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Joseph Pulitzer

sábado, 31 de janeiro de 2015

Preparados os técnicos para trabalhar na alfabetização de adultos

O Governo da Guiné-Bissau está a preparar 17 técnicos que vão passar a trabalhar com equipamentos fornecidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e a Cultura (UNESCO) para alfabetização formal de adultos.

Policarpo Lopes, responsável nacional da UNESCO, disse à Lusa que os técnicos do Ministério da Educação estão a ser treinados por dois especialistas senegaleses para utilização de um equipamento denominado "Kit Sankoré" que consiste num computador portátil, um vídeo projetor, uma caneta interativa e programas informáticos.

Os 17 técnicos vão depois ensinar outros alfabetizadores em todas as regiões da Guiné-Bissau a utilizar aquele material para o ensino de adultos que nunca frequentaram uma escola formal.

Felipe Mati, director dos serviços de Alfabetização e Educação de Adultos, não tem o número total de guineenses que nunca estiveram numa sala de aulas, mas de acordo com dados divulgados em setembro pelo Ministério da Educação, a taxa de analfabetismo entre guineenses com mais de 15 anos é de 52,1%.

Com o recurso aos equipamentos fornecidos pela UNESCO, quem nunca tenha passado por uma escola poderá frequentar aulas nos centros de alfabetização existentes um pouco por todo país e receber conhecimentos sobre saúde, ambiente, agricultura, mares, desporto, economia, entre outras valências.

A UNESCO entregou à Guiné-Bissau cinco conjuntos de equipamento, mas para que o projeto possa chegar a todas as regiões do país, o Governo terá que adquirir mais materiais do género, notou o representante da organização.

Os que já estão disponíveis vão ser conduzidos para centros de alfabetização de adultos na capital, Bissau, e Mansoa, no centro do país.

Ligado ao computador, um projector mostra numa parede a imagem com a matéria "da aula que se quer praticar" e o aluno interage com as informações, que pode "manipular através de uma caneta", referiu Policarpo Lopes.

Há programas "sobre quase todos os assuntos" que possam ajudar um alfabetizado, acrescentou Felipe Mati, para explicar que basta que o professor queira falar sobre uma determinada matéria para puxar o conteúdo na base de dados.

"Se quiser falar sobre doenças, pode ir ao banco de dados, projectar a matéria na parede e ensinar os alunos", sublinhou, realçando que o método pode ajudar o país, por exemplo, na luta contra o vírus Ébola, que não atingiu a Guiné-Bissau, mas que preocupa as autoridades.

Há vários anos que os sucessivos governos guineenses têm vindo a levar a cabo projectos de alfabetização de adultos com apoio de países e instituições internacionais.

Em dezembro, o Ministério da Educação terminou a execução de um projeto com o apoio técnico e financeiro do governo japonês nas regiões de Gabu (Leste) e Oio (Centro).

O trabalho foi executado durante três anos em 40 centros de alfabetização.

Ao mesmo tempo, desde 2009, tem vindo a decorrer o programa Alpha TV, que consiste em ensino com o recurso à televisão e programas gravados, apoiado pela cooperação cubana.

Domingos Simões Pereira: “Guiné-Bissau vai mudar” 30-1-2015

O primeiro ministro da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, garantiu a comunidade guineense na cidade da Praia, que neste momento especial o país tem que ter um olhar nas perspectivas que assentam ao desenvolvimento e a estabilidade interna. Num discurso emocionante, e em bom crioulo, o chefe de governo daquele país irmão lusófono assegura que a Guiné Bissau “vai mudar”, contando que cada guineense faça o seu papel, nesta “corrida” de mostrar ao mundo que “podemos mudar”.



O primeiro-ministro guineense fez derramar lágrimas a muitos das centenas de pessoas que estavam presentes, com palavras de emocionar a qualquer um, seja guineense ou não. Domingos Simões Pereira deu esperanças de mudança, “sem promessas”, mas com a garantia de trabalho árduo, apontando que “é este o caminho a seguir", e o "nosso país precisa avançar”.

“Não entrei no governo a procura de emprego. Entrei porque entendo que é uma oportunidade que todos os guineenses deveriam ter para mudar a Guiné-Bissau. Temos que mostrar ao mundo que queremos mudar. Mas para isso todos nós, juntos, vamos trabalhar e dar uma nova imagem da Guiné-Bissau. Somos capazes” expressa.

Simões aproveitou também para dar os parabéns a Cabo Verde por excelentes avanços durante 40 anos. Por outro lado, disse estar “envergonhado” pelo expressivo atraso da Guiné-Bissau em sectores que considera primordiais no desenvolvimento de um país.

“Visitei várias instalações aqui em Cabo Verde e senti-me orgulhoso, mas ao mesmo tempo envergonhado por estarmos muito atrasados em relação a nosso país irmão. Portanto, por agora, não há motivos para celebrações, mas sim, trabalho a fazer”.

No final os guineenses prestigiaram o discurso com o "viva Domingos Simões Pereira, viva "Guiné-Bissau". E nós, enquanto irmãos e com uma história comum, esperamos que Guiné-Bissau consiga, a partir de agora ser um país onde a democracia, paz e união esteja sempre presente.

Domingos Simões Pereira esteve em Cabo Verde por uma visita de três dias a convite do seu homólogo José Maria Neves.
 
 
 

Delegação empresarial na G-Bissau nos próximos dias

Uma delegação empresarial cabo-verdiana deslocar-se-á à Guine Bissau nos próximos dias a fim de analisar as novas possibilidades de cooperação entre os dois países.

Este anúncio foi feito pelo primeiro-ministro José Maria Neves, no último dia da visita do seu homologo guineense, Domingos Simões Pereira, a Cabo Verde. É que os dois países, sugere José Maria Neves, não podem perder mais tempo.

Domingos Simões Pereira também partilha o ponto de visita de José Maria Neves e garante que Bissau vai um pouco atrasado.

O primeiro-ministro Domingos Simões Pereira terminou ontem uma visita de 4 dias a Cabo Verde, tendo convidado o seu homologo cabo-verdiano a visitar a Guiné-Bissau. Um convite aceite, devendo a data ser marcada por via diplomática.

Ministério da Educação exige que ULG cumpra o despacho do Governo

O Ministério da Educação Nacional (MEN) exigiu à reitoria da Universidade Lusófona da Guiné-Bissau (ULG) o cumprimento escrupuloso do despacho numero 9 da Secretaria de Estado do Ensino Superior e Investigação Científica, que determina a suspensão dos cursos de formação de Enfermagem Superior, Engenharia Informática e Direito, administradas nesta instituição privada de ensino superior.


 
Numa carta enviada ao Reitor da ULG que a PNN consultou, datada de 29 de Janeiro e assinada pelo secretário de Estado do Ensino Superior e Investigação Cientifica, Fernando Dias, o Governo convidou a ULG a trabalhar em colaboração com o MEN, justificando ser desejável ver instituições de ensino superior a funcionarem com maior normalidade e a pautarem-se pela excelência académica, o que pode resultar em ganhos para a Guiné-Bissau.

Por outro lado o Executivo, através daquela Secretaria de Estado, informou a Reitoria da Universidade sobre a suspensão, de forma temporária, de todas as acções desta instituição, incluindo a autenticação dos diplomas certificados emitidos pela ULG e ainda a apreciação dos seus assuntos, até que seja encontrada uma solução adequada ao caso.

Assim, o Governo adverte a ULG para que, no caso de não observância do conteúdo do despacho em causa, a Secretaria de Estado do Ensino Superior e Investigação Científica se reserva no direito de agir em conformidade com o artigo 23.º da Lei do Ensino Superior e Investigação Cientifica.

Perante esta realidade, o Governo acusou a reitoria da ULG de uma atitude de desacato e confrontos com as autoridades encarregues da gestão do sistema de ensino no país, quando em público, durante uma conferência de imprensa, apelou aos seus estudantes a continuarem as suas actividades, o que o Executivo classificou como uma postura contrária à busca de soluções para as irregularidades constatadas na Universidade Lusófona da Guiné-Bissau.

«Esta medida não está provida de má-fé, pretendendo somente chamar a atenção para o perigo que constitui a continuidade de certos cursos, tendo por isso emitido a suspensão dos mesmos, onde se trata de irregularidades que poem em causa a qualidade de formação ministrada nesta instituição, com consequências que podem ser nefastas na vida profissional dos estudantes», lê-se do documento.

A terminar, o Ministério da Educação disse que as medidas do Executivo foram previamente do conhecimento da Reitoria da ULG nos encontros e reuniões sobre o assunto antes da sua aplicação na prática.
 
 
 
 

Assinados quatro acordos de cooperação

Cabo Verde e a Guiné-Bissau assinaram quatro acordos de cooperação esta quinta-feira, 29 de Janeiro, na Cidade da Praia, no final da visita de três dias ao arquipélago do Primeiro-ministro guineense, Domingos Simões Pereira.

Promoção e protecção recíproca de investimentos, disponibilização recíproca de imóveis para instalação das respectivas missões diplomáticas, estabelecimento de mecanismo de consultas políticas e de cooperação, consultas bilaterais e o acordo geral de amizade e cooperação, foram os instrumentos jurídicos assinados na presença dos Primeiros-ministros guineense, Domingos Simões Pereira, e cabo-verdiano, José Maria Neves.

José Maria Neves aceitou o convite de Domingos Simões Pereira para visitar a Guiné-Bissau, devendo as datas ser acordadas por via diplomática.

O comunicado final da visita destaca que os dois primeiros-ministros regozijaram-se pelo nível actual das relações políticas existentes entre os dois países e pelas amplas perspectivas que se abrem para o seu aprofundamento.

Tanto Domingos Simões Pereira como José Maria Neves confirmaram o compromisso de privilegiar, nesta nova fase, os domínios económico e empresarial, a reforma do Estado e da Administração Pública, a formação profissional, os agro-negócios, as pescas, as energias renováveis, o turismo e os transportes marítimos e aéreos.

Os dois governantes manifestaram a sua preocupação em relação à situação de instabilidade na Nigéria, Burkina Faso, República Centro-Africana, Níger e Costa do Marfim, defendendo a resolução pacífica dos conflitos com o apoio inclusive da União Africana.

Manifestaram a sua preocupação em relação à crescente ameaça de terrorismo internacional na Nigéria, e reafirmaram o apoio aos esforços da comunidade internacional na luta contra o terrorismo, o tráfico de drogas, de seres humanos e outros crimes transfronteiriços.

O comunicado destacou ainda o apelo dos dois Governos à continuação e reforço do apoio da comunidade internacional à Guiné-Bissau, no quadro da mesa redonda com os parceiros de desenvolvimento do país, marcada para 25 de Março em Bruxelas, bem como a vontade de continuarem a trabalhar para a integração dos imigrantes em cada um dos países.
 
 
 
 

Detenções de manifestantes anti-CAN na Guiné Equatorial, país membro da CPLP

Os Estados Unidos exprimiram a sua "profunda preocupação" pelas detenções de cidadãos equato-guineenses que protestam contra os gastos feitos pelo seu Governo para acolher o Campeonato Africano das Nações (CAN) em curso na Guiné Equatorial.


 
Celestino Okenve, membro do partido da oposição União Popular, e Antonio Nguem, foram detidos a 14 de janeiro último, e Miguel Mbomio foi preso a 16 do mesmo mês. Eles foram acusados de distribuir ou possuir literatura que apela para um boicote público pacífico dos jogos do CAN.

Os três indivíduos foram detidos preventivamente na cidade continental de Bata, apesar de nenhuma acusação oficial ser feita contra eles.

"Estamos igualmente preocupados, segundo vários relatos, pelo facto de que um dos reclusos teria sido agredido pela Polícia durante a sua detenção e estas pessoas não foram autorizadas a ser assistidas por um advogado", declarou quinta-feira o Departamento de Estado norte-americano.

"Okenve, Nguema e Mbomio foram detidos sem inculpação durante mais das 72 horas permitidas pela lei na Guiné Equatorial e devem ser libertos imediatamente", indicou o comunicado.

"Nós pedimos ao Governo da Guiné Equatorial para garantir tratamento humano das pessoas detidas, em conformidade com a Constituição da Guiné Equatorial e o Pacto Internacional relativo aos Direitos Civis e Políticos que a Guiné Equatorial ratificou", sublinhou.

"Nós apelamos igualmente às autoridades do Governo equato-guineense para se conformar com as proteções oferecidas a todos os cidadãos equato-guineenses que, em virtude da lei neste país, têm direito à proteção contra as detenções arbitrárias e a garantias de julgamento equitativo, incluindo o direito a um advogado. Eles têm direito de ser informados sobre as acusações contra eles e têm direito a um julgamento rápido ou à libertação no prazo prescrito pela lei", declarou o Departamento de Estado.

A 30ª edição do CAN bienal iniciou a 17 de janeiro último na nação da África Central e continuará até 8 de fevereiro de 2015.

A Guiné Equatorial foi escolhida como anfitriã de emergência depois de Marrocos retirar-se por receio da doença do vírus do Ébola.
 
 
 
 

24 toneladas de donativos a desalojados no Fogo, de Portugal

A Embaixada de Cabo Verde em Lisboa, a UCCLA (União das Cidades Capitais da Língua Portuguesa) e várias entidades públicas e privadas vão enviar 24 toneladas de doativos para os desalojados da Chã das Caldeiras devido à erupção do Vulcão na ilha.


 
Para a embaixadora de Cabo Verde em Portugal, Madalena Neves, foi muito positiva a resposta de várias entidades nesta fase de emergência e continuam a funcionar pontos de recolha, como em Lisboa, no Quartel dos Bombeiros de Marvila.

A par desta iniciativa, a diplomata declarou que "foi lançado outro movimento com a rede de cooperação intermunicipal através da Câmara de Odivelas, já na perspectiva da fase de recuperação".
 


Somente em Junho os voos entre C-Verde e G-Bissau

A transportadora aérea cabo-verdiana só vai retomar os voos para a Guiné-Bissau em junho, no quadro de uma reestruturação que vai expandir, na mesma altura, as frequências para o Recife (Brasil) e Providence (Estados Unidos).



A indicação veio do próprio presidente dos Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV), João Pereira Silva, que, citado hoje na imprensa cabo-verdiana, não deu qualquer indicação sobre as razões do "adiamento" da retoma dos voos para a capital guineense, suspensos desde 03 de abril de 2013.

Os primeiros-ministros cabo-verdiano, José Maria Neves, e guineense, Domingos Simões Pereira, garantiram, no final de uma visita oficial que o segundo efetuou de terça a quinta-feira a Cabo Verde, que o reinício dos voos entre as duas capitais estaria para breve.

Em junho, os TACV vai também aumentar as frequências para Portugal e as rotas domésticas vão passar a contar com 50 conexões semanais, incluindo voos diários diretos da Cidade da Praia para seis ilhas - Fogo, Maio, Boavista, Sal, São Nicolau e São Vicente. As da Brava e de Santo Antão não dispõem de aeródromo ou aeroporto.

Segundo João Pereira Silva, o desenho do novo "hub" da companhia aérea vai apoiar-se na Cidade da Praia, oferecendo ligações dos destinos da Europa - Lisboa, Madrid, Milão e Paris - para Fortaleza e Recife, ambas no Brasil.

As ligações à África Ocidental também vão sofrer um incremento, com a retoma dos voos para Bissau, que se juntarão às já existentes para Dacar (Senegal).

João Pereira Silva explicou que o novo desenho de rotas é um "passo ousado", mas que, ao incluir novas cidades e novos voos na sua oferta, a empresa ganha "vivacidade" e expande a sua oferta.

Os TACV, acrescentou, vão trabalhar nas novas ligações com novos parceiros - ministérios das Infraestruturas, das Finanças e do Turismo, ASA, Agência da Aeronáutica Civil e Gabinete do Primeiro-Ministro - com o objetivo de criar o "Hub" Cabo Verde.

"Ao mesmo tempo, mantemos o nosso objetivo de desempenhar um papel central no setor da aviação na nossa sub-região", argumentou, salientando que será a expansão internacional que irá facilitar ligações em apoio aos negócios e ao turismo e permitirá à diáspora visitar o arquipélago mais vezes.

Os bilhetes para os novos destinos começaram a ser vendidos sexta-feira para as operações que começam a 01 de junho. 
 
 
 
 

ONU: O MAIOR APELO DA HISTÓRIA

A Organização das Nações Unidas lançou, nesta quinta-feira (29), o maior apelo humanitário da história.


Seu objectivo é financiar as respostas de ajuda para ameaças globais que vem “perseguindo crianças de formas nunca antes vistas”, colocando-as frente a situações de risco de violência, fome, doenças e abusos. A Acção Humanitária para as Crianças, orçada em 3,1 bilhões de dólares, pretende ajudar 62 milhões de crianças em risco em 71 países ao redor do mundo, vítimas de conflitos cada vez mais destrutivos, desastres naturais ou outras ameaças, como a epidemia do ebola.

“Seja nas manchetes ou fora dos olhos do mundo, emergências causadas por fracturas sociais, alterações climáticas e doenças estão atingindo as crianças de uma maneira que eu nunca vi antes”, declarou a directora de emergência do Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF), Afshan Khan.

Dentre os destinos do recurso, 903 milhões de dólares serão destinados para a ação humanitária na Síria, protegendo as crianças em risco e salvando vidas por meio de imunizações, água potável, saneamento e educação.

Conflitos na Ucrânia e na Nigéria, que causaram crises humanitários e deslocamentos, receberão quase 60 milhões de dólares para o financiamento da ajuda. Missões de resposta às “crises subfinanciadas e esquecidas”, como Afeganistão, o território ocupado da Palestina e Níger também são alvos dos recursos da acção deste ano.

O UNICEF também pretende acelerar o trabalho nas comunidades afectadas pelo vírus ebola, e fez um apelo de 500 milhões de dólares para financiar o projecto. O dinheiro será usado para ampliar os esforços para isolar e tratar todos os casos, prevenir novos surtos e comportamentos saudáveis para evitar a propagação da doença. A meta para 2015 é chegar a zero casos do ebola e apoiar a revitalização dos serviços sociais básicos.

Os 71 países alvos da ajuda humanitária do UNICEF são escolhidos por causa da escala de suas crises e pelo seu impacto sobre as crianças. Segundo Khan, “este apelo irá atingir as crianças mais vulneráveis, onde quer que estejam”.




sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Mulher; Mãe; Lutadora

Hoje dia nacional da mulher guineense, todas são Titina Sila



Afrimarket, programa de captação de recursos

O tamanho da contribuição de "laranja" para o programa de captação de recursos iniciada por Afrimarket não foi divulgado, mas o investimento vem meses depois de o operador do presidente e chief executive officer (CEO) Stéphane Richard anunciou as duas empresas tinham entrado em uma parceria comercial.


Além do investimento, Orange vai participar no desenvolvimento do Afrimarket através da partilha de conhecimento do mercado e outros benefícios de sua marca forte.
Afrimarket facilita transferências de dinheiro sob a forma de "cash-to-mercadorias" que permitem aos indivíduos na Europa para pagar diretamente por bens ou serviços quotidianos em pontos de venda parceiros para contactos que vivem na África.
 
Laranja disse que este tipo de serviço tem crescido em um dos segmentos mais promissores do mercado internacional de transferência de dinheiro, e que a sua decisão de assumir uma participação minoritária na empresa refletiu a sua nova estratégia de financiamento de startups através de veículos como a Orange Digital Ventures.
 
Pierre Louette, vice-CEO da Orange, disse: "Afrimarket é uma startup na fase de desenvolvimento, com uma oferta original e promissor. É um bom exemplo do tipo de projecto que o nosso novo fundo laranja Digital Ventures está interessado em investir. Estamos completando iniciativas de inovação da Orange existentes aberto, como o laranja Fab ".
Disrupt África relatado no início desta semana sobre o lançamento do fundo Digital Ventures:
A empresa destinou 20 milhões de euros (US $ 22,4 milhões) para o fundo em seu primeiro ano, e disponibilizado para qualquer país em que está presente.
Isso inclui 17 países africanos, nomeadamente Botswana, Camarões, Costa do Marfim, Egito, Guiné Equatorial, Guiné-Bissau, Guiné Conakry, Quénia, Madagáscar, Mali, Marrocos, Maurícias, Níger, República Centro-Africano (CAR), República Democrática do Congo ( RDC), Senegal e Tunísia.
 
Laranja Digital Ventures incidirá, nomeadamente, sobre startups nas áreas de comunicação, a conectividade, nuvem, os pagamentos, a Internet das Coisas e big data, os serviços de saúde e de segurança.
Laranja é a mais recente operadora a anunciar o desejo de investir em startups africanas tecnologia. Millicom em outubro lançou o US 10 milhões dólares Foundation Millicom , destinado a apoiar os inovadores digitais em África e na América Latina, enquanto a empresa programa acelerador "pensar" , lançada em Kigali, Ruanda.
 
Liderando operadora queniana Safaricom lançou um fundo de investimento em US $ 1 milhão destinado a apoiar startups TIC móveis, enquanto Airtel lançou 'catapulta-a-Startup " na Nigéria, que vai ajudar os desenvolvedores de aplicativos móveis na ampliação de seus negócios.



 

Empresariado de Cabo Verde visita a G-Bissau

Uma delegação composta por entidades governamentais e empresários cabo-verdianos desloca-se dentro de dias à Guiné-Bissau para analisar novas possibilidades de cooperação entre os dois países, noticiou o jornal cabo-verdiano A Semana.


 
O primeiro-ministro José Maria Neves disse quinta-feira que a educação, saúde e alimentação são as áreas prioritárias desta missão cabo-verdiana em terras guineenses, momentos depois de ter assinado com o seu congénere da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, uma série de protocolos que vão balizar as futuras parcerias entre os dois países.

José Maria Neves disse que os dois países não podem perder mais tempo e devem, desde já, “relançar a cooperação nas mais diversas áreas”, sendo o primeiro passo nesse sentido o envio da delegação governamental e empresarial “para dar continuidade a estas medidas que adoptámos e, em conjunto com as autoridades da Guiné-Bissau, analisar as novas possibilidades de cooperação.” Antes de terminar a visita a Cabo Verde, Pereira convidou o primeiro-ministro José Maria Neves a visitar a Guiné-Bissau, convite prontamente aceite.
 
 
 
 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Despertar para a crise Centro-Africana

Representantes humanitários da ONU na República Centro-Africana (RCA) apelam por mais protecção às comunidades de deslocados na cidade de Batangafo, no norte do país.



Nesta localidade, agências de ajuda trabalham incessantemente para diminuir o sofrimento das pessoas, que fogem dos embates na região para a cidade em busca de abrigo. Mais de 30 mil pessoas deslocadas já chegaram à cidade, que recebe um fluxo diário de mais de 100 pessoas, segundo o Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

Em sua visita à localidade, a coordenadora humanitária do OCHA, Claire Bourgeois, frisou a necessidade urgente de restaurar a autoridade do Estado na cidade, e a proteção e segurança dos civis que sofrem o risco de novos ataques na região.

“Isso ajudará a conter o fluxo diários de centenas de deslocados internos que chegam ao local em busca de segurança; facilitará o retorno para os seus locais de origens; e ao mesmo tempo, permitirá os atores humanitários a alcançar as pessoas em necessidade em áreas onde as actividades que foram interrompidas por questões de segurança”, disse Bourgeois.

Além da representante do OCHA, a delegação contou com a presença de representantes do Ministério de Assuntos Humanitários, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), do Fundo de População da ONU (UNFPA), a agência da ONU para refugiados (ACNUR), a Organização Mundial da Saúde (OMS) e outros parceiros humanitários que avaliaram as necessidades prioritárias dos deslocados.

“O mundo precisa acordar para a enorme crise na RCA. Essa é uma das emergências humanitárias mais graves do mundo. Precisamos urgentemente de acção e mais compromisso. Acção para proteger civis deve ser a principal prioridade para todos os actores”, disse Bourgeois.

O apelo da máxima representante do OCHA acontece após o pedido do ACNUR por 331 milhões de dólares para continuar a prover ajuda aos 450 mil refugiados da RCA que lutam por sua sobrevivência na região.


(As tensões na República Centro-Africana entre grupos armados na área de Batangafo estão provocando um fluxo de novos deslocamentos. Foto: OCHA/Gemma Cortes) 


A nova 'Student senhorita Moscow'

Uma estudante da Universidade de Plekhanov, é a nova 'Student senhorita Moscow'


Esta semana teve lugar em Moscovo concurso de beleza "Senhorita Estudante de Moscou" de 2015. No evento final passaram 22 alunas de universidades metropolitanas, mas a vitória foi para Darya Kadenkovoya Universidade de Economia Plekhanov nome russo. O anúncio foi feito pela revista "Moskovsky Komsomolets".

Em diferentes fases do concurso as meninas tiveram que concorrer com a sua própria apresentação artística, assinando o "cartão de visita para a faculdade".
Sabe-se que o júri não eram apenas estrelas russas de show business, mas também pessoas de negócios, incluindo diplomatas do Burundi, Djibuti, Guiné-Bissau, Benin e Ruanda.

O prémio para a vencedora do concurso foram as chaves para um apartamento em Moscou. As vencedores nas outras categorias foram pessoalmente seleccionadas pelo júri. Por exemplo, o prémio "Senhorita Grazia" foi apresentado ao representante da Embaixada do Ruanda, e "Senhorita Scholarship" à Embaixada da Guiné-Bissau. Além disso, as embaixadas de Ruanda e Guiné-Bissau ofereceram um visto livre ao seu país para todos os concorrentes.

O concurso anual "Student senhorita Moscou" foi realizada este ano pela 13ª vez. No ano passado, o título da mais bela estudante recebeu o Student Financial Universidade de Moscou, sob o Governo da Rússia, Angelica Glukhova.

África: Controlo das concentrações na África

Muitos países africanos adoptaram legislação direito da concorrência, a fim de melhorar as condições de mercado e atrair investidores.


Estes regimes diferentes de um país para outro, dependendo de história, a cultura, o desenvolvimento económico do país, e se o seu sistema legal é baseado na lei comum ou de direito civil. Enquanto a maioria dos regimes de concorrência africanos contêm regras que abordam práticas anti competitivas (como práticas concertadas, abusos de posição dominante e auxílios estatais desleal), a legislação nem sempre prever um regime de controlo das concentrações.

A maioria dos regimes de concorrência foram introduzidas nos últimos 15 anos, e alguns ainda estão em um estágio inicial de desenvolvimento. Alguns continuam a exigir a aplicação das regras e instituições a serem introduzidas, a fim de ser totalmente eficaz.

Vários países africanos formaram comunidades regionais que têm tarefas supranacionais, como a promoção de áreas de livre comércio e do desenvolvimento de uniões monetárias ou aduaneiras. Algumas dessas organizações também têm o poder de controlar as fusões e concentrações que ocorrem no território dos seus Estados membros.

Do ponto de vista do controlo das concentrações, as organizações regionais mais importantes são a Communauté Economique et de l'Afrique Monétaire Centrale (CEMAC), o Mercado Comum da África Oriental e Austral (COMESA), e da União Econômica e Monetária Ouest Africaine (UEMOA):

CEMAC inclui Camarões, República do Congo, Gabão, Guiné Equatorial, República Centro-Africano e no Chade.

COMESA inclui Burundi, República Democrática do Congo, Egipto, Eritreia, Etiópia, Quénia, Líbia, Madagáscar, Malawi, Maurícias, Ruanda, Sudão, Suazilândia, Uganda, Zâmbia e Zimbabwe.

UEMOA inclui Benin, Burkina Faso, Costa do Marfim, Guiné-Bissau, Mali, Níger, Senegal e Togo.

Como resultado das diferentes culturas jurídicas entre os seus membros respectivos estados, os regimes de controlo das concentrações impostas por essas organizações têm diferentes âmbitos e bases conceituais. Eles diferem de um ponto de vista processual em se existe controle voluntário ou obrigatório, autoridades regionais ou tribunais encarregados do controle e fiscalização prévia ou posterior das concentrações. Eles também diferem, em substância, em relação a limites, critérios de controle, remédios e sanções. Às vezes até mesmo dentro da mesma organização regional, as legislações nacionais de controlo das concentrações de seus Estados membros são baseadas em conceitos totalmente diferentes.









ONU priva Quirguistão e salva G-Bissau de direito de voto por causa de dívidas

A Assembleia Geral das Nações Unidas privou sete países, incluindo o Quirguistão, o direito de voto na organização devido à falta de pagamento das contribuições dos associados. O site oficial da Organização das Nações Unidas relata.


Como se observa, em conjunto com o Quirguistão, Macedônia, Granada, Ilhas Marshall, Tonga, Vanuatu e Iêmen são desprovidos de vozes. Inicialmente, a lista incluía Ruanda, mas mais tarde soube-se que o país tem de pagar o montante exigido.

Esclarece-se que os países, privados do direito de voto na Assembleia Geral, cair sob o artigo 19 da Carta das Nações Unidas, como as suas dívidas "eram iguais ou ultrapassaram o valor das quotas para dois anos completos." A excepção, neste caso, é fornecido apenas para os países que não conseguiram fazer pagamentos em vigor para além de suas circunstâncias.

Por exemplo, a Guiné-Bissau e Somália têm dívidas no pagamento da anuidade, mas salvou o direito de voto, porque a organização considerou que a sua capacidade de pagamento está fora de controle.

Todos os países têm diferentes quantidades de dívida a ser reembolsado. Em particular, para a restauração dos direitos de voto, Quirguistão deve pagar 6731 dólares. O maior pagamento mínimo - mais de US $ 1,2 milhões - Somália. Em seguida, segue Comores (862 mil), São Tomé e Príncipe (805 mil) e Guiné-Bissau (373.000). Iémene tem de transferir quase US $ 70 milhões e Macedónia - 24,600 dólares.
 
 
 

Campeonatos na G-Bissau arrancam este fim de semana

Os campeonatos de futebol da Guiné-Bissau têm arranque agendado para este fim de semana, disse hoje à Lusa o segundo vice-presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau, Carlos Mendes Teixeira.


No novo formato, 14 equipas farão parte da primeira divisão e 25 da segunda, que será dividida em três séries, desaparecendo a terceira divisão, num formato decidido no último congresso da federação, realizado no princípio deste mês.
Até aqui, a primeira divisão comportava 10 clubes e a segunda 12, enquanto a terceira divisão era disputada por 15 clubes.
O grosso dos clubes do último escalão transitam para a segunda divisão, referiu Carlos Teixeira, dirigente da federação responsável pela pasta do futebol, devendo as zonas norte e sul comportarem oito equipas, enquanto a centro terá nove formações.
Como atrativo para a nova época, Carlos Teixeira disse que a federação está a trabalhar no sentido de proporcionar jogos no período da noite, desde que o governo disponibilize apoios nesse sentido.
A federação aguarda o desbloqueamento da subvenção anual por parte do governo e espera também por uma resposta sobre o pedido de ajuda financeira para policiamento dos jogos, sem que os clubes paguem.
"Com estes apoios do governo, seguramente que vamos ter um campeonato competitivo e atrativo", concluiu.
A federação foi ainda mandatada para passar a organizar os campeonatos das primeira e segunda divisões de futebol feminino e dos escalões de formação (juniores e juvenis), competência que estava entregue à Liga Guineense de Clubes de Futebol desde 2008.


(foto: Gaspar Castro - Sapo)

Portugal: Laboratório e equipas para a Guiné-Bissau em Fevereiro

"O laboratório servirá para despistagem, caso haja algum caso suspeito, e haverá equipas médicas e de logística, em rotação, para o gerir e dar formação" aos profissionais guineenses.



O vírus continua afastado, mas há fragilidades, como a falta de um laboratório para análises ao sangue de pessoas suspeitas de estarem infetadas: se um dia for necessário avaliar um caso desta forma (o que ainda não aconteceu), as amostras têm que ser enviadas para Dacar, capital do Senegal.

Neste cenário, a demora na obtenção de resultados pode comprometer a contenção do vírus.

Perante o contexto, Portugal assumiu o compromisso de disponibilizar uma parcela de 200 mil euros para combate ao Ébola a entregar à Organização Mundial de Saúde (OMS) e atribuir outra fatia de 550 mil euros para aquisição e instalação de um laboratório e mobilização das respetivas equipas médicas, explicou o embaixador de Portugal em Bissau.

Um anúncio preliminar foi feito pelo governo português em dezembro, só faltava saber os detalhes e a data de chegada, que está prevista para fevereiro, acrescentou.

As primeiras equipas estão prontas, mas a aquisição do laboratório "levou um pouco mais de tempo do que esperávamos".

A unidade vai ficar instalada na capital e vai ser gerida por equipas em rotação de médicos portugueses e equipas de logística.

"Vão gerir e dar formação" a profissionais de saúde guineenses, "até que já não seja necessário enviar mais grupos de Portugal", referiu António Leão Rocha.

Desde o início do surto de Ébola na África Ocidental, há cerca de um ano, já morreram perto de 8.500 pessoas, essencialmente na Serra Leoa, Libéria e Guiné-Conacri.

Nos três países, o número de infetados já ultrapassou os 20.000, segundo números da OMS.

Apesar do perfil assustador do vírus e da relativa proximidade com as zonas afetadas, o embaixador de Portugal na Guiné-Bissau disse à Lusa que se sente seguro na capital do país lusófono.

"Confesso que sim, que me sinto seguro. E as autoridades estão hoje mais bem preparadas se for preciso enfrentar o vírus Ébola", concluiu.
 
 
(foto: lusa)
 

Domingos Simões Pereira, conclui visita a Cabo Verde

O Primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, conclui hoje a sua visita oficial de três dias a Cabo Verde, com a assinatura de uma série de acordos e memorandos.


 
No último dia da visita, Domingos Simões Pereira vai conhecer o trabalho que tem sido desenvolvido pelo Núcleo Operacional da Sociedade de Informação (NOSI), a empresa de produção de medicamentos Impharma e a Escola de Hotelaria e Turismo de Cabo Verde.

No período da tarde, depois da assinatura dos acordos de cooperação, o Primeiro-ministro terá um encontro com a comunidade guineense na Cidade da Praia.

Na quarta-feira, 28 de Janeiro, o Chefe do Governo guineense esteve nas ilhas de São Vicente e Boa Vista. Em São Vicente Domingos Simões Pereira visitou empresas como a Enapor (portos), a Cabnave (estaleiros navais), a Moave (moagem) e a Frescomar (transformação de pescado).

No final das visitas o governante guineense manifestou-se impressionado, dizendo que não tinha consciência do que se passava em Cabo Verde.

Ficou aberta a possibilidade de cooperação no sector dos transportes marítimos, com a hipótese de o navio Praia d´Aguada, actualmente nos estaleiros navais, passar a fazer a ligação entre os dois países uma vez por mês.

Domingos Simões Pereira admitiu ainda que a Guiné-Bissau deverá beber da experiência autárquica de Cabo Verde.

A visita de Domingos Simões Pereira a Cabo Verde permitiu aos dois países retomarem formalmente as relações de cooperação, que foram suspensas com o golpe de Estado de 12 de Abril de 2012 na Guiné-Bissau, protagonizado pelo general António Indjai.
 
 

Dia Nacional da Mulher Guineense. No próximo 30 de Janeiro

A Guiné-Bissau assinala esta sexta-feira, 30 de Janeiro, o Dia Nacional da Mulher Guineense.


A data é comemorada com varias iniciativas, palestras, workshops, a Comissão das Mulheres de Segurança, cuja cerimónia de abertura foi conduzida esta quinta-feira pelo secretário de Estado da Ordem Pública, Doménico Sanca.

Falando à PNN durante a cerimónia, o governante disse que a iniciativa tem como objectivo recuperar algumas produções intelectuais sobre a participação das mulheres no contexto da segurança pública guineense, a partir da independência, focando a inserção e representatividade das mulheres nas corporações das forças e serviços de segurança nacional.

Neste sentido, Sanca sublinhou que a presença das mulheres nas fileiras da guerrilha, nos serviços militares, de saúde, no apoio às áreas de retaguarda, embora na frente de um movimento de libertação muitas destas mulheres actuavam mesmo como guerrilheiras em situação de combate.

Ele destacou, por outro lado, que a figura do homem deveria ser partilhada pela mulher, o que se acabou por reflectir na esfera das forças e serviços de segurança.

«Desta forma fica evidente que a mulher foi requisitada buscando suprir a deficiência de pessoal nas áreas técnicas e administrativas», referiu.

Doménico Sanca disse ainda que o papel da mulher se encontra de três formas nas forças e serviços de segurança, nomeadamente nas relações sociais entre sujeitos policiais, articulação entre o papel desenvolvido pela mulher e a transformação das relações entre superior e subordinado mulher/homem, como também nos circuitos hierárquicos que conferem à mulher agente e todas as prorrogativas advindas dos postos e graduação ocupados ao longo das suas carreiras.

A cerimónia de celebração desta data vai ser conduzida pelo Presidente da República José, Mário Vaz, na «Praça Titina Sila», com a inauguração de uma estátua com o seu nome nesta mesma localidade.

(Carmem Pereira; Titina Sila; Francisca Pereira)

Portugal retoma bolsas para alunos do ensino secundário da Guiné-Bissau

Portugal vai retomar este ano um programa de bolsas de estudo para que jovens da Guiné-Bissau possam estudar no ensino secundário em Portugal, adiantou à Lusa o embaixador português na capital guineense, António Leão Rocha.



Portugal vai retomar este ano um programa de bolsas de estudo para que jovens da Guiné-Bissau possam estudar no ensino secundário em Portugal, adiantou à Lusa o embaixador português na capital guineense, António Leão Rocha.

"Ao nível do ensino secundário houve um interregno [na atribuição de apoios] e agora vamos retomar o programa com 60 bolsas" para o próximo ano letivo, 2015/16, referiu o diplomata, em entrevista a agência Lusa.

O programa ficou suspenso depois do corte de relações entre os dois países devido ao golpe de estado de abril de 2012.

O relacionamento voltou à normalidade com a eleição de novas autoridades, no último ano.

Ao longo daquele período manteve-se apenas a atribuição de bolsas para o ensino superior, com nove alunos apoiados em 2014 - quatro dos quais vão beneficiar este ano de renovação de bolsa a juntar a outras 12 novas, por entregar.

António Leão Rocha apresentou cartas credenciais ao Presidente da República da Guiné-Bissau a 05 de dezembro (apesar de estar em funções diplomáticas no país desde abril de 2014) e na primeira entrevista como embaixador mostrou-se confiante na "estabilidade politica" conquistada no país.

Portugal está a apoiar as novas autoridades com um programa a seis meses para atender "às prioridades de curto prazo na saúde, educação e desenvolvimento rural" e em breve começará a ser preparado um "plano estratégico de cooperação a três anos".

Além do entendimento entre os dois governos, o diplomata acredita que ao nível na iniciativa privada, em 2015, haverá missões empresariais portuguesas em solo guineense - depois de em 2014 ter sido cancelada uma das visitas anunciadas por causa de a TAP não ter retomado os voos para Bissau.

A ligação aérea foi suspensa em dezembro de 2013 quando as autoridades guineenses do período de transição (nomeadas depois do golpe de 2012) obrigaram a tripulação a levar cerca de 70 passageiros ilegais para Lisboa.

No último ano, após eleições na Guiné-Bissau, os governos dos dois países chegaram a acordo sobre novas condições de segurança, a TAP anunciou que os voos recomeçavam em outubro, mas comunicou depois que não havia condições para os retomar, sem dar mais explicações.

"Sabemos que haverá dificuldades da TAP em cobrir os voos", mas "também não recebi explicações", disse António Leão Rocha.

De qualquer forma, o diplomata acredita que a ligação será retomada: "espero que sim, é a expetativa que todos temos, inclusive o governo de Portugal".

Nos planos para 2015, o novo embaixador pretende dinamizar o Centro Cultural Português em Bissau, depois de um período com poucas atividades no cartaz cultural aberto ao público.

Segundo António Leão Rocha, a situação acabou por ser reflexo do afastamento entre os dois países a seguir ao golpe de 2012, mas neste ano o espaço vai conhecer "uma nova dinâmica", concluiu.
 
 
(foto: net)
 
 

Primeiro site do Sport Bissau e Benfica

A Direcção do Sport Bissau e Benfica anuncia oficialmente o lançamento do site do clube e convida todos os amantes de desporto a visitar a nossa casa virtual.


É uma honra para nós ser o primeiro clube guineense a ter um site próprio.

Como preâmbulo aqui fica a mensagem do nosso Presidente:


Sejam todos bem-vindos ao nosso site.

O nosso projecto cresce, dia após dia, para a nossa Direcção é mais uma realização das muitas que já conseguimos e das imensas que queremos conquistar. Sabemos que o caminho faz-se caminhando, estamos a trabalhar em prol do nosso Clube, em prol do nosso País e da nossa Sociedade.

Queremos contribuir para o desenvolvimento do futebol guineense, estamos a trabalhar para ajudar o desenvolvimento da nossa juventude, para que cresçam praticando desporto e que tenham acesso a uma educação cada vez melhor.

Temos consciência de que o Estado não pode fazer tudo sozinho, não queremos atingir somente os benfiquistas, queremos abrir o nosso clube à sociedade, aos guineenses de todas as tendências clubísticas e estratos sociais.

Prometemos, como sempre, trabalho e dedicação, queremos contar com todos, para tornarmos juntos, este projecto ganhador.

Até sempre e para sempre...

O Vosso Amigo 
 
Sérgio Marques
 

 AQUI: http://sbbenfica.com

Dentro ou fora do Governo, Xanana ajudará sempre Timor - ministro da Justiça

O ministro da Justiça timorense afirmou hoje que dentro ou fora do Governo o actual primeiro-ministro, Xanana Gusmão, estará sempre "no coração dos timorenses" e a apoiar o executivo que lidere o país.


"Xanana Gusmão está sempre em Timor, nos corações de todos os timorenses, dentro ou fora do governo", afirmou à agência Lusa Dionísio Babo quando questionado sobre se Timor-Leste está, ou não, preparado para um Governo sem Xanana Gusmão.

"Enquanto estiver aqui em Timor não há nenhuma dúvida de que qualquer que seja o governo, ele estará junto com esse novo governo para ajudar a sustentar esse governo", afirmou.

Domingos Simões confiante na consolidação da democracia na G-Bissau

Durante a conferência sobre a “A Situação Política e Económica na Guiné-Bissau” realizada esta terça-feira, 27, no Instituto Superior de Ciências Jurídicas e Sociais, Domingos Simões Pereira explica que o Estado da Guiné-Bissau procura construir uma democracia inclusiva, onde o homem guineense está no centro de tudo: sociedade, economia, política e meio ambiente.


 
“A Guiné-Bissau está saindo duma situação terrivelmente difícil. Há muitos interesses em jogo, os partidos políticos estão numa fase de recomposição interna, o jogo político não está totalmente clarificado. Mas acredito que, juntos, vamos nos esforçar para conseguir reconstruir Guiné-Bissau”, explica.

Falando na situação económica do seu país, Simões Pereira acredita num cenário com perspectivas de crescimento, apontando a agro-pecuária, a pesca, o turismo e as plantações de Caju como principais sustentáculos desta nova largada económica deste nosso país irmão que quer reconciliar-se com a sua própria história para fazer valer os sonhos de Amílcar Cabral.

“Nós temos que melhorar os nossos indicadores económicos. Em 2013 tivemos um crescimento de 2,7% e para este ano queremos atingir os 4,7%. Nesta nova governação fixamos a meta de crescimento económico em 7% até ao ano de 2018. Acreditamos que é possível, com muito trabalho e principalmente com união”, sublinha o Chefe do Governo da Guiné-Bissau que está entre nós, cumprindo uma visita de Estado de três dias a Cabo Verde.

Esta quarta-feira, 29, Domingos Simões Pereira vai estar nas ilhas de São Vicente e da Boa Vista.
 
 
 
 

Câmara de Vila de Rei (Portugal) e Benfica de Bissau assinaram protocolo

A Câmara Municipal de Vila de Rei e o Sport Bissau e Benfica assinaram no início do mês de janeiro, um protocolo de colaboração que visa o intercâmbio de estudantes oriundos da República da Guiné Bissau para o Município vilarregense.


O clube guineense irá selecionar anualmente entre dois a cinco alunos para ingressar no 10º ano do Ensino Secundário na Escola Básica e Secundária do Centro de Portugal, dando igualmente a possibilidade aos jovens de continuarem a sua formação desportiva no Vilarregense Futebol Clube.

O Município será responsável por fornecer aos jovens alojamento adequado e garantir as refeições referentes a pequeno-almoço, almoço e jantar.

Para o Presidente desta autarquia do centro de Portugal, Ricardo Aires, “a assinatura deste protocolo vai permitir à escola receber novos estudantes para a continuação da implementação do Ensino Secundário, possibilitando igualmente a estes jovens o acesso a diferentes realidades educativas e desportivas".
 
 
 

Câmaras da Cidade da Praia e de Bissau interessadas na cooperação

Ulisses Correia e Silva, da Cidade da Praia, e Adriano Ferreira, de Bissau, recordaram que entre as duas cidades "existiu e existe" um conjunto de "boas relações" no que respeita à cooperação bilateral, estando desde março de 2011 ligadas por um acordo de geminação.



"Tivemos um projeto comum financiado pela União Europeia (UE) ligado à componente de água na Cidade da Praia e outro de saneamento em Bissau, o que demonstra que é possível que cidades do 'sul' tenham projetos de grande alcance", afirmou Correia e Silva.

Segundo o também líder do Movimento para a Democracia (MpD, oposição cabo-verdiana), existe um "vasto campo" de exploração na troca de experiências, assistência técnica mútua e na área cultural

No quadro da UCCLA, acrescentou Correia e Silva, existe um conjunto de áreas que podem ser "potenciadas" para que Bissau "ganhe a modernidade" que almeja e consiga organizar-se, "fator principal" para o desenvolvimento.

Integrado na delegação que acompanha o primeiro-ministro guineense, Domingos Simões Pereira, numa visita oficial de três dias a Cabo Verde, Adriano Ferreira salientou que, a partir de agora, há um "campo de ação" que pode ser explorado entre as duas cidades.

"Vamos intensificar os contactos e ampliar as nossas relações em outros patamares com a edilidade da Cidade da Praia, com quem temos muita a aprender. Necessitamos desses ensinamentos para ir ao encontro das exigências dos nossos munícipes", admitiu Adriano Ferreira.

Questionado sobre se Bissau está a mudar, Adriano Ferreira disse que tudo está a fazer para a reconciliação com os munícipes, adiantando que está em curso uma "tentativa para inverter o rumo das coisas".

Em março de 2011, durante uma visita de Correia e Silva à Guiné-Bissau, a câmara da Cidade da Praia assinou dois acordos de geminação, um com a edilidade de Bissau e outro com a de Gabu (200 quilómetros a leste da capital guineense), acordos que ficaram suspensos após o golpe de Estado de abril de 2012 na Guiné-Bissau.
 
 
(Foto: lusa)
 

Guineenses em Cabo Verde satisfeitos com as relações entre os dois países

A visita do primeiro ministro da Guiné Bissau a Cabo verde é vista como uma excelente oportunidade para os dois países normalizarem as relações de cooperação e amizade, que conheceram algum contratempo depois do gole militar de Abril de 2012 em Bissau.


Domingos Simões Pereira que se faz acompanhar de uma importante delegação ministerial e empresarial, quer tirar o melhor proveito dessa missão, absorvendo as experiências cabo-verdianas, sobretudo em matéria da governação.

O primeiro-ministro cabo-verdiano manifesta todo o apoio do Governo do arquipélago, exercendo influência junto de parceiros internacionais e países amigos, no sentido de apoiar a Guiné-Bissau, país que dá passos para a normalização da vida politica e social, depois da realização de eleições legislativas no ano passado.

O presidente da Associação dos Guineenses residentes no arquipélago acredita que a Guiné Bissau sai a ganhar com a visita do primeiro-ministro Domingos Simões Pereira, destacando as experiências que podem ser aproveitadas pela parte guineense.

Leonel Sambe enaltece o anúncio da retomada dos voos da transportadora área cabo-verdiana TACV para Bissau.

O reforço da cooperação entre Cabo Verde e a Guiné Bissau abre boas perspectivas para as trocas comerciais e realização de negócios, prova disso é a integração de vários empresários na delegação de Domingos Simões Pereira.

Por isso, Leonel Sambe espera que os empresários tirem melhor proveito das oportunidades que dois países oferecem.

Hoje, 28, Simões Pereira visita alguns serviços e empresas nas ilhas de São Vicente, regressando à Praia amanhã, onde rubrica protocolos.

Recorde-se que Cabo Verde e Guiné Bissau têm fortes laços amizade e irmandade principalmente devido à luta conjunta pela independência liderada pelo PAICG, fundado por Amílcar Cabral.
 
 
 
 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

G-Bissau e São Tomé e Príncipe podem ser proibidos de votar na Assembleia da ONU

As Nações Unidas alertaram aos Estados-membros que têm as suas contribuições em atraso que não poderão votar na Assembleia caso não paguem a dívida que têm dentro da Organização.


 
O Secretário Geral da ONU enviou uma carta ao Presidente da Assembleia Geral, alertando para o facto de existirem Estados-membros que têm uma dívida que ultrapassa o limite que se pode ficar a dever à Organização durante dois anos inteiros.

A Guiné-Bissau tem uma dívida de 372.644 mil dólares e São Tomé e Príncipe um total de 805.024 mil dólares. Contudo eles serão autorizados a votar na Assembleia até ao fim da 69ª sessão.

Granada, Quirguiquistão, Libéria, Ruanda, Macedónia, Tonga, República de Vanuatu e Iémen são os países que não poderão votar.

Comoros e Somália também estão na lista, mas são contemplados pela mesma excepção da Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe.
 
 
 
 

Aberto dossier para compra de navios

Segundo foi anunciado em cerimónia pública, o processo é organizado pela secretaria de Estado dos Transportes e Comunicações, que pretende ver os navios nas águas guineenses ainda este ano.



De acordo com Cesário Ferreira, chefe do gabinete do secretário de Estado dos Transportes e Comunicações, cinco empresas estrangeiras manifestaram vontade de apresentar propostas ao executivo guineense, mas apenas três se encontram em Bissau para levar propostas à equipa da avaliação.

Entre as firmas presentes na chamada "conferência de investidores" para aquisição de barcos de transportes de passageiros e cargas, figura a portuguesa Atlantic Eagle Shipbulding (concessionária dos Estaleiros Navais do Mondego, na Figueira da Foz), para além de uma outra holandesa e ainda outra espanhola.

As empresas irão mostrar as características dos navios que podem oferecer, tempo de fabrico, condições de entrega, entre outros aspectos, para depois serem seleccionadas para uma lista restrita que será aceite a concurso, indicou Cesário Ferreira.

Atualmente, as ilhas da Guiné-Bissau estão ligadas ao território continental apenas com pirogas, uma situação que o governo pretende mudar, colocando no ativo navios que possam garantir segurança aos passageiros.

O secretário de Estado da Integração Regional, Degol Mendes, adiantou hoje que, brevemente, os navios Baria, Pecixe e Quarto Centenário, embarcações de transporte de passageiros e carga que estavam avariados há vários meses, voltarão ao mar depois de "profundas reparações" pagas pelo governo.

Aos três navios o executivo quer juntar outros tantos, novos, a serem comprados no âmbito do processo hoje lançado.

Degol Mendes afirmou que o governo guineense está a dar resposta aos pedidos das populações para o reforço da segurança no transporte marítimo na sequência de acidentes com as pirogas que têm ceifado vidas.

A Guiné-Bissau conta com mais de 80 ilhas, embora apenas cerca de dezena e meia seja habitada, e várias zonas do país descontinuas para quais apenas se pode viajar de embarcação.

O secretário de Estado da Integração Regional destacou igualmente a importância da aquisição de novos navios para as ilhas no âmbito do projeto do executivo para transformar o arquipélago dos Bijagós numa "zona de turismo por excelência" a partir deste ano.

(foto: lusa)

ATENÇÃO: lista dos medicamentos genéricos suspensos em Portugal

Esta é a lista dos 28 medicamentos genéricos existentes em Portugal que a Agência Europeia do Medicamento (EMA) recomendou que fossem suspensos. Destes, segundo o Infarmed, apenas 20 são atualmente comercializados em território nacional.




Infarmed retira do mercado genéricos com ordem de suspensão europeia

A Agência Europeia do Medicamento recomendou, na sexta-feira, a suspensão de centenas de genéricos, dos quais 64 comercializados em Portugal. O Infarmed, esta quarta-feira, decidiu retirar do mercado estes medicamentos.
 

Obs. Destes 28 medicamentos, alguns são apresentados em diferentes dosagens, totalizando 64 apresentações.


Ácido alendrónico Accord - para a Osteoporose

Cefpodoxima Alkaloid -- antibiótico usado sobretudo para pneumonias bacterianas, bronquites agudas, infeções agudas das bronquites crónicas, sinusites, anginas, faringites.

Tramadol + Paracetamol Brown - associação de dois analgésicos, que atuam em conjunto para aliviar a dor

Trimetazidina Brown -- vasodilatador para tratamento da angina de peito

Escitalopram Brown - antidepressivo

Ebastina Brown
-- antialérgico

Quetiapina Daquimed -- para a esquizofrenia e a perturbação bipolar

Levodopa + Carbidopa + Entacapona Generis -- para a doença de Parkinson

Entacapona Generis -- para a doença de Parkinson

Desloratadina Labesfal OD -- antialérgico

Ácido alendrónico Labesfal -- para a osteoporose pós-menopáusica

Donepezilo Anova -- para tratamento do Alzheimer

Esomeprazol Anova -- antiácido, para a doença de refluxo gastroesofágico e úlceras

Venlafaxina Azevedos
-- antidepressivo

Fluconazol Basi -- antifúngico

Desloratadina Labormed -- antialérgico

Cefpodoxima Lupin -- antibiótico usado sobretudo para pneumonias bacterianas, bronquites agudas, infeções agudas das bronquites crónicas, sinusites, anginas, faringites

Esomeprazol Mylan - antiácido, para a doença de refluxo gastroesofágico e úlceras

Atorvastatina Anova -- para o colesterol e para os triglicéridos

Donepezilo Mylan -- para tratamento da doença de Alzheimer

Trimetazidina Mylan - terapêutica adicional para o tratamento sintomático de doentes com angina de peito

Candesartan Mylan -- para tratamento da hipertensão e da insuficiência cardíaca

Leflunomida Pentafarma -- antirreumático, para tratamento da artrite reumatoide

Desloratadina Peseri - antialérgico

Trimetazidina Pharmakern
-- para a angina de peito

Desloratadina Ratiopharm - antialérgico

Trimetazidina Itraxel -- para a doença isquémica do coração

Desloratadina Teva - antialérgico

 

Guiné Equatorial lidera taxa de crianças fora da escola na CPLP

A Guiné Equatorial, com 37,8%, é, de entre os membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o que tem uma maior taxa de crianças entre os 6 e os 11 anos fora da escola, revela a UNICEF.


 
O ranking é liderado pela Eritreia, com 65,8%, seguida da Libéria (59,1%) e do Sudão do Sul (58,6%) e que apresenta no fim da lista o Japão, o Irão e a Tunísia, todos com 0,1%.

Dos territórios que integram a CPLP, a Guiné Equatorial surge em 7º lugar (37,8%), seguindo-se a Guiné-Bissau, 14ª (29,2%), Angola, 38ª (14,3%), Moçambique, 39º (13,6%), Macau, 44º (12,8%), Timor-Leste, 60º (8,3%), São Tomé e Príncipe, 109º (3%), Cabo Verde, 117º (2,7%), e Portugal, 152º (com 1,2%).
 
 

Criação de centro de acolhimento de crianças em Morés

Em entrevista exclusiva à ANG, Biloni Nhama Na Nhasse informou que existe já uma maquete e orçamento para a edificação da referida obra em Morés, um histórico Lar-escola dos tempos de luta de Libertação Nacional, situado no Norte da Guiné-Bissau.



"Vamos, juntamente com a Comissão Especializada do parlamento para Área Social, da Mulher e Criança e a ONG Plan Internacional, realizar uma visita ao local, na próxima semana, para constarmos “in loco” o estado actual das instalações do que foi no passado o Internato de Morés", disse a governante.

Biloni Na Nhasse disse ainda que pretendem iniciar os trabalhos de reabilitação do referido centro, o mais tardar, até meados de Julho do ano em curso e para iniciar o acolhimento das crianças em 2016.

Perguntado sobre se o projecto vai ser financiado pelo Governo na sua totalidade, a ministra da Mulher, Família e Coesão Social disse que não, acrescentando que já estão a bater as portas dos parceiros para angariar financiamento para a obra.

Referindo-se ao balanço das acções que a sua instituição levou a cabo durante cerca de seis meses de governação, Biloni Nhasse disse que realizaram um "Retiro" em Canchungo onde discutiram e aprovaram as suas Leis Orgânicas e elaboração de Programas de Acções para 2015.

"No ano passado, efectuamos vários apoios às famílias sinistradas em particular as que as suas casas foram destruídas pelas tempestades e o fogo, e recenseamos 316 casas em Bissau e nas regiões para efeitos de elaboração de projectos de financiamentos que vamos submeter aos doadores”.
A ministra acrescentou que fizeram igualmente gestos de apoio as famílias vitimas de naufrágio recentemente ocorrido no Rio Farim.

No que tange a campanha de prevenção do ébola, de acordo com a governante, foram realizadas acções de formação e sensibilização das mulheres de diferentes associações sobre o perigo dessa doença.

"No quadro das nossas acções programadas, visitamos o Hospital Pediátrico de Bôr, a Escola de Surdos e Mudos, o Lar Betel, Centro de Acolhimento de AMIC, onde inteiramos do estado como funcionam", salientou.
Afirmou que evacuaram algumas crianças para efeitos de tratamento em Portugal.

Biloni Na Nhasse declarou que tem em manga a criação de um Fundo Social para a assistência aos grupos vulneráveis e às famílias vitimas de calamidades.

(in: ang)




"ESBIRRO" Em uma personalidade de demência mental

"ESBIRRO" NACIONAL Nº 1, NATURAL DA GUINÉ-BISSAU

Provocador profissional ao serviço do que há de mais retrógrado na Guiné-Bissau, para além de ser um inimigo público para a sociedade.

É conhecido por "doka internacional", sendo este o nome do seu blog.



UFPE ministra aulas sobre técnicas jornalísticas em G-Bissau

Profissionais de Jornalismo que atuam na TV Nacional e Rádio Nacional de Guiné-Bissau, na África Ocidental, e em rádios privadas e comunitárias desse país, que têm formações diversas e praticam o jornalismo de forma intuitiva e autodidacta, vão participar do curso de Jornalismo de Rádio e TV em Guiné-Bissau, de 2 a 10 de fevereiro, ministrado por uma equipe do NTVRU, formada pelos jornalistas Gorete Linhares e Valdir Oliveira e pelo operador de áudio Filipe Novais, além do editor de imagens Gustavo Queiroz, do Núcleo do Audiovisual (NAV), ligado à Pró-Reitoria de Extensão (Proext).

O curso será oferecido para duas turmas, uma de profissionais de rádio (21 inscritos) e outra com profissionais de TV (15 alunos). O grupo de 36 guineenses actua no sector de jornalismo das emissoras e terá acesso a 60 horas/aula, com orientação sobre técnicas jornalísticas para os meios electrónicos, análise de produção em áudio e vídeo, actividades práticas, realização de reportagem para TV e rádio, entrevista em estúdio, entre outras propostas. A equipe do NTVRU também irá realizar uma mostra de curtas pernambucanos na capital, Bissau.

Guiné-Bissau é um dos países mais pobres do continente africano. Tem uma grande carência de formação específica na área, haja vista a maioria dos participantes do curso, que tem formação básica correspondente ao nível médio e utiliza técnicas jornalísticas por intuição. A falta de formação profissional em rádio e TV está entre os factores que fragilizam a comunicação e os processos democráticos no país.

O país tem uma única emissora de TV de abrangência nacional, pública, uma rádio pública, também de abrangência nacional, diversas emissoras de rádio comunitárias e algumas privadas. O curso foi solicitado pela Associação Força Guiné (AFG), entidade formada por guineenses, vários deles alunos ou ex-alunos da UFPE. A acção fortalece a política internacional de cooperação com a África desenvolvida pela Universidade e amplia o intercâmbio da instituição com as comunidades lusófonas.
 
 
 
 

Bissau apoia incondicionalmente a candidatura de Cristina Duarte à presidência do BAD

O Primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, o apoio incondicional à candidatura da ministra das Finanças, Cristina Duarte, à presidência do Banco Africano de Desenvolvimento – BAD.


O apoio da Guiné-Bissau foi anunciado numa altura em que uma delegação integrada pela própria Cristina Duarte e o ministro das Relações Exteriores, Jorge Tolentino, esteve em Angola com este propósito.

O antigo Presidente António Mascarenhas Monteiro, desloca-se a vários países africanos, na qualidade de Enviado Especial do Chefe de Estado, Jorge Carlos Fonseca, para pedir o voto na candidatura de Cristina Duarte.
 
 

Referência para equacionar formas de ultrapassar os desafios

Domingos Simões Pereira que chegou segunda-feira à noite a Cabo Verde para uma visita de três dias, fez essas considerações hoje à imprensa depois do tete-a-tete com o seu homólogo José Maria Neves, tendo sublinhado que apesar dos esforços para o relançamento do país, a posição de Guiné-Bissau é ainda frágil.


 
“A apesar de termos conseguido formar um Governo de inclusão, apesar do programa ter sido aprovado por unanimidade, apesar de termos uma Assembleia que colabora nas acções governativas, temos de reconhecer que a posição da Guiné-Bissau é ainda frágil no mundo. Nós ainda trazemos muitas dificuldades em sermos advogados da nossa própria causa”, sublinhou.

“Por isso Cabo Verde é um país irmão e os cabo-verdianos são os nossos irmãos e nós queremos que a carteira de agendas de Cabo Verde esteja à disposição da Guiné-Bissau, não só em relação às reformas que serão necessárias, mas no acompanhamento de várias situações que nós queremos levar ao mundo e partilhar com os nossos parceiros”, acrescentou.

Domingos Simões Pereira disse estar convicto de que esses três dias de visita ao arquipélago cabo-verdiano vão permitir o relançamento da cooperação existente entre Cabo Verde e Guiné-Bissau.

Da parte cabo-verdiana, o primeiro-ministro José Maria Neves disse que há toda abertura e disponibilidade para, na medida das suas disponibilidades, apoiar a Guiné-Bissau nos planos nacional e internacional e também para aprender com a experiência o percurso que a Guiné-Bissau tem feito nos últimos anos.

O chefe do Governo cabo-verdiano considerou “importante e de grande significado” essa visita que o seu homólogo da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, realiza a Cabo Verde, pois, salientou, marca o início da retoma das relações entre os dois países que se quer “sejam de excelência”.

“Esta visita é importante, tem um grande significado e pode ser histórico para o futuro em termos de restabelecimento de todos os canais e todas as condições para reforçarmos as nossas relações”, disse.

Desde logo perspectiva-se trabalhos afincados pelos Governos dos dois países para por de pé importantes programas nos domínios da administração pública, da reforma do Estado, da segurança social das pescas, da agricultura, do turismo e dos transportes aéreos e marítimos.

Neste sentido José Maria Neves anunciou a retoma das ligações áreas entre a Bissau e Praia e falou também no reforço das ligações marítimas entre as duas cidades como forma de incrementar as relações comerciais existentes entre os dois países.

“A TACV já está a preparar-se para retomar as ligações aéreas com a Guiné-Bissau e também no domínio marítimo temos de criar as condições para reforçaras ligações marítimas entre Bissau e Cidade da Praia, desde logo para incrementarmos as relações comerciais entre os dois países”, realçou.

De entre as outras áreas promissoras para o relacionamento entre Cabo Verde e Guiné Bissau fazem parte as energias renováveis, a educação, a saúde, a formação profissional.

“Há um amplo caminho que podemos fazer para reforçar as relações entre os dois países nos mais diferentes domínios. Também queremos reforçar as relações económicas e empresariais. Há vários domínios, há um grande interesse dos empresários cabo-verdianos em constituir parcerias, joint ventures com empresas e empresários da Guiné-Bissau”, disse José Maria Neves.
 
 
 
 

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Garantia de que não há mal-estar com Chefe de Estado

O primeiro-ministro guineense garantiu hoje, na Cidade da Praia, a inexistência de qualquer mal-estar com o presidente da Guiné-Bissau, considerando que existe "falta de alguma concertação" num país que está a sair de uma situação "terrivelmente difícil".


Domingos Simões Pereira, que iniciou hoje uma visita oficial de três dias a Cabo Verde, falava aos jornalistas após um encontro com o presidente da câmara da Cidade da Praia, Ulisses Correia e Silva, e salientou tratar-se de um período que não é fácil, nem para si, nem para José Mário Vaz.

"É preciso compreender que a Guiné-Bissau está a sair de uma situação terrivelmente difícil, há muitos interesses em presença, os partidos políticos estão numa recomposição interna, o jogo político não está totalmente clarificado e compreendo que tudo isso não é muito fácil para o Presidente, nem para mim. Mas acredito que vamos conseguir um consenso que o povo guineense não só pede como exige", afirmou.

Domingos Simões Pereira ressalvou que a sua resposta não pode ser interpretada como o reconhecimento de que existe um mal-estar entre o primeiro-ministro e o Presidente.

"É na nossa agenda diária que precisamos de muito mais concertação do que aquilo que, noutras situações, seriam tidas como normais e que levam a pensar que existe um ambiente de crispação. Não. Estamos a aprender a consolidar o nosso processo democrático e isso tem de beneficiar da nossa disponibilidade, aprendizagem e desafios, mas também em encontrar soluções que permitam essa convivência", notou.

Para Simões Pereira, a situação da Guiné-Bissau é "especial" e a convivência é "algo que tem de ser aprendido", sendo precisamente esse o caminho que está a ser percorrido, podendo, em alguns momentos, parecer existir alguma falta de consenso sobre determinadas matérias.

"Quero acreditar que a democracia constrói-se pela capacidade de os atores reconhecerem os desafios e de produzirem os consensos suficientes para os ultrapassar. O interesse do povo guineense tem de ser colocado em primeiro plano e não tenho dúvidas nenhumas que o Presidente saberá fazê-lo", sustentou.

"A construção democrática é um processo. Estamos a fazer o nosso percurso, que tem de ser sempre monitorado pelos atores políticos nacionais que têm de cuidar disso, e criar condições para um diálogo heterogéneo inclusivo, mas tendo em atenção que há valores da Nação que valem a pena preservar", acrescentou.

Simões Pereira negou, por outro lado, qualquer intenção de remodelar o executivo, salientando que está "concentrado em governar", admitindo, porém, a morosidade na substituição do ministro da Administração Interna, nome que será conhecido, garantiu, assim que regressar a Bissau.

"Estamos concentrados em governar e não a atender a essas questões (remodelação ministerial). Os desafios que a Guiné-Bissau tem pela frente são tantos que precisamos que a comunidade internacional e os agentes da comunicação nos ajudem a atrair a atenção para aquilo que há de mais positivo", salientou.

Para o chefe do executivo guineense, o que há de mais positivo é o facto de existir um "consenso nacional" sobre o que é necessário para construir o país, consolidar a paz e a estabilidade e trazer ganhos que possam animar a população.

Sobre os militares, o chefe do executivo de Bissau destacou a construção de uma "relação de entendimento" com as Forças Armadas, sobretudo na intenção de fazer imperar da lógica de "subordinação" das Forças Armadas ao poder político.

Instado sobre o que espera da reunião com os doadores, prevista para Genebra em fevereiro ou março, Simões Pereira manifestou o desejo de que haja uma grande adesão, bem como "sinais concretos" de que a comunidade internacional está com o país e materialize financeiramente os vários programas de desenvolvimento em curso.
 
 
(foto: lusa)