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Joseph Pulitzer

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Actualização: Reuniões do Presidente de transição com partidos adiadas para segunda-feira

As reuniões do Presidente de transição da Guiné-Bissau com os partidos políticos do país, que estavam marcadas para hoje, para definir uma nova data das eleições gerais foram adiadas para segunda-feira, disse à agência Lusa fonte da presidência.



 Os encontros deverão ter lugar a partir das 10:00 de segunda-feira, dia 4 de novembro, no Palácio da República, acrescentou.
As eleições deviam ter lugar a 24 de novembro, mas devido aos atrasos na preparação do processo e devido à falta de dinheiro - que deve ser desbloqueado pela comunidade internacional -, o Presidente terá que marcar uma nova data.
Desde segunda-feira, Serifo Nhamadjo tem tido encontros com diversas entidades guineenses com vista à marcação da nova data. 

"Estamos a recolher contribuições para quando nos encontrarmos com os atores da transição, que são os partidos políticos, podermos propor uma data que possa ser de consenso. Há elementos que são necessários para o Presidente ter em mãos", destacou Nhamadjo. 

O Presidente da transição guineense já se encontrou com a Comissão Nacional de Eleições, o GTAPE (Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral), o Conselho de Estado e presidiu ao Conselho de Ministros na quarta-feira.
A Guiné-Bissau está a ser dirigida por um Presidente e um Governo de transição na sequência do golpe militar de 12 de abril de 2012.
A CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental) determinou que o período de transição devia terminar antes do final deste ano com a organização de eleições gerais, no entanto, segundo Nhamadjo, o escrutínio deverá realizar-se no primeiro trimestre de 2014. 

(in:lusa)
 

 

Adiada consulta às "forças vivas" do país !

Adiadas reuniões do Presidente de transição da Guiné-Bissau com partidos políticos

As reuniões do Presidente de transição da Guiné-Bissau com os partidos políticos do país, que estavam marcadas para esta quinta - feira , para definir uma nova data das eleições gerais foram adiadas para segunda-feira, disse à agência Lusa fonte da presidência. 

 

 

Adiado julgamento de Bubo Na Tchuto

Ex-líder da Marinha guineense será julgado por tráfico de droga apenas em 2014

Nova Iorque - O antigo chefe de estado da Armada da Guiné-Bissau Bubo Na Tchuto, acusado de tráfico de droga nos Estados Unidos, será julgado apenas em 2014, afirmou à Lusa a sua advogada. 

 


Governo de transição anuncia recenseamento eleitoral de 01 a 21 de Dezembro

O governo de transição da Guiné-Bissau anunciou nesta quinta - feira que o recenseamento eleitoral, no país e na diáspora, com vista à realização de eleições gerais, vai decorrer de 01 a 21 de Dezembro




O anúncio foi feito em comunicado lido pelo ministro de transição com a pasta da Administração do Território, Batista Té, segundo o qual o governo de Bissau já tem dinheiro para avançar com o recenseamento eleitoral, sem precisar o valor em causa.
"Neste momento, o governo já tem disponibilidade financeira graças aos nossos parceiros internacionais", disse Batista Té. 
O financiamento foi disponibilizado pela Nigéria, Timor-Leste, União Europeia, União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA) e pela Comunidade Económica de Países da África Ocidental (CEDEAO).  
Batista Té referiu que o dinheiro disponibilizado para o recenseamento faz parte do "bolo global" de 14,5 milhões de euros mobilizado junto da comunidade internacional para financiar as eleições gerais, marcadas para 24 de Novembro, aguardando-se o anúncio de uma nova data devido aos atrasos no processo. 
Explicou também que, contrariamente ao previsto, o recenseamento eleitoral será assegurado pelo governo, através do Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE) com a assessoria de técnicos estrangeiros, nomeadamente de Timor-Leste e de países da CEDEAO. 
 Na comunidade guineense na diáspora serão recenseados os emigrante no Senegal, Guiné-Conakry, Cabo-Verde, Gâmbia, Portugal, Espanha e França.
A embaixada da Guiné-Bissau em cada país vai encarregar-se da organização do processo, sublinhou, precisando que, "se for preciso" internamente serão mobilizados os funcionários públicos. 
O governante adiantou que até o dia 01 de Dezembro estará no país o equipamento necessário para o recenseamento. 
Um perito em questões eleitorais do GTAPE disse à agência Lusa que serão necessários cerca de 450 conjuntos de equipamento, que incluem pequenos geradores eléctricos, computadores portáteis, máquinas fotográficas, entre outros dispositivos necessários para o registo dos eleitores. 
Segundo Batista Té, os cartões a serem entregues serão parecidos com o actual Bilhete de Identidade guineense.

 

Ligações perigosas !



(in: DC)

"Prémio Nobel" na Lusofonia


PORTUGAL:

ESCRITOR JOSÉ SARAMAGO













Dr. EGAS MONIZ














Informação livre, incomoda quem ?

VÁRIOS SRs. SENTEM-SE INCOMODADOS E MANIFESTAM-NO PUBLICAMENTE, AFIRMANDO QUE ALGUMAS PESSOAS SÓ (RE)PUBLICAM A IMPRENSA GERAL NOS SEUS BLOGUES E NAS SUAS PÁG. FBook. E QUE NÃO TÊM OPINIÃO.

ÓPTIMO ESSE INCOMODO POR TAL FACTO. 


É SINAL QUE ESTÃO SENDO DESCARACTERIZADAS AS "VOZES DOS DONOS" E A RESTITUIR AO GUINEENSE O DIREITO DE SER INFORMADO DE FORMA LIVRE E INDEPENDENTE, DANDO-LHE AS FERRAMENTAS PARA PODER AVALIAR LIVREMENTE E EM CONSCIÊNCIA OS FACTOS.


ACABOU O MITO DOS GERALMENTE BEM INFORMADOS E FICOU MAIS REDUZIDO O ESPAÇO PARA QUE ESTES POSSAM MANIPULAR A INFORMAÇÃO COM AS SUAS ILUMINADAS OPINIÕES EM FAVOR DE INTERESSES ALHEIOS AOS DO POVO. 


(c.f. 31/10/2013)

Forças da ordem dispersam estudantes no Palácio de Governo

Pindjiguiti, 30-10-13 - O presidente da Federação das Associações Estudantis da Escola superior de ensino (ESE) lamentou e acusou quarta-feira as forças de segurança de servir de elemento de bloqueio a possibilidade de negociações com o Governo.

Esse dirigente estudantil fazia alusão ao comportamento das forças de ordem, que dispersaram os estudantes agrupados em frente ao Palácio de Governo como nos três últimos dias de reivindicação para a publicação do resultado das provas escolares do ano passado.

Na opinião de Evanildo Nunes Ocaia, o Governo deveria antes preocupar-se com o pagamento de salários em atraso aos professores da ESE em vez de mandar para o terreno as forças de segurança.

"Neste dia de hoje, nós lamentamos muito o facto de aquele que serviu como elo de ligação entre a equipa de estudantes e o Governo foram a tropa e a polícia. Pensávamos que se devia fazer o contrário, o Governo não deveria preocupar-se em impedir as nossas manifestações, mandando para o terreno a tropa e a polícia que dispersaram os estudantes da Primatura", lamentou.

Os estudantes gritavam "queremos a escola", "dêem-nos o nosso direito" quando perto deles passava o cortejo do presidente de transição Serifo Nhamadjo, que esta quarta-feira presidiu à reunião semanal do Conselho de ministros.

O grupo de estudantes promete que não irá desistir e irá prosseguir com as manifestações até ao próximo dia 22 de Novembro.

(in:GBissau)


A importância de uma juventude consciente e organizada

Tendo em conta a importância da juventude no processo de desenvolvimento e maturidade política de um país, é fundamental saber o que pensa sobre o seu futuro para que se possa construir um novo referencial de sociedade guineense. Existem hoje jovens com problemas específicos e sensibilidades particulares e não é possível, e ainda bem, tratá-los de forma tão abrangente.

Daí que aquém gere os destinos de um país compete criar um ambiente favorável para o desenvolvimento pleno dos jovens. O facto de existirem jovens com problemas, sensibilidades, vontades e tendências distintas enriquece e muito um país, pelo que não restam dúvidas de que esta camada da população deve experimentar novas vivências, realizações, participação nas decisões públicas e no associativo consciente e organizado, pois é uma interessante forma de cumprir a educação não formal e um contributo importante para a realização do quotidiano.
É desta forma que pretendo partilhar alguns aspetos que devem ser tidos em conta na definição de uma política pública para a juventude e também no campo do associativismo, como ferramenta de participação dos jovens em termos do exercício da cidadania ativa, responsável e organizada. No entanto, é importante compreender que as políticas públicas, enquanto um conjunto de ações, são coordenadas com o objetivo público, e entendê-la enquanto a expressão das relações entre o Estado e a sociedade é compreendê-la como algo em construção e em permanente disputa entre os atores sociais que os fazem e consequentemente os constroem.


(foto web)

Na verdade, uma política pública deve discutir as questões da raça, etnias, crenças, géneros, classe social, etc., e não se restringir a discutir apenas a forma mas ir muito mais além, construindo socialmente o seu conteúdo e conceito estratégico de sociedade. Reside aqui o papel do associativismo jovem, fundamental no pro- cesso de desenvolvimento, podendo contribuir para a construção da democracia, formação do Estado e resolução dos problemas sociais. Assim é que temos observado iniciativas que são o resultado de uma cooperação entre a sociedade e os jovens e que permitiu demonstrar o forte impacto que o trabalho desenvolvido pelas associações de jovens representam no plano social e económico da Guiné-Bissau. A título de exemplo, as iniciativas como "Movimento Ação Cidadã; Pró-Bolama Ong; Projeto Tchintchor; Projeto Musqueba - Agriculture School For Women"; entre outros, devem ser absorvidas como políticas públicas com impactos na transformação da sociedade guineense e, se for caso disso, incentivadas.

É importante ter presente que a ausência de políticas públicas para esta faixa de idade é um grave problema, pois mais do que nunca os jovens guineenses mostram-se vulneráveis a questões como a delinquência, a violência, etc., que vêm somar-se às mazelas resultantes da falta de investimentos na educação e em programas específicos de capacitação profissional. Não alterando estes pressupostos teremos resultados como os que temos vindo a assistir, através de manifestações de descontentamentos e de revolta, pois a legitimidade acaba por ser garantida pela dificuldade em se fazerem ouvir e isso é óbvio porque mais nada resta. Na Guiné-Bissau, estas políticas precisam de ser trabalhadas num campo mais profundo, no sentido de garantir os direitos relativos a esta camada da sociedade que precisa de investimento na sua educação e segurança.

(in: dn) por Luís Vicente

Liga Guineense dos Direitos Humanos denuncia

Liga Guineense dos Direitos Humanos denuncia morte de recruta em violências durante instrução militar 


 A Liga Guineense dos Direitos Humanos denunciou hoje a morte de um recruta no Centro de Instrução Militar de Cumeré, perto de Bissau, na sequência de violências de que terá sido alvo, juntamente com outros recrutas durante este mês.

De acordo com informações veiculadas por certos órgãos de comunicação social, o processo de recrutamento que decorreu nos últimos três meses e culminou no sábado passado com o juramento à bandeira de um total de 2400 novos militares e paramilitares da Guiné-Bissau, ficou marcado por violências. Segundo as mesmas fontes, os principais alvos das agressões foram pessoas recém-formadas na Academia de Policia em Angola que vieram juntar-se na semana passada aos seus colegas no Centro de Instrução Militar de Cumeré.
Ainda segundo os referidos medias, o balanço destas agressões terá sido de 3 mortos e várias pessoas com sinais visíveis de espancamentos, a Liga dos Direitos Humanos tendo confirmado por seu turno hoje o balanço de um morto. Segundo a RFI pôde apurar junto da Liga dos Direitos Humanos, tratava-se de Lino Regna Nantchongo que exercia as funções de tesoureiro da Direcção-geral de Migração e Fronteiras.
Em entrevista à RFI, Augusto Mário Silva, Presidente interino da Liga dos Direitos Humanos condena essas violências e exige a abertura de um inquérito.

(in:rfi)

 

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

O atraso dos ordenados dos professores

(por: Luís Fonseca)






Djumbai sobre «Organizações da Sociedade Civil e Eleições: Experiências da Sub-Região»

A Delegação da União Europeia (UE) junto da República da Guiné-Bissau e da Comissão Justiça e Paz, Direitos Humanos e Desenvolvimento, assinalam a realização da sétima sessão do Programa Djumbai sobre o tema «Organizações da Sociedade civil e Eleições: Experiências da Sub-Região», a 30 de Outubro, no Salão Paroquial, em frente à Western Union, Praça de Bissau.




A sétima sessão do Djumbai Temático vai decorrer pelas 9.30 horas desta quarta-feira, com a presença dos convidados de Organizações da Sociedade Civil baseados em Dakar, nomeadamente Abbé Alphonse Seck, da Comissão Justiça e Paz Senegal, Emmanuelle Ndione, da ENDA Tiers Monde Senegal, e Kevin Adomayakpor, do One World Dakar.

Os Djumbais organizados no quadro do Programa de Apoio aos Actores Não-Estatais (UE-PAANE) consistem num conjunto de debates promovidos junto da sociedade civil guineense, com o intuito de promover a reflexão sobre temas relevantes da actualidade. 

Assim, os actores não estatais serão melhor preparados para participarem de forma activa e qualificada na identificação das políticas e estratégias de desenvolvimento nacionais.

(in:pnn)

 

Guiné-Bissau terá "eleições Gucci"

A Guiné-Bissau vai ter umas "eleições Gucci", ironizou hoje o representante especial da ONU José Ramos-Horta, ao revelar que os parceiros internacionais aceitaram um orçamento inflacionado para desbloquear o processo. 





"É um orçamento de quase 20 milhões de dólares (14,5 milhões de euros), quando se podia fazê-lo por 10-12 milhões (7-9 milhões de euros)", admitiu hoje, durante uma mesa-redonda no Instituto Real de Relações Internacionais, conhecido por Chatham House, em Londres.
O valor, disse o antigo presidente de Timor-Leste e prémio Nobel da Paz, foi acordado para pôr fim a uma discussão sobre "orçamentos altamente inflacionados" que se prolongava desde junho.
Porém, no mês passado, Ramos-Horta sentou-se à mesa com representantes de vários parceiros, nomeadamente a França e a União Europeia e propôs: "Vamos render-nos, senão não saímos daqui".
O representante especial do secretário-geral da ONU para a Guiné-Bissau usou o nome de uma marca de roupa e acessórios de luxo para ironizar sobre a questão.
"Com 20 milhões de dólares têm de ser umas eleições Gucci. Terão de comprar t-shirts da Gucci, mas genuínas e não chinesas, e relógios Gucci para todos. É por isso que custará 20 milhões de dólares", gracejou.

 NOTA DO EDITOR:  Algumas das expressões utilizadas por R.Horta, estão a ser indevidamente utilizadas na tentativa do seu descrédito, tal como aconteceu com Xanana Gusmão.
Acontece que as expressões utilizadas foram uma tentativa de transmitir esperança à população na sua linguagem comum. Tal como em Portugal se utiliza expressões "levas uma vida à grande e à francesa", " vida de doutor"  e muitas outras... que me dispenso de enunciar.


terça-feira, 29 de outubro de 2013

Sindicatos do Ensino Público fazem exigencia alternativa

Sindicatos do Ensino Público exigem pagamento de 6 salários em atraso



 Os sindicatos de professores do ensino público da Guiné-Bissau apresentaram uma proposta ao Governo para que este pague, pelo menos, seis meses de salários em atraso e garantem que depois disso terminam a greve, que já dura há quase um mês. A proposta partiu da comissão de greve do SINAPROF e SINDEPROF e já é do conhecimento do Governo, que ainda não respondeu aos sindicatos. Apesar de reconhecerem que o país atravessa um momento político difícil, os representantes sindicais consideram que o Governo tem de assumir as responsabilidades no pagamento aos servidores do Estado.

(in:nm)

Produção de arroz cresceu 10 vezes em regiões da Guiné-Bissau apoiadas pela UE e Portugal

(foto: web)
O salto de 700 para sete mil toneladas faz parte do balanço do segundo Programa de Descentralizado de Segurança Alimentar (PDSA) que fornece sementes e dá formação aos guineenses para acabar com o problema crónico da escassez de alimentos.
O objetivo é fazer com que cada comunidade sabia como trabalhar a terra e transformar os produtos para ser autossuficiente em termos agrícolas e alimentares.
Neste cenário, estima-se que a segunda fase do PDSA, iniciada em 2011 e que termina em janeiro de 2014, ajude a melhorar as condições de vida de meio milhão de pessoas, segundo os dados hoje apresentados em Bissau por Carla Carvalho, coordenadora do projeto.
Além da produção de arroz, alimento incontornável na dieta alimentar da Guiné-Bissau, foi conquistado um incremento noutros produtos agrícolas e introduzidas novas dinâmicas de gestão, criação de reservas e transformação de cereais, hortícolas e frutícolas.
O PDSA é uma iniciativa do Instituto Marquês de Valle Flôr, sediado em Portugal, em parceria com a Divutec - Associação Guineense de Divulgação de Tecnologias e outras oito organizações da sociedade civil espalhadas pelas diferentes regiões do país.
Entre outros mecanismos, o projeto inclui requisitos mínimos que obrigam cada comunidade a criar reservas de fundos e de sementes para poderem receber novas ajudas, criando assim hábitos de autossustentabilidade, explicou Carla Carvalho.
A reabilitação de "bolanhas" (campos de cultivo de arroz), a construção de poços e de outras infraestruturas também fazem parte das intervenções.
Os resultados do PDSA na Guiné-Bissau foram hoje aplaudidos pela UE.
A União "assumiu o compromisso político de ajudar os países parceiros", como a Guiné-Bissau, "a reduzir até 2025 em pelo menos sete milhões o número de crianças com menos de cinco anos com atrasos de crescimento", realçou Pauline Gibourdel, representante da UE na cerimónia de hoje.
De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), 27 por cento das crianças guineenses sofrem de subnutrição crónica, cinco por cento da população rural tem uma dieta alimentar pobre e 20 por cento das comunidades rurais vivem com falta de comida.

(in:lusa) 

Contra o esquecimento da História

No dia 29 de Outubro de 1936, chegaram à Colónia Penal do Tarrafal, criada por Salazar alguns meses antes, os primeiros 153 deportados. Mais exactamente, desembarcaram no local onde eles próprios foram obrigados a construir o campo de concentração que os encarceraria. Durante a existência deste «Campo da Morte Lenta», por lá ficaram 32 vidas, 32 pessoas cujos corpos só foram transladados para Lisboa em 1978.



Encerrado em 1954, devido a pressões internas e internacionais, o Campo foi reaberto na década de 60 (e permaneceu activo até ao 25 de Abril 1974), com o nome de «Colónia Penal de Chão Bom», para albergar os lutadores pela independência de Angola, Guiné e Cabo Verde.

 


  1978 – transladação e cortejo para o cemitério do Alto de S. João, em Lisboa dos corpos de presos políticos portugueses que se encontravam no Tarrafal

 

O nefasto de uma burguesia



 ... "esta burguesia do dia-dia revela-se incapaz de grandes ideias, de inventividade. Ela lembra-se daquilo que leu nos manuais ocidentais e, imperceptívelmente, ela transforma-se, já não em réplica da Europa, mas na sua caricatura."

... "Quanto essa casta for destruída, devorada pelas suas próprias contradições, nós aperceber-nos-emos de que não se passou nada desde a independência, que é preciso retomar tudo, que é preciso recomeçar do zero."
(referência ao livro de Franz Fanon, Les Damnés de la terre, in: 
"E se a África recusasse o desenvolvimento?"

 
 (in.web)




Nós e o pesadelo da desagregação estrutural da Nação


“Nós e o pesadelo da desagregação estrutural da Nação”

 

A desagregação estrutural de uma Nação compadece com o servilismo, laxismo, clientelismo e desorganização do aparelho “Estado e Administração Pública” e não com os objetivos de unificação que se pretende, tendo em conta os valores morais, ética e política, competência, meritocracia e reconhecimento, conceitos esses que deveriam ser transversais à sociedade civil e à classe política.
De facto, é deveras preocupante, mas também interessante, assistir as tomadas de posições no exercício de separação da Nação em “metades”, em “prós e contras”, em “alas A e B” etc., como se estivéssemos a falar de propriedade privada de alguém, a quem compete decidir como gerir o seu próprio património e a quem dela faz parte na tomada de decisão.
A nação Guineense, independentemente da dimensão territorial e populacional, é maior do que meras palavras de circunstâncias e da defesa exclusiva e singular da expressão, razão ou fundamento patriótico, pois ela mesma é a essência do povo que a constitui e lhe dá vida, ou seja, a multiplicidade e complexidade das relações que lhe são subjacentes como um todo indivisível.
Portanto, olhar para este campo na defesa intransigente de uma ideia ou opinião, de quem entende como se deve manifestar-se face a legitimidade do poder democrático, deve acentuar-se no complemento dos princípios da liberdade de opinião, aliás, este um direito consagrado não só pela constituição como também pela liberdade que nos carateriza como homens providos de faculdades mentais e intelectuais.
O exercício de atividade política e de cidadania têm os seus pressupostos assentes na garantia de participação de todos num único processo democrático, sempre na lógica do bem comum, salvaguardando, como é óbvio, a honra de todos. Portanto, devemos procurar não inflamar as nossas angústias quando temos a certeza de que a mágoa será ainda maior para quem já não suporta mais a dor.
Julgo que, na qualidade de cidadão guineense posso, com humildade, questionar, na verdade, até que ponto não tem havido medição de forças, entende-se “beligerantes”, nas tomadas de posições radicais, quando o mesmo carece da legitimação de todos nós, tais como políticos, comentadores, analistas, jornalistas, bloguistas, fazedores de opinião pública, etc., com reflexo no País?
Pressuponho que a democracia, cidadania e convivência sã e pacífica é sinónimo de respeito e consideração mútua, tendo sempre em conta as convicções e opiniões dos outros, respeitá-las e tomá-las como um excelente contributo. Na verdade, é de salutar o debate de ideias com pessoas que partilham as mesmas causas de que é senão a Guiné-Bissau como uma Nação de todos nós. Aliás, quando falo na Nação, estou a utilizar um conceito que só por si já existe e não se pode mudar, não há como fugir, de que a Guiné-Bissau é efetivamente uma Nação e não restam dúvidas. Entender a Nação é ter a consciência que não existe destino para além daquele que nós fizermos.
Julgo que o essencial neste momento, acima de tudo, é demonstrar aos atuais responsáveis do País que é importante evoluírem para um novo estágio, dotar os recursos necessários para se proceder a realização das eleições quanto antes. A Guiné-Bissau merece a interrogação da sua gente, dos que querem uma verdadeira revolução, aquela que é feita com sabedoria e tranquilidade, mas também com um desígnio, pois os propósitos que caraterizam um povo é a sua alma e vontade de caminhar no fulgor da sua essência.
Se tivermos que sacrificar é melhor fazê-lo servindo algo maior que nós próprios! LV
Luís Vicente
Lisboa, 28 de Outubro de 2013


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Feiticeiros 'transmitem' doenças na Guiné-Bissau

Na Guiné-Bissau, boa parte da população ainda acredita que as doenças são transmitidas por algumas pessoas como forma de vingança ou crime contra outras, explicou à Lusa o diretor nacional da Polícia Judiciária, Armando Namontche.


As crenças em bruxaria são um obstáculo à prevenção da Cólera e prova disso são as queixas que as autoridades ainda recebem "de vez em quando", relatou o diretor.
Em Safim, localidade próxima da capital, Bissau, houve mesmo um magistrado do Ministério Público que emitiu acusação e mandou para julgamento uma pessoa suspeita de praticar feitiçaria contra outra, recordou.
Na altura, há cerca de um ano, "foram abertos processos disciplinares contra os magistrados" envolvidos, referiu Armando Namontche.
O caso já lá vai, mas ilustra uma realidade com que as autoridades ainda são confrontadas e que levaram Namontche a participar em ações de sensibilização para prevenção da Cólera, juntamente com o Ministério da Saúde, no sul do país.

Numa das aldeias da região, uma antigo surto da doença atingiu mais uma etnia do que outra e o facto foi usado na época como prova de que aquela que estava imune estava a atacar a outra etnia, recorda um dos técnicos de saúde no terreno.
Mais tarde, médicos verificaram que os grupos populacionais tinham diferentes costumes de convivência, que ajudavam a travar ou propagar a Cólera.
É neste contexto que o diretor da PJ ajuda a explicar à população que as doenças não são "transmitidas por inimigos", que querem "matar deliberadamente determinada pessoa", mas sim por falta de cuidados de higiene ou tratamento de água.
"Tudo tem a ver com o baixo nível de escolaridade", pelo que os esclarecimentos acabam por ser "uma medida preventiva", sublinhou.

Segundo Armando Namontche, a falta de informação é um problema que se verifica "um pouco por todo o país: como magistrado assisti a muitos casos de feitiçaria que não aceitámos".
"Temos de continuar a fazer este trabalho de sensibilização. É uma tarefa essencial", concluiu.
A epidemia de Cólera já atingiu 379 pessoas e fez 24 mortos desde março, na Guiné-Bissau, afetando sobretudo a região de Tombali.


Violação dos direitos humanos no Centro de Instrução militar de Cumeré

O processo de recrutamento militar e policial que decorreu nos últimos três meses na Guiné-Bissau, ficou marcado por graves violações dos direitos humanos no Centro de Instrução Militar de Cumeré.



 Registaram-se três mortes e várias pessoas regressaram às suas residências com sinais visíveis do espancamento de que foram alvo por grupos de militares, tidos como seus instrutores. Trata-se de uma iniciativa com pouca explicação legal, conforme disse à PNN a esposa de uma das vítimas, que é também agente paramilitar.

«Não posso ficar calada com esta situação, vou informar o ministro do Interior. O meu marido voltou para casa em estado de coma e sofre de problemas de tensão arterial, nunca vi um recrutamento deste tipo», lamentou a agente paramilitar.

Neste processo os alvos eram pessoas recentemente formadas em Angola, que desembarcaram na noite de terça-feira, 22 de Outubro, em Cumeré, onde se juntaram a outros elementos que lá se encontravam para o juramento de bandeira.

Na sequência destas acções de agressão verbal e espancamento faleceu um dos elementos da Guarda Nacional, Lino Regna Nantchongo, que desempenhava funções de Tesoureiro da Direcção-geral de Migração e Fronteiras.

«Nunca vi uma coisa assim, a minha sobrinha disse que foi violentamente espancada até por pessoas que conhece», disse uma das vítimas. Outra fonte relatou que os recém-formados são colocados no chão, para serem pisados e pontapeados pelos seus instrutores.

Num total de cerca de 2.400 pessoas, entre militares e polícias da Guarda Nacional, é a primeira vez que se procede ao recrutamento conjunto entre as duas forças da autoridade, cujas missões são completamente distintas.

No dia do juramento apenas os militares dispunham de uniformes para o efeito, tendo os restantes elementos da força da ordem realizado os votos com roupas de civil.

Falando no acto, António Indjai pediu que as armas não sejam mais levantadas contra «Governos ou contra a população guineense». A cerimónia deste juramento foi conduzida pelo Presidente da Assembleia Nacional Popular, Ibraima Sory Djalo.

Proveniente de Cumere, uma parte dos novos recrutas apresentou-se na manha deste Domingo, 27 de Outubro, no Estado-maior General das Forças Armadas.

Presidente da Federação de Futebol diz que foi traído

O Presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB), Manelinho Nascimento Lopes, disse que foi traído pelos membros da sua direcção, apontando os elementos do Comité Executivo da organização desportiva.

Em exclusivo à PNN, Manuel Nascimento Lopes sublinhou que tudo que era discutido em confidencialidade ao nível da federação, uma hora depois já era conhecido pela imprensa.
«Quando é assim não é a minha pessoa que está a ser traída, é a Guiné-Bissau que está em causa», disse Manelinho Nascimento Lopes, reconhecendo que algumas destas pessoas já não se encontram actualmente na sua direcção.

O responsável pela FFGB concluiu que houve falhas da sua parte, que justificou com falta de experiência: «Era necessário trabalharmos em conjunto porque eu tinha pouca experiencia, mas houve falhas de arrogância e traição, porque houve erros até na nomeação dos membros do Comité Executivo», disse Nascimento Lopes, desmentindo que tenha ameaçado Ino Embalo, um dos vice-Presidentes da FFGB.

De acordo com Manuel Nascimento Lopes, a falha partiu da sua nomeação com os restantes seis membros deste Comité Executivo porque «as pessoas que hoje fazem o que fazem, agora na minha direcção, não tinham coragem de fazer a mesma com coisa com a antiga direcção da FFGB».

Interrogado sobre o prémio prometido no início da época passada à equipa vencedora do campeonato da Primeira Liga Guineense, Manuel Nascimento reafirmou a sua promessa, indicando o prazo de meados de Novembro para a entrega dos 10 milhões de Francos Cfa. à equipa de Mansoa.

Apesar de tudo, o responsável pelo futebol no país considerou muito positivo, perspectivando a próxima época desportiva de melhores, tendo revelado apoio de CAF para a FFGB.

«Temos o projecto de Canchungo, onde as empresas pedem somas avultadas entre 400 a 800 mil euros, por parte das empresas nacionais. Isto não vai acontecer comigo», disse o Presidente da FFGB.

Nesta entrevista que durou cerca de 74 minutos, o responsável queixou-se ainda da falta de apoio do Governo ao desporto nacional, observando os vários problemas que o Ministério da tutela do desporto enfrenta com as greves dos professores: «Quando existe apoio para o desporto esta verba não chega ao destino e os jogadores não beneficiam deste dinheiro. Quando é assim, como podemos ter bons resultados depois da competição?», interrogou Manelinho Nascimento Lopes.

Bancada di Tribuna di Povo






E o povo continua sofrendo, a maioria de população que se encontra internado no Hospital é só sofrimento ou sair MORTO. 
G.B. não merecia estar nestas condições de misérias e sofrimentos depois de 40 anos de independência, existem políticos que trabalham contra G.Bissau só na base de sabotagens, intrigas, e mentiras por isso temos pais que temos agora com 40 anos de independência, com grandes incertezas sem eleições atempadamente como tinha previsto em Novembro como fazer? com essa tanta incerteza na G.Bissau?????


Bancada di Tribuna di Povo




Há-de chegar o dia para estes malditos Governantes que não sabem Governar nem têm pena do POVO, na busca de BEM COMUM para População sofridor sem luz, água, dinheiro para resolver os seus problemas sociais como saude e educação até a data presente escola publica não está funcionar. MUITA PENA.

PR de transição inicia consultas para marcar eleições

O Presidente de Transição da Guiné-Bissau, Serifo Nhamadjo, iniciou esta segunda-feira uma série de consultas para a marcação de uma nova data para as eleições gerais.

 

Após a cimeira de chefes de Estado da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) em Dakar, durante este fim de semana, a data inicialmente prevista (24 de novembro) foi declarada tecnicamente impossível de concretizar. As consultas de Serifo Nhamadjo devem terminar na quinta-feira, sendo que nessa altura deverá ser anunciada a data do arranque do recenseamento eleitoral e a data das eleições.

A CEDEAO conseguiu mobilizar para a realização de eleições na Guiné-Bissau cerca 11,7 milhões de euros, que se juntam aos cerca de 1,47 milhões de euros disponibilizados pela Nigéria para apoio logístico.


domingo, 27 de outubro de 2013

Algumas das rotas do narcotráfico





BR no FaceBook



Bancada di Tribuna di Povo

 

 

Este é o fogão Faie de segunda geração! É produzido e vendido pela APZ, uma associação de jovens do bairro militar. Permite uma economia de carvão de 50% relativamente ao fogareiro comum e assim uma poupança mensal em xof considerável. Custa 7.500 Xof e é vendido na sede da APZ no bairro militar.

 

 

(in:FB)

Terrorismo diplomático

A nova face visível da máfia diplomática que está instalada nos circuitos diplomáticos do regime golpista de Bissau. Um esquema montado e comandado pelo 'presidente de transição', o seu fantoche e 'primeiro ministro de transição', pelo 'ministro dos 'negócios estrangeiros' mas, principalmente pelo 'secretario de estado das comunidades', Idelfrides Fernandes, vulgo "Didi". 

 


Este cidadão oriental, simpático, talvez educadíssimo, tem de apelido Wan e 'Mike' é a sua graça. É chinês, porém tem mais duas nacionalidades: a canadiana (reside no Canadá) e, claro, a guineense. Como ditadura do consenso tinha anteriormente denunciado, foi o Mike o principal protagonista da presença inusitada do presidente golpista, Serifo Nhamadjo nas instâncias máximas das NU. Foi ele que pagou o sésamo da entrada do regime golpista na ultima assembleia geral das NU.

Conseguiu esse almejado protagonismo a que se propôs o regime golpista, à custa de milhões de dólares. Primeiro, corrompendo o fragilizado Representante da Guiné-Bissau nas NU e, resolvendo-lhe alguns problemas pessoais e financeiros, nomeadamente, pagando-lhes os seus atrasados salariais, algumas dívidas pessoais nos EUA, subsidiando as necessidades dos seus familiares em Bissau e, engajando-se na resolução de um problema que o filho do referido diplomata está neste momento envolvido. E como o DC tinha igualmente avançado, assumiu todas as despesas inerentes - das viagens à estadia da delegação golpista. Mais... também financiou a viagem do presidente golpista a Meca e mais uma vintena dos seus séquitos, além de ter pago um milhão de dólares em espécie diretamente ao presidente golpista.

Pergunta-se que ganhos terá (ou tem) o empenhado do Wan na causa golpista. Muita coisa, coisas até mirabolantes como poderão ler a seguir.

Mike Wan, à revelia do MNE, foi ilegalmente nomeado pelo presidente golpista, Serifo Nhamadjo, Embaixador Itinerante, Extraordinário e Plenipotenciário da Guiné-Bissau na Indonésia (quiçá o primeiro Não guineense a ser nomeado a um posto destes);

Ao Mike Wan, foi-lhe concedido o "direito de emissão" de passaportes da Guiné-Bissau, paradoxalmente, não para os cidadãos guineenses, mas sim para os cidadãos chineses que pretendem viajar para o Canadá através do sésamo guineense. Um "direito", que esconde um negócio que gera milhões de dólares, pois cada passaporte custa acima de 100 mil dólares, sem incluir o visto para o Canadá, pois nesse caso atinge mais do dobro;

Mike Wan, aluga aviões em nome e a favor do presidente de transição com o qual viaja em "avião presidencial" para vários pontos dos seus negócios. Muitas vezes esse aluguer é feito conforme o itinerário das suas conveniências pessoais e de negócios, levando sempre o aparvalhado presidente à boleia, e que sem dar conta serve de escudo para encobrir os seus sombrios negócios.

Um outro escândalo diplomático que está a abalar e abalará, para sempre, a credibilidade externa da Guiné-Bissau passa-se na embaixada do país em Dakar. Casos mirabolantes de autênticos feirantes golpistas que se dizem diplomatas estão a passar-se nessa nossa representação diplomática. Essa representação, para além de ter um embaixador mafioso e sem escrúpulos, possui igualmente um dito "Cônsul" desprovido de perfil e sem capacidades para exercício desse importante cargo. Comportamentos menos dignos desses representantes da Guiné-Bissau são muitos que seria impossível enumera-los, contudo, só para terem uma ideia mínima do que se passa nessa representação diplomática da Guiné-Bissau, vamos a alguns factos:

Há menos de quatro meses, o embaixador foi posto em contacto com um empresário espanhol interessado em investir na Guiné-Bissau. Desse contacto, nasceu o "negócio" de lhe ser facultado um passaporte diplomático pela módica quantia de 50 mil euros mais outros favores, pedidos e preendas pelo meio. Tudo bem, até quando, não podendo o espanhol deslocar-se de novo a Dakar por imperativos de negócios e, tendo urgência por um lado, o espanhol do passaporte e, por outro lado, o embaixador do "taco", o engenhoso embaixador teve a má ideia de... pôr a sua própria impressão digital no passaporte e enviar para o amigo espanhol. Até aqui tudo bem, até à altura em que o empresário, ao viajar, foi controlado por via do passaporte diplomático e constou-se de que o passaporte estava viciado, ou seja, a impressão digital que nela constava não era do espanhol. Mas de quem era então??... Após aturadas investigações, apurou-se de que eram do...Embaixador da Guiné-Bissau no Senegal, Dr. Embaló.

Sabe-se que o assunto é do conhecimento do PRT, do MNE e do SEC, mas nada é feito porque o ilustríssimo embaixador é protegido do PRT. Quota étnica obligé, pois em vez de ser DEMITIDO e PRESO, o embaixador trapaceiro esta impávido e sereno no seu posto. Porém, o assunto é também do conhecimento do MNE do Senegal que, por entre sussurros "desconsideram" o nosso representante nas terras da Teranga.

Consta igualmente que os nossos passaportes de serviços estão a ser vendidos aos "marabouts" e a altos dignitários religiosos do Senegal entre 2 a 3 milhões de Francos cfa. Estes, na falta de passaportes diplomáticos que lhes eram distribuídos como pãezinhos quentes pelo regime deposto, recorrem aos nossos serviços consulares, com cumplicidade interna, para comprarem os nossos passaportes de serviço que lhes facilitam a obtenção de vistos no espaço Schengen. 'Compreende-se' em parte esta situação, pois a embaixada está com 12 meses de salários em atraso, os ex-diplomatas e os actuais estão a ser despejados diariamente das suas casas. Nesse espectro de carência, o Cônsul em funções tem-se manifestado pela negativa, pois mais parece um pedinte, batendo a porta de todos, não escolhendo meios para expressar os seu drama que é a "falência". Pobre diplomacia guineense...

Infelizmente, é nesta cacofonia diplomática que a Guiné-Bissau esta mergulhada: máfia, corrupção, indecência de postura e falta de dignidade.

A tudo isto, acresce o engarrafamento de representantes e cônsules em vários países, principalmente na sub-região ocidental e países do Médio Oriente, onde 2 a 3 representantes ou cônsules chegam a ter a mesma credencial, ora passada pela presidência, ora pelo PM, ora pelo MNE/SEC.

Esperemos que no fim deste regime hediondo de mafiosos uma auditoria severa e concludente seja feita ao regime, principalmente ao MNE, onde decerto muito lixo e pouca vergonha será desenterrada.

Salvem a Guiné-Bissau. AAS 

(in:DC)

PM de Cabo Verde garante que CEDEAO manteve data de eleições na Guiné-Bissau

O primeiro-ministro cabo-verdiano garantiu sábado que a cimeira extraordinária da CEDEAO, que decorreu na sexta-feira em Dacar, manteve 24 de novembro como a data das eleições gerais na Guiné-Bissau.



(foto: lusa)

O primeiro-ministro cabo-verdiano garantiu sábado que a cimeira extraordinária da CEDEAO, que decorreu na sexta-feira em Dacar, manteve 24 de novembro como a data das eleições gerais na Guiné-Bissau.
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Em declarações à agência Inforpress em Dacar, José Maria Neves indicou também que os chefes de Estado e de Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) exortaram as autoridades de transição guineenses, no poder desde o golpe de Estado de 12 de abril de 2012, a empenharam-se nos preparativos do processo eleitoral.
Segundo José Maria Neves, apesar das dúvidas quanto à existência de condições para a realização das eleições, já que a menos de um mês do escrutínio, o processo de recenseamento eleitoral ainda não arrancou, a CEDEAO continuou a pressionar a realização das eleições para o mais breve quanto possível.
"Há sempre dúvidas se estarão reunidas todas condições, até porque ainda não se começou o processo de recenseamento eleitoral. Mas a data mantém-se, para continuar a pressionar as autoridades de transição e os partidos políticos para a realização da votação o mais rapidamente possível", referiu.
José Maria Neves lembrou a disponibilidade de Cabo Verde para apoiar tecnicamente o ato eleitoral, mas assegurou, que a questão vai ser acompanhada de perto pela CEDEAO e que os recursos financeiros estão a ser mobilizados.
José Maria Neves indicou que, durante a cimeira, teve oportunidade de falar com o presidente de transição guineense, Serifo Nhamadjo, a quem manifestou a disponibilidade para apoiar as eleições, mas apenas do ponto de vista técnico.
A CEDEAO já conseguiu mobilizar para a realização de eleições na Guiné-Bissau cerca de 16 milhões de dólares (perto de 11,7 milhões de euros), que se juntam aos dois milhões de dólares (1,47 milhões de euros) disponibilizados pela Nigéria para apoio logístico. 

(in:lusa)
 

Cabo Verde disponível para apoiar reformas das Forças Armadas na Guiné-Bissau

O primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, disse esta sexta-feira em Dakar (Senegal) que Cabo Verde está disponível para participar, na medida das suas possibilidades, no financiamento da reforma das Forças Armadas e do sector da segurança da Guiné-Bissau, soube a PANA de fonte oficial.

 



José Maria Neves garantiu que Cabo Verde vai continuar a apoiar a Guiné-Bissau no seu caminho de regresso à normalidade constitucional, segundo declarações à Rádio de Cabo Verde (RCV) na capital senegalesa, onde ele participa na Cimeira Extraordinária dos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Neste sentido, voltou a reiterar a disponibilidade do Governo cabo-verdiano em dar suporte técnico e financeiro ao processo para a realização das próximas eleições na Guiné-Bissau que, segundo ele, deverão ter lugar no primeiro trimestre de 2014.

O primeiro-ministro cabo-verdiano garantiu também que os contactos entre os Governos de Cabo Verde e da Guiné Bissau nunca foram interrompidos, apesar de, oficialmente, não haver relações oficiais entre os dois Estados na sequência do golpe militar de abril 2012, que o Executivo da cidade da Praia condenou.

Para o chefe do Governo cabo-verdiano, os recentes incidentes envolvendo a detenção de dois agentes da Polícia Nacional cabo-verdiana em Bissau e os reiterados discursos acusatórios que têm partido das autoridades civis e militares daquele país não constituem motivo suficiente para o rompimento total entre os dois países.

José Maria Neves afirmou que, pelo contrário, não têm faltado contactos, mesmo que informais, entre as autoridades dos dois países, o que deixa perspectivar que Cabo Verde vai continuar a apoiar a Guiné-Bissau a regressar à normalidade democrática.

Este mesmo empenho no apoio à Guiné-Bissau foi manifestado pelo presidente do Movimento para a Democracia (MpD), principal partido da oposição em Cabo Verde, depois de um encontro na passada terça-feira com José Maria Neves para acertarem posições sobre a agenda da Cimeira da CEDEAO.

Na ocasião, Ulisses Correia e Silva saudou os amplos consensos que alcançou com o chefe do Governo no relativo ao dossier Guiné-Bissau e aconselha o “país irmão” a marcar uma nova data para as eleições no mais curto espaço de tempo possível.

“Tudo que tem a ver com a rápida normalização da situação política na Guiné-Bissau interessa a Cabo Verde e à CEDEAO, pelo que o nosso país vai estar alinhado relativamente àquilo que vai sair da cimeira de Dakar”, sublinhou Correia e Silva.


(in:pana)

sábado, 26 de outubro de 2013

Carlos Gomes Júnior, critica EUA por darem pouca ajuda

O primeiro-ministro eleito da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, apelou hoje à comunidade internacional para que não deixe o seu país transformar-se num Estado falhado e controlado pelo narcotráfico, criticou os Estados Unidos por não lhes ajudar mais.

 

 

"O que eu me pergunto é porque não nos ajudam mais, com toda a boa vontade que mostrámos", disse o governante deposto, durante uma entrevista à agência de notícias espanhola EFE, criticando directamente os Estados Unidos da América.
"Faz mais de três anos que os EUA publicaram uma lista com as pessoas envolvidas nestas redes [de narcotráfico] em Bissau. Sabendo que somos um Estado frágil, por que não actuaram? Temos mais de oitenta ilhas que fazem parte do nosso território. É difícil, nas nossas condições, controlá-las", afirmou.
Para Gomes Júnior, o aumento do interesse dos narcotraficantes aconteceu no seguimento do aumento da vigilância dada a Cabo Verde, com a criação do Comando Militar Americano na África (Africom).
"Em 2011 recebi do comandante da Africom [a garantia de que] íamos ter mais apoio da sua parte, estava tudo garantido. Mas no final, os EUA decidiram tirar a sua embaixada de Bissau e instalaram-se em Dacar. É por isso que eu me questiono por que não nos ajudam mais", lembrou, defendeu que, desde que chegou ao poder, em 2009, a Guiné-Bissau deu sinais de melhoria e a comunidade internacional "começou a ver o país com outros olhos".
Os rivais políticos de Gomes Júnior acusam-no de actuar a favor de Angola, uma relação muito delicada na Guiné-Bissau, mas o antigo governante mantém a intenção de apresentar-se às eleições presidenciais inicialmente marcadas para 24 de Novembro, mas que têm sofrido sucessivos adiamentos.
"Se recebermos ajuda da comunidade internacional, vamos criar as condições para lutar contra o narcotráfico e os barões da droga, mas necessitamos de mais cooperação", disse.
Exilado em Lisboa após o golpe de Estado de 2012, que o afastou do cargo de primeiro-ministro, Gomes Júnior reconhece os múltiplos e graves problemas que o seu país enfrenta, e lamenta que a Guiné, um Estado "potencialmente rico", mas seja, na verdade, um dos mais pobres do mundo.
O último golpe de Estado aconteceu a 12 de Abril de 2012, quando militares guineenses prenderam o primeiro-ministro eleito, Carlos Gomes Júnior, e o Presidente interino, Raimundo Pereira, na véspera de começar a segunda volta das eleições presidenciais, nas quais Carlos Gomes Júnior tivera quase 50 por cento dos votos na primeira volta.
"Neste ano e meio, voltámos ao princípio e agora temos de recomeçar do zero", lamentou.