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Joseph Pulitzer

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Morreu um terrorista de guerra português


O mentor da operação  "Mar Verde" na Guiné-Bissau


Assinado decreto que indulta detidos do caso «21 de Outubro»

Pouco depois de ter anunciado que iria indultar os detidos dando-lhes uma segunda oportunidade, o Presidente da República, José Mário Vaz, assinou esta terça-feira, 30 de Setembro, o decreto que indultou alguns cidadãos nacionais acusados pela justiça militar sobre o caso ocorrido a 21 de Outubro de 2012.


«Tendo em conta a manifestação de um gesto de encorajamento ao perdão, bem como ao início do processo de reconciliação no seio da sociedade em geral, em particular na classe castrense, em prol da edificação de uma força de defesa e segurança republicana ao serviço do Estado de direito democrático na Guiné-Bissau, é revogado por indulto o remanescente da pena de prisão aplicada a estas pessoas», lê-se no decreto Presidencial.

Entre as pessoas absolvidas constam o Tenente-coronel na reserva, Bramia Djeme, o Capitão do Exército Pansau Ntchama, o 2.º Sargento João Etchem Sambu, o Furriel Paulino Djata, o desmobilizado Gicol Biague e o civil Damiano Djata, todos condenados no âmbito do mesmo processo n.º 71/2012 cujos termos ocorreram no Tribunal Militar Superior da Guiné-Bissau.

Em declarações à PNN o director do Gabinete do Presidente da República, Octávio Lopes, disse que até ao final de Dezembro vão haver mais indultos concedidos, incluindo a civis.

«Este sinal deve ser compreendido como uma manifestação de um gesto de encorajamento ao perdão, bem como ao início do processo de reconciliação na sociedade guineense e ao nível da classe castrense», referiu.

Em meados de Outubro de 2012 um grupo de pessoas foi acusado e condenado pela justiça militar guineense de pretender perpetrar um golpe de Estado contra outro regime golpista, saído do 12 de Abril do mesmo ano.

“Fechar as fronteiras internacionais é impossível..."

“Fechar as fronteiras internacionais é impossível, e os migrantes continuarão chegando, apesar de todos os esforços para detê-los, a um custo terrível de vidas e sofrimento”, disse François Crépeau.


Na tentativa de fechar suas fronteiras, os países europeus estão tentando realizar uma tarefa “impossível”, disse nesta segunda-feira (29) o especialista independente das Nações Unidas sobre os direitos humanos dos migrantes. Ele pediu que a União Europeia (UE) identifique novos canais legais de migração em um esforço para salvar vidas.
“Fechar as fronteiras internacionais é impossível, e os migrantes continuarão chegando, apesar de todos os esforços para detê-los, a um custo terrível de vidas e sofrimento”, escreveu o relator especial François Crépeau em uma carta aberta à Comissão da UE sobre Direitos e Liberdades Fundamentais.
“Se a Europa está testemunhando uma redução significativa do sofrimento humano nas fronteiras, deve apostar não no fechamento estrito, mas sim na abertura e mobilidade regulamentada”, acrescentou Crépeau.
A carta foi enviada pouco antes de uma audiência da Comissão do Parlamento Europeu sobre Direitos e Liberdades Fundamentais, prevista para esta terça-feira (30), em que um novo Comissário Europeu de Migração e Assuntos Internos será nomeado.

 
(Os frágeis barcos que as pessoas usam para atravessar o Atlântico rumo às Ilhas Canárias são geralmente incapazes de navegar e superlotados. Foto: ACNUR/A. Rodríguez -2007)
 
De acordo com estimativas das Nações Unidas, mais de 130 mil migrantes e requerentes de asilo tentaram chegar à Europa somente em 2014, em comparação com 80 mil no ano passado. No total, cerca de 800 pessoas já morreram em suas tentativas de atravessar o Mediterrâneo.
O relator especial da ONU observou que, embora os Estados-membros da UE aumentaram as operações de busca e salvamento, o foco continuou na restrição da entrada de imigrantes. Ele alertou que, sem canais de imigração regulamentados, a UE iria ver a imigração ilegal mergulhar ainda mais fundo no subsolo, onde as máfias de contrabando e exploração operam, contribuindo para o aumento das mortes em alto-mar.

“Apesar da necessidade de continuar tentando trazer traficantes sem escrúpulos a julgamento pelo sofrimento que infligem sobre os migrantes e requerentes de asilo, a Europa vai ter dificuldade para derrotar as máfias engenhosas e adaptáveis, a menos que se acabe com seu modelo de negócios, que foi criado quando as barreiras foram erguidas e que se desenvolve para escapar de políticas migratórias restritivas de muitos Estados-Membros da UE”, afirmou Crépeau.

Além disso, ele instou os Estados-membros da UE a ajudar os países da linha da frente da Europa, como a Itália, Malta, Grécia e Espanha, na gestão das missões de busca e salvamento. Somente as operações na Itália teriam salvo cerca de 100 mil pessoas desde o início do ano.
“Os programas de busca e salvamento não podem ser de responsabilidade exclusiva dos países da linha de frente”, disse Crépeau.
A Organização Internacional para as Migrações (OIM), parceira da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) em diversas ações sobre o tema, publicou também nesta segunda-feira (29), o mais abrangente estudo global sobre as mortes de migrantes por terra e por mar.

Com uma contagem superando 40 mil vítimas desde 2000, a OIM apela a todos os governos do mundo para enfrentar o que a agência internacional descreve como “uma epidemia de crime e vitimização”.
“Nossa mensagem é contundente: os imigrantes estão morrendo”, disse o diretor-geral da OIM, William Lacy Swing. “É hora de fazer mais do que contar o número de vítimas. É hora de engarjar o mundo para deter esta violência contra migrantes desesperados.”

A pesquisa por trás da publicação, que possui mais de 200 páginas, foi iniciado a partir da tragédia de outubro 2013, quando mais de 400 imigrantes morreram em dois naufrágios perto da ilha italiana de Lampedusa.
O estudo revela que a Europa é o destino mais perigoso do mundo para a migração “irregular”, que custou a vida de mais de 22 mil imigrantes desde 2000, principalmente em rotas no Mar Mediterrâneo. A publicação também é um esforço mais amplo para usar as redes sociais para envolver as comunidades em todo o mundo, disse a agência em um comunicado.
 
 
(Relator especial da ONU sobre os direitos humanos dos migrantes, François Crépeau. Foto: ONU/JC McIlwaine)
 

Niger: Tráfico de bebes

Niger: mandado de captura contra o Presidente do Parlamento em fuga, acusado de tráfico de bebes.


Um mandado de prisão foi emitido contra o Presidente do Parlamento da Nigéria Hama Amadou, que fugiu para a França depois de ter sido implicado em um tráfico internacional de bebes, nesta segunda-feira seus advogados à AFP.

"Isso é afirmativo. O magistrado emitiu um mandado de prisão" sexta-feira contra Hama Amadou Souley Oumarou disse, um de seus advogados.

Mossi Boubacar, outro advogado do presidente da Assembleia Nacional, confirmou a informação, mas disse que "é (era) neste momento um mandado de captura nacional."


Morreu mais um....

Morreu Alpoim Galvão

Participou no fracassado Golpe de Estado contra-revolucionário de 11 de março de 1975. Já no exílio, associou-se à rede terrorista de extrema-direita (MDLP) um grupo de acção política anti-comunista que levou a cabo ações violentas contra membros de partidos de esquerda entre 1975/1976, tendo sido esse grupo responsável pela morte de Padre Max e Maria de Lurdes.

Morreu uma figura sinistra ligada aos crimes da guerra colonial ao serviço do regime fascista deposto no 25 de Abril de 1974.

No 11 de Março de 1975 estava enfileirado na conspiração Spinolista e por isso foi expulso das FA.
Spínola, seu "patrão de armas" fugiria num helicóptero roubado à FAP sendo mais tarde perdoado pelos "democratas" que o promoveram a Marechal. Eram ambos anti-comunistas primários e amigos da "democracia" desde que fossem eles a mandar.

Por isto tudo a minha indiferença para o facto o que não quer dizer indiferença para crimes e criminosos que ficam por punir.

Navegando...

Muitos terão pensado que no dia de hoje estive ausente...


Não, não estive ausente. Mergulhei bem fundo em tudo que era GBissau na net, até me sentir um "zombie".

E cheguei a uma interrogativa conclusão:

O que é que o POVO da Guiné-Bissau tem a ver com o que aqui se publica ??

Deparei-me com o que me pareceu ser uma "Comédia grega" em que nem as máscaras nem tão pouco os actores têm alguma ligação dialéctica com o POVO guineense.

As máscaras e actores reflectem a aprendizagem tida nas escolas da libertinagem politica e a de uma (pseudo)burguesia em estado de auto-degenerescência cultural.

Foi dolorosamente decepcionante, apesar das meteóricas excepções.

(Carlos Filipe, 29/9/2014)

UNESCO condena assassinato de jornalistas

A diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, lamentou no último sábado (27) a morte dos jornalistas Facely Camara, Molou Chérif e Sidiki Sidibé, que cobriam uma missão de ajuda ao ebola no sudeste da Guiné.


No dia 16 de setembro, Facely Camara, repórter da rádio Liberté FM, Molou Chérif, técnico na estação de rádio local da província rural de N’Zérékoré, e seu colega de trabalho Sidiki Sidibé, acompanhavam o trabalho de uma equipe de cinco especialistas que informavam as pessoas sobre o vírus ebola nesta província. Os corpos das oito vítimas foram encontrados dois dias depois na aldeia de Womé.

Bokova pediu às autoridades locais para investigarem a fundo o assassinato da equipe e protegerem aqueles que trabalham para sensibilizar e educar as pessoas sobre o vírus mortal, um passo fundamental na prevenção da propagação da doença que já afectou mais de 6.500 e matou mais de 3.000 em toda a África Ocidental.

“Com a disseminação do vírus do jeito que está, o papel da mídia de fornecer informações actualizadas e relevantes à população é mais importante do que nunca. Este crime não pode ficar impune. Jornalistas devem ser capazes de continuar seu trabalho vital”, ressaltou Bokova.

A ONU intensificou suas acções para combater o surto de ebola com a criação da Missão das Nações Unidas para a Emergência do Ebola (UNMEER), que será baseado em Acra, capital de Gana, e tem escritórios em Guiné, Libéria e Serra Leoa, os três países mais afetados pela doença. O chefe da UNMEER, Anthony Banbury, deve iniciar seu trabalho em Gana no início da próxima semana.
  
(Meninas na Libéria leem um poster com informações sobre o ebola. Foto: UNICEF/Jallanzo)
 

Remodelações

O Director-geral do Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE), Cristiano Na Bitan, foi suspenso das suas funções, passando este lugar a ser ocupado por Alem Sanca, que antes do golpe de Estado de 12 de Abril desempenhava a função.


De acordo com o despacho do ministro da Administração Interna, datado de 26 de Setembro e assinado pelo seu titular Botche Candé, ficou ainda suspenso Papa Bidé Cambe Incanha, director-geral do departamento de Migração e Fronteiras, e Francisco Malam Ndur Djata, Inspector-geral do Ministério da Administração Interna.

Para os seus lugares foram chamados Lino Lopes, antigo Director-geral dos Serviços de Informação de Estado no período do Governo de Carlos Gomes Júnior, foi indicado para a Direcção de Migração e Fronteiras, e José António Marques para a função de Inspector-geral da instituição.

Os titulares do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros, Comissão Nacional para os Refugiados e Deslocados Internos, respectivamente Malam Djaura e Tibna Sambe Nawana, foram mantidos nos cargos.

Algumas novas direcções gerais foram instituídas, entre as quais a Direcção-geral de Logística e Património e a Direcção-geral de Assuntos Sociais, ocupadas agora por Mamadu Mutaro Djalo e Arafam Mane, respectivamente.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Uma questão de ética

A comunicação social assume uma importância de maior relevância no desenvolvimento sócio-económico de um estado de direito!


Tem uma capacidade na influência/ formação de opinião pública fora de série.
Com tanta oferta nesta área o consumidor tem necessáriamente que ser exigente com o que lhe dão a Ver Ler e Ouvir.

O consumidor deve fazer triagem por aqueles que regem por ética deontológico.
Todo e qualquer meio de comunicação que tenha uma linha editorial baseada no sensacionalismo,especulações,e falta de veracidade de factos deve fazer pensar!
É fundamental exigir responsabilidade social no exercício dessa actividade.

Defendo que o jornalismo não é apenas saber escrever, não é apenas pensarmos que estamos a dizer algumas verdades ,é bem mais do que isso.
A prestação de um bom serviço público é essencial, determinante até aos novos desafios que se impõe hoje na Guine-Bissau !

Para os que gostam realmente de jornalismo, é uma profissão apaixonante desafiadora e muito estimulante . Muitos fazem ,poucos há que sabem realmente fazer.

A propósito... Claudio Abramo, Jornalista brasileiro disse no passado "o jornalismo é, antes de tudo e sobretudo, a prática diária da inteligência e o exercício cotidiano do carácter "

O que digo, ao lerem tentem pensar pelas vossas cabeças. Fiquem com o que realmente é importante. 
 
Os factos! Deitem fora tudo o que não acrescenta em nada para a vossa riqueza pessoal.

Em suma nem tudo é informação. Muitas vezes é desinformação ! !

 
Uma questão de éticaBoa semana e Muita atitude de Cabra! ACI
 
(c/ a devida vénia, por Amélia Costa Injai, 29/9/2014)


G-Bissau reavalia todos os contratos celebrados pelo Estado

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, disse, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, que o país está a reavaliar todos os contratos celebrados pelo estado.


Simões Pereira disse à agência Lusa que o executivo está a trabalhar num programa do contencioso, para o qual foi criada uma comissão inter-ministerial, que visa trazer clareza aos contratos que envolvem o estado ou no qual o estado tem alguma participação.

"Estamos a identificar estes casos e, em alguns casos, vamos precisar de uma auditoria. No final, o que pretendemos é que todos os guineenses se revejam nos métodos e procedimentos da gestão da cousa pública", explicou o responsável.
 
 
 

Reforma do sector de defesa e segurança é principal prioridade da G-Bissau

Nações Unidas, Nova Iorque, 29 set (Lusa) - O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, afirmou à margem da 69.ª Assembleia-geral das Nações Unidas, que o programa de reformas do sector de defesa e segurança é a prioridade actual do país.


"Temos vários problemas, um dos principais é a necessidade de lançar o programa de reforma do sector de defesa e segurança, enquadrado na reforma de toda a administração pública, que é o grande desígnio do país", explicou o representante.

Desde maio, a Guiné-Bissau tem um Presidente e um Governo eleitos, após um golpe de estado militar em 2012 que havia colocado no poder um executivo não reconhecido por grande parte da comunidade internacional, em particular pela CPLP.




Parlamento da G-Bissau aprova Orçamento Geral de Estado por unanimidade

Os deputados presentes da força maioritária, Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), e dos restantes partidos (também representados no governo) votaram a favor do único documento orientador das contas públicas para este ano.

O anterior governo de transição, que esteve em funções desde o golpe de Estado de 2012 até início de julho, não chegou a sujeitar qualquer orçamento à aprovação do parlamento.

O ministro das Finanças, Geraldo Martins, já tinha apelado aos deputados para aprovarem o documento e assim garantir o normal funcionamento das instituições, procurando credibilizar a actuação do executivo no país e no estrangeiro.

Confiante em inverter o actual cenário de informalidade e fuga ao fisco, Geraldo Martins prevê arrecadar 38 mil milhões de francos CFA (58 milhões de euros) em taxas tributárias e 20 mil milhões (30,5 milhões de euros) em receitas não tributárias - tais como o fundo da compensação das pescas.

O ministro das Finanças espera conseguir cobrir o défice a partir da ajuda externa, através de donativos, empréstimos e ajudas orçamentais.

É a segunda vez que um documento chave do executivo é aprovado por unanimidade na ANP: na última semana, o programa do governo liderado por Domingos Simões Pereira foi igualmente aprovado com o apoio de todos os deputados presentes.

Morreu Cláudia Sousa, a primatóloga que mostrou que os chimpanzés também acumulam capital


A primatóloga portuguesa Cláudia Sousa, da Universidade Nova de Lisboa, morreu de cancro esta segunda-feira, aos 39 anos. A investigadora dedicou-se sobretudo ao estudo dos chimpanzés da Guiné-Bissau e da Guiné-Conacri, onde esteve várias vezes em expedições. O corpo encontra-se em câmara ardente na Igreja Matriz da Figueira da Foz e o funeral será esta terça-feira a partir das 15h30, seguindo para o cemitério de Buarcos.


Cláudia Sousa doutorou-se em 2003 na Universidade de Quioto, sob orientação de Tetsuro Matsuzawa, uma autoridade mundial em primatologia. A sua tese de doutoramento versava sobre a capacidade cognitiva de os chimpanzés acumularem capital ou, por outras palavras, de fazerem um mealheiro. Para tal, em experiências no Instituto de Investigação de Primatas da Universidade de Quioto, a investigadora deu aos chimpanzés tokens (objectos que têm um valor simbólico) para pedirem frutas em troca – e que eles guardavam e só trocavam por alimentos quando queriam.

Na sua tese de doutoramento Cláudia Sousa mostrou que o sistema dos tokens constituía uma nova metodologia para avaliar as capacidades cognitivas dos chimpanzés. Em particular, observou “a emergência de um comportamento único – ‘economizar’”, lê-se no resumo da tese. Ou seja, compreendem e têm noção do valor simbólico de certos objectos.

Em Portugal, só há primatólogas e não preenchem os dedos de uma mão. Além de investigar o comportamento e as capacidades cognitivas dos chimpanzés e de outros primatas não humanos, Cláudia Sousa tinha ainda entre as suas preocupações a conservação destes primatas no habitat natural e a sua interacção com as populações humanas.

Mas a primatóloga também trocou muitas vezes o laboratório e as salas de aulas – era docente do Departamento de Antropologia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH) desde 2001 – pelo trabalho de campo. Esteve por várias vezes na Guiné-Bissau para fazer o levantamento da distribuição dos chimpanzés no território, identificando a sua presença principalmente através de vestígios como ninhos, fezes e pêlos, e fazendo inquéritos às populações humanas para perceber por que razão eram caçados (concluindo-se que não era para serem comidos, mas para a venda como animais de estimação e, com esse dinheiro, comprarem-se objectos).

Quando ela e Catarina Casanova, outra primatóloga portuguesa que a acompanhou em 2006, na quarta visita à Guiné-Bissau, deram pela primeira vez de caras com chimpanzés no habitat natural, Cláudia Sousa descreveu-nos assim o encontro: “Já tínhamos vistos imensos chimpanzés bebés em casa das pessoas, mas na floresta, no habitat natural, nunca tínhamos visto. Ficámos emocionadas.”

Também foi à Guiné-Conacri inúmeras vezes, mais concretamente à estação de investigação de primatas na aldeia de Bossou, dirigida por Tetsuro Matsuzawa. Lá, Cláudia Sousa gravou, por exemplo, as vocalizações dos chimpanzés, para estudos sobre o que tentam comunicar. “Sabemos que identificam outros indivíduos pelo tom da voz, como nós”, disse-nos certa vez a primatóloga, acrescentando que também continuou a recolher dados sobre as esponjas que os chimpanzés constroem com folhas para beber água — “e a ver a transmissão desse conhecimento ao longo de gerações”.

Entre 2007 e 2011, Cláudia Sousa foi presidente da Associação Portuguesa de Primatologia. E antes, entre 2003 – quando nasceu a ideia da associação, durante a Primeira Conferência Internacional de Primatologia em Portugal – e 2007, foi a sua vice-presidente.

“Tive o privilégio de ela ter sido minha aluna há 20 anos, colega e amiga. Era uma investigadora e mulher fantástica, que deixa escola e seguidores – alunos que vão continuar o trabalho dela”, diz a antropóloga Eugénia Cunha, da Universidade de Coimbra, onde Cláudia Sousa fez a licenciatura e o mestrado.

“A professora Cláudia Sousa deixa-nos um testemunho importantíssimo de amor à ciência e entusiasmo pela investigação. Mesmo muito fragilizada pela doença, nunca parou de trabalhar com um entusiasmo contagiante e com projectos sempre novos”, refere por sua vez João Costa, director da FCSH, em comunicado. “A sua produção científica foi sempre notável, sendo este ano a vencedora do Prémio Santander de Internacionalização da Produção Científica, que será atribuído postumamente na Festa da FCSH.”
 
 
 

G-Bissau um dos países que mais piorou no índice Mo Ibrahim

A Guiné-Bissau foi um dos países que mais piorou desde nos últimos cinco anos no Índice Ibrahim de Boa Governação Africana (IIGA) 2014, hoje publicado, caindo para grupo dos cinco piores entre os 52 países avaliados.

 
Desde 2009, a Guiné-Bissau já perdeu 6,8 pontos e cinco posições na tabela, somando actualmente apenas 33,2 pontos.

Além da falta de oportunidades económicas que oferece, a participação cívica é considerada muito baixa, bem como o funcionamento da lei.

A Guiné-Bissau recuou em todas as quatro categorias cujos critérios são usados para elaborar o índice: Segurança e Estado de Direito; Participação e Direitos Humanos; Oportunidade Económica Sustentável; e Desenvolvimento Humano.

O melhor entre os países lusófonos é Cabo Verde (2.º), à frente de São Tomé e Príncipe (12.º), Moçambique (22.º), Angola (44.º) e Guiné-Bissau (48.º).

O IIGA visa informar e ajudar os cidadãos, sociedade civil, parlamentos e governos africanos a medir o progresso, sendo produzido desde 2007 pela Fundação Mo Ibrahim, homónima do milionário sudanês e que foi criada em 2006.
 
 Outros países: 
Na avaliação feita a 52 países africanos, Cabo Verde continua a ser o melhor entre os países lusófonos, à frente de São Tomé e Príncipe (12.º), Moçambique (22.º), Angola (44.º) e Guiné-Bissau (48.º).
Angola inverte tendência e volta a descer no índice Ibrahim
Costa do Marfim foi o país que mais evoluiu em cinco anos 
Insegurança fez Moçambique descer no índice Mo Ibrahim



domingo, 28 de setembro de 2014

CPLP vai realizar Conselho de Ministros extraordinário na GBissau - Xanana Gusmão

Em declarações à agência Lusa, o primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, explicou que essa foi uma das conclusões da reunião da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) na sexta-feira, à margem da Assembleia-geral da ONU, em Nova Iorque.


Agora, "cada um [dos países], na sua região, deverá fazer lóbi e levar os patrocinadores que puder. A ideia é que todos os países, na sua área de acção, tragam pessoas para a mesa-redonda" internacional sobre o futuro do país, a realizar no início de 2015, explicou o primeiro-ministro de Timor-Leste, país que preside à CPLP.

Os países da CPLP aceitaram o pedido do primeiro-ministro guineense, Domingos Simões Pereira, para realizar um Conselho de Ministros daquela estrutura em Bissau, a 29 de outubro. Esta reunião servirá de preparação para uma mesa-redonda, em janeiro ou fevereiro do próximo ano.

"O primeiro-ministro deu-nos um ponto da situação, aclarou-nos sobre questões de muita urgência, como os salários, o combustível, a segurança militar, e quando sugeriu este conselho de ministros todos concordámos com a sua necessidade", disse o governante timorense.

Na entrevista à Lusa, Xanana Gusmão felicitou o povo guineense pelo modo como realizou eleições e defendeu que é agora momento da comunidade internacional dar o apoio necessário ao país.

"Dentro da CPLP, percebemos que estão em fase de transição e merecem particular atenção. Mas sou do princípio que a comunidade internacional deve estar mais envolvida", disse o primeiro-ministro.

O governante defende o prolongamento da missão da ONU no país, que termina no final do ano, mas com alterações de funções, sem especificar.

Já na sexta-feira, durante o discurso proferido na Assembleia-geral, Xanana Gusmão tinha apelado ao apoio da comunidade internacional ao país.

"A Guiné-Bissau necessita da reabilitação da sua administração pública e das instituições do Estado, da reforma do sector de defesa e segurança pela modernização das suas forças e de um impulso financeiro para relançar a sua economia", disse então o primeiro-ministro.




“De mãos dadas será mais fácil ajudar a Guiné Bissau” - dirigente associativo

Filho de pais guineenses e nascido em França, Jacques Gomis decidiu conhecer as suas origens e contribuir para o desenvolvimento da terra natal dos seus pais. “Visitei a Guiné-Bissau em Maio deste ano e num encontro que tive com o médico Paulo Gomis dei conta da triste realidade do país no que toca a áreas tão cruciais como a saúde e a educação”, disse ao CONTACTO explicando que dessa visita nasceu o projecto Caravana Humanitária.


O projecto visa apoiar o desenvolvimento da Guiné-Bissau em áreas como a Saúde e a Educação através do fornecimento de materiais hospitalares e de ensino às infra-estruturas já existentes. A iniciativa encontra-se já em fase final da sua primeira etapa.

“Conseguimos que muitos parceiros no Luxemburgo nos ajudassem com donativos. Conseguimos angariar várias camas de hospitais, computadores, cadeiras entre muitas outras coisas que será enviado em Novembro para a Guiné-Bissau. No âmbito deste projecto, um grupo de médicos voluntários de Dakar irão efectuar três dias de consultas médicas gratuitas em aldeias mais desfavorecidas das ilhas de Boubaqui", acrescentou o dirigente associativo.

Uma delegação da associação irá partir do Luxemburgo para a Guiné-Bissau em meados do mês de Dezembro para a distribuição dos donativos pelos diversos serviços do país. Durante a visita estão também previstos encontros com responsáveis do Governo e de diferentes serviços que "darão uma visão mais clara das urgências do país”.

Para Quintino Gomes, residente no Luxemburgo há vários anos, “é com grande alegria que vejo jovens como o Jacques abraçarem estas causas: Lutar para que a Guiné-Bissau possa se reerguer e desenvolver. Acredito nestes jovens e dou o meu apoio. Tenho muita esperança neste novo Governo e nós os mais velhos continuamos a sonhar com um futuro melhor, apesar de todos os ressentimentos”, confessou ao CONTACTO.

O compatriota António Martins acrescenta que “há mais de 30 anos que saí do meu país, mas por causa destas iniciativas destes jovens tenho vontade de ajudar o meu país e quem sabe voltar”.

No âmbito ainda deste projecto e em comemoração do 41° aniversário da Independência da Guiné-Bissau, a associação das Crianças da Guiné-Bissau e dos Amigos do Luxemburgo organizou este sábado, no centro Cultural de Hollerich, um jantar dançante que contou com casa cheia. O artista guineense Heitor Sampaio subiu ao palco numa noite animada pelos DJ’s Irineu e Alberto Sá.

“Este encontro visa principalmente chamar a atenção dos nossos jovens e apelar pelo engajamento de cada um neste grande projecto que é o apoio ao desenvolvimento da Guiné-Bissau que é, neste momento, o quarto país e mais pobre do Mundo”, apelou Jacques Gomis.
 
 
 
(in: Contacto - Luxemburgo)

Quem é James P. Zumwalt ?

Embaixador dos EUA no Senegal e Guiné-Bissau.

Em 11 de setembro de 2014, o Comité de Relações Exteriores do Senado realizou uma audiência para a nomeação de James P. Zumwalt, um oficial de carreira do Serviço Exterior para ser o embaixador dos EUA no Senegal e Guiné-Bissau. Se confirmado, seria o seu primeiro posto de embaixador.


Zumwalt é de El Cajon, Califórnia. Seus pais eram professores do ensino médio e seu tio era Almirante Elmo Zumwalt.

A primeira experiência de Zumwalt com a diplomacia foi como estudante de intercâmbio para o Japão em 1973, enquanto ele estava no colégio. Ele não começou bem quando ele tinha um monte de problemas para aprender japonês. Ele perseverou e foi finalmente capaz de ler, escrever e falar a língua. Continuou a estudar japonês na faculdade, ganhando um BA na história americana e língua japonesa da Universidade da Califórnia-Berkeley em 1979, fez alguns trabalhos de pós-graduação estudando japonês em duas universidades no Japão.

Quando ingressou no serviço diplomático, um de seus primeiros trabalhos foi em Kinshasa, no Zaire (hoje República Democrática do Congo) como director económico de 1981 a 1983 na sua missão do Zumwalt, como um oficial consular em Kobe 1983-1985, permitiu-lhe usar o japonês que tinha aprendido. 
Ele voltou para os Estados Unidos como director político do Escritório de Assuntos das Filipinas em 1987 retornou ao Japão e em 1989 como oficial económico na Embaixada dos EUA em Tóquio, até 1993, já em Washington como chefe da unidade económica no escritório de Assuntos coreanos no Departamento de Estado e no ano seguinte foi feito assistente especial do secretário-assistente do Departamento de Assuntos Económicos e Comerciais.

Em 1998, obteve o grau de Mestre em Estudos de Segurança Internacional do National War College.

Em 1999, Zumwalt começou uma turnê como ministro-conselheiro económico na Embaixada dos EUA em Pequim. Ele retornou a Tóquio em 2002, como conselheiro económico e ministro da Economia na embaixada. Zumwalt foi requesitado de volta para Washington, em 2006, como director do Escritório de Assuntos japoneses. Voltando para Tóquio em 2008, como vice-chefe da missão, servindo como encarregado de negócios por um tempo durante 2009.
Enquanto estava lá, ele escreveu um blog para o site da embaixada com foco na cultura japonesa e outras questões. Em 2012, Zumwalt estava de volta a Washington como vice-secretário assistente de Estado para o Japão e a Coréia, cargo que ocupou até sua nomeação para ser embaixador.

Zumwalt é casado com Ann Kambara, um oficial do Serviço Exterior companheiro. Eles se conheceram quando ambos estavam servindo no Japão em 1983 Além de japonês, Zumwalt fala um pouco de chinês e francês.
 
 
 
 
 

"CORTA MATU" UM CRIME CONTRA FUTURAS GERACÕES (Guiné-Bissau)



CPLP vai realizar Conselho de Ministros extraordinário

Os membros da CPLP acordaram realizar um Conselho de Ministros extraordinário em outubro em Bissau para discutir a situação no país e promover posteriormente uma mesa-redonda internacional, disse o primeiro-ministro timorense.


Em declarações à agência Lusa, o primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, explicou que essa foi uma das conclusões da reunião da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) na sexta-feira, à margem da Assembleia-geral da ONU, em Nova Iorque.

Agora, "cada um [dos países], na sua região, deverá fazer lóbi e levar os patrocinadores que puder. A ideia é que todos os países, na sua área de ação, tragam pessoas para a mesa-redonda" internacional sobre o futuro do país, a realizar no início de 2015, explicou o primeiro-ministro de Timor-Leste, país que preside à CPLP.

Os países da CPLP aceitaram o pedido do primeiro-ministro guineense, Domingos Simões Pereira, para realizar um Conselho de Ministros daquela estrutura em Bissau, a 29 de outubro. Esta reunião servirá de preparação para uma mesa-redonda, em janeiro ou fevereiro do próximo ano.

"O primeiro-ministro deu-nos um ponto da situação, aclarou-nos sobre questões de muita urgência, como os salários, o combustível, a segurança militar, e quando sugeriu este conselho de ministros todos concordámos com a sua necessidade", disse o governante timorense.

Desde maio, a Guiné-Bissau tem um Presidente e um Governo eleitos, após um golpe de estado em 2012 que havia colocado no poder um executivo não reconhecido por grande parte da comunidade internacional, em particular pela CPLP.

Na entrevista à Lusa, Xanana Gusmão felicitou o povo guineense pelo modo como realizou eleições e defendeu que é agora momento da comunidade internacional dar o apoio necessário ao país.

"Dentro da CPLP, percebemos que estão em fase de transição e merecem particular atenção. Mas sou do princípio que a comunidade internacional deve estar mais envolvida", disse o primeiro-ministro.

O governante defende o prolongamento da missão da ONU no país, que termina no final do ano, mas com alterações de funções, sem especificar.

Já na sexta-feira, durante o discurso proferido na Assembleia-geral, Xanana Gusmão tinha apelado ao apoio da comunidade internacional ao país.

"A Guiné-Bissau necessita da reabilitação da sua administração pública e das instituições do Estado, da reforma do sector de defesa e segurança pela modernização das suas forças e de um impulso financeiro para relançar a sua economia", disse então o primeiro-ministro.

Portugal pede apoio técnico e financeiro para G-Bissau

Portugal defendeu hoje nas Nações Unidas o apoio dos parceiros internacionais na capacitação técnica e assistência financeira à Guiné-Bissau, aproveitando o "virar de página" que representaram as eleições recentes naquele país lusófono.


Na sua intervenção na 69.ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, que decorre em Nova Iorque, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, saudou "a reposição da ordem constitucional, a realização de eleições livres e a tomada de posse de instituições democráticas legítimas, dois anos após o golpe de Estado de 2012, são uma nota de esperança".

Para o governante, está em causa um "efectivo 'virar de página' que deve ser aproveitado e apoiado".

"Os parceiros internacionais podem e devem desempenhar um papel determinante em áreas como a capacitação técnica e a assistência financeira, apoiando as prioridades indicadas pela Guiné-Bissau", defendeu o chefe da diplomacia portuguesa.

Portugal sugeriu ainda que "seria adequada" uma força de estabilização baseada na ECOMIB (missão militar internacional na Guiné-Bissau), "possivelmente alargada a novos parceiros africanos e mandatada pelas Nações Unidas".

No seu discurso, Rui Machete abordou um conjunto alargado de outros temas, nomeadamente o terrorismo.
 

sábado, 27 de setembro de 2014

Domingos Simões Pereira em visita à Rádio ONU

(Primeiro-ministro Domingos Simões Pereira é recebido pela chefe da Rádio ONU, Mônica Vilella Grayley)







(Primeiro-Ministro Domingos Simões Pereira, da Guiné-Bissau, retorna da entrevista à Rádio ONU para uma série de reuniões nas Nações Unidas)


(
Embaixador João Soares da Gama (à esq.) e Mônica Villela Grayley a caminho do estúdio com o primeiro-ministro Domingos Simões Pereira (meio).)




(Primeiro-Ministro da Guiné-Bissau na entrada dos estúdios da Rádio ONU em Nova York)





(As perguntas sobre economia, segurança alimentar, parceria com a FAO, ébola e meio ambiente)




(Primeiro-Ministro da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, falou sobre os planos de seu governo para reforçar a cooperação do país com a comunidade internacional)




(O redator Eleutério Guevane entrevista Domingos Simões Pereira, primeiro-ministro da Guiné-Bissau)






(Os redatores Mônica Villela Grayley e Eleutério Guevane da Rádio ONU no estúdio com o primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira)

(Fonte: Rádio ONU, set,2014)

Critica ao funcionamento de organizações internacionais

O primeiro-ministro do Timor-Leste, Xanana Gusmão, disse hoje (27), em Nova Iorque, que a comunidade internacional está enveredando pelo caminho errado para resolver os problemas do mundo.


"A comunidade internacional está indo pelo caminho errado para resolver os problemas do mundo. Em vez de resolver a exclusão e desigualdades sociais e económicas, sempre que há um pequeno conflito, enviam logo uma força militar", disse o primeiro-ministro timorense.

Impõem-se "os direitos humanos fazendo guerra, impõe-se a paz fazendo guerra e às vezes impõe-se uma democracia, como foi o caso da Líbia, do Egito e do Iraque", disse Xanana Gusmão.

Ontem (26), o timorense já havia criticado, durante o seu discurso na 69ª Assembleia Geral das Nações Unidas, o funcionamento ONU. Na oportunidade, ele pediu uma agenda de desenvolvimento transformadora.

"Sempre defendemos que os meios militares não resolvem os problemas. É preciso ver qual é a causa real dos problemas, se não estamos apenas adoptando as leis medievais de olho por olho dente por dente", disse ele.

Xanana Gusmão defende também uma alteração radical na forma como as instituições internacionais gerem os seus orçamentos. O político entende que "é preciso mudar a forma como as doações funcionam, porque de um milhão, nem 30% chega [às pessoas]. Setenta por cento vai para salários de consultores e gestores de projecto, salários enormíssimos”.

O primeiro-ministro percebeu, em Timor-Leste e nos países que visitou, que "as pessoas que vão para os locais muitas vezes não têm qualquer experiência. Passam de organização para organização, de quatro em quatro semanas estão de licença e ganham muito dinheiro".

"Tudo isto faz com que muitas organizações não funcionem bem. A intenção é muito boa, os programas são fantásticos. Ensinam-nos sustentabilidade, transparência, muita coisa, mas a actuação de muitas organizações não corresponde ao que ensinam", concluiu o timorense.
 
 
 
 

G-Bissau continua ponto de passagem da droga

O número de pessoas a passar pela Guiné-Bissau como correio de droga está a aumentar, denunciou ontem o director nacional adjunto da Polícia Judiciária da Guiné-Bissau.


Apesar de a PJ ter feito apenas dez apreensões desde o início do ano a pessoas que transportavam estupefacientes no aeroporto de Bissau, para Faustino Aires dos Reis, citado pela Lusa, as evidências apontam para uma tendência.

"Com a dificuldade de transporte de droga de outras partes do mundo para chegar ao destino real", em grandes quantidades e passando pela Guiné-Bissau, "aumentou a percentagem dos correios" que levam quantidades mais reduzidas, referiu.

Segundo explicou, o narcotráfico de grande escala está inibido devido à vigilância crescente, que envolve autoridades internacionais e ganhou mediatismo em 2013, com a detenção do antigo chefe da marinha guineense, Bubo na Tchuto, apanhado ao largo de Cabo Verde por uma brigada de combate ao tráfico de droga dos Estados Unidos.

O contra-almirante era considerado pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos como o principal narcotraficante na Guiné-Bissau.

Em Abril de 2010, os EUA congelaram os bens de Bubo Na Tchuto e do chefe de Estado-Maior da Força Aérea da Guiné-Bissau, Ibrahima Papa Camará, por "desempenharem um papel significativo no tráfico de drogas".

"Se houvesse" grandes quantidades traficadas, a PJ já teria actuado, reforça Faustino Aires dos Reis.

"Nós estamos atentos, embora com imensas dificuldades" ao nível dos recursos disponíveis, reconheceu o director nacional adjunto.

A Polícia Judiciária mostrou hoje mais de um quilo de cocaína apreendida a três jovens que, na terça-feira, entraram no país pelo aeroporto de Bissau.

A droga estava enrolada em pequenos casulos de plástico: um dos suspeitos ingeriu 29, os outros dois traziam no corpo cerca de 80 cada um.

Também esta semana, uma outra pessoa foi detida com 27 quilos de liamba em plena capital, com a erva carregada em fardos também hoje exibidos.

O mesmo homem, oriundo do sul do país, para além de negociar liamba, levava cocaína para a área de residência.

Os três estão sujeitos a prisão preventiva, anunciou a PJ.

Já esta semana, o Ministério da Administração Interna (MAI) da Guiné-Bissau anunciou a detenção de uma pessoa e a apreensão de 47 quilos de liamba e viaturas pertencentes a uma rede de tráfico de droga que operava por terra.

Há meses que as autoridades norte-americanas de luta antidroga vêm advertindo que a guerrilha colombiana está envolvida no narcotráfico na Guiné-Bissau.


Estas acusações foram reiteradas recentemente por responsáveis norte-americanos durante uma audiência na Comissão de Negócios Estrangeiros do Senado dos Estados Unidos.

Durante uma audiência sobre este tema, diversos peritos afirmaram haver a necessidade de os países europeus darem uma maior contribuição para o combate a esse tráfico.

Michael Braun, que até recentemente foi director de operações da Agência de Combate à Droga (DEA), disse que a Europa "está à beira de uma catástrofe de abuso e tráfico de drogas semelhante àquela que os Estados Unidos sofreram há 30 anos atrás".

Braun e outros peritos que compareceram perante a comissão disseram que a situação se deverá deteriorar.

Os riscos de traficar cocaína para Europa são agora menores do que para os Estados Unidos, os lucros maiores e a procura futura deverá aumentar, acrescentaram.

O actual chefe de operações da DEA, Thomas Harrigan, declarou que "traficantes colombianos e venezuelanos" estão "enraizados" na África ocidental e cultivaram relações de longo prazo com redes criminosas africanas para facilitar as suas actividades na região.
 
 
 

Especialistas portugueses querem combater ébola

Uma dezena de especialistas de saúde portugueses ofereceu-se para ir para as regiões onde a infecção do vírus Ébola é mais grave, mas o director-geral da Saúde considera que os riscos "são muito elevados".


Em entrevista à Agência Lusa, Francisco George revelou que existe uma "bolsa de candidatos prontos para ir para essas regiões" onde a infecção do Ébola está activa, nomeadamente Guiné Conacri, Serra Leoa e Libéria.

"Não podemos correr riscos. Não podemos expor, nem a população, nem o pessoal médico, o pessoal sanitário, incluindo enfermeiros, a riscos. Por isso é que não queremos envolver todas as estruturas de protecção civil nesse processo", disse.

O vírus Ébola já matou mais de 2.900 pessoas desde 21 de março, quando a epidemia foi decretada.
 
 
 

MAI averigua desastre com uma mina

O ministério da Administração Interna (MAI) da Guiné-Bissau enviou uma equipa de averiguações para o local do acidente com uma viatura de transporte coletivo que na sexta-feira provocou 21 mortos, disse à Lusa o porta-voz ministerial.

 
A viatura explodiu aparentemente por ter ativado uma mina usada em operações militares que ficou esquecida junto a um caminho em terra batida entre as povoações de Bissorã e Cheia, referiu à Lusa o tenente-coronel Samuel Fernandes, porta-voz do MAI. Uma equipa ia hoje para o local para averiguar o sucedido, sublinhou.

Estão contabilizados 21 mortos, disse hoje à Lusa a ministra da Saúde, Valentina Mendes, e diversos feridos continuam a ser tratados no Hospital Simão Mendes, em Bissau.

As vítimas eram quase todas da mesma família e iam participar em cerimónias fúnebres de um parente.

O condutor escapou praticamente ileso ao acidente e descreve o que se passou como "o rebentamento de uma mina", contou hoje à Lusa, Malam Sonco, residente em Bissorã e correspondente da Radiodifusão Nacional (RDN), emissora estatal guineense.

Malam recorda que, na mesma zona, em 2013, foi encontrada uma mina antitanque usada na guerra pela independência, há mais de 40 anos, removida por uma equipa de militares do batalhão de Mansoa (centro do país).
 
 
 

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Explosão de mina provoca mais de uma dezena de mortos

Dezasseis mortos é o balanço provisório do número de vítimas da explosão de uma viatura de transporte misto que efectuava a ligação entre Bissora e Encheia no norte da Guiné-Bissau.


Segundo testemunhos locais a viatura foi «pulverizada» quando circulou sobre um engenho explosivo, «provavelmente uma mina anti-tanque» do período colonial que ficou exposta na sequência das chuvas torrenciais que assolam a região.

Em 2007 o Centro de Acção Anti-Minas (CAMI), responsável pelas operações de desminagem, baseado nos mapas das zonas minadas durante a Guerra de 7 de Junho 1998, anunciara que as 103.409 minas antipessoais tinham sido desactivadas, alertando todavia para a existência no interior do país de milhares de minas antipessoais e engenhos explosivos que remontam à guerra da independência que decorreu entre 1963 e 1974.
 
 
 

Comunicado da Missão do FMI no Acordo com a G-Bissau na assistência financeira

WASHINGTON, 25 de setembro - O Fundo Monetário Internacional emitiu o seguinte comunicado à imprensa:


Uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), chefiada pelo Sr. Felix Fischer, visitou Bissau, Guiné-Bissau, a partir de setembro 15-25, 2014 e chegou a um acordo com as autoridades sobre um programa de emergência que poderiam ser apoiadas por Linha de Crédito Rápido do FMI (RCF) 1. Sujeito a aprovação da administração do FMI, se espera que o acordo de nível de pessoal a ser submetido ao Conselho Executivo do FMI para sua consideração no início de novembro. Nos termos do acordo, Guiné-Bissau seria capaz de acessar até SDR 3,55 milhões (cerca de FCFA 2,7 bilhões, ou US $ 5,4 milhões).

No final da missão, o Sr. Fischer emitiu a seguinte declaração:

"O governo recém-eleito da Guiné-Bissau herdou condições muito difíceis. Após dois anos de perturbações económicas, corroído as receitas do governo, a compressão dos gastos sociais e acumulou atrasados ​​externos e domésticos, o produto interno bruto (PIB) caiu 2 por cento e a pobreza aumentou acentuadamente. a participação da população rural enfrenta insegurança alimentar grave aumentou de 20 para 40 por cento.

"O novo governo colocou bilhetes do Tesouro no mercado regional e começou a reconstruir as receitas do governo, o que permitiu a eliminação de todos os atrasos de salário. Actividade económica deverá se recuperar gradualmente a partir dos choques internos e externos dos últimos dois anos e reais PIB deverá crescer 2,5 por cento em 2014 a inflação através de julho 2014 foi negativa (-0,6 por cento), mas deverá tornar-se positivo até o final do ano, no contexto de uma recuperação da procura interna.

"As exportações de caju e preços na exploração recuperou substancialmente até agora em 2014, mas os níveis de exportação oficiais são menores do que no ano passado por causa do aumento do contrabando através de países vizinhos, em parte como resultado de uma alta taxa sobre as exportações de caju que visem o financiamento de um cajueiro mal gerido fundo de industrialização (FUNPI). a missão saúda as decisões do governo para realizar uma auditoria externa sobre FUNPI e explorar alternativas mais eficientes e pró-pobres para promover o sector do caju. Dificuldades de campanhas de caju passadas e fracas práticas de gestão de risco levaram a uma alta nível de empréstimos vencidos no sistema bancário, uma situação que as autoridades pretendem combater com a ajuda da assistência técnica do FMI.

"As autoridades da Guiné-Bissau e da missão do FMI chegou a um acordo de nível de equipe em um quadro macro-fiscal e um conjunto de políticas e medidas económicas e estruturais que visam o restabelecimento da estabilidade macroeconómica, ajudar a resolver urgente orçamental e da balança de pagamentos lacunas e reduzir a pobreza retomando os serviços essenciais do governo."


A História não absolve crimes

GENEBRA, Suíça, 26 de setembro de 2014 - O Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos Zeid Ra'ad Al Hussein na sexta-feira pediu ao Governo da Guiné a tomar medidas imediatas e concretas para fazer avançar a investigação e o julgamento de recursos respeitantes a violações de direitos humanos, como homicídios, estupros e desaparecimentos forçados, supostamente cometidos pelas forças de segurança em 2009, contra manifestantes pacíficos em um estádio de futebol no centro de Conakry.


Em 28 de setembro de 2009, dezenas de milhares de manifestantes da oposição foram atacados com bombas de gás lacrimogêneo e munição real pelas forças de segurança guineenses. Pelo menos 156 pessoas morreram, 109 mulheres foram estupradas e mais de 1.000 pessoas ficaram feridas. O paradeiro de dezenas de pessoas permanecem desconhecidos, cinco anos após os acontecimentos de Setembro de 2009. Em suas consequências, uma comissão internacional liderada pela ONU de investigação recomendou que o Governo devia tomar medidas adequadas para responder a esta situação. Posteriormente, o governo criou uma investigação conduzida por uma equipe de três magistrados, mas a investigação ainda não foi concluída e nem um único processo terá ocorrido até agora.

"Cinco anos após os eventos do estádio Guiné, a justiça permanece indefinida para as vítimas", disse o Alto Comissário Zeid. "É particularmente preocupante que pelo menos dois altos funcionários que foram acusados ​​em relação às violações de setembro 2009 permanecem em posições de influência no seio das forças de defesa e segurança."

Zeid também observou que muitos funcionários têm sido relutantes em responder a intimação judicial. Ele ressaltou que as autoridades guineenses devem reafirmar o seu compromisso de garantir o respeito ao direito à justiça e reparação às vítimas das violações.

"Imediato, medidas concretas devem ser tomadas para avançar na busca da justiça e da luta contra a impunidade dos crimes e violações dos direitos humanos que foram cometidas contra civis desarmados em Conakry em 2009", disse ele.

"Todos os suspeitos que estão servindo membros da administração devem ser suspensos enquanto se aguarda a conclusão do processo judicial. E uma clara mensagem precisa ser enviada a partir dos níveis mais altos de que a cooperação com a investigação é obrigatória ".

Zeid apelou ao Governo da Guiné para garantir que a investigação e qualquer outro procedimento que se seguirem serão devidamente financiados e desfrutar de todo o apoio e colaboração do Governo.

"As vítimas já esperaram muito tempo", disse o Alto Comissário Zeid. "A melhor maneira para a Guiné para colocar esse episódio terrível por trás dele é confrontá-lo honestamente, lidar com ele de acordo com a lei, e assim reduzir a possibilidade de tais crimes serem cometidos de novo por parte das autoridades do país."

(fonte: Nações Unidas - Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH)
 
 
 
 

G-Bissau solicita reabertura de embaixada em Luanda

Este facto foi dado conhecer quarta-feira, em Nova Iorque (EUA), pelo ministro das Relações Exteriores de Angola, Georges Chikoti, no final de uma audiência que concedeu ao seu homólogo da Guine Bissau, Mário Lopes Rosa.


