COM O TEMPO UMA IMPRENSA CÍNICA, MERCENÁRIA, DEMAGÓGICA E CORRUPTA, FORMARÁ UM PÚBLICO TÃO VIL COMO ELA MESMO

Joseph Pulitzer

terça-feira, 30 de junho de 2015

Metamorfoses oportunistas do conto do vigário


Que dizer desta fantochada?!? O melhor é  rir para não chorar!!! 


Discurso paupérrimo de conto do vigário reles!!! 
Agora tem curso de gestão?!?
Vive desafogadamente do futebol!
Há! Há! Há! Muitas vezes nem para uma "sopa" tem dinheiro! Agora diz que nasceu para ajudar os outros?!?
Há meia dúzia de meses dizia que não precisava dos guineenses para nada e que se estes não queriam vir à 'Casa da Guiné' ia chamar os cabo-verdianos e angolanos!!!
Auditório quê??? J. Faria??? É o tal empresário João Faria de Vila do Conde que o financia com que intuito??? 
Esqueceu-se de referir que da ultima vez que esteve em Bissau foi preso pela PJ!!!
Seria de supor que este Sr. depois das falcatruas que fez ia ter vergonha na cara e imigrar para bem longe mas ao vê-lo novamente à frente da 'Casa da Guiné', uma Casa que deveria existir para honrar os guineenses e não para os denegrir, que é o que vai acontecer quando este Sr. em nome do Governo - que ele diz representar mas que é mentira! - começar a falhar aos compromissos assumidos!
Não se entende, apesar da boa impressão sobre a pessoa, é o que é que o Dr. Arnaldo está ali a fazer...
Provavelmente ainda não descobriu com quem está a lidar... E o outro... O outro é o outro... Depois de ter sido avisado que o Nilson é um vigarista se continua ali... Não será melhor!
BANDIDO QUE É BANDIDO, NÃO DEIXA DE SER BANDIDO...DÁ UM TEMPO! Isto são os inimigos da GBissau, encapuçados de benfeitores, com o discurso estudado e supostamente bem falantes como todos os grandes vigaristas da história!!!
Triste muito triste por ver este espectáculo degradante e continuar a ver que a GB esta à mercê de pessoas tão mal intencionadas que só visam o seu enriquecimento rápido querem lá saber se os guineenses tem para comer, se os meninos tem escola, se existe agua potável, se existem hospitais...
Tudo que foi dito é uma farsa para meia dúzia se dar bem! 
O silêncio facilita a desonestidade, perante o abuso de poderes, perante a esperteza saloia, perante as injustiças! 
 

Sobre a Grécia

A GRÉCIA PARA TOTÓS OU MENTALMENTE OFUSCADOS...


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PUSD congratula-se com actual clima de paz reinante no país

O Partido Unido Social Democrata (PUSD), congratulou-se com o governo liderado por Domingos Simões Pereira “pelo actual clima de paz reinante no país, em prol da justiça, da legalidade e do desenvolvimento”.


Em conferência de imprensa realizada hoje em Bissau, o porta-voz de PUSD, Valdir da Silva, exortou aos actores políticos, a Sociedade Civil , aos titulares de órgãos da soberania e todas as forças vivas da nação a não pouparem esforços no sentido da manutenção da paz na Guiné-Bissau.

Valdir da Silva apela ainda aos titulares de órgãos de soberania a se enveredarem pelo diálogo e pela concertação, como o único caminho certo para a condução, com dignidade, dos destinos do Estado.

O porta-voz do PUSD apelou ao Presidente da República para que, no quadro das suas atribuições e competências constitucionais, tenha a paciência de agir de molde a esgotar todos os meios pacíficos de resolução de reais ou eventuais problemas existentes.

Pede ao presidente da República para evitar a utilização da figura legítima de derrube de um Governo, acrescentando que, “se optar por esta via, apenas irá perpetuar a instabilidade e gerar novas crises institucionais, com consequências nefastas imprevisíveis para a Guiné-Bissau e para os guineenses.
 
(in: ang)

Biólogo português defende criação de reservas marinhas em São Tomé e Príncipe

O biólogo português e professor da Universidade Pública de São Tomé e Príncipe, João Pedro, defendeu hoje a criação de reservas marinhas no arquipélago para permitir uma "gestão muito mais eficiente dos recursos costeiros".


"A criação de reservas marinhas é um benefício para a própria pesca", disse João Pedro que considera fundamental a medida.
João Pedro foi orador na abertura hoje de um ciclo de conferências e palestras destinadas a assinalar em São Tomé e Príncipe a semana internacional do mar e na qual participaram membros do Governo, corpo diplomático, alunos e diversas personalidades.

"Esse passo é fundamental que seja dado", defendeu o biólogo e mergulhador português, sublinhando que em caso de uma decisão das autoridades nesse sentido, torna-se necessário primeiro efectuar um trabalho de sensibilização, sobretudo junto dos pescadores.

"É evidente que passar essa mensagem a um pescador tradicional que sempre pescou num mesmo sítio e de repente alguém lhe vem dizer: 'agora não podes pescar mais aqui porque isto agora é reserva', ele tem que perceber porquê e tem que ter algumas mais-valias dessa decisão", sublinhou.

O biólogo português de origem açoriana que apresentou o painel "Recursos marinhos de São Tomé e Príncipe e a urgência de uma gestão e preservação consciente" aponta o ilhéu das Cabras, um pedaço de terra situado menos de uma milha náutica do aeroporto internacional, como local favorito para a criação desta rede de áreas marinhas.

"É um lugar que tem todas as características para funcionar como uma boa reserva marítima. O total da ilha ou a metade da ilha. Mas, claro, primeiro tem de haver um trabalho prévio, nomeadamente conversas com os pescadores, dedicação ambiental e depois também tem de haver fiscalização", explicou.
"Mas tudo depende, naturalmente, da disponibilidade das autoridades e dos meios disponíveis para o fazer", acrescentou.

Durante a conferência, o professor considerou também "fundamental e muito urgente ter cerca de 10% no mínimo de todas as áreas marinhas a nível mundial protegidