à boa imagem de uma cidadã traumatizada e em estado de choque». 


A 27 de Agosto, a LGDH apresentou o testemunho de Enide Tavares Soares da Gama, que confirmou que está viva, contrariamente aos recentes manifestos do Chefe de Estado-maior General das Forças Armadas, António Indjai, que a dava como morta. 

A cidadã guineense foi julgada e condenada em Cabo Verde por tráfico de droga e, mais tarte, expulsa daquele país sob a escolta de dois agentes da Policia Nacional Cabo-verdiana, em Julho. Os oficiais foram presos em Bissau, despoletando o mais recente conflito político-diplomático entre o Governo cabo-verdiano e as autoridades de transição da Guiné-Bissau.

(in: PNN)

O principal e o acessório

CONCENTRAR AS ATENÇÕES NUM SÓ GANSTER MILITAR/POLITICO, EMBORA PERIGOSO, É DESVIAR A OBSERVAÇÃO DE TODA A ANARQUIA, CORRUPÇÃO, NO FUNDO... DE TODO O DRAMA DO PAÍS.
É COMO OLHAR PARA A ÁRVORE E NÃO VER A FLORESTA. 
ANTÓNIO INDJAI NÃO É O ÚNICO PROBLEMA DA GBISSAU. 
ELE É PARTE DO PROBLEMA. 
FAZ PARTE DE TODO UM CORPO POLITICO/MILITAR, SÓMENTE É O 'BOBO' NECESSÁRIO PARA DISTRAIR ATENÇÕES E ACTUAR COMO PROVOCADOR DE SERVIÇO GERANDO A CONFUSÃO E O MEDO.
O PROBLEMA GLOBAL DA GBISSAU, NÃO É UM 'HOMEM' , É UM CONJUNTO DE INDIVÍDUOS, UMA CLASSE POLITICA, UMA PARTE DA SOCIEDADE CORRUPTA E DE MARGINAIS. 
NUNCA SE CHEGARÁ A LADO NENHUM ENQUANTO A GBISSAU NÃO FOR DISCUTIDA COMO UM TODO.

(c.f. 8/2013)

À boa tradição fascista

29 de Agosto de 2013


Afinal, o rapper Masta Tito foi mesmo espancado por militares que o raptaram ao final da tarde. Aconteceu tudo na zona do cemitério de Antula, e depois foi abandonado no Bairro da Ajuda. Amanhã, será submetido a exames médicos. ANTÓNIO INDJAI é o todo-poderoso da Guiné-Bissau. Manda raptar, espancar e, na pior das hipóteses, manda MATAR! AAS

(in: DC)

Universidades da Guiné-Bissau e da Guiné Equatorial assinam acordo

O Presidente do Centro de Investigação Cientifica e Tecnológica da Guiné Equatorial (CICTE) assinou, a 27 de Agosto, com a Reitora da Universidade Amílcar Cabral (UAC), na Guiné-Bissau, um acordo de intenção entre as duas instituições do ensino superior.

O convénio rubricado por Anacleto Olo Mibuy e Odete Semedo visa o intercâmbio entre o CICTE e a UAC, a formação de professores da Guiné Equatorial em língua portuguesa, em Bissau, e o envio de professores de português para as universidades de Malabo.

O acordo foi firmado no âmbito da visita de uma delegação equato-guineense à Guiné-Bissau, na sequência da apresentação pública da fundação «Obiang Nguema Mbasogo e Amílcar Cabral». 

Em declarações à PNN, Anacleto Olo Mibuy destacou a importância da medida na promoção das línguas portuguesa e espanhola.

Para Odete Semedo, este acto marca o início de uma cooperação sólida entre Bissau e Malabo, no domínio da formação superior entre os dois países.
A convite da Fundação «Obiang Nguema Mbasogo e Amílcar Cabral», uma delegação da Guiné-Equatorial efectuou uma visita de cinco dias à Guiné-Bissau, onde procedeu à apresentação pública da referida fundação. A missão manteve também encontros de trabalho com as autoridades de transição, incluindo o Presidente Manuel Serifo Nhamadjo.

Criada por um grupo de jovens da Guiné-Bissau, em Novembro de 2011, a fundação «Obiang Nguema Mbasogo e Amílcar Cabral» tem como objectivo contribuir para a melhoria da qualidade do ensino formal e informal através de pesquisas, bem como promover a investigação da história e da cultura entre os dois países.
A promoção da agricultura, da pecuária e da produção de alimentos visando o desenvolvimento sustentável, bem como a promoção da língua portuguesa entre a Guiné-Bissau e a Guiné Equatorial são, de entre outras, metas definidas pela fundação.

Governo paga aos funcionários públicos com dinheiro da «MTN»

 O Governo de transição determinou, esta terça-feira, 27 de Agosto, que a empresa multinacional de telecomunicações «MTN» deve pagar cerca de 250 milhões de Francos CFA (cerca de 380 mil euros), destinados à regularização dos salários dos funcionários públicos.

O valor destina-se ao pagamento dos ordenados dos trabalhadores do Estado guineense correspondentes ao mês de Agosto, que está quase a terminar.

A notícia foi avançada à PNN por uma fonte do Ministério das Finanças, que adiantou que o mesmo modelo foi solicitado à empresa «Orange Bissau», também de telecomunicações, não se conhecendo o montante em causa.

O Governo liderado por Rui Duarte Barros não tem mostrado a capacidade de remunerar os funcionários públicos, procedendo ao pagamento parcial dos ordenados. A primeira instituição a receber salários foi sempre o Ministério da Defesa, tal como já aconteceu este mês, seguido do Ministério do Interior.

Nos dois últimos anos, o montante global para o pagamento dos salários aos funcionários do aparelho do Estado era estimado em cerca de 2.5 mil milhões de Francos CFA (cerca de 380 milhões de euros).

(in:PNN)

ONU inaugura posto avançado no norte da Guiné-Bissau

As Nações Unidas inauguram, no próximo domingo, um posto avançado na vila de São Domingos, no norte da Guiné-Bissau, anunciou hoje a organização em comunicado.




O posto vai ser o primeiro de quatro a inaugurar em várias zonas do interior do país no âmbito da operação do Gabinete Integrado das Nações Unidas de Consolidação da Paz para a Guiné-Bissau (UNIOGBIS), sediado na capital.
A cerimónia oficial de inauguração vai contar com a presença do representante especial do Secretário-Geral da ONU para a Guiné Bissau, José Ramos-Horta.
Participam ainda o Governador do Setor de São Domingos, bem como autoridades tradicionais locais.
A cerimónia vai servir também para distribuir informação junto dos residentes sobre a atividade e o papel da UNIOGBIS.
O Gabinete Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau foi criado pelo Conselho de Segurança da ONU e iniciou funções em janeiro de 2010 por um período inicial de 12 meses, tendo sido posteriormente estendido.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Carta aberta a Ban Ki-Moon


Carta aberta a Ban Ki-Moon 

 

A Sua Execelência
Ban Ki-Moon
Secretário Geral das Nações Unidas
                                                                                                                                                   
É do conhecimento das diversas instâncias internacionais á situação política, social e militar que vive o povo da Guiné-Bissau desde o Golpe de Estado de 12 de Abril de 2012, que interrompeu violentamente o processo eleitoral para as presidenciais então em curso, e que derrubou o governo legítimo do Senhor Carlos Gomes Júnior, cuja governação tinha conduzido a Guiné-Bissau a um caminho de desenvolvimento e de progresso internacionalmente reconhecidos.

E aliás, a real situação política e militar que desde então se vive na Guiné-Bissau que tem estado na origem das múltiplas recomendações e decisões tomadas em diferentes reuniões internacionais, regionais e sub-regionais sobre as questões que afetam o país.

Atendendo, pois, as condições que o povo e os políticos vivem no momento presente, O Collectif des Ressortissants, Sympathisants et Amis de la Guiné-Bissau e a Diáspora Guineense em França, decidiram unir as suas forças na busca de uma solução viável com vista a necessidade da adoção, sem delongas, das medidas necessárias para que:

- Se instaure a paz e segurança definitivas para o povo guineense, todos os políticos e a Sociedade Civil;

- Se efetive o regresso à normalidade do quotidiano guineense e se promova o desenvolvimento e o progresso;

- Seja garantida a realização das eleições livres e transparente.

Assim, o Collectif des Ressortissants, Sympathisants et Amis de la Guiné-Bissau e a Diáspora Guineense em França resolveram aprovar e apresentar as seguintes conclusões e recomendações:

- Reiterar que as Nações Unidas são a única organização internacional capaz de agendar, garantir a segurança e a transparência durante qualquer ato eleitoral na Guiné-Bissau;

- Requerer que em colaboração com as organizações internacionais e sub-regionais (União Africana, CEDEAO, CPLP, União Europeia e outras) a Organização das Nações Unidas assegure a estabilidade, a visibilidade de toda dinâmica do conjunto dos atores.

É nossa convicção que a realização das eleições gerais num quadro de efetiva segurança passa por se assegurarem imperativamente e com urgência as seguintes condições:

1 – Assegurar um envio de uma força internacional de paz e de segurança para garantir o regresso incondicional à Guiné-Bissau de todos os responsáveis políticos e demais cidadãos no exílio a fim de participarem livremente nas eleições previstas para o dia 24 de Novembro próximo.

2 - Garantir o voto da Diáspora Guineense, para que possa cumprir o seu dever cívico nas referidas eleições.

3 – Providenciar para que todos os candidatos a essas eleições presidências assinem uma carta de reconhecimento dos resultados pronunciados pela CNE.

4 – Garantir a libertação imediata e incondicional de todos os responsáveis políticos, militares e dos cidadãos detidos.

As posições assumidas pela comunidade internacional quanto às questões relativas à instabilidade na Guiné-Bissau, designadamente no que se refere as violações sistémicas dos Direitos Humanos, testemunham a necessidade de restabelecimento urgente da PAZ, da SEGURANÇA, dos DIREITOS HUMANOS e da UNIDADE NACIONAL.

O Collectif des Ressortissants, Sympathisants et Amis de la Guiné-Bissau e a Diáspora Guineense em França e Portugal, agradecem antecipadamente a atenção que creem será dispensada a estas preocupações e esperam que as solicitações apresentadas encontrem eco numa efetiva e urgente ação internacional.

Paris, 17 de Agosto de 2013
A direcção


Guiné-Bissau quer reforçar controle de navios de pesca estrangeiros

(Footo: Novosti)

O presidente do Sindicato Nacional dos Marinheiros da Guiné-Bissau (Sinamar), João Cá, quer que as autoridades do país apertem o controle de navios de pesca estrangeiros, disse em declarações à agência Lusa.


De acordo com o sindicalista, parte do peixe capturado na Zona Económica Exclusiva (ZEE) guineense é atirado borda fora, violando a lei, porque muitos navios pesqueiros apenas se preocupam com a captura de camarão.
João Cá estima que o prejuízo anual com esta prática ronde, pelo menos, 100 milhões de euros em peixe desperdiçado, número que o ministro de transição com a pasta das pescas, Mário Lopes da Rosa, considera "exorbitante".
O governante disse à Lusa que não coloca em causa as afirmações de João Cá, mas realça que os próprios armadores de pesca estarão a "deitar fora" dinheiro se atirarem borda fora qualquer espécie de peixe.
A União Europeia (UE) é actualmente a principal parceira comercial da Guiné-Bissau na área das pescas.
De acordo com as contas de João Cá, o país ganha Actualmente sete milhões de euros por ano com o Fundo de Compensação da UE para o sector  mas se existisse um controlo rigoroso seria possível "ganhar muito mais".
"De cada vez que um navio de arrastão manda a rede para o mar, captura mais de 500 quilos de camarão, mas também apanha muito peixe: como não é aquele que querem, atiram-no borda fora e é muito dinheiro que se perde", acrescentou.
O presidente do Sinamar disse já ter alertado as autoridades guineenses para o assunto em várias ocasiões, mas queixa-se de ainda ninguém ter tomado qualquer medida para alterar a situação.
O sindicalista teme que a venda de licenças aos barcos de armadores da UE, da China e da Coreia do Sul não esteja a apoiar o desenvolvimento das pescas na Guiné-Bissau, nem a economia do país.
"Dizem que o sector da pesca representa 40 a 45 porcento do Orçamento Geral de Estado, mas eu digo que se for bem explorado e controlado poderia pagar todo o Orçamento de Estado da Guiné-Bissau e muito mais", concluiu João Cá.
Confrontado pela Lusa com as queixas do presidente do Sinamar, o ministro de transição com a pasta das pescas, Mário Lopes da Rosa, considera que as estimativas são exageradas.
"Todos os barcos que estão nas nossas águas territoriais, seja qual for o tipo de pesca que fazem, têm um sistema de tratamento do pescado, ao apanharem o peixe que não lhes convém transformam-no em farinha em vez de deitá-lo ao mar", declarou o governante.
"Não estou a ver nenhum armador a atirar peixe ao mar, porque está a deitar fora dinheiro. Dizer que esse valor pode ascender a 100 milhões de euros é um valor exorbitante", defendeu Mário Lopes da Rosa.
O ministro admite, no entanto, que possa haver um ou outro barco que incorra nesse tipo de comportamento, mas encara-os como excepções.


LGDH apresenta prova de vida da cidadã dada como morta


A cidadã guineense que está no centro da última crise diplomática entre as autoridades de transição da Guiné-Bissau e o Governo cabo-verdiano, dada como morta pelo Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, António Indjai, declarou publicamente que está «sã e salva», esta terça-feira, 27 de Agosto.

O testemunho de Enilde Tavares Soares da Gama foi conhecido esta terça-feira, através da Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH), que confirmou que a cidadã está bem de saúde e se encontra na Guiné-Bissau. Estas declarações contrariam o discurso do Chefe de Estado-maior General das Foras Armadas, António Indjai, que deu a cidadã como morta sem, no entanto, ter citado o autor do crime. 
Julgada e condenada em Cabo-verde e, mais tarte, expulsa daquele país, a cidadã guineense foi acompanhada, em Julho, por dois agentes da Polícia Nacional cabo-verdiana. Enide Soares da Gama esteve na origem da última crise diplomática registada na relação entre Bissau e a Praia, depois da polémica captura de José Américo Bubo na Tchuto, antigo Chefe de Estado-Maior da Armada guineense, pelas autoridades norte-americanas. 
Preocupada com a sua segurança, Enide Tavares Soares da Gama solicitou uma maior protecção ao Estado guineense, esta terça-feira, e apelou à serenidade entre as autoridades de transição da Guiné-Bissau e o Governo cabo-verdiano. 

«Eu vivia em Cabo-verde, presa, e voltei à minha terra. Em consequência houve polémica, envolvendo o meu país e o Governo cabo-verdiano, por minha causa. Informo, entretanto, que estou viva e graças a Deus estou bem de saúde. Peço ao Estado que me proteja e que cesse a polémica entre os dois países», referiu a cidadã guineense. 

Enide Soares da Gama foi expulsa de Cabo Verde em Julho. Os dois agentes da Policia Nacional cabo-verdianos que a escoltaram foram presos pelos Serviços de Informação do Estado, sob a acusação de crimes contra a Segurança Interna e Externa do país. 
A libertação dos dois oficiais aconteceu depois de uma intervenção político-diplomática, adicionada à defesa jurídica para que o Ministério Público arquivasse o processo, alegando falta de provas.

(in:PNN)

Detenções de policias de Cabo-Verde. Bissau força a barra

Governo trabalha "em várias frentes" para libertar seus polícias detidos


O Primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, disse hoje (segunda – feira) na Cidade da Praia, que o Governo "está a trabalhar em várias frentes" para conseguir a libertação dos dois polícias nacionais presos na Guiné Bissau.  
José Maria Neves reconheceu que "o problema é complexo", mas indicou que o Governo tem dado todo o apoio necessário aos dois cidadãos cabo-verdianos, nomeadamente judicial, através de advogados.  
 
"Estamos em permanente contacto com os dois agentes, as autoridades guineenses e os organismos internacionais para resolvermos da melhor forma possível esta situação".  
  
Questionado sobre a demora na resolução do caso, José Maria Neves pediu paciência e disse que "há questões que não podem ser resolvidas ao ritmo que desejamos, tendo em conta um conjunto de equívocos que têm de ser removidos". 
    
O Primeiro-ministro confirmou também que o embaixador de Cabo Verde no Senegal, Francisco Veiga, se encontra neste momento na Guiné-Bissau a dialogar com as autoridades guineenses para trazer de volta os dois agentes da Polícia Nacional.  
Os dois agentes do Departamento de Estrangeiros e Fronteiras Mário Lúcio de Barros e Júlio Gomes Tavares foram detidos no Aeroporto de Bissau no dia 12 de Julho, quando já se encontravam na sala de embarque para Cabo Verde, depois de terem realizado uma missão de escolta a uma cidadã guineense expulsa do país, depois de cumprir metade de uma pena por tráfico de droga.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

A saúde em 2010

Centro de Saúde em Galomaro no ano de 2010



Estudantes finalistas na Rússia voltam a sofrer

Estudantes finalistas na Rússia voltam a sofrer com falta de condições


 Tal como nos anos anteriores, os estudantes guineenses na Rússia que terminaram as suas formações estão a sofrer com falta de condições básicas de sobrevivência.

São mais de 40 os finalistas guineenses que estão numa «situação indesejável» e a maioria reside actualmente na sede da representação diplomática da Guiné-Bissau em Moscovo, que também não oferece condições dignas, obrigando os recém-licenciados a dormirem no chão das salas e dos gabinetes. 

«As autoridades competentes devem assumir as suas responsabilidades que passam pela retirada imediata dos finalistas», defendeu um dos recém-finalistas que, ao mesmo tempo, tranquilizou os pais e encarregados de educação, no sentido de estarem «calmos e esperançados» porque a situação será resolvida num «curto espaço de tempo». 

Informações apontam para que as autoridades guineenses estejam cientes da situação e prometam medidas com vista a fazer os estudantes voltarem ao seu país. 

De referir que a situação se repete todos os anos, colocando os finalistas em situação de abandono uma vez que são desalojados das universidades depois de concluído o curso. Há alguns anos, as entidades diplomáticas guineenses foram alvo de severas agressões verbais por parte dos estudantes em situação de desespero.

(in:PNN)

Promiscuidade entre Secretas e Politicos

Oficiais do Serviço de Informação do Estado envolvidos em actividades políticas



Os altos oficiais do Serviço de Informação do Estado (SIE) da Guiné-Bissau estão activamente envolvidos em actividades políticas, nomeadamente nas campanhas eleitorais dos partidos políticos e dos candidatos.

Estas revelações constam das recomendações finais da 1.ª Conferência Nacional do SIE e da Direcção Central de Inteligência Militar, que decorreu recentemente em Bissau.

De acordo com o mesmo documento, a que a PNN teve acesso, neste aparelho de investigação do Estado guineense é cada vez mais notável a crescente tentativa de partidarização de SIE, com a nomeação dos seus dirigentes com base nas afinidades político-partidárias. 

«Enquadramento nas estruturas de elementos apoiantes de partidos políticos e de candidatos sem a prévia observância dos critérios que presidem à selecção dos candidatos no SIE», lê-se no documento.

No âmbito político, os participantes deste encontro entendem que as instabilidades políticas cíclicas que a Guiné-Bissau viveu nos últimos anos têm vindo a minar as relações de confiança conseguidas pelo SIE durante o período de luta armada de libertação nacional. 

«Esta situação teve e continua a ter efeitos profundamente nefastos nos esforços de afirmação da soberania, unidade nacional e consequente consolidação do Estado emergente de um longo processo de luta de libertação», dizem os conferencistas.

No que toca à abertura política na Guiné-Bissau nos anos 1990, os participantes deste encontro afirmaram que o aparelho de segurança não estava minimamente preparado para a transição multipartidária.

Neste sentido, o documento indica que o novo contexto de multipartidarismo constituiu um factor de vulnerabilidade, o que tornou os oficiais do SIE facilmente aliciáveis pelos diferentes actores políticos nacionais, desviando assim os princípios que nortearam a actividade operacional do SIE.

Para ultrapassar a situação, os participantes da 1.ª Conferencia Nacional do SIE e da Direcção Central de Inteligência Militar concluíram que existe a necessidade de criação de um regulamento do organismo, estatutos de carreira contemplando o regime remuneratório especial como previsto na lei, atribuição de incentivos de isolamento e de riscos aos efectivos de SIE.

A criação do mecanismo de colaboração e coordenação entre o SIE e a Direcção Central de Inteligência Militar por forma a flexibilizar as suas capacidades operacionais e diminuir as eventuais barreiras no cumprimento das suas missões, a reintrodução do funcionamento integral da ficha individual e disciplinar para cada agente com o fim de evitar as promoções e graduações injustas e incompatíveis com as respectivas aquisições académicas foram algumas recomendações saídas do encontro em Bissau.

Reciclagem aos formadores no domínio das ciências políticas e a reactivação da Escola Nacional da Polícia foram outros aspectos abordados durante o encontro.

(in: PNN)


terça-feira, 27 de agosto de 2013

Taciana diz: "agora todos conhecem Guiné-Bissau"

 “Quem conhece minha história, sabe que eu sou abençoada de estar aqui hoje”



Aos 29 anos, sem ter conseguido uma vaga definitiva para buscar uma medalha de ouro na seleção feminina de judô, Taciana Lima, mesmo pernambucana de Olinda, tomou a atitude de defender a colônia portuguesa, com pouco mais de um milhão de habitantes, e várias etnias, influenciada pela história de vida do pai, um ex-ministro da Pesca de Guiné-Bissau e com quem teve contato definitivo apenas no final do ano passado.

Isso porque, nos anos 80, o pai da judoca, Óscar Baldé, foi ao Brasil para cursar engenharia e conheceu a mãe de Taciana. Os dois tiveram um relacionamento, mas com a necessidade de regressar ao país do ocidente africano, ele perdeu o contato com a companheira quando ela ainda estava grávida. A família materna se mudou para o Rio Grande do Sul e, desde então, Taciana nunca mais teve notícias do pai.

Até entrar em contato com a embaixada de Guiné-Bissau, e pelo fato de o pai ser um político local influente, o contato foi restabelecido, ela visitou o país, conheceu, enfim, o pai e hoje tem orgulho de defender as cores da nação africana. "Hoje, lá eu sou exemplo e referência, porque não tem judocas, não tem treinador, não tem tatame, sou apenas eu. Espero que eu consiga alavancar isso lá. Acho que aos poucos eu vou conseguir”, disse, confiante.

"Continuo treinando na Sogipa, em Porto Alegre, onde eu só tenho a agradecer ao clube e as pessoas que treinam comigo, pois desde o momento que eu assumi essa troca, que não é fácil, uma vez que a gente vai, não tem volta, e eu precisava do apoio da família e do clube, coisa que aconteceu em todos os momentos”, completou.

Analisando o combate em que foi derrotada por finalização, após sofrer um wasari da belga, Taciana explica que "eu já caí com o braço encaixado. Então pensei: 'ou ela leva meu braço para casa, ou eu desisto'. Mas eu fico feliz de não sair com lesão também. Seria um recomeço difícil. Gostaria muito de estar com uma medalha, mas quem conhece a minha história, e acompanha minha carreira, sabe que eu sou abençoada por estar aqui hoje".

Ela sabe que a caminhada até os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, será árdua, mas para quem tem uma história de vida de superação, isso não é novidade. "Eu não estou satisfeita, porque a gente quer sair com uma medalha no peito, mas eu passei por várias situações difíceis e só de estar aqui e não ter desistido, lutando, e representando a Guiné Bissau, que me acolheu muito bem, estou muito feliz. Principalmente por nunca ter desistido”, concluiu. 

(texto: André Naddeo)

BISSAU RESISTE


"BISSAU RESISTE"

A RESISTÊNCIA DO POVO DA GUINÉ-BISSAU, CONTRA O COMANDO GOLPISTA

E SEUS LACAIOS POLÍTICOS.

FORTALECER TODAS AS ACÇÕES DE RESISTÊNCIA DENTRO DO PAÍS E NO

EXTERIOR.



Bissau negoceia funcionamento de central eléctrica

O Governo de transição da Guiné-Bissau está a negociar combustível que garanta o funcionamento da central eléctrica da capital até final do ano, mas "haverá sempre falhas", disse hoje o porta-voz governamental, Fernando Vaz, à agência Lusa.



As dificuldades de fornecimento de combustível têm agravado o "apagão" crónico nos últimos três meses, motivando queixas de utentes que até já se organizaram numa comissão.

Fernando Vaz referiu à agência Lusa que o Governo de transição deu uma garantia de 150 milhões de francos CFA (cerca de 230 mil euros) para melhorar o fornecimento durante este mês e "está a negociar o fornecimento até final do ano".

O porta-voz do Governo de transição refere que a situação será melhor que nos últimos três meses, mas "haverá sempre falhas".

"Iremos fornecer alguma parte da cidade, outra irá estar no escuro, mas isso é o habitual, é o que feliz ou infelizmente a nossa gente já está habituada", referiu.

Uma rede obsoleta, geradores que precisam de manutenção e uma empresa de Eletricidade e Água da Guiné-Bissau (EAGB) a precisar de saneamento, são os obstáculos apontados por Fernando Vaz.

"Herdámos este problema: durante 40 anos de independência é cíclico e quase endémico", acrescentou.

Para o porta-voz, "hoje pretende-se, como que por magia, que se resolva um problema estrutural que não se conseguiu resolver durante estes anos todos".

Fernando Vaz referiu que o Governo de transição está ainda a tentar implementar dois projetos de centrais fotovoltaicas, com potências de 10 e cinco megawatt, por forma a baixar o preço da energia, que aponta como um dos mais elevados da subregião africana e até do mundo.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

PAIGC reúne-se para discutir data do congresso


A marcação do oitavo congresso ordinário do partido está a gerar polémica, uma vez que as partes estão divididas quanto à realização do mesmo. 


O grupo, que junta apoiantes de Braima Camará e Domingos Simões Pereira, candidatos à liderança do PAIGC, diz que se até ao final da semana não for marcada uma data, irá tomar "outras medidas enérgicas".

Ouvido por Mussá Baldé, correspondente em Bissau, António Óscar Barbosa, porta-voz do PAIGC, fala das preocuapções de um grupo de militantes do partido sobre a não marcação da data para a realização do 8º congresso ordinário do PAIGC, a 84 dias das eleições gerais na Guiné-Bissau. 

(in: RFI)

Banco Africano retoma projectos na Guiné-Bissau

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) anunciou hoje que vai retomar parcialmente os projectos financeiros na Guiné-Bissau que estavam suspensos desde o golpe de Estado militar de 12 de Abril de 2012.




O anúncio foi feito por Toussaint Houeninvo, líder da comitiva do BAD que se reuniu hoje com o primeiro-ministro de transição, Rui de Barros, em Bissau.

No final do encontro, aquele responsável referiu que o banco não vai apoiar "novos projetos", mas que "será retomada a discussão sobre os que já estavam em curso", nomeadamente, os investimentos no porto de Bissau e num dos hospitais da capital.

"A boa nova é que, para os projetos existentes, o diálogo foi retomado", referiu Toussaint Houeninvo, esclarecendo que não há verbas em discussão.
"Não estamos a falar de doações", sublinhou, mas sim da "retoma" de discussões sobre projetos.

Depois do encontro de hoje, técnicos do BAD vão deslocar-se a Bissau para avaliar no terreno qual o ponto de situação dos investimentos apoiados pelo banco e avaliar a respetiva evolução com todos os parceiros, desde as autoridades locais até aos fornecedores de cada projeto.
Para além da reunião com o primeiro-ministro de transição, a comitiva tem hoje encontro marcado com a comissão que está a preparar um plano de emergência para a Guiné-Bissau em vários setores.
Questionado pela agência Lusa sobre a importância que o BAD atribui à realização de eleições gerais para continuar com as operações, o líder da comitiva do BAD disse esperar que o escrutínio se realize a 24 de novembro.

"Desejamos que as eleições se realizem" na data marcada, referiu, compromisso que disse ter sido reafirmado pelas autoridades de Bissau.
Seja como for, Toussaint Houeninvo considerou que "há progressos: há um Governo inclusivo, há esforços", e referiu que a retoma parcial de atividades do BAD na Guiné-Bissau reflete sobretudo uma "preocupação social".
"O BAD está ao lado da população da Guiné-Bissau", realçou.

O Banco Africano de Desenvolvimento é uma organização multinacional que tem por missão fomentar o desenvolvimento no continente africano.

domingo, 25 de agosto de 2013

Domingos Simões Pereira, candidato à liderança do PAIGC

Entrevista de Domingos Simões Pereira, Candidato à Liderança do PAIGC, à Rádio Pindjiguiti


Domingos Simões Pereira

AQUI: Domingos Simões Pereira - entrevista

Resquícios do spinolismo

Governo de transição na Guiné-Bissau reconhece importância dos régulos, autoridades tradicionais


O primeiro-ministro do governo de transição na Guiné-Bissau, Rui de Barros, reconheceu hoje que os régulos, autoridades tradicionais, fazem falta ao poder central na gestão dos assuntos das populações, a nível local.


(Foto da net)

O primeiro-ministro do governo de transição na Guiné-Bissau, Rui de Barros, reconheceu hoje que os régulos, autoridades tradicionais, fazem falta ao poder central na gestão dos assuntos das populações, a nível local.

No discurso de encerramento do 2.º Fórum Nacional de Régulos, que juntou mais de 140 chefes locais de todos os cantos da Guiné-Bissau, Rui de Barros disse que o governo, o Estado e o país "têm a ganhar" com os régulos ao seu lado.

Autoridades tradicionais com amplos poderes durante a época colonial, os régulos deixaram de ter qualquer capacidade de intervenção com a independência do país, facto que os próprios consideram ser prejudicial para o equilíbrio social na Guiné-Bissau.
Durante dois dias e por iniciativa do Ministério da Administração do Território e Poder Local estes chefes locais estiveram a analisar o projeto dos estatutos pelos quais vão passar a orientar-se no seu relacionamento com o poder político e as populações.

Os estatutos, já aprovados pelos régulos, devem ser agora submetidos ao Conselho de Ministros e posteriormente à Assembleia Nacional Popular para que sejam adotados como lei.
Ao responder aos apelos do régulo Augusto Negado Fernandes, que falou em nome dos restantes, o primeiro-ministro de transição prometeu que o governo irá analisar os novos estatutos dos régulos numa das próximas reuniões do Conselho de Ministros.

"Vamos tudo fazer para que os vossos estatutos sejam rapidamente aprovados", disse Rui de Barros, enumerando as contribuições que o governo espera receber na gestão dos assuntos das populações.
Segundo o primeiro-ministro, o régulo não poderá ser confundido com autoridade do Estado e nem fazer justiça, mas poderá ajudar o governo local na divulgação de leis, decisões, campanhas de saúde, entre outras iniciativas.

"É um parceiro privilegiado" do Governo, destacou.
"O régulo deve sensibilizar a população a pagar imposto, por exemplo, a combater a desflorestação ou ainda na luta contra o casamento forçado ou precoce", observou Rui de Barros.

A manutenção da paz social, da unidade nacional e de um clima de tranquilidade durante as próximas eleições gerais de 24 de novembro são outras das tarefas em que o primeiro-ministro quer ver os régulos empenhados.

Pesca predatória

A vergonha de uma classe política que permite o assalto e desbaste da riqueza piscícola

 Fotos (e legendas): © José Teixeira (2013). Todos os direitos reservados [Edição e legendagem complementar: LG]

Guinea-Bissau: Cocaine Country

sábado, 24 de agosto de 2013

Governo subscreve com China financiamento de novo palácio da justiça

Os governos da Guiné - Bissau e da China subscreveram quinta-feira um documento conjunto para financiar a construção do Palácio da Justiça de Bissau, disse nesta sexta - feira à agência Lusa uma fonte governamental.




O investimento orçado em cerca de 10 milhões de euros vai ser suportado pela China, que seleccionou a empresa construtora e vai disponibilizar materiais e equipamentos, nos termos de um acordo assinado entre os dois países em Maio.  
Segundo o ministro de transição guineense com a pasta da Justiça, Saido Baldé, o documento agora assinado é um passo decisivo para o início das obras, em que vão ser criados postos de trabalho para a população guineense.
"Já está a ser tratado o desalfandegamento de equipamentos" para preparar a construção e "há materiais a caminho", acrescentou. 
O palácio da justiça, a ser erguido de raiz na zona de Brá, periferia de Bissau, num terreno situado ao lado da embaixada de Angola e do Palácio do Governo (também construído pela China), deverá ter quatro blocos. 
Ali vão funcionar a Procuradoria-Geral da República, o Supremo Tribunal de Justiça, o Tribunal de Contas, o Tribunal Administrativo e ainda um edifício central para julgamentos. 
Com a construção, a China completa o apoio em infra - estruturas para todos os órgãos de soberania, uma vez que já tinha construído também o Palácio do Governo e o Palácio da República, este danificado com a guerra civil de 1998/99. 
Entre as obras emblemáticas existentes na Guiné-Bissau e construídas pela China destacam-se também a Assembleia Nacional, o estádio nacional, o hospital militar de Bissau e o principal hospital da zona norte do país, situado em Canchungo. 

Comunicado da Liga Guineense dos Direitos Humanos (Agosto 2013)





Preocupada com as informações  que dão conta da morte da cidadã guineense expulsa recentemente de Cabo-Verde no âmbito de um processo judicial, a LGDH vê-se obrigada a encetar diligências com vista a apurar a veracidade dessas informações.

Com base nas diligências efectuadas, cumpre-se o dever de esclarecer a opinião publica nacional e internacional o seguinte:


 A Direcção da LGDH, manteve um encontro no dia 22 de Agosto de 2013, aqui em Bissau com a Senhora Enide Tavares Soares da Gama, tendo constatado que ela se encontra  sã e salva;

 Por ser uma situação tanto quanto sensível, a LGDH apela  as autoridades nacionais no sentido de garantir segurança a esta cidadã digna de protecção e assistência psicossocial por forma a facilitar a sua reintegração plena na nossa sociedade.

 A Direcção Nacional da LGDH, aproveita esta oportunidade para reafirmar a sua firme determinação de promover e proteger os direitos humanos na Guiné-Bissau, com rigor, objectividade e profissionalismo.

Pela Paz, Justiça e Direitos Humanos

Feito em Bissau aos 23 dias do mês de Agosto 2013

A Direcção Nacional

Transcrição escrita das declarações de António Indjai

General Indjai diz que prefere matar-se a ser detido

Eu não vou falar muito, mas tenho uma coisa para dizer, para nós todos reflectirmos. Porque dissemos conferência nacional sobre o mal que se passou na Guiné Bissau. Agora perguntamos – o que é que isso nos valeu? Não vou falar muito, mas peço-vos que me ofereçam alguns minutos.



Com permissão do Sr Presidente da Assembleia Nacional Popular e do Primeiro-Ministro da Guiné Bissau, a Presidência do Conselho de Ministros, dos oficiais superiores, oficiais generais e representantes da sociedade civil presentes aqui na sala, vou falar desta conferência que nos vai fazer reflectir sobre o que se passou até aqui. O primeiro orador roubou-me as ideias. Se os que estão aqui presentes não pararem, a Guiné não irá a parte alguma. Para que a Guiné tome outro rumo são precisos todos os que estão aqui presentes. Não há mais ninguém  Registem bem isto.

Que cada um tome notas. Vou ler para todos aquilo que aconteceu desde a independência. Talvez haja quem disso se esqueceu. Mas o que é isso nos valeu? Nós instigamos e somos nós próprios os instigadores. A nossa população também instiga, devemos parar com isso.

Há uma frase em uso hoje que não existia na mata, mas as pessoas sabem disso e se calaram até ao dia em que soar a detonação, então diremos – se soubéssemos. Se não pararmos com isto, mais tarde haverá um problema grande na Guiné.

Já foi dito à comunidade internacional que eles  não podem estar limpos. Sabem quem são? São os Balantas que não podem estar limpos e são eles o factor de instabilidade na Guiné Bissau. Mas nós devemos parar com isso porque não é bom. As pessoas não viram o problema que aconteceu no Ruanda. Assim também, na altura da independência, as pessoas não sabiam o que foi a luta e questionavam ‘o que é a luta?’ Mas quando se passou o 7 de Junho, elas viram o que foi a luta. Nós temos que parar com isso. Isso é que provoca problemas na Guiné, nós temos que pôr o dedo na ferida. Isso é que trouxe problema na Guiné. Essa etnia não pode ter um bom carro, boa casa ou algo de bom sob pena de ser acusado de ter vendido a droga e porque ela não merece e é analfabeta. Eles falam isso. E há as eleições que vêem, onde nem se pode embarcar numa viatura e eles dizem – ‘vamos encostá-los a parede. Alguém falou-me disso de forma clara e vou citar o seu nome aqui manifestamente.

Quem é que se lembra do primeiro ano em que bombardearam a casa de Nino Vieira, onde  nós chegariamos momentos depois? No nosso regresso, formamos um batalhão que colocamos lá. Depois, fui despedir-me. Sabem o que eles me disseram? Eles disseram ‘então,  quem é que você formou?’ Eu respondi-lhes – formei guineenses. Logo me disseram – ‘queremos contar o caminho dessa etnia, que vamos encostar a parede . Ela, nós vamos encostá-la a parede’. Eles ainda dizem a mesma frase agora. Vocês sabem quem era? Eu lhe disse – A que pessoas te referes tu? ‘Ele me disse aos Balantas’. Então eu lhe disse, hm, hm, eles são numerosos no grupo, porque, se formos seleccionar as outras etnias não serão suficientes. Se fores lá, eles fazem 50 ou 60%, não posso encontrar outras pessoas para o grupo. Sabem quem foi que me disse isso? É o Cipriano Cassamá. Eu soube que ele está para se candidatar ao partido. Ora se assim fôr, como é que ele vai mandar na Guiné? Pegando noutra etnia e afastá-la? Sempre que o oiço a falar não me sinto bem. Eu lhe disse o Balanta não é culpado, eles são numerosos na Guiné, é a natureza. Eu lhe perguntei, então são os Balantas que bombardearam o Nino Vieira? Eu ainda lhe perguntei, eu que aqui estou sentado, a que etnia pertenço? (como pessoas presentes ele chamou Caramó e o João Monteiro). Camaradas, paremos de dizer isso. Porque, se não pararmos a coisa vai rebentar. Paremos, isso não existia na mata, onde só conheciamos a camaradagem. Hoje é que vamos conhecer etnias? Conhecer etnias só no recrutamento? Se houver dez Balantas, os outros terão de ser dez  Mandingas, dez Bijagós, eu penso que as outras etnias não terão o número suficiente. Aquelas pessoas que tingem o pano, os Saraculés, são muito poucos na Guiné, inclusive os Padjadincas. Porque vamos incluir todos. É isso que disseram.

Vou contar-vos um segredo. É a comunidade internacional que veio com essa proposta. Patinando o processo de reforma, ela propôs que 65 Balantas terão de sair da tropa. Ela ainda não ousou levar a proposta à luz do dia, mas ela há-de patenteá-la sem tardar.

Fui confrontado com esta ideia no Burkina Faso, na Costa do Marfim e na Nigéria. Eles perguntaram-me – ‘quantos elementos da etnia Balanta estão na tropa?’ Eu lhes respondi, ‘ah, eles são numerosos’. Então eles disseram-me – ‘então isso é que está a criar problemas na Guiné’. Eu perguntei-lhes – ‘como é que puderam saber disso?’ Eles disseram-me – ‘através do actual Governo’. Eu disse-lhes ‘eles são numerosos e nunca estão nos bons lugares. São os varredores da Câmara Municipal de Bissau’. Disso ninguém fala. É isso que eu vos queria falar, dos acontecimentos da Guiné.

O primeiro caso de tentativa de golpe de estado no país aconteceu em 1978, com o Malam Sanhá, que foi preso na Bissalanca. O segundo caso foi o 14 de Niovembro de 1980, com o Nino Vieira que derrubou o Presidente Luis Cabral. O terceiro caso surgiu em 1982, com um grupo encabeçado pelo capitão Cobnaté Na Bringue Bandé, que foram presos, espancados e mortos. A quarta tentativa foi em 1984 registou-se uma acusação falsa contra altos oficiais das forças armadas, que culminou com a detenção de vários oficiais e sua execução pela segurança do estado, embora alguns que conseguiram escapar. É o caso conhecido sob a apelação 17 de Outubro. O outro caso, o quinto, aconteceu com o camarada ex-Primeiro-ministro Francisco Mendes, morto em Bambadinca, depois foi acusado acidente de viação. O que é que tudo isso nos valeu? A sexta tentativa é o famoso caso 17 de Outubro de 1985, que rebentou com as forças armadas, onde até mulheres foram presas, torturadas com vários camaradas até serem mortos – caso de Viriato Pan, Paulo Correia entre outros. Com esses nomes Na, Na, Na, lá é que começaram as coisas. Outro caso é o 17 de Março de 1993, com camarada major Robalo Pina que foi morto na Presidência da República antes de o seu corpo ser transportado para  outro lugar. Outro ainda, é o 7 de Junho de 1998, que culminou com a morte do Brigadeiro Ansumane Mané. Há também 22-23 de Novembro durante o qual foi morto Ansumane Mané. Basta.

Temos o caso relacionado com o Almame Alan Camará, que acabou por morrer afogado numa travessia. Temos o caso 14 de Setembro de 2003, que derrubou o presidente eleito Kumba Ialá. O que é que isso nos valeu. Não levou a nada. Temos o 6 de Outubro de 2003, houve levantanmento militar que levou a morte do CEMGFA Veríssimo Correia Seabra. Em 24 de Junho de 2005, a juventude do PRS numa manifestação política foram mortos pela polícia. Ainda em 2005, registou-se um assalto ao Ministério do Interior e no mesmo ano houve tentativa de golpe de estado protagonizado por Bubo Na Tchuto. No dia 22 de Novembro de 2008 regista-se um ataque à residência do Presidente João Bernardo Vieira. Por isso é que não gosto do Cipriano Cassamá. Não sei se ele é guineense e não me sinto bem com ele. Ele fala em outras tribos. Ele não é pessoa humana. Em 2009, registou-se a morte do Batista Tagme Na Waié e no dia 4 a 5 de Junho, foram mortos Hélder Proença e o major Baciro Dabó acusados de tentativa de golpe de estado.

A 1 de Abril de 2010, houve uma complicação entre o CEMGFA e o seu vice-chefe de EMGFA, entre Zamora Induta e eu mesmo Antonio Indjai. E qual é o resultado de tudo isso? Voltamos ao zero. No dia 26 de Dezembro de 2011 houve um golpe de estado contra o Primeiro-Ministro e o CEMGFA que é António Indjai, vendedor da droga, por isso o seu golpe não foi aceite.

Recentemente, o Bubo Na Tchuto foi detido por americanos no nosso território e finalmente, a 12 de Abril de 2012, houve este golpe de estado e o caso do capitão Pansau Ntchama, que provocou várias mortes. O Braima Sow disse que fui eu quem entregou a droga a rapaziada Felupe, que vendeu a droga e os matei na minha quinta por me terem apresentado dinheiro insuficiente. Eu soube que ele criou um partido, eu não lhe perdoarei neste e noutro mundo. Eu tenho que levá-lo à justiça, ele terá de me dizer de onde é que saiu com a tal informação. Se não, ele não participará na campanha, enquanto eu sou o CEMGFA. Far-lhe-ei uma emboscada com uma catana e acutilá-lo-ei se não puder levá-lo à justiça.

Camaradas, o que é que nos valeram todos esses casos? Porque é que continuamos a criar confusões e não dissemos basta. A sociedade civil tem que falar, camaradas jornalistas falem e informem as pessoas do que se passou na Guiné.

Digam aos governantes que, se eles governam, que deixem de instigar. Porque é isso que traz essas coisas. Este último golpe foram eles e a sociedade civil que o trouxeram. Ao regressar do Burkina Faso em companhia de Raimundo Pereira, eu convoquei uma reunião que decorreu na ANP, onde defendi que era chegada a hora para buscarmos uma saída e convocasse todas as religiões, a sociedade civil, a Liga Guineense de Direitos Humanos para todos em conjunto buscarmos soluções para que o país ficasse em paz, para que as pessoas se falassem, mas calaram-se.

Eu disse a CEDEAO que, se não havia maneira de continuar, então que apagasse o fumo antes do fogo, e para que dissesse aos governantes que as  armas de Angola fossem retornadas. Se as armas não eram retornadas então que fossem entregues a nós porque eram nossas. Mas, eles se calaram e logo que o golpe se deu, tudo começou – condenações. Então, vocês não fizeram o que nós haviamos prevenido? Antes de se pôr a condenar, fale para que a coisa seja. Mas, se calaram e os governantes e a ANP também.

Eis que, mais uma vez, estão nos puxando mais para uma coisa e se diz que o CADOGO filho está para voltar e vocês se calaram de novo. Então, que se aguarde até que ele venha, para depois se porem a condenar. Que ele venha, ele também é guineense, mas que assegure ele mesmo a sua segurança. Fala-se, enquanto a sociedade civil e a Liga se calaram. Claro que ela não tem armas, mas ela tem o papel fundamental que é a falar. Eu sei que há a metade de entre nós que está a favor dele e a outra contra. Nós sabemos disso. Eu conheço as caras de cada um, umas são amarelas, algumas vermelhas e as outras pretas. Todas estão aqui, eu não me envergonho de ninguém e o dia em que eu me envergonhar de alguém que eu morra. Por isso é que as pessoas dizem que eu sou radical e que eu seja afastado. Eu ouvi na rádio e na internet que o António vai se demitir e entregar a função a Tomas Djassi – Eu jamais me demitirei, os americanos terão de vir prender-me aqui porque eles costumam prender-nos aqui na nossa terra por sermos Balantas e nós é que prejudicamos a Guiné. Há-de chegar a hora em que serei demitido legalmente por um presidente eleito, porque a função não é casa do meu pai, nem Encheia nem Mpotche. Nem fui nomeado aqui para ser eterno. Eu não sou mudo, eu oiço dizer que não sou esperto – como posso não ser esperto enquanto fiz a academia? Sabeis quantos anos eu fiz em Cuba? Eu regressei de lá com um diploma vermelho. Conheço muito a tropa e em Cuba falou-se comigo em língua espanhola. Noutro dia, eu ouvi dizer ‘aquela etnia analfabeta que se apoderou do poder’. Alguém ligou para a Rádio Sol Mansi, a amaldiçoada que já não é política, mas de traição. Alguém ligou para lá a dizer ‘enquanto aquela gente não sair’ essa é apelação que nos dão agora. Mas, desta vez, nós vamos mostrar-lhes o seu lugar, o CADOGO (filho) vai estar de volta. Foi num dabate de traição. Mas, Deus é grande, que Ele derrame gelo aqui e que a Guiné tome finalmente o seu rumo e que as eleições corram da melhor forma, que Deus nos junte para que possamos votar naquele que pode mandar neste país. Mas que não seja um presidente tribal nem um primeiro-ministro tribal, mas que seja guineense e um primeiro-ministro que saiba nomear com certeza.

Hoje, na educação, se você tiver os nomes de Mbana e Ndafa, nunca poderá conseguir uma bolsa de estudos mesmo neste governo, sobretudo no tempo de Vicente Pungura. Eles começaram a matar-nos politicamente.

Esta conferência nos vai tirar de várias situações. Eu solicito a sociedade da Guiné Bissau, e aos governantes  para todos possamos dizer basta e que sigamos para as eleições de bom coração.

Estas eleições que vêm, se não houver teimosia, não haverá guerra, mas serão eleições conturbadas. Não me desmintam, eu tenho a capacidade de ver as coisas vindouras. Se a sua etnia fôr minoritária, então não se candidate. Você não passará.

As pessoas foram governar sem defenderem o nosso país e estão lá só por causa do dinheiro. Alguém busca chegar ao poder só para comer o dinheiro do estado. Sobe-se ao poder hoje e amanhã é já um problema.

Não há segurança. O Pansau Ntchama veio até aqui, passeou a vontade até ao dia em que disparou tiros. As pessoas que detiveram o Bubo Na Tchuto passearam aqui até jantaram connosco. Se eu não fosse esperto, é a mim mesmo que eles teriam prendido primeiro. Querem saber como andei com eles? Ele vieram até ao meu gabinete e perguntaram se eu queria algo, eu lhes disse que queria seis carros para os oficiais. Ele prometeu dar-me 12 carros. Disseram fardamento militar, eu quis 6 mil, ao que ele duplicou para 12 mil. Ele duplicava cada coisa pedida. E me disse ainda que me ia dar dinheiro para a obra de construções habitacionais para os oficiais que iam à reforma. Fui com ele até a localidade de Antula perto da Universidade. Onde eu comecei a desconfiar dele foi logo que ele se pôs a protelar sempre suas promessas, até eu ter seguido para o Burkina Faso. Depois, ele me ligou e lhe pedi para que se avistasse com o Ministro da Defesa. Informei do caso ao Presidente e ao Primeiro-Ministro. Em consequência, eu disse-lhe, com tudo isso que nos vai dar, qual vai ser a nossa contrapartida? Ele disse – ‘não, eu estou apenas a ajudar’. Então, eu lhe disse tu és muito rico! Então eu fui, e ele me disse que o navio havia acostado. Com isso, eu lhe solicitei para que mandasse o manifesto da carga que o navio transportava, para que fosse orientado a partir do ilheu do Pontão. Depois, ele aparece a dizer que o navio havia sofrido uma avaria. Eu disse-lhe, então façam a sua reparação para depois virem até Bissau.

Há muita falta de respeito na Guiné Bissau. Quando eu ouço isso pela rádio eu fico a rir a inocência da Guiné Bissau e fico a dizer também, se a Guiné Bissau soubesse o que é a inter-arma, é lá onde eu vou apanhar os americanos. Todos se calaram e ficaram a aguardar o dia em que eu serei detido. Mas eu vos digo publicamente que ninguém me vai prender com as suas mãos. Eu matar-me-ei. Eu odeio brancos e pessoas de pele clara, porque eu sei como é que mataram o meu pai no início da luta sob os meus olhares, e depois impediram que o seu corpo tivesse sepultara e foi totalmente consumido por aves de rapina.

Bissau 15-08-13


Filme "Clara di Sabura"



Clara di Sabura - AQUI 1/5


Clara di Sabura - AQUI 2/5


Clara di Sabura - AQUI 3/5


Clara di Sabura - AQUI 4/5


Clara di Sabura - AQUI 5/5

Bom cinema !!

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Disparidade entre o quê ??

LINK: Repórter África - 2ª edição de 22 Ago 2013 - RTP Play - RTP

'PUSD' Carmelita Pires

“Entre os diversos instrumentos concebidos para que cada filho da Guiné possa participar nos assuntos públicos do seu País a Constituição privilegiou os partidos políticos enquanto veículos da mobilização e da expressão da vontade popular e instâncias de influenciação da governação do País.” Carmelita Pires



 PÁG. FACEBOOKAQUI

Guiné-Bissau e do Atlântico Sul o tráfico de cocaína

Desde a Abril 2012 golpe militar que acabou com o regime civil na Guiné-Bissau, a comunidade internacional, em grande parte negligenciado este pequeno país, de língua Português na África Ocidental. Na verdade, a Guiné-Bissau tornou-se silenciosamente o que alguns especialistas têm denominado primeiro de África "narco-Estado", como o tráfico de cocaína é agora uma rota amplamente aceito de poder e influência na política da Guiné-Bissau. Esta situação caótica permitiu que o militar Forças Armadas da Guiné-Bissau, ou FAGB a solidificar seu domínio sobre o poder político, explorando o controle do tráfico de cocaína para desempenhar o papel de fazedor de reis.

Défice de governação da Guiné-Bissau permitiu que o país se tornasse um importante centro da cocaína mundial e comércio de armas, com efeitos desestabilizadores sobre os interesses dos EUA e internacionais na região e além. Além do mais, o Sul tráfico de drogas Atlântico crescente mostra sinais de se tornar ainda mais entrelaçada com redes extremistas violentos em toda a África Ocidental e do Sahel, o cinturão da África entre o deserto do Saara e as tropicais, savanas, ajudando a financiar grupos e actividades que prejudicam económica e política desenvolvimento.
Esta realidade foi demonstrado em 18 de Abril de 2013, um ano após o golpe, quando foi revelado que funcionários-chave do governo tinha incentivada tráfico de cocaína e comércio de armas dentro de Guiné-Bissau. De acordo com as alegações do Departamento de Justiça dos EUA:
[Chefe do FAGB de pessoal] Antonio Indjai conspiraram para usar seu poder e autoridade para ser um intermediário ... para as pessoas que ele acreditava ser os terroristas e narcotraficantes para que pudessem armazenar e, finalmente, o transporte de drogas para os Estados Unidos, e adquirir superfície- mísseis de ar e outros equipamentos de nível militar para ser usado contra tropas dos Estados Unidos.
Em maio deste ano, a Organização das Nações Unidas informou que Indjai conspiraram com as pessoas que ele acredita serem membros da Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, as FARC, um grupo rebelde que o Departamento de Estado dos EUA rotula oficialmente uma "organização terrorista estrangeira" por sua décadas de insurgência na Colômbia. Durante o ano anterior Indjai tinha concordado em fornecer FARC com armas de nível militar para uso contra o americano apoiados programas anti-narcóticos dos Andes, em troca de uma parte dos lucros do comércio de cocaína lucrativa do grupo colombiano. Indjai e outras autoridades militares da Guiné-Bissau garantiu também a passagem segura através de Guiné-Bissau para carregamentos de cocaína em rota para os consumidores na Europa e na América do Norte.



Desconhecido para Indjai, seus pretensos parceiros colombianos foram realmente membros à paisana da Drug Enforcement Administration EUA, ou DEA, que foram enviados para perturbar o comércio de cocaína emergente da América Latina-Oeste Africano. Em 4 de Abril, depois de meses de preparativos, esta força-tarefa especial de agentes da DEA, disfarçado de membros das FARC, fez várias detenções de alto perfil de oficiais militares da Guiné-Bissau em águas internacionais perto de Cabo Verde.
Estes desenvolvimentos dramáticos na Guiné-Bissau lançar luz sobre a propagação do tráfico de cocaína através do Atlântico e ilustrar como essa tendência ameaça os esforços de segurança em dois continentes. O crescimento desse comércio de cocaína transatlântico corroeu as estruturas governamentais em Estados frágeis Oeste Africano já prejudicado por anos de conflito interno e estagnação económica. Este, por sua vez, mina os esforços internacionais para restaurar a ordem constitucional e construir estruturas democráticas mais transparentes e representativos. A tentativa de Indjai para estabelecer drogas e armas ligações com as FARC também era indicativo de aprofundar as ligações entre o Atlântico Sul comércio ilícito de drogas e redes mais amplas de grupos extremistas violentos e gangues criminosos.
A gama desses actores não-estatais ilegais é ampla e variada, na África Ocidental e em todo o Sahel, que vão desde pequenos criminosos e traficantes de pequeno porte para sequestradores e extremistas violentos. Como Vanda Felbab-Brown e James JF Floresta apontou em um artigo Brookings Institution, as redes terroristas ou extremistas, muitas vezes estabelecer relações de cooperação com estas redes criminosas mais amplas, dependendo deles para o financiamento e apoio logístico. Para a comunidade internacional, a cooperação com a Al-Qaeda no Magrebe Islâmico, ou AQIM, seria de maior preocupação.
Muitos acreditam que a AQMI já está desempenhando um papel de destaque no comércio de cocaína, cobrança de impostos do Oeste Africano e encargos de protecção sobre drogas contrabandeadas em todo o Saara a partir do litoral da África Ocidental para a Europa. Co-fundador do grupo, Mokhtar Belmokhtar, que dividiu com a AQMI e, em seguida, fundou os signatários in Blood, um batalhão grupo terrorista activo no Mali, Níger e Argélia, até ganhou o apelido de "le narco-Islamiste" por seu envolvimento em cocaína regionais tráfico. Além disso, a África Ocidental da Comissão sobre Drogas, ou WACD, marcado recentemente a região de Gao do nordeste do Mali, onde Belmokhtar e AQMI ter sido, ativo "um hub tráfico de droga na África Ocidental." Em 2009, as autoridades do Mali encontrou um Boeing 727-abandonado que Acredita-se que tenham realizado de 5 a 10 toneladas de cocaína da Venezuela, no deserto perto Tarkint, a nordeste de Gao. Com uma estimativa de 18 toneladas de cocaína para baixo de um pico de 47 mil toneladas, no valor de 1.250 milhões dólares passagem pela África Ocidental anualmente, no caminho para a Europa em 2007, o comércio apresenta uma enorme fonte de financiamento para toda a gama de actores ilícitos de Guiné-Bissau para Mali.

Há também evidências de que a AQMI tem usado esse comércio de narcóticos para ajudar a banca actividades extremistas violentos. Por um lado, Signers droga financiados de Belmokhtar no Batalhão de sangue aterrorizou norte do Mali durante a aquisição islâmico da região em 2012. Elementos da AQMI também foram responsáveis ​​pelo ataque de 13 de Janeiro em uma instalação petrolífera argelina, que deixou dezenas de reféns ocidentais mortos. Tropas francesas recuperando áreas insurgentes controlados de Mali em 2013, descoberto enormes depósitos de armas estocadas por combatentes ligados à AQMI no norte do Mali e da região do Gao, evidência de sua operação bem financiada.
No geral, oficiais de inteligência argelinos estimam que a AQMI ganhou mais de US $ 100 milhões do tráfico de drogas e sequestro 2.003-2.010, ajudando a financiar suas operações militantes. Tomados em conjunto, emerge um quadro de profundas ligações entre o tráfico ea insurgente actividades de cocaína através da África Ocidental, o Sahel e do Saara. Para reduzir efectivamente as actividades terroristas no oeste e norte da África, a comunidade internacional deve direccionar as suas fontes de financiamento, em grande parte da cocaína trade que por sua vez exige uma repressão sobre os principais portos de entrada na Guiné-Bissau.
Dirigindo-se ao tráfico de drogas na África Ocidental é complicado pelas suas fortes ligações com as regiões undergoverned, periféricas da América Latina. Como observado no 2012 World Drug Report pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, UNODC ou, o comércio de cocaína é suportado por cultivo de coca, que é centrada em regiões isoladas da Colômbia, Peru e Bolívia. Como descrito em "Mudanças Climáticas, Migração e Conflito na Amazônia e os Andes", um recente relatório do Center for American Progress, a cocaína é processado em fábricas improvisadas em áreas escarpadas da Cordilheira dos Andes e da Amazônia, antes de ser transportado para os mercados ilícitos no Brasil e no Cone Sul da América Latina. A cocaína é, então, frequentemente transportados através do Atlântico do Brasil para a Guiné-Bissau, um comércio auxiliado por afinidade linguística entre os dois países de língua Português. A partir deste ponto de passagem na costa Oeste Africano, as drogas são então contrabandeadas em todo o Saara ao longo das rotas migratórias bem estabelecidas e para a Europa via Portugal ou Espanha.
As Nações Unidas tem procurado concentrar esforços em neutralizar o tráfico de cocaína dentro do mandato do Gabinete Integrado da ONU de Consolidação da Paz na Guiné-Bissau, ou UNIOGBIS, que é acusado de fortalecer "a capacidade nacional, a fim de manter a ordem constitucional, da segurança pública e cheia o respeito pelo Estado de direito. "O UNODC ea Interpol têm ajudado a Guiné-Bissau estabelecer uma Unidade de Crime Transnacional ao tráfico de drogas balcão, mas o financiamento e vontade política para os esforços de ambos são escassos, especialmente na sequência do golpe de Estado.

Além disso, a Guiné-Bissau tem ar insuficiente e activos de vigilância marítima para controlar a sua costa, bem como a insuficiência de centros de tratamento para tratar o problema crescente do consumo indígena, como os traficantes de pagar funcionários no produto. Mas a corrupção de alto nível na Guiné-Bissau militar, o mais provável parceiro na luta contra o narcotráfico, já que é a única estrutura de segurança presente na Guiné-Bissau hoje, complica as respostas internacionais para o problema. Como o caso de Indjai demonstra, elementos nas FAGB são mais do que dispostos a trabalhar com organizações extremistas que são hostis para com os Estados Unidos e seus aliados sempre que se lucrativo. Dadas estas ligações ea escassez de meios de vigilância, os Estados Unidos deveriam abraçar UNIOGBIS e ver um fim ao tráfico de cocaína na Guiné-Bissau como fundamental para seus interesses de segurança nacional na África Ocidental e além.
Dada a falta de um parceiro confiável aplicação, no entanto, o Atlântico Sul droga comércio exige soluções que vão além da erradicação antidrogas ou interdição. Ambas as regiões produtoras de cocaína periféricas da Andes Guiné-Bissau e enfrentar a estagnação económica profunda, e existem poucas alternativas económicas viáveis ​​para as comunidades rurais pobres nas duas regiões. Guiné-Bissau tem definhava na pobreza extrema desde sua independência de Portugal em 1974 e foi recentemente classificado 176 de 184 países em termos de indicadores de saúde, educação e renda em 2013 Relatório de Desenvolvimento Humano do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas. O tráfico de droga representa, portanto, uma opção lucrativa para muitos dos moradores pobres do país, e da pobreza deixa vulneráveis ​​à exploração por organizações criminosas bem financiados. As Nações Unidas informaram sobre essa vulnerabilidade, em 2006, indicando que o "produto interno bruto da Guiné-Bissau (PIB) de $ 304.000.000 igualou o valor de atacado de seis toneladas de cocaína na Europa."
A rentabilidade do tráfico de cocaína e à falta de alternativas económicas viáveis ​​continuam a atrair Bissau-guineenses para o comércio. Conforme descrito no referido relatório do PAC, uma situação semelhante existe nas áreas periféricas do Peru, Bolívia e Brasil, onde a presença do Estado mínimo permite economias ilícitas para florescer. Apoiados pelos EUA programas anti-narcóticos, no entanto, o foco quase que exclusivamente sobre a Colômbia, onde a grande maioria da cocaína destinada ao mercado dos EUA é produzida, e estas disposições não se ajustaram para a disseminação da produção de coca em comunidades pobres e indígenas em regiões próximas .

A realidade económica na Guiné-Bissau significa que a comunidade internacional deve emparelhar de interdição e erradicação esforços com estratégias alternativas de desenvolvimento para de-incentivar a produção e o tráfico de narcóticos em áreas periféricas da América Latina e na Guiné-Bissau. Um comunicado do Yury Fedotov, diretor-executivo do UNODC, junho 2012 sublinhado este ponto. Fedotov delineado para a Assembleia Geral da ONU que, "Actualmente, apenas cerca de um quarto de todos os agricultores envolvidos no cultivo de culturas de drogas ilícitas em todo o mundo têm acesso à assistência ao desenvolvimento. Se quisermos oferecer novas oportunidades e alternativas genuínas, isto precisa mudar. "
Na América Latina, os Estados Unidos e o Brasil devem intensificar a este desafio e cooperar com os governos para reinvestir em regiões periféricas da Andes e da Amazônia. O presidente peruano Ollanta Humala, por exemplo, expressa em um 2013 discurso de Junho, no Center for American Progress desejo de seu governo para revigorar a parceria EUA-Peru para expandir as oportunidades económicas na Andina periféricos e zonas amazónicas de seu país, que têm ficado para trás do Peru costa do Pacífico em termos de desenvolvimento. Os Estados Unidos devem retribuir essa demonstração de boa vontade, aumentando e ajustar o financiamento a USAID no Peru, no ano fiscal de 2012, a agência passou 26.400 mil dólares em programas antinarcóticos e apenas 8,6 milhões dólares no desenvolvimento económico do país. Os programas antinarcóticos são valiosos, ajudando as autoridades a traficantes de interceptação associados com o Sendero Luminoso, um grupo terrorista peruano insurgência maoísta agora profundamente enredada no cocaína trade-erradicar plantações de coca, e melhorar os controles nos portos e aeroportos, mas a administração Obama também deve considerar desviar mais recursos para parcerias que visam promover o desenvolvimento sustentável nas regiões periféricas do Peru, Bolívia e Colômbia. No entanto, os Estados Unidos não podem e não devem resolver este problema sozinho, o Brasil, em particular, deverá assumir a sua parte do fardo. O Brasil é a sexta maior economia do mundo, mudou-se milhões de seus cidadãos da pobreza, é um país de trânsito importante, e tem um enorme problema cocaína consumo interno, e é hoje o segundo maior consumidor de cocaína e, possivelmente, o maior consumidor do crack. Estas acções e recursos exigem um maior envolvimento do líder regional da América Latina.
Em paralelo com os esforços de erradicação e de desenvolvimento económico nos pontos de latino-americanos de origem, os Estados Unidos e a comunidade internacional deve ampliar os esforços para proporcionar alternativas económicas para o tráfico de cocaína na Guiné-Bissau. Guiné-Bissau, no entanto, não é mais um destinatário directo da ajuda dos EUA, como a assistência económica foi cortada após 2012 golpe do país. Dadas as restrições legais impostas à ajuda directa pelo golpe militar, os Estados Unidos devem considerar aumentar substancialmente o seu apoio para UNIOGBIS, que mantém uma grande presença no país, trabalha para expandir o desenvolvimento económico, e supervisiona a transição política. Da mesma forma, como na América Latina, o Brasil pode e deve fazer mais na África Ocidental. Brasil tem buscado oportunidades de investimento na região de comércio com a África aumentou de 4,2 bilhões dólares para 27.600 milhões dólar na última década, e goza de laços culturais e linguísticos, e com essas conexões vêm responsabilidades.

Apesar de ser o principal meio da comunidade internacional para resolver a situação na Guiné-Bissau, UNIOGBIS informou recentemente que a falta de financiamento continua a minar a sua capacidade de cumprir seu mandato. O UNODC foi mesmo forçado a reduzir seu escritório e actividades na Guiné-Bissau em Janeiro de 2013, devido ao baixo financiamento. Esta escassez de fundos deve ser inaceitável para os Estados Unidos, Brasil e União Europeia-o de destino para grande parte da cocaína que transitam pela África Ocidental.
A comunidade internacional deve também fortalecer e incentivar iniciativas regionais já existentes para combater o tráfico de drogas na região, tais como o Plano Operacional sobre Tráfico Ilícito de Drogas, que é coordenado pela Comunidade Económica dos Estados Oeste Africano, ou CEDEAO, e actualmente está lutando com a implementação e financiamento. Dada a importância de um parceiro de governo democraticamente eleito de desenvolvimento e esforços de segurança, a CEDEAO deve continuar a trabalhar em estreita colaboração com parceiros, incluindo regionais e sub-regionais pertinentes das Nações Unidas, a União Africano, a União Europeia e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa para supervisionar a transição pacífica para um regime civil na Guiné-Bissau através do livre, democrática e eleições transparentes, que são actualmente prevista para 24 de Novembro. Implementação da Reforma do Sector de Defesa e Segurança Programa para acabar com a impunidade da acusação de oficiais militares, subordinar plenamente as forças armadas ao poder civil, classificar as áreas em conflito de jurisdição, e melhorar a formação em conformidade com as recomendações do Comité dos Chefes da CEDEAO do Estado-Maior de Defesa será um passo importante na direcção desse objectivo, ajudando a melhorar a segurança antes das eleições nacionais. De acordo com as recomendações da União Africano de Alto Nível Consulta projectado para garantir a adesão ao mapa do caminho político e pacotes de assistência de artesanato para um recém-eleito governo, a comunidade internacional deve também preparar opções para apoiar a Guiné-Bissau politicamente e economicamente após a sua eleição , ou seja, através de um Programa de Assistência à Gestão Económica e Governação.

Conclusão


Os Estados Unidos e a comunidade internacional devem ver a criação de alternativas económicas viáveis ​​na América Latina e Guiné-Bissau, como parte de uma solução sustentável para a proliferação do tráfico de cocaína transatlântico. Este comércio tem conhecido impactos sociais e de saúde nos Estados Unidos, América Latina, África e Europa, perpetua o subdesenvolvimento económico nas áreas de produção e de trânsito, e contribui para o fortalecimento de grupos extremistas violentos em dois continentes. De-incentivando os agricultores de coca e traficantes de cocaína através da criação de oportunidades económicas alternativas podem ajudar o contador de produção comunidade internacional de cocaína, fabricação e vendas.
Ao forjar novas parcerias com os governos nacionais e organizações internacionais, os Estados Unidos podem garantir que a sua assistência externa é usada explicitamente com a finalidade de promover o desenvolvimento económico para o menos privilegiado nas regiões andinas e amazónicas da América do Sul e regiões do Ocidente em risco África. O Brasil também deve ajudar a liderar os esforços para promover o desenvolvimento alternativo na Guiné-Bissau e promover a estabilidade governamental, transparência e prestação de contas na Guiné-Bissau e toda a região.

África Ocidental continua a enfrentar uma crise de segurança complexa, que exige uma resposta internacional progressivo e sustentável. Os efeitos da insegurança económica e política em toda a região cresceram mais aguda devido ao crescimento populacional, migração em grande escala, e os efeitos crescentes da mudança climática. Na Guiné-Bissau, a estagnação económica e a falta de alternativas económicas viáveis ​​permitiram narcotraficantes para ganhar uma posição, minando os esforços internacionais para promover a estabilidade política no país. A ameaça emergente representada pelo tráfico de cocaína, se não for tratado, pode ainda fortalecer os grupos corruptos e potencialmente perigoso na África Ocidental e do Sahel que se beneficiam de seus lucros.

A comunidade internacional deve, portanto, procurar não só a Guiné-Bissau, mas também para o ponto de origem da cocaína nas regiões periféricas da América Latina para tratar o problema de forma sustentável. De fato, pensando no Atlântico Sul como um espaço geopolítico coerente para o comércio legal e ilegal vai melhorar a nossa compreensão conceitual dessas novas conexões. Os Estados Unidos e a comunidade internacional deve resolver com a parceria com os órgãos representativos nacionais e regionais no Hemisfério Ocidental e África Ocidental para promover alternativas económicas viáveis, que de-incentivar cultivadores de coca e traficantes em ambas as regiões. A comunidade internacional deve também resolver apoiar o governo de Guiné-Bissau através de sua transição democrática, como a falta de recursos actual do governo dificulta a capacidade do país para realizar as reformas económicas e políticas que são necessárias para combater eficazmente o tráfico de cocaína e promover o crescimento económico sustentável durante esta fase crítica. (in:CAP - Max Hoffman )