“Este é um país que tem particularmente uma história turbulenta e as últimas eleições permitiram a eleição de um novo Governo e, com isso, a possibilidade de uma maior estabilidade”, disse.

Neste quadro, acrescentou o ministro, a exoneração do general António Indjai é um passo também importante, assim como a nomeação do novo Chefe do Estado Maior deste país.

Durante a audiência, referiu, as autoridades da Guiné Bissau solicitaram o retorno da cooperação com Angola não só no domínio político, mas também económico e militar, o que, naturalmente, as autoridades angolanas irão analisar.

“O Presidente da República já ajudou bastante a Guiné Bissau no passado e o constrangimento foi criado com o golpe de Estado impediu-nos de fazer progressos, porém acho que agora há uma evolução muito importante que irá permitir retomar as nossas relações com a Guiné Bissau”, argumentou.

Disse existirem vários temas que são sensíveis para Angola e o país está disposto uma vez mais responder positivamente.

Por este facto, referiu que serão submetidas as propostas ao governo para ver-se em que medida é que poderão as autoridades angolanas cooperar com a Guiné Bissau e naturalmente com outros parceiros.

Georges Chikoti disse ainda que durante a audiência, o ministro falou também da necessidade de se alargar a força da ECOMIB, que é de 700 militares para dois mil ou dois mil e oitocentos homens no sentido de poderem então fazer a reforma do sector de Defesa e Segurança em Bissau de maneira mais segura.
Existe um espaço em aberto e Angola verá o que, eventualmente pode fazer, salientou o ministro Georges Chikoti.
 
 
 
 

C-130 português vai transportar ambulâncias na luta contra o ébola

Portugal vai transportar duas ambulâncias para a Guiné-Conacri na aeronave C-130, que se encontra em missão no Mali. Em aberto a realização de mais viagens do C-130



Portugal vai ceder um avião C-130 para transporte de ambulâncias em África, juntando-se assim à "cruzada contra o Ébola", anunciou Rui Machete esta quinta-feira em Nova Iorque, à saída da reunião da ONU presidida por Barack Obama, depois de ter assistido à intervenção do presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso,

A luta contra a epidemia de ébola é um dos temas da agenda de líderes mundiais que estão em Nova-Iorque para assistirem à 69ª Assembleia-Geral das Nações Unidas.

Rui Machete disse que o pedido foi feito apenas em relação a esta viagem, mas deixa em aberto a possibilidade de novas viagens. O pedido foi feito esta semana e Portugal decidiu juntar-se a esta campanha internacional, liderada pelos Estados Unidos, que tentam limitar as consequências da propagação deste vírus", explicou Rui Machete, considerando que "a possibilidade do vírus se transformar numa pandemia é grande".

G7 quer livre acesso aos países afectados ajuda a combater o vírus

Ainda em Nova-Iorque, o G7 - grupo dos sete países mais ricos alertaram para a necessidade imperiosa de manter ligações aéreas e marítimas com os países afectados pelo Ébola: "Alertamos que, apesar de a disseminação do Ébola ter de ser controlada, os países afectados não podem ficar isolados".

"Sublinhamos a necessidade de melhorar a capacidade dos países afetados para combater a doença por si próprios", afirmaram os ministros dos Negócios Estrangeiros das nações do G7, numa declaração emitida após conversações em Nova Iorque. Para tal, deve garantir-se que equipamento e cuidados médicos possam chegar à Serra Leoa, Libéria e Guiné-Conacri, os três países mais fustigados pela epidemia.

"Os países do G7, juntamente com as Nações Unidas, encorajam e vão manter ligações aéreas e marítimas com os países envolvidos", disseram os ministros do Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Estados Unidos, acrescentando que se deve apoiar a criação de centros de transporte regionais.

A febre hemorrágica Ébola já causou 2917 mortos na África Ocidental, em 6263 casos, segundo o último balanço da Organização Mundial de Saúde (OMS).


Militares portugueses de prevenção para irem buscar doentes a África. EUA envia 3 mil tropas.

A epidemia de ébola na África Ocidental está a preocupar as autoridades mundiais e ontem a ONU alertou que são precisos 800 milhões de euros para combater a epidemia.
Quem vai partir em breve para a Libéria (um dos três países mais atingidos pelo vírus, juntamente com a Serra Leoa e Guiné-Conacri) é um contingente de três mil tropas norte-americanas, anunciou ontem o presidente dos EUA, Barack Obama.
Em Portugal, a Força Aérea está de prevenção para um eventual cenário de recolha em África de doentes infectados com o ébola, portugueses ou estrangeiros, e posterior transporte para o nosso país. Na sexta-feira, na Base Aérea do Montijo, as tripulações das aeronaves de transporte C-130 e C-295 receberam formação de técnicos do Instituto Nacional de Emergência Médica: aprenderam a manusear os equipamentos de protecção individual entregues aos militares destacados para cenários de ébola. Fontes militares disseram ao CM que ainda não existe planeamento concreto de missões, mas que as mesmas podem acontecer assim que necessário.
A decisão de envolver as tropas portuguesas em missões de recolha de doentes nos países africanos afectados pelo ébola partiu do ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, após uma reunião informal de ministros da Defesa da Aliança Atlântica, realizada na semana passada em Itália. Após o regresso a Portugal, Aguiar-Branco reuniu-se com o general-chefe de Estado-Maior das Forças Armadas, Pina Monteiro, determinando a necessidade de aprontamento da formação.
Segundo os últimos dados da Organização Mundial de Saúde, 4985 pessoas foram infectadas e 2461 morreram de ébola.


Timor-Leste apela na ONU para apoio internacional à G-Bissau

Nova Iorque, Estados Unidos, 26 set - O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, apelou hoje, no discurso proferido na 69ª Assembleia-Geral da ONU, a decorrer em Nova Iorque, Estados Unidos, para a comunidade internacional apoiar a Guiné-Bissau.


"Aproveito para fazer um apelo a todos os países aqui presentes para se juntarem a Timor-Leste e aos parceiros da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) para em cumprimento com os mais altos valores da solidariedade internacional apoiarem a consolidação dos ganhos alcançados pelos guineenses", afirmou Xanana Gusmão.

Segundo o chefe do governo de Timor-Leste, que assumiu a presidência da organização lusófona em julho, é "urgente" criar as condições para a Guiné-Bissau possa passar da "fragilidade à resiliência através do apoio à capacitação das instituições do Estado".


quinta-feira, 25 de setembro de 2014

"Educação em primeiro lugar, não é um slogan, mas uma prioridade" ONU

“O mundo agora está passando por uma crise global de aprendizagem”, alertou o vice-secretário-geral da ONU, Jan Eliasson, em seu discurso de abertura na Primeira Iniciativa Global pela Educação, nesta quinta-feira (25), destacando que apesar dos avanços no número de crianças na escola, ainda há 58 milhões que estão fora das salas de aula em todo o mundo e 250 milhões de crianças não sabem ler.


Na ocasião, Eliasson afirmou que há “308 milhões de razões” para que todos se concentrem na melhoria do acesso à educação de qualidade, que é um “direito humano fundamental”.

“A educação de qualidade é mais do que um ponto de entrada no mercado de trabalho, é a base para a realização pessoal, para a igualdade de género, para a coesão social, para o desenvolvimento sustentável, para o crescimento económico e para a cidadania global responsável”, disse ele.

A primeira dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, também participou do evento e destacou que quando se trata de educar adolescentes, o verdadeiro desafio não é sobre recursos, trata-se de atitudes e crenças. Ela reforçou que há muito a ser alcançado em termos de igualdade de género na educação.

Meninas e adolescentes, mais afectadas

Já a directora-geral da Organização da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e co-organizadora da Iniciativa, Irina Bokova, alertou que do total de crianças fora da escola em todo mundo, as meninas e as adolescentes são as mais afectadas, e ressaltou que a falta de educação, não só ameaça a estabilidade, mas também “condena gerações inteiras ao desespero”
“Não podemos alcançar a educação universal, sem acabar com o casamento infantil. Não podemos alcançar a educação universal, sem erradicar o trabalho infantil “, disse o enviado especial da ONU para a Educação Global, Gordon Brown. “Educação em primeiro lugar não é um slogan, mas uma prioridade. Educação em primeiro lugar, a educação acima de tudo, a educação para sempre”, acrescentou.

(Crianças de uma escola pública em Bamako, Mali. Foto: ONU/Marco Dormino)  


Seguros de colheitas: BOAD concede os seus dois primeiros empréstimos

O Presidente aprovou 7 operações num montante total de 30 340 mil milhões de francos CFA


LOME, Togo, September 25, 2014 – O Conselho de Administração do Banco de Desenvolvimento da África Ocidental (BOAD) realizou a sua 94.ª sessão ordinária na terça-feira, 23 de setembro de 2014, em Lomé, sob a presidência do senhor Christian ADOVELANDE, Presidente do Conselho de Administração, Presidente do BOAD.

Após ter aprovado a ata da 93.ª reunião realizada a 24 de junho de 2014 em Dacar, o Conselho examinou e aprovou as Diretivas gerais para a atualização das perspetivas financeiras de 2014-2018, assim como a preparação do orçamento-programa de 2015-2017 do BOAD. Para além disso, o Presidente aprovou 7 operações num montante total de 30 340 mil milhões de francos CFA, aumentando para 3140,3 mil milhões de francos CFA o montante global dos financiamentos a médio e longo prazos correspondendo a 721 projetos. Um novo empréstimo a curto prazo, cujo montante se eleva a 27 mil milhões de francos CFA, aumenta o montante acumulado dos financiamentos a curto prazo para 174,1 mil milhões de francos CFA.

As propostas de empréstimo aprovadas referem-se às seguintes operações:

• Financiamento parcial do Projeto de apoio à Companhia nacional de seguros agrícolas do Senegal para a criação de um produto de seguro de colheitas das culturas de algodão e milho (o PA-CNAAS). O objetivo global do projeto é reduzir a vulnerabilidade dos produtores de algodão e de milho, colocando à disposição um produto de seguros que cobre várias fases da produção. Este produto deveria permitir a concessão de créditos insumos num montante de 22 mil milhões de francos CFA a 40 000 produtores. Montante do empréstimo: 1090 milhões de francos CFA.

• Financiamento parcial do Projeto de apoio à Mútua de seguros agrícolas do Benim para a criação de um produto de seguro de colheitas das culturas de algodão e de arroz (PA-CNAAS). Este projeto permitirá fornecer apólices de seguro de colheitas para as campanhas de algodão de 2015-2016 e 2016-2017 aos 350 000 produtores de algodão e aos 1000 produtores de arroz do Benim. Montante do empréstimo: 1089 milhões de francos CFA.

Estes dois projetos constituem as duas primeiras intervenções do BOAD no âmbito da realização do Programa de seguros de colheitas, iniciado após a crise alimentar de 2008, que teve lugar na zona da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA). Considerando que os riscos climáticos afetam de modo significativo o desenvolvimento da agricultura, o Banco financiou de 2010 a 2012 um estudo de viabilidade para a realização de um mecanismo de seguros de colheitas nos países da UEMOA. Este estudo constatou a viabilidade dos seguros de colheitas nesta zona, especialmente no Benim e no Senegal, que dispõe de dados e de companhias de seguros dedicadas aos seguros de colheitas. O BOAD ajudará os outros seis Estados da UEMOA a reforçar a fiabilidade dos dados agrícolas e meteorológicos e a instaurar um quadro constitucional indispensável para o futuro do seguro agrícola.

• O financiamento parcial do projeto de pavimentação de vias urbanas nas cidades de Abomei-Calavi (fase 2), Athiémé, Avrankou, Azovè, Kérou, Malanville, Zogbodomey e da construção de uma ponte sobre a travessia lagunar de Djonou entre Cocotomey e Womey (Benim). Para além da melhoria da circulação, o projeto permitirá também promover o melhoramento do ambiente urbano, ao reduzir em 50% a prevalência das doenças ligadas à insalubridade. Montante do empréstimo: 20 mil milhões de francos CFA.

• O financiamento parcial do projeto de extensão das capacidades da unidade de transformação das favas de cacau da Sociedade Ivory Cocoa Products (ICP) SA em San Pedro (Costa do Marfim). Trata-se de aumentar a capacidade nominal de transformação da unidade industrial da ICP SA de 24 000 para 48 600 toneladas de favas de cacau por ano, ou seja, o equivalente a 38 880 toneladas de produtos acabados por ano. Montante do empréstimo: 2 mil milhões de francos CFA.

• Empréstimo a curto prazo a favor do Estado do Benim para o financiamento parcial da campanha do algodão de 2014-2015. Esta operação destina-se a apoiar o Benim nos seus esforços para produzir 367 340 toneladas de algodão, ou seja, um aumento de 20% em relação à campanha precedente. Ela constituirá a terceira intervenção sucessiva do BOAD em benefício das campanhas de algodão do Benim. Montante do empréstimo: 27 mil milhões de francos CFA.

O Conselho de Administração autorizou igualmente as participações no capital social das seguintes entidades:

• a Sociedade de Promoção e de Participação para a Cooperação Económica (PROPARC). No quadro do aumento do capital social da PROPARC, o BOAD assumirá uma participação suplementar de 1161 mil milhões de francos CFA (1 770 613,2 euros).

• a companhia aérea regional ASKY. O BOAD aumentará a sua participação, num montante de 3 mil milhões de francos CFA, no âmbito do aumento do capital social da companhia para 25 mil milhões de francos CFA.

• a companhia Air Côte d’Ivoire. O BOAD terá uma participação de 2 mil milhões de francos CFA no âmbito de um aumento do capital social da Air Côte d’Ivoire de 25 mil milhões de francos CFA para 65 mil milhões de francos CFA.

Para além disso, o Conselho de Administração emitiu um parecer favorável acerca do Projeto de Plano estratégico 2015-2019 do BOAD, da Proposta de medidas para um reforço dos meios de refinanciamento do BOAD, e o estado de cobrança de créditos sobre empréstimos do BOAD a 31 de agosto de 2014.

Por último, o Conselho tomou conhecimento dos seguintes dossiês: Afetação da dotação anual ordinária a título do exercício de 2013; Relatório de execução da emissão de letras do BOAD 2014-2017; Situação a 31 de julho de 2014 da utilização dos recursos mobilizados pelo BOAD; Relatório sobre a restruturação do Grupo do Banco Regional de Solidariedade (BRS); Relatório do Comité de crédito ao Conselho de Administração após a consulta ao domicílio dos seus membros em relação à proposta de prorrogação do financiamento a curto prazo concedido à sociedade AGROPHYTEX do Senegal para a importação de insumos agrícolas; a Ata da reunião ordinária do Conselho de Ministros da UEMOA que teve lugar em Dacar a 28 de junho de 2014.

Os membros do conselho agradecem vivamente as autoridades togolesas pelo acolhimento caloroso e fraterno que lhes foi reservado, assim como as disposições materiais e organizacionais que permitiram a realização das reuniões nas melhores condições.


Feito em Lomé, a 23 de setembro de 2014

Saïdou OUEDRAOGO
Diretor de Comunicação, Marketing e Relações Públicas

Distribuído pela APO (African Press Organization) em nome da Banco de Desenvolvimento da África Ocidental (BOAD).

(fonte: West African Development Bank (BOAD)
 
 
 
 

Aprovados US $ 750,000 para evitar Ebola na G-Bissau pelo Grupo Banco Mundial

O Banco Mundial aprovou um financiamento do Governo da Guiné-Bissau para um plano de contingência de saúde que ajudaria a evitar a propagação do vírus Ebola para o país. Apesar de não ter registos de casos de Ebola, até à data, o novo financiamento de US $ 750,000 responde a um pedido urgente do governo para o financiamento de um plano de acção Ebola elaborado pelo Ministério de Saúde Pública, em colaboração com a Organização Mundial de Saúde (OMS).


De acordo com Philippe Auffret, Banco Mundial Task Team Leader do projecto, "este apoio é o financiamento de uma campanha de informação através de projetos e de financiamento existentes medidas de saúde voltadas para a comunidade do Governo, incluindo a formação de pessoal de saúde em Ebola".

"Apesar de ter concluído recentemente uma eleição bem sucedida, a Guiné-Bissau continua a ser um país frágil, que está em processo de reconstrução. Uma epidemia de Ebola ponha seriamente em risco um sistema de saúde já debilitada e uma economia que ainda está se recuperando ", disse Vera Songwe, Director do Banco Mundial para o País Guiné-Bissau.

Vera Songwe e Philippe Auffret destacou a colaboração entre o Banco Mundial e da OMS para prestar um apoio coordenado à Guiné-Bissau para cumprir os objectivos deste novo financiamento especial.