COM O TEMPO UMA IMPRENSA CÍNICA, MERCENÁRIA, DEMAGÓGICA E CORRUPTA, FORMARÁ UM PÚBLICO TÃO VIL COMO ELA MESMO

Joseph Pulitzer

segunda-feira, 31 de março de 2014

Ex-presidente do Supremo da Guiné-Bissau escolhida para tribunal da sub-região

A decisão foi anunciada no comunicado final da 44.ª cimeira de chefes de estado e governantes da CEDEAO, que decorreu na sexta-feira e sábado em Yamoussoukro, Costa do Marfim.
Os juízes são recomendados pelo Conselho Judicial da comunidade e nomeados por um período de quatro anos.




PAIGC diz ter garantia da comunidade internacional para governar

O Presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, disse que o seu partido já tem a garantia da comunidade internacional para governar o país, depois das eleições gerais marcadas para 13 de Abril.




«De todos os encontros que tivemos, leva-nos a compreender que o nosso programa eleitoral vai deixar de ser de uma lista de intenções, passado a ser um programa real e exequível, porque realmente temos as garantias e disponibilidade da comunidade internacional, não só para nos acompanhar, como também para assegurar que este programa de governação vai ser mesmo possível aplicar», disse em exclusivo à PNN Domingos Simões Pereira no Aeroporto Internacional Osvaldo Viera, após a sua chegada ao país, depois de uma viagem de mais de duas semanas a África, Europa e Brasil.

De acordo com Simões Pereira, durante a viagem esteve em contacto com representantes dos países membros da Comunidade de Estados da África Ocidental (CEDEAO) no Senegal, manteve encontros com o director do Departamento de África-Europa em França e Espanha, assim como o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Rui Machete.

Nesse sentido, o líder do PAIGC afirmou que o encontro permitiu-lhe partilhar com estes responsáveis que a comunidade internacional deve mobilizar-se para dar à Guiné-Bissau mais uma oportunidade no concerto das nações.

No que respeita à Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), Simões Pereira, referiu que manteve um encontro com o Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos. No Brasil, reuniu-se em São Paulo com o líder do PT, assim com o antigo Presidente Luís Inácio Lula da Silva.

«Portanto, numa síntese destes encontros, tanto a nível da CEDEAO, CPLP e a União Europeia, temos indicações fortes que se houver maioria do PAIGC existem condições para cumprirmos o nosso programa de governação», disse Pereira.

Em relação à campanha eleitoral em curso, o líder do PAIGC disse estar confiante com o projecto da sociedade guineense no comprometido a implementar no país.

LGDH e os guineenses residentes em Angola

De um tempo para cá a LGDH tem registado com preocupação os relatos de violações dos direitos humanos dos cidadãos guineenses residentes em Angola. Estes relatos raramente são objectos de investigações sérias, por isso a LGDH decidiu enviar uma carta aberta ao Procurador-geral da República de Angola exortando-o para abrir inquéritos transparentes sobre estes casos.



 



Exmo. Sr. Procurador-geral da

República de Angola

Dr. João Maria de Sousa


                                                                             Bissau, 28/03/14


Assunto: Carta aberta

Os meus melhores e respeitosos cumprimentos,

A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) é uma organização não governamental cuja missão se resume essencialmente na promoção e proteção dos direitos humanos, membro da Federação Internacional dos Direitos Humanos, da Organização Mundial Contra a Tortura e observadora junto da Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos.

No quadro do cumprimento da sua missão, a LGDH tem acompanhado com enorme preocupação na imprensa Angolana e internacional denúncias de casos de violações dos direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos guineenses residentes em Angola.

Na qualidade de detentor de acção penal e fiscalizador máximo da legalidade, Exmo. Senhor Procurador-geral, permita-me destacar entre outros, os seguintes casos:

  1. O Desaparecimento forçado da Jornalista Ana Pereira, vulgarmente conhecida por Milocas que residia no Bairro de Benfica, em Luanda; desde os finais do mês de Júlio de 2012, até à presente data, a familia e os guineenses em geral não receberam nenhuma explicação sobre o seu paradeiro.

  1. A morte recentemente e em circunstâncias por esclarecer do cidadão António Maurício Bernardo, numa das celas na 23ª Esquadra da Polícia Nacional, pertencente à divisão da Samba (Talatona), no passado dia 19 de Março 2014.

Sem minima pretenção de apurar a responsabilidade antes do tempo, não existe margem para dúvidas que os casos sobreditos constituem actos de violações graves dos direitos humanos e atentados contra as convenções internacionais, as quais fazem parte da ordem jurídica da República de Angola.

Pois, a Declaração Universal dos Dieitos Humanos no seu Art. 7° e o Pacto Interancional sobre os Direitos Civis e Politicos por via do articugo 14°, exigem que todos os cidadãos nacionais e entrangeiros sejam tratados de forma igual perante a justiça, em qualquer Estado.

Neste contexto, a LGDH exorta ao Exmo. Senhor Procurador-geral a abertura de inquéritos urgentes, transparentes e conclusivos tendentes ao esclarecimento cabal das circunstâncias da morte do cidadão António Maurício e do paradeiro de Milocas Pereira, ambos guineenses que por motivos de laços históricos que unem os nossos povos, escolheram Angola como país de residencia habitual.

Hoje em dia, o respeito pela vida e dignidade da pessoa humana não tem fronteiras e ultrapassa meros princípios estruturantes do Estado de Direito, de que é a República de Angola. Por conseguinte, é convicção da LGDH que os dois casos vão merecer um tratamento adequado e em conformidade com os principios internacionais.

Finalmente, quero expressar o meu apreço pela atenção que Exmo. Senhor irá empreender para assegurar uma justiça célere, independente e imparcial, pois só assim, se possa desencorajar futuros actos e reforçar consequetemente, as relações de amizade entre a Guiné-Bissau e Angola.

Sem mais assunto, Exmo. Sr. Procurador-geral, aceite os protestos da minha mais alta consideração.

Pela Paz, Justiça e Direitos Humanos


Atentamente
________________________________
Sr. Luís Vaz Martins
Presidente

Ausente da Cimeira, Guiné-Bissau vende mais do que compra à Europa

As trocas comerciais entre a Guiné-Bissau e a União Europeia são favoráveis ao país africano em mais de 90 milhões de euros, revelam os dados do Eurostat, que mostram que as importações europeias são praticamente inexistentes. 


De acordo com os números do organismo oficial das estatísticas da União Europeia, a Guiné-Bissau exportou, no ano passado, bens e serviços equivalentes a 91,8 milhões de euros, tendo importado apenas 1,4 milhões, o que resulta numa balança comercial favorável em mais de 90 milhões de euros.

As exportações, aliás, têm vindo quase sempre a aumentar desde, pelo menos, 2008, com excepção de uma pequena quebra em 2010 e no ano passado, mas sempre próximo ou acima dos 70 milhões de euros, ao passo que as importações mantiveram-se sempre abaixo dos 6 milhões de euros, o que resulta numa balança comercial largamente favorável ao país africano.

A Guiné-Bissau é o único país africano com língua oficial portuguesa que não foi convidado para a cimeira UE-África, uma vez que não existe um governo legítimo reconhecido pelos europeus, explica à Lusa a investigadora em assuntos africanos do Instituto Real de Relações Internacionais britânico (Chatham House), Elisabete Azevedo-Harman.

"A Guiné-Bissau não foi convidada porque a União Europeia definiu que só convidaria se a 02 de abril já existisse um governo legítimo reconhecido pela UE, mas isso será impossível porque as eleições serão a 13 de abril; é uma questão de coerência da UE, que não convidou a Guiné-Bissau para nenhum momento oficial desde 2012, mas neste contexto, a duas semanas de eleições, a não ser consistência burocrática, não vejo grande ganho para nenhum dos dois", critica a investigadora.

Elisabete Azevedo-Harman explica que "a UE aceitou enviar observadores à Guiné-Bissau, o que mostra a existência de diálogo institucional entre dois", razão pela qual considera que os europeus "estão a ser mais papistas do que o papa em não ter a Guiné-Bissau nesta cimeira", até porque "dos cinco PALOP, é o que vai precisar de mais auxílio da UE".

União Europeia apoia a transformação dos produtos locais nas tabancas da região de Oio

No âmbito do projecto “Melhoria da Segurança Alimentar, Promoção Económica das Fileiras Agrícolas e Florestais”, financiado pela União Europeia, pela Agência Francesa de Desenvolvimento e pelo Comité Francês para a Solidariedade Internacional, a Federação Camponesa KAFO vai realizar, no dia 29-03-14 às 10 horas em Djalicunda, o lançamento oficial da linha de produtos agrícolas e florestais transformados da marca “Sabores da Tabanca”.




A transformação dos produtos em exposição foi realizada por 30 pequenas unidades de transformação agro-alimentar construídas nas tabancas da Região de Oio e geridas pelas mulheres camponesas organizadas em grupos de transformação, sob a supervisão da unidade piloto de experimentação e de controlo de qualidade, estabelecida no Centro de Formação Camponesa de Djalicunda.
A transformação agro-alimentar não só permite reduzir as perdas dos produtos agrícolas e florestais após colheita através da implementação de técnicas de conservação, melhorando assim a segurança alimentar, como também favorece a criação de empregos.

O projeto “Melhoria da Segurança Alimentar, Promoção Económica das Fileiras Agrícolas e Florestais”, tem uma duração de três anos (36 meses), conta com um financiamento de mais de 415 milhões de francos CFA, co-financiado a 89% pela UE e a 11% pelos parceiros de implementação. A coordenação foi confiada à KAFO e ao seu parceiro ESSOR.

Em relação as áreas de intervenção prioritárias, destaca-se os seguintes resultados esperados:
· 600 camponeses em 30 tabancas da Região de Oio diversificam e melhoram de forma sustentável a produção agrícola e a segurança alimentar;
· Criação de cerca de 180 empregos de mulheres e jovens;
· Funcionamento efectivo dum Centro de experimentação e demonstração em técnicas inovadoras de transformação dos produtos agrícolas, e de controlo de qualidade dos produtos;
· Mecanização do transporte das produções agrícolas e estabelecimento de novos circuitos comerciais para escoamento dos produtos agrícolas brutos ou transformados;
· Promoção e capitalização das experiências nacionais na transformação e na comercialização de produtos agrícolas.
Os beneficiários finais do projecto, a meio prazo, são cerca de 7.500 pessoas em 30 Tabancas, e a longo prazo, cerca de 11.000 pessoas membros da KAFO na região de Oio.

(fonte: UE)

domingo, 30 de março de 2014

Senegal fecha fronteira com Guiné devido a ébola

O Senegal fechou a fronteira com a Guiné a fim de evitar um contágio do surto de Ebola, que já matou pelo menos 70 pessoas no país vizinho. 



 O Ministro do Interior do Senegal anunciou o fechamento da fronteira no sábado e pediu também que as autoridades na região de Kolda, no sul do país, fechassem o mercado semanal que atrai milhares de pessoas da Guiné, Gâmbia e da Guiné-Bissau. A Guiné confirmou na semana passada que os testes com várias vítimas da febre hemorrágica no sul do país deram positivo para o Ebola. Oito casos foram confirmados em Conakry, capital do país, e as autoridades da Libéria e Sierra Leoa estão também investigando casos suspeitos. Os sintomas da febre hemorrágica podem imitar os da malária, mas à medida que a doença progride, pode levar a mortes terríveis com os pacientes sangrando internamente e externamente.


Países vizinhos da G-Bissau avisam militares e políticos para não interferirem nas eleições

Os países vizinhos da Guiné-Bissau lançaram no sábado em Yamoussoukro, Costa do Marfim, um aviso para que os militares, forças de segurança e políticos guineenses não interfiram com as eleições gerais marcadas para 13 de abril.



Na 44.ª cimeira da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), presidentes e governantes «alertaram os membros das forças de defesa e segurança, assim como a classe política na Guiné-Bissau contra quaisquer atos que possam interferir na serenidade do processo eleitoral», refere o comunicado final do encontro.

«Os autores de tais actos teriam que enfrentar duras consequências», acrescenta.


Gana Presidente selecionado para se tornar presidente da Comunidade Económica dos Oeste Africano

O presidente do Gana, John Dramani Mahama eleito como o novo presidente da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) cúpula do bloco de 15 países, disse que seu antecessor de Costa do Marfim, neste sábado.

 
"Estou muito feliz por você, (disse que ontem sexta-feira) os meus companheiros ... decidiram nomear como presidente da CEDEAO, irmão e meu melhor amigo John Dramani Nahama, presidente da República de Gana", disse Costa do Marfim Presidente Ouattara Alssane em um discurso de encerramento da cúpula CEDEAO.

Ouattara completou o mandato de dois anos como presidente do grupo do Oeste Africano em que ele lidou com a transição democrática na Guiné-Bissau e da guerra no Mali.

Ouattara elogiou sucessos em Mali, que enfrenta um golpe de Estado e uma rebelião de extremistas islâmicos sobre o seu mandato.

"Ibrahim Boubacar Keita Eleição presidencial 11 de agosto de 2012, foi o resultado de uma transição bem sucedida no Mali", disse ele.

O novo líder do bloco, Mahama, 55 anos, foi o vice-presidente de Gana, John Atta Mills, quando o presidente morreu em julho de 2012. Ele foi eleito como o líder de um país que é considerado como um farol da democracia na África Ocidental, em dezembro do ano passado.



Os líderes da África Ocidental não chegaram a consenso sobre acordo comercial UE

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) inclui membros Cabo Verde, Gâmbia, Gana, Libéria, Mali, Nigéria, Serra Leoa, Benin, Burkina Faso, Costa do Marfim, Guiné, Guiné-Bissau, Senegal, Níger e Togo.

 


Os líderes da África Ocidental não chegaram a acordo para abrir suas economias ao livre comércio com a União Europeia em uma cúpula no sábado, depois dos pesos pesados ​​regionais Nigéria expressaram preocupações, colocando em risco uma década de negociações sobre um acordo.
 
As negociações sobre o Acordo de Parceria Económica (APE) parado há dois anos, depois que os países da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) resistiu levantar barreiras tarifárias mais de temores de que elas poderiam esmagar indústrias nascentes incapaz de lidar com as importações europeias.
No entanto, um acordo em outubro para implementar progressivamente uma união muito atraso costumes do Oeste Africano colocar um possível acordo de volta aos trilhos, como a CEDEAO concordou em trazer as suas regras em linha com países como Gana e Costa do Marfim que têm acordos comerciais da UE livre.
Enquanto a cúpula aprovou um acordo de princípio, alguns Estados membros - em especial, Nigéria - expressou preocupações sobre questões técnicas, de acordo com o comunicado final.
 
O bloco estabeleceu um prazo de dois meses para eliminar remanescentes áreas de desacordo.
"Precisamos negociar um APE que é benéfico para a nossa sub-região e contribuirá para a prosperidade do nosso povo", disse o presidente de Gana, John Mahama, que assumiu a presidência rotativa do bloco na cúpula de dois dias.
"Nós só podemos fazer isso unidos como uma sub-região", disse ele.
 
De acordo com a EPA, a União Europeia poderia oferecer imediatamente a CEDEAO de 15 membros e não-membros estado Mauritânia pleno acesso a seus mercados. Em troca, a CEDEAO gradualmente abrir 75 por cento dos seus mercados - com os seus 300 milhões de consumidores - para a Europa ao longo de um período de 20 anos.
Negociações técnicas embrulhado no mês passado com a União Europeia que oferece um pacote de € 6500000000 (8940000000 dólares) nos próximos cinco anos para ajudar a ombro CEDEAO os custos de integração na economia global.
 
CEDEAO inclui membros Cabo Verde, Gâmbia, Gana, Libéria, Mali, Nigéria, Serra Leoa, Benin, Burkina Faso, Costa do Marfim, Guiné, Guiné-Bissau, Senegal, Níger e Togo.

Um caminho a seguir?

Líderes regionais foram para finalizar o negócio na reunião na capital da Costa do Marfim Yamoussoukro dias antes de uma cúpula entre países africanos e da União Europeia, em Bruxelas.
No entanto, de acordo com um funcionário que participou das negociações, Nigéria manifestaram persistente preocupação com o potencial impacto negativo do negócio em seu sector industrial se determinados produtos foram autorizados a entrada livre de tarifa para o seu mercado.
 
Falta de finalizar um acordo teria apenas um impacto limitado na maioria dos países da CEDEAO, que já beneficiam de pleno acesso ao mercado da UE como países de baixa renda.
Mas a Costa do Marfim e Gana, que enviar a maior parte de suas exportações - incluindo mais de cacau do mundo - para o risco de a Europa ser duramente atingida como seus acordos bilaterais provisórios expiram.
 
"O prazo para toda a sub-região é de 1 de Outubro e estamos a trabalhar para esse prazo. Nossa agenda é trabalhar para uma assinatura, por isso estou confiante", disse Jean-Louis Billon, ministro do Comércio da Costa do Marfim, à Reuters.
Costa do Marfim e Gana pode ser capaz de manter o acesso livre de tarifas para a Europa através do alargamento dos acordos existentes. No entanto, os dois países, ambos os gateways para as importações para a África Ocidental, tinha a esperança de usar a negociação dos APE para harmonizar as economias da região para promover uma maior integração.
A União Europeia, que expressou confiança a EPA iria receber a luz verde na cimeira, expressou cautela.
 
"Temos que analisar o caminho a seguir agora, e eles têm que olhar para o que eles querem", disse um oficial da UE.
"Há soluções. Esta é agora uma escolha política."

 

Ecos da Campanha

PUSD inaugura nova sede em Gabu




CAMPANHA ELEITORAL PAULO GOMES

Imediatamente após a abertura da campanha, em Bissau, Paulo Gomes iniciou uma visita a Bolama/Bijagós, a região de mais difícil acesso do país.

Acompanhado da sua esposa, Paulo Gomes tem estado a realizar visitas porta-a-porta, encontros com chefes tradicionais e religiosos.

A visita à região de Bolama/Bijagós termina hoje com um comício em Bolama, depois de ter realizado no dia de ontem o comício em Bubaque.



E NA REDE !!...






 



Cena Lusófona leva "As Orações de Mansata" a Espanha

 Depois da temporada em Coimbra a Cena Lusófona leva "As Orações de Mansata" na próxima semana em Bragança, seguindo-se Santiago de Compostela e Figueira da Foz.




"As Orações de Mansata", de Abdulai Sila, é a primeira peça de teatro editada da Guiné-Bissau. Inspirada em Macbeth, de Shakespeare, esta tragicomédia oferece um impiedoso retrato dos mecanismos de corrupção, luta pelo poder e violência que caracterizam vários regimes políticos em todo o mundo e têm marcado também a realidade guineense nas últimas décadas.

A busca das orações de Mansata, que supostamente darão aos seus detentores os poderes necessários para dominar o povo, desenrola-se num processo em que a traição, a tortura e a morte são reduzidas à banalidade.

O espectáculo é encenado por António Augusto Barros e conta com um vasto elenco multi-nacional, que integra actores angolanos, brasileiros, guineenses, moçambicanos, portugueses e são-tomenses.
São igualmente marcantes os contributos artísticos de João Mendes Ribeiro e Luisa Bebiano (cenografia), Jarbas Bittencourt (direcção musical e música original), Zebrinha (movimento), Braima Galissa (kora) e Ana Rosa Assunção (figurinos).

O espectáculo é o resultado mais visível do P-STAGE – IV Estágio Internacional de Actores, um projecto de formação, criação e difusão teatral desenvolvido pela Cena Lusófona em parceria com diversas outras instituições nacionais e internacionais, apoiado pela União Europeia, através do programa ACP Cultures+.

O projecto teve início em 2012 e é uma parceria entre a Cena Lusófona, o Elinga Teatro (Angola) e a AD – Acção para o Desenvolvimento (Guiné-Bissau).
Numa primeira fase, foram realizadas três oficinas de interpretação, em Angola, na Guiné-Bissau e em São Tomé e Príncipe. A partir dessas oficinas foram seleccionados sete actores africanos, que se juntaram a seis actores profissionais – quatro portugueses e dois brasileiros – para compor o elenco do espectáculo final.

"As Orações de Mansata" estreou em Coimbra em Outubro de 2013 e foi ainda apresentado, numa primeira digressão, em Braga, Évora e Campo Benfeito (Castro Daire).

Antes de partir para Bissau e Luanda, no próximo mês de Maio, o espectáculo despede-se da Europa com quatro sessões agendadas para o mês de Abril: Bragança (Teatro Municipal, dia 05); Santiago de Compostela, Galiza (Salón Teatro, dias 11 e 12) e Figueira da Foz (Centro de Artes e Espectáculos, dia 17).



sábado, 29 de março de 2014

A dinâmica da África Ocidental...

África Ocidental continuará a ser o mais dinâmico Comunidade Económica Regional Africano em 2014, com uma taxa de crescimento estimada em 7,1 por cento, acima dos 6,3 por cento do ano.


O presidente anterior da Comissão da CEDEAO , o Sr. Kadre Desejo Ouédraogo, fez a declaração em seu 2013 relatório anual apresentado na cimeira de líderes regionais em Yamoussoukro, Costa do Marfim na sexta-feira .Ele disse que, depois de um crescimento regional de 6,6 por cento em 2012, seis dos 15 Estados Membros da CEDEAO alcançaram taxas de crescimento acima da média de 6,3 por cento em 2013 com a Serra Leoa no topo da tabela em 14,6 por cento.Os outros cinco acima da média regional foram Burkina Faso, Costa do Marfim, Gana, Libéria e Nigéria.

A declaração da Comissão da CEDEAO na sexta-feira em Abuja, diz que o chefe da CEDEAO notou que o crescimento da economia regional foi impulsionado pela forte demanda por minerais, hidrocarbonetos, resiliência da produção agrícola e de serviços, bem como as reformas macroeconómicas e sectoriais implementadas por alguns Estados-Membros.Sobre o desenvolvimento de infra-estruturas, o presidente Ouédraogo disse que três postos fronteiriços foram concluídos no Não, Malanville e Cinkanse enquanto que a de Seme Krake Plage entre Benin e Nigéria ainda estava em construção, juntamente com os da ponte do rio Gâmbia e Mfum entre a Nigéria e Camarões.


Camponeses da Guiné-Bissau lançam marca de produtos agrícolas

O projeto nasceu com a construção de 30 unidades de transformação agroalimentar nas tabancas (aldeias) da Região de Oio, no centro da Guiné-Bissau, e geridas pelas mulheres camponesas.


(foto:lusa)

A castanha de caju, sumo de caju, manga fresca e também transformada em compota, são alguns dos exemplos de produtos escoados através de um canal de distribuição que chega a Bissau e hoje apresentados em Djalicunda.
Espera-se que a transformação agroalimentar tenha grande impacto na região, porque "permite reduzir as perdas dos produtos agrícolas e florestais", evitando problemas periódicos de escassez de alimentos, e "favorece a criação de empregos", destaca a UE em comunicado.
O objetivo do projeto é ambicioso: envolver 600 camponeses de 30 tabancas da região, criar cerca de 180 empregos para mulheres e jovens e garantir o funcionamento efetivo de um centro de experimentação e controlo de qualidade.
Num país em que a agricultura ainda funciona de forma rudimentar e sobretudo para subsistência das comunidades, a UE pretende promover a mecanização do transporte das produções agrícolas e abrir novos circuitos comerciais.
O projeto intitulado "Melhoria da Segurança Alimentar, Promoção Económica das Fileiras Agrícolas e Florestais", tem três anos de duração e um financiamento a rondar 633 mil euros, cofinanciado a 89% pela UE e a 11% pelos parceiros de implementação - Federação Camponesa KAFO Djalicunda, Agência Francesa de Desenvolvimento e Comité Francês para a Solidariedade Internacional.

Ébola chega a outros países...

A epidemia do vírus do ébola que assola África Ocidental já custou a vida a 77 pessoas, sobretudo na República da Guiné (Conacry), que contabiliza 66 vítimas, mas alastrou para lá das fronteiras e causou mortes também na Libéria (6) e na Serra Leoa (5).

 


A Organização Mundial de Saúde (OMS) confirmou a existência de pelo menos quatro casos por provas de laboratório, e um outro ainda pendente de resultados. As autoridades estão preocupadas sobretudo com o facto do virus ter chegado a uma grande cidade, Conacry, com mais de um milhão de habitantes, que tem aeroporto internacional e ligações com países vizinhos. Segundo o ‘Portal das Comunidades Portuguesas’, os municípios mais atingidos são os de Macenta, Guékédou e Kissidougou, no Sudeste do país.

O alarme soou também nos países vizinhos e as autoridades sanitárias das regiões atingidos tentam combater a epidemia isolando os doentes, em que contam com a ajuda de organizações como a OMS, que fez deslocar para a Guiné uma dezena de peritos, e os Médicos Sem Fronteiras.
O vírus do ébola é um dos mais mortíferos que se conhece. As vítimas morrem geralmente em poucas semanas, consumidas por hemorragias. O vírus foi identificado somente em 1976, no antigo Zaire, hoje República Democrática do Congo, junto ao rio Ébola. Não se conhecem casos de humanos infectados fora do Continente africano, mas há casos com macacos.


Água de alto risco na G-Bissau

Na Guiné-Bissau, as crianças morrem por beber água contaminada com fezes. Num país em que quatro em cada cinco pessoas não têm acesso a redes de distribuição de água, proliferam as doenças hídricas, a maioria mortais.


A malária é a principal causa de morte, sobretudo em crianças - as mais vulneráveis -, mas há também doenças gastrointestinais (diarreias) e doenças do foro respiratório, resultantes da falta de higiene. E 90% dos casos de diarreia acontecem em crianças até aos 15 anos, sobretudo em Junho, no início da época das chuvas. As raparigas são mais afectadas do que os rapazes - e uma em cinco crianças morre da doença.

“Esta realidade não tem sido percebida quer pelas ONG que operam no país, quer pela UNICEF, quer pela Organização Mundial de Saúde, que continuam a 'tapar buracos', em vez de ir ao fundo da questão”, denuncia Adriano Bordalo e Sá, que investigou durante sete anos as condições de acesso a água das populações na Guiné-Bissau. O professor de Hidrobiologia no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto acusa as organizações internacionais de promoverem sobretudo “ajuda de emergência” e não resolverem os problemas em si.
Na sua investigação, desenvolvida no país entre 2006 e 2013 em mais de 300 poços, Adriano Bordalo e Sá percebeu que um dos principais problemas a resolver é a elevada contaminação dos poços, onde as pessoas, sobretudo mulheres e crianças, vão buscar água - e que considera serem “presentes envenenados” das organizações internacionais.
“Oficialmente, 72% da população da Guiné tem acesso a água melhorada, mas isso refere-se apenas à infra-estrutura. Ou seja, considera-se melhorada quando o tambor metálico que envolve o poço é substituído por um murete em tijolo e tem à volta uma plataforma em cimento. Mas, incrivelmente, não são feitas quaisquer análises à água”, explica o investigador. 

Água ácida
Por outro lado, a água tem níveis de acidez bastante elevados. “Na Guiné, a terra vermelha está impregnada de sulfureto de ferro que, em contacto com a chuva, se transforma em ácido sulfúrico e isso torna a água extremamente ácida”, adianta. Mas não só. Há ainda os níveis de contaminação fecal: 80% destes poços estão contaminados.
A contaminação começa com a retirada da água dos poços com baldes, puxados por cordas. Baldes que estiveram no chão, em contacto com as fezes que proliferam junto aos poços cavados à mão. “Como a água está a uma temperatura de 30 graus, as bactérias desenvolvem-se e multiplicam-se”, diz Bordalo Sá.
Também é comum haver latrinas e terrenos com animais junto a estas infra-estruturas: “Quando chove, estes contaminantes infiltram-se na terra até aos 20 metros de profundidade”. Precisamente a profundidade que têm os poços. E há ainda o transporte lateral de contaminantes, uma vez que os aquíferos estão todos ligados.
As crianças até aos 15 anos são as mais afectadas pelas doenças relacionadas com a falta de água potável - elas, além das mulheres, têm a responsabilidade de ir buscar água para a família. 


Furos de profundidade
A solução seria abrir, em vez de poços, furos pelo país. “Os furos são bastante mais profundos. Atingem os 600 metros e, por isso, chegam aos aquíferos de profundidade”, que não estão contaminados e cuja água é alcalina. Estão protegidos por argila e, por terem uma placa sedimentar com dezenas de metros, composta por cascas de bivalves, contêm carbonato de cálcio que protege os dentes. Mas “estes furos, equipados com bombas solares, são mais caros do que os poços. As organizações não investem neles”, nota o hidrobiólogo.
Quando a água não vem contaminada do poço, acaba por ficar em casa. Num país em que uma família soma em média 13 elementos, cada pessoa consome 21 litros de água por dia (em Portugal, por exemplo, essa média ronda os 120 litros e, em África, os 50 litros).
Em casa, o líquido azul é mantido em potes de barro para arrefecer. Mas cada elemento da família mergulha a caneca em inox nesse pote, contaminando a água. O arroz, base da alimentação no país, é cozinhado com essa água, resultando muitas vezes em doenças como a cólera. Até porque o arroz é comido à mão por todos. E, nota Adriano Sá, a população considera “a cólera obra do diabo e não a relaciona com o consumo de água contaminada”.
Outra das questões levantadas pelo estudo do professor de Hidrobiologia é a relação entre o período das chuvas, sobretudo Agosto, e o pico de doenças como a malária, uma vez que o mosquito da doença eclode na água.
Para piorar a situação, a maioria dos hospitais distritais, mesmo aqueles que realizam partos e pequenas cirurgias, não têm água canalizada. A Guiné-Bissau é um dos países com as mais elevadas taxas de mortalidade de grávidas e parturientes do mundo. No que diz respeito à mortalidade infantil, o cenário é aterrador: a taxa de mortalidade infantil na Guiné-Bissau é de 120 a 243 por cada mil (consoante os critérios). Noutro PALOP, Moçambique, a mesma taxa é de 77 por cada mil. Em Portugal é 3 por mil. 

Falta de acesso ao sistema de saúde
O sistema de saúde, num país em que apenas 1% do PIB é investido nesse sector, não é favorável. Até recentemente existiam apenas cem médicos em todo o país, concentrados sobretudo em Bissau. Há cerca de dois anos, saíram, para o interior, mais 88, formados por médicos de Cuba, mas os meios continuam a ser escassos e não há ambulâncias.
E na Guiné, onde a maioria da população ganha cerca de 80 cêntimos por mês, há o princípio de que a saúde deve ser paga, até mesmo pelas crianças. “Em 1987, na sequência da guerra civil que destruiu quase todas as infra-estruturas do país, a UNICEF convenceu a OMS e o FMI a ajudar o país e criaram essa regra, que acabou por afastar a maioria das pessoas do sistema de saúde”, lamenta Bordalo Sá.
(Sónia Balasteiro)

Turismo de Macau organiza estágios para países de língua portuguesa

Funcionários de organismos oficiais de turismo de países de língua portuguesa estão a efectuar um estágio de duas semanas na Direcção dos Serviços de Turismo (DST), foi anunciado.


Cinco estagiários da Guiné-Bissau, Moçambique e Timor-Leste irão ser integrados em departamentos da DST relacionados com a actividade que prestam nos serviços de origem, ao abrigo de um programa desenvolvido em cooperação com o Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau).

Em Maio e Junho próximos 16 outros técnicos de turismo de países de língua portuguesa, entre eles Cabo Verde, farão um outro estágio nos departamentos de Promoção Turística, Planeamento e Desenvolvimento da Organização, Licenciamento e Inspecção e Administrativo e Financeiro.

O estágio na DST inclui igualmente visitas técnicas aos locais de Património Mundial de Macau e outras atracções turísticas do território.
O programa visa contribuir para a formação de profissionais de turismo dos países abrangidos, proporcionando aos participantes a oportunidade de se inteirarem sobre o desenvolvimento da indústria turística de Macau e sobre o funcionamento diário da DST, ao mesmo tempo que reforça o intercâmbio e a aprendizagem mútua.

No seguimento da assinatura de memorandos de entendimento para cooperação turística entre a DST e as autoridades de turismo de Moçambique, Guiné-Bissau e Cabo Verde em 2010 e de Timor-Leste em 2013, a DST já recebeu entre 2012 e 2013 um total de 40 estagiários do sector do turismo de países de língua portuguesa.
 
 
 
 

ONGs recebem donativos do Programa Alimentar Mundial

O Programa Alimentar Mundial entregou materiais a organizações não-governamentais (ONG) para ajudar na distribuição de ajuda de produtos alimentícios na Guiné-Bissau.


Ao todo, quatro organizações nas regiões de Biombo, Oio e Quinara receberam geradores, impressoras, tinteiros e balanças para processar a recepção, armazenamento e distribuição de géneros.

Uma avaliação da segurança alimentar na Guiné-Bissau realizada em setembro de 2013, apenas 7 por cento da população vive sem carências alimentares.

 



sexta-feira, 28 de março de 2014

Surto de ébola em Conacri inquieta autoridades da Guiné-Bissau

O Governo de transição, através do Primeiro-ministro Rui Barros, esteve reunido esta quinta-feira, 27 de Março, em Bissau, com os representantes dos órgãos de comunicação social do país para pedir a sua colaboração na sensibilização das populações sobre a doença da ébola, que se registou nos últimos dias na República da Guiné-Conacri. 


O surto de ébola registado recentemente na Guiné-Conacri provocou já mais de 50 mortos, entre as 86 pessoas infectadas no país.

«Perante esta situação, e prevenindo a eventual chegada da doença ao nosso país, o Governo chamou-vos para pedir a difusão das mensagens de sensibilização, mas sem que seja causado qualquer alarmismo sobre o assunto», disse o Primeiro-ministro de transição, Rui Barros, durante o encontro.

O Director-geral da Prevenção e Promoção de Saúde, Nicolau Almeida, afirmou que o Ministério da Saúde Pública já reforçou o sistema de vigilância activa em todas as regiões sanitárias do país, para eventual despistagem da doença, garantindo ainda não haver nenhuma suspeita da mesma no território nacional.

«A febre hemorrágica da ébola é provocada pelo vírus da ébola e transmite-se através de contacto com o cadáver, vómito e sangue», alertou.

Na reunião com os jornalistas e representantes dos diferentes órgãos de Comunicação Social, estiveram presentes o ministro da Saúde Pública, Agostinho Ca, e o secretário de Estado da Comunicação Social, Armindo Handem.

( Iancuba Dansó)


ONU: Situação de segurança e humanitária na República Centro-Africana é crítica

Chefe de proteção internacional da agência da ONU para refugiados afirma que medo e trauma entre comunidades são extremamente altos. Governo local está sobrecarregado e não sabe como lidar com a situação.




Ódio crescente entre as comunidades, deterioração da segurança e das condições humanitárias e o aumento do medo e do trauma entre a população são o que marcam a actual situação na República Centro-Africana (RCA), um ano após os rebeldes terem tomado o poder no país, alertam autoridades da ONU nesta sexta-feira (28).
Estima-se que milhares de pessoas foram mortas e que 2,2 milhões, cerca de metade da população da RCA, precisam de ajuda humanitária desde o início do conflito — com ataques principalmente de rebeldes muçulmanos do grupo Séléka –, em dezembro de 2012.
Mais de 650 mil pessoas estão deslocadas e mais de 290 mil fugiram para países vizinhos. O conflito tomou proporções cada vez mais sectárias conforme as milícias cristãs, conhecidas como anti-Balaka (“anti-facão”) decidiram pegar em armas.

O chefe de proteção internacional para o Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR), Volker Turk, disse que a situação na capital, Bangui, deteriorou-se significativamente em termos de segurança, afirmando que “há uma transformação da violência acontecendo principalmente entre as populações muçulmanas dentro Bangui, mas também em outras partes do oeste da RCA, que está sendo cada vez mais ameaçado.
Turk afirmou que a quantidade de medo e trauma dentro das comunidades é “extremamente alta” e que o governo está “absolutamente sobrecarregado” e não tem capacidade para lidar com a situação.

O porta-voz do Escritório da ONU de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), Jens Laerke, alertou que caso “a violência continue, os deslocados internos não serão capazes de voltar para casa antes da estação chuvosa, que começa em meados de abril”.
Ele chamou atenção para o fato de que a violência também limitará o acesso humanitário e minará os esforços da Organização de estabilizar as comunidades e fornecer apoio, criando a possibilidade de que milhares de pessoas tenham que ficar para trás em acampamentos superlotados, sem a estrutura adequada para atendê-las.

“A falta de financiamento continua sendo uma grande preocupação”, disse Laerke, notando que o Plano de Resposta Estratégica para a RCA, que requer cerca de 551 milhões de dólares, está até o momento apenas 22% financiado.

(fonte: ONU)

Fim... doloroso ?

O candidato Presidencial do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), José Mário Vaz «JOMAV», garantiu aos guineenses que o prolongado período de sofrimento está prestes a terminar na Guiné-Bissau.


«Para vos dizer que se mantenham mais um pouco porque o sofrimento está quase a terminar», referiu José Mário Vaz.

Falando esta quinta-feira, 27 de Março, em mais um comício popular na capital, em frente à sede da Câmara Municipal de Bissau, «JOMAV» disse que se for eleito a 13 de Abril vai ser um Chefe de Estado orientado por outras forças.

«Não vou ser um Presidente da República a quem vai ser dada orientação, isso nunca vai acontecer», garantiu.

O candidato Presidencial disse ainda que, da mesma forma como dirigiu a Câmara Municipal de Bissau e o Ministério das Finanças, com ordem, rigor, disciplina e firmeza, «vamos manter a nossa posição não porque temos a força, mas porque temos a Constituição da República que define claramente os poderes do Presidente da República».

Ao nível da justiça, «JOMAV» disse que, com o seu mandato, os tribunais vão passar a ser responsáveis por dirimir conflitos, tal como acontece nos outros países do mundo.

«No mundo civilizado são os tribunais os responsáveis por redimir conflitos, mas quem quer entrar nesta senda que venha fazer política como nós», desafiou.

O antigo ministro das Finanças da Guiné-Bissau apelou à união entre os guineenses, para não comprometer a coesão e a unidade interna nacional, tendo prometido trabalhar para união de todos se for eleito Presidente da República.

«JOMAV» apelou ainda ao voto na sua candidatura e no partido que o apoia, sublinhando que a partir de 14 de Abril os guineenses vão passar a ser orgulhosos de serem guineenses.

Na manhã desta sexta-feira, 28 de Março, o candidato Presidencial esteve em visita a Bissau, tendo passado pelo Hospital Nacional Simão Mendes.

No período a tarde, a comitiva da campanha eleitoral do PAIGC desloca-se à região norte do país, nomeadamente Mansoa, Mansaba e Farim.


"PIR" designada para manter segurança em período eleitoral

O Comando Conjunto para Asseguramento de Processo Eleitoral em curso na Guiné-Bissau designou os elementos das Forças Especiais da Polícia de Intervenção Rápida (PIR) para garantir e manter a segurança dos candidatos Presidenciais às eleições Gerais de 13 de Abril.


A informação foi avançada à PNN por uma fonte próxima do Comando. Coadjuvados com elementos da Guarda Nacional, desde esta quinta-feira, 27 de Março, os 13 candidatos Presidenciais aprovados pelo Supremo Tribunal de Justiça estão a ser acompanhados por estes elementos da PIR.

Durante os próximos dias, os homens capacitados na República de Angola vão permanecer ao lado dos candidatos, de forma a garantir-lhes maior segurança na angariação de votos.

De referir que, no início desta semana, o porta-voz do Comando Conjunto de asseguramento apelou os seus agentes no terreno no sentido de trabalharem com imparcialidade, disciplina e obediência as normas de segurança relativas ao asseguramento destas eleições.

«Queremos, sem excepção, que todos se sintam seguros e livres para manifestarem os seus direitos cívicos, sem intimidação ou pressão de qualquer que seja a força ou agente de segurança», disse Samuel Fernandes.

O Comando Conjunto de Asseguramento do Processo Eleitoral guineense é composto por 4.223 elementos, entre Polícias da Ordem Pública, militares da Guarda Nacional, membros do Serviço Nacional de Protecção Civil, da Polícia Judiciária, Interpol, Unidade de Combate aos Crimes Transnacionais e elementos da Força da ECOMIB.

Deste total, o Comando tem uma força de reserva constituída por 700 militares distribuídos em 200 elementos para as duas províncias da Guiné-Bissau, Norte e Leste, incluindo o Sector Autónimo de Bissau. A região sul do país conta apenas com 100 elementos, por incluir zonas de menores polémicas em período eleitoral na Guiné-Bissau.


Homens armados tentam assaltar casa de vice-Procurador-Geral da G-Bissau

A residência do vice-procurador-geral da República da Guiné-Bissau foi hoje alvo de uma tentativa de assalto por homens armados e encapuçados, disse à agência Lusa o presidente do sindicato dos magistrados do Ministério Público.


De acordo com Bacari Biai, desconhecem-se os motivos, mas presume-se que a tentativa de assalto à casa de Rui Sanha estará ligada aos "processos quentes" em fase de inquérito no Ministério Público.
"Não sabemos o que se passa, mas estamos preocupados, pois é uma situação gravíssima de atentado contra os responsáveis máximos do poder judicial", admitiu Bacari Biai.
Na última semana, o sindicalista denunciou ameaças à integridade física feitas por desconhecidos, via telefone, contra os magistrados que conduzem o inquérito sobre alegada corrupção na administração dos Portos de Bissau.
Tal como na altura, o sindicato voltou hoje a alertar para a situação em carta endereçada aos representantes da Comunidade Económica dos Estados da Africa Ocidental (CEDEAO), da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e da União Africana (UA).
A preocupação só não foi entregue hoje na sede da União Europeia (UE) e gabinete das Nações Unidas para a consolidação da paz na Guiné-Bissau (Uniogbis) devido ao adiantado da hora no momento em que os magistrados se deslocaram às sedes das duas representações.

"Pedimos segurança para os magistrados", disse Bacari Biai.
O presidente do sindicato dos magistrados do Ministério Público sublinhou que o documento representa um "grito de alerta" assinado pelos magistrados judiciais e oficiais de justiça.

"Se não houver segurança ponderamos mandar parar o trabalho de todos os magistrados", ou seja, ficarem "em casa até que haja segurança", disse Bacari Biai, citando parte da carta entregue às representações diplomáticas.
Questionado sobre a situação do vice-Procurador Geral, cuja residência foi atacada, Bacari Biai assinalou que Rui Sanhá encetou diligências junto do Governo de transição que lhe garantiu proteção com elementos da Guarda Nacional.
Em janeiro o Procurador-Geral da República, Abdu Mané, anunciou publicamente que estava a ser alvo de ameaças que o fizeram reduzir consideravelmente a circulação pelas ruas de Bissau. 



Detido "correio" em Bissau

DROGA LUSA NA GUINÉ-BISSAU


Segundo o blog “Ditadura do Consenso”, foi detido pela Policia judiciária guineense no aeroporto Osvaldo Vieira na Guiné-Bissau, um cidadão português quando se preparava para se deslocar com destino a Portugal em um voo da companhia Royal Air Maroc, com várias cápsulas de droga ingeridas no estômago, na quantidade de 485 gramas. 

Detenção efectuada no dia 24 do corrente mês, c/ comunicado de imprensa daquela Policia datado em 27/3 e publicado pelo dito blog neste dia 28 de Março às 16:50h.

O que quer dizer que o 'gabinete de imprensa' da PJ está a funcionar c/ eficiência... em tempo útil.


Paulo Gomes - Entrevista à Rádio Sol Mansi


Em entrevista à emissora católica “Rádio Sol Mansi”, Paulo Gomes, entende que só assim a Guiné-Bissau poderia criar condições indispensáveis para que os homens que outrora deram a vida por causa da nossa emancipação viverem com dignidade.


Paulo Gomes lembrou que, todos os países que tiveram processo similar à Guiné-Bissau, depois de ascensão a independência adoptaram reformas profundas nos dois sectores, defesa e segurança.
Na perspectiva do candidato, apesar das reformas dos dois sectores iriam valer o estado guineense, mas há toda uma necessidade para a sua implementação.
Todavia, Paulo Gomes de 50 anos, sublinhou que é preciso identificar que tipo de estrutura militar que a Guiné-Bissau deve adoptar, tendo em conta, as ameaças sub-regionais, geografia e a demografia do país.
Mesmo assim, o ex-director do Banco Mundial para 25 países africanos, alerta para a necessidade de apetrechar a marinha de guerra nacional, por causa da situação geográfica da Guiné-Bissau, sendo um país oceânica, na qual as ameaças podem derivar.
O candidato para as eleições presidências de 13 de Abril próximo, reconheceu ainda a fraca capacidade de intervenção da nossa marinha, desde a falta de grandes bases navais que podem servir não só o país, mas, igualmente a sub-região para fazer face a pirataria marítima internacional e proteger os nossos recursos haliêuticos.
Questionado sobre os assassinatos políticos ocorridos no país, Paulo Gomes assegurou caso for eleito iria convidar todas as forças vivas da nação para identificar a verdade, contudo, o candidato afirmou que é preciso perdão entre os guineenses no sentido de estabelecer uma verdadeira reconciliação nacional e, citou o modelo Sul-africano, após o regime de Apartheid.
Sobre a célebre questão de amnistia, Paulo Gomes considera fundamental o engajamento de todos, em particular do Presidente da República e o governo para que a Guiné-Bissau seja a grande vencedora desse indulto.
Referindo-se a exploração descontrolada dos nossos recursos florestais e haliêuticos, o candidato promete o seu combate para breve caso for eleito Chefe de Estado e, denuncia um eventual envolvimento dos cidadãos estrangeiros nesta prática.
Sem descurar do tráfico de Droga que beliscou a imagem da Guiné-Bissau nos últimos anos, Paulo Gomes promete ser ele mesmo a dar o exemplo para o seu combate no país, porém, o candidato reconheceu que tal situação deveu-se a fragilidade do Estado guineense.
Neste quadro, o candidato garante reforçar a capacidade de intervenção do Estado, em particular das forças de segurança em lutar contra o tráfico de droga, mesmo assim, Paulo Gomes, julga que é um problema regional que requer uma acção concertada entre todos os países da sub-região, nomeadamente, Gâmbia, Senegal, Guiné-Conacri e Gana
“A seriedade, ausência de trabalho, são umas das principais causas da situação vigente no país, por isso é necessário uma boa liderança que sirva de um modelo de boa conduta para a sociedade, enfatizou”, Paulo Gomes.
Para tal, o candidato as eleições presidências, elegeu quatro eixos fundamentais, Paz Segurança e Justiça, Desenvolvimento Humano, Criação de Emprego e Infra-estruturas que segundo ele, assente numa boa governação.
Paulo Gomes manifesta-se optimista em relação ao regresso da comunidade internacional que suspendeu a assistência ao país, devido a boa imagem e o papel influente que Guiné-Bissau teve outrora a nível internacional, sobretudo em missões de manutenção da paz e da liberdade.
Igualmente, o candidato sugere uma definição do papel da Guiné-Bissau na sub-região, na África e na história, uma visão que exige adopção de novas estratégias que passa necessariamente por uma diplomacia digna.
No entender de Paulo Gomes algumas embaixadas devem ser extintas para que o país possa suportar um número razoável de representações diplomáticas com dignidade.
Pronunciando sobre a difícil situação socioeconómico que o país atravessa, Paulo Gomes disse ter identificado durante a sua digressão a zona insular uma situação inaceitável, por isso promete exercer a sua influência junto do futuro governo, caso for eleito, para minimizar as dificuldades de mobilidade nas ilhas de Bolama/Bijagós.
Para inverter a pobreza extrema prevalecente na Guiné-Bissau, o candidato aponta o investimento estrangeiro em diferentes sectores para estimular a economia nacional, mas defende a necessidade de estabelecer, a paz com vista a assegurar esses investimentos.
O economista e ex-funcionário sénior do Banco Mundial que se converteu em política activa  destacou o investimento na mulher como uma opção exequível para combater a pobreza nas comunidades locais.
Paulo Gomes defende a descentralização do estado para isso, apela a realização urgente de eleições autárquicas no país, com vista a impulsionar o desenvolvimento das regiões.
“Se for eleito Presidente da República estabelecerei uma excelente relação institucional, em particular com os militares no sentido de garantir o normal funcionamento do Estado”, indicou Paulo Gomes.
O candidato independente, Paulo Gomes, termina a entrevista com garantias de que se for eleito Presidente da República no próximo dia 13 de Abril promete transformar a Guiné-Bissau, num dos países mais próspero da África Ocidental.

Bissau, 26.03.2014

(Gabinete de Comunicação de Candidato Dr. Paulo Gomes)



"Boato" a arma da delinquencia social e politica

A arma da delinquência social e politica continua sendo o boato.


Este serve de desestabilização, arma de arremesso e de armadilha inter-grupos de todo o tipo. O que quer dizer que há sempre alguém que por má-fé, jogada politica e/ou corrupção, pretende manter o estado golpista de terror e medo.
Infelizmente pelo estado de atraso cultural da população chantageada pela carência das coisas básicas, tudo isto se transforma num grande carnaval politico, agora em período eleitoral.
Resumindo um stato-quo perigoso. Esquecem-se de olhar para os países que rodeiam a Gbisssau.

A situação é de degeneração social por via da corrupção das consciências.
Como está na moda dizer lá na Gbissau "vamos comer com o dinheiro que nos dão", porque há dinheiro fácil de origem duvidosa, a correr por todos os lados.
Assim sendo vai aparecendo mais alguma comida à mesa da população. 

Hoje um jornal local continha no interior das suas páginas propaganda em separado do Nuno Nabien, o tal candidato que no Fbook só escreve em francês.
Sim... eram 2 folhas enormes de óptima qualidade de papel .... de certeza que ele pagou bem caro essa propaganda no jornal.


quinta-feira, 27 de março de 2014

Comandante da Polícia de Ordem Pública da Guiné-Bissau agradece apoio timorense

O comandante-geral da Polícia de Ordem Pública da Guiné-Bissau, Armando Nhaga, agradeceu hoje o apoio dado por Timor-Leste para a realização das eleições presidenciais e legislativas no país.



"Agradecemos o apoio dado por Timor-Leste para que as eleições do próximo mês de abril tivessem lugar. Aquele apoio fez com que a Guiné-Bissau possa estar num espírito de garantir as eleições", disse o comandante-geral da polícia guineense.
Armando Nhaga falava em Díli, onde se encontra a realizar uma visita de trabalho que termina sábado, durante a cerimónia que assinalou o 14º aniversário da Polícia Nacional de Timor-Leste.

"Esta visita enquadra-se na nossa relação com a polícia timorense. Esperamos no futuro que a nossa relação seja fortificada, podendo ser assinado um acordo numa próxima visita à Guiné-Bissau", disse à Lusa o comandante da polícia guineense.

Timor-Leste tem desde setembro de 2013 destacada na Guiné-Bissau uma missão de apoio ao processo eleitoral, que deu apoio técnico e financeiro para realizar as actividades de recenseamento e ato eleitoral naquele país africano.
As eleições presidenciais e legislativas na Guiné-Bissau estão marcadas para 13 de abril, com 13 candidatos presidenciais e 15 partidos a concorrer à Assembleia Nacional Popular.


Mulheres querem maior presença nos centros de decisão

Mais de metade dos habitantes da Guiné-Bissau são mulheres. Porém, nos centros de decisão política, só 10% são mulheres, segundo indicadores das Nações Unidas. São os homens que continuam a tomar as grandes decisões no país. Esse é um cenário que as mulheres guineenses querem ver alterado.


A menos de um mês das eleições gerais, marcadas para o próximo dia 13 de abril, as mulheres reclamam maior representação nas esferas de decisão da Guiné-Bissau, tanto no Parlamento como também no futuro Governo a ser formado logo depois do escrutínio.

Senegal é exemplo

Na semana passada, diversas entidades promotoras da igualdade de género lançaram um estudo sobre a participação das mulheres na política e tomada de decisões no país. Segundo o representante das Nações Unidas em Bissau, essa participação está em declínio, ao contrário do que acontece noutros países africanos.
“Na Guiné-Bissau está a 10%”, indicou José Ramos-Horta. “Creio que o Senegal lidera em todo o mundo, porque nunca ouvi falar num país que tenha 50% de paridade no Parlamento. Por isso, que a experiência do Senegal sirva de incentivo”, acrescentou.
A maior percentagem de mulheres na Assembleia Nacional Popular foi alcançada em 1988-94, período em que atingiram 20% dos assentos, de acordo com a ONU.

Eleições, oportunidade de mudança

Na opinião das organizações não governamentais, as eleições presidenciais e legislativas de 13 de abril devem constituir uma oportunidade para os atores políticos e sociais estabelecerem um compromisso sério com as questões da igualdade de gênero. As organizações dizem que é preciso mudar o cenário político atual e pedem mais mulheres nos centros de decisão política. Mas também há quem esteja cético, apontando, por exemplo, para as listas dos candidatos a deputados, com poucas mulheres.
Ao todo, segundo o estudo “A participação das mulheres na política e na tomada de decisão na Guiné-Bissau”, foram deixadas 17 recomendações ao Estado, às organizações e redes de mulheres e aos organismos de cooperação sobre o que fazer para inverter o cenário. “Alterações legislativas, linhas de financiamento exclusivas para mulheres, criação de observatórios sobre mulheres, organização de fóruns e redes associativas foram algumas sugestões”, disse Silvina Tavares, vice-presidente da Plataforma das Mulheres guineenses.
“É chegada a hora de eleger um corpo gestor capaz de promover a necessária sinergia entre mulheres na construção da paz, nos processos políticos nacionais, na reconstrução nacional e desenvolvimento”, afirmou Silvina.
O estudo inclui também uma resenha histórica sobre o papel da mulher na História do país e destaca o apelo à participação das mulheres em todos os níveis da luta pela independência – um apelo à intervenção pública que nunca mais se repetiu.


CEDEAO - Conselho de Ministros aprova estratégia de segurança marítima

O ministro das Relações Exteriores cabo-verdiano indicou, por outros lado, que os 15 chefes da diplomacia oeste-africanos abordaram também as situações na Guiné-Bissau e Mali, bem como o estado do processo relativo aos Acordos de Parceria Económica (APE) entre a CEDEAO e a União Europeia (UE).


"Debruçámo-nos sobre aspetos políticos e de segurança, como a situação no Mali e na Guiné-Bissau, mas o importante é que foi aprovado o projeto estratégico de segurança marítima, precisamente para combater a pirataria marítima, que preocupa os países da região", referiu.
Sobre a Guiné-Bissau, Jorge Borges disse que o Conselho de Ministros lançou um apelo à realização das eleições gerais (presidenciais e legislativas) de 13 de abril, que a CEDEAO irá acompanhar.
"Mas o importante foi o apelo e a decisão da CEDEAO de acompanhar a Guiné-Bissau na fase pós eleições, para garantir a efetivação das reformas em curso, principalmente na área social e económica", explicitou.
Mais aprofundada foi a questão da situação no Mali, em que os "15" defenderam uma estratégia conjunta com o Governo "legítimo e eleito" maliano para manter a integridade territorial em todo o país, estendendo a autoridade do Estado ao norte, para o que foi pedido ao executivo que apresente uma plataforma negocial.

"É uma situação que nos preocupa porque continua a ser uma zona de trânsito de todo o tipo de tráfico", acentuou, salientando a necessidade de haver uma resposta "consensual e articulada" para garantir a segurança no norte do país.
"Também falámos da integração regional e passámos em revista o estado dos acordos assumidos com a UE relativamente aos APE, que era o elemento mais importante até agora para justificar a integração regional", salientou.
Na segunda-feira, a UE confirmou um apoio de 6,5 mil milhões de euros aos países oeste-africanos no quadro do Programa de Desenvolvimento do Acordo de Parceria Económica (PAPED) com a África Ocidental para 2015/20, montante que vai "melhorar consideravelmente" os fluxos comerciais e de investimento para a sub-região.

Os APE visam reforçar as economias da África Ocidental, alargando a gama de bens produzidos e exportados e reforçando as trocas comerciais inter-regionais entre o Benim, Burquina Faso, Cabo Verde, Costa do Marfim, Gâmbia, Gana, Guiné-Conacri, Guiné-Bissau, Libéria, Mali, Níger, Nigéria, Senegal, Serra Leoa, Togo, bem como a Mauritânia, que abandonou a organização.
Cabo Verde estará representado na cimeira, na sexta-feira e no sábado, pelo primeiro-ministro José Maria Neves, que inicia, depois, uma visita oficial de dois dias à Costa do Marfim.



Opção "BR" blog

Somente o que politica, socialmente e eticamente tiver conteúdo e for convincente será publicado.

O resto vai para o 'cesto dos papeis'.

Obrigado, djarama





Suspensão da greve na Rádio Difusão Nacional da G-Bissau

Após um mês de bloqueio para reclamar o pagamento de salários em atraso e melhores condições de trabalho, a greve dos trabalhadores da Rádio Difusão Nacional da Guiné Bissau foi suspensa antes do 8 de Abril, a data inicialmente prevista para o fim do movimento de reivindicação. 


Esta suspensão ocorreu na sequência da invasão ontem das instalações da Rádio Difusão Nacional por um grupo da Polícia da Ordem Pública, sob ordem do Director-geral da emissora e do Director-geral da Comunicação Social.

A greve que estava designadamente a condicionar a difusão dos tempos de antena dos candidatos às eleições gerais, ficou por conseguinte subitamente suspensa até ao fim da campanha eleitoral, sem que os grevistas tenham obtido a satisfação das suas reclamações.

Ao dar conta da sua frustração, Bacar Tcherno Dole, presidente do Sindicato de Base da Rádio Difusão Nacional, considera que não houve interesse por parte do governo em encontrar uma solução.

Amnistia Internacional - 778 pessoas executadas em 22 países em 2013

O caminho para a abolição da pena de morte no mundo sofreu «alguns retrocessos difíceis» em 2013, conclui o mais recente relatório da Amnistia Internacional (AI), que contabiliza pelo menos 778 pessoas executadas em 22 países. 

 
 

De acordo com o "Relatório anual sobre pena de morte", o número de executados teve um «acréscimo significativo» no ano passado, quando comparado com o ano anterior.
No total, a AI registou 778 execuções em 2013, um aumento de 15% em relação a 2012, que ficou a dever-se, sobretudo, aos registos em dois países vizinhos: Irão e Iraque.

Como em anos anteriores, este número não inclui "os milhares de pessoas executadas na China", onde a pena de morte é considerada "segredo de Estado", não havendo estimativas fiáveis que possam ser utilizadas, realça a organização internacional de defesa dos direitos humanos.

Excluindo a China, perto de 80% das execuções registadas no mundo aconteceram em apenas três países: Irão, Iraque e Arábia Saudita. A AI também não conseguiu confirmar se ocorreram execuções judiciais no Egito e na Síria.
Em 2013, o número total de países que aplicaram a pena capital subiu para 22, mais um do que em 2012, recorrendo a métodos tão díspares como decapitação, electrocussão, enforcamento, fuzilamento e injecção letal.
Quatro países voltaram a recorrer à pena capital, após anos de interregno: Nigéria, Kuwait, Indonésia e Vietname e foram registadas execuções públicas em outros quatro: Arábia Saudita, Coreia do Norte, Irão e Somália.
No ano passado, pelo menos 1.925 sentenças de pena capital foram proferidas em 57 países, um aumento em relação a 2012, e pelo menos 23.392 pessoas estavam em corredores da morte.

Apesar desta «evolução preocupante», mantém-se «uma tendência firme em direcção à abolição», destaca a Amnistia Internacional, que fala de «progressos»em todas as regiões do mundo. Mais de dois terços dos países são abolicionistas na lei ou na prática.
«Apesar de os Estados Unidos persistirem como o único país da América a aplicar penas capitais em 2013, o número de execuções continuou em declínio»e o estado de Maryland juntou-se a outros 17 estados dos EUA que já eram abolicionistas.
Não houve registo de execuções na Europa nem na Ásia Central e, pela primeira vez desde que a AI recolhe dados sobre pena capital, os corredores da morte em Grenada, Guatemala e Santa Lucia estavam sem prisioneiros.
Três dos países que executaram pessoas em 2012 não o fizeram em 2013 -- Gâmbia, Paquistão e Emirados Árabes Unidos -- e mais Estados perdoaram ou comutaram penas capitais.

O argumento de que a pena de morte é dissuasora do crime voltou a ser utilizado por quase todos os países que a continuam a aplicar, mas a AI contra-argumenta que «essa posição é cada vez mais insustentável e desacreditada. Não há provas convincentes de que a pena capital seja particularmente dissuasora do crime».

Sete países lusófonos surgem na lista da AI no grupo dos abolicionistas que não aplicam a pena de morte a nenhum crime: Portugal, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Cabo Verde. A excepção é o Brasil, que surge no grupo dos abolicionistas «apenas para crimes comuns», mantendo a pena de morte para crimes cometidos sob lei marcial ou em circunstâncias excepcionais.
A Guiné Equatorial, país que poderá aderir à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa na próxima cimeira de julho, está no grupo dos retencionistas, que mantêm em aberto a hipótese de pena de morte para crimes comuns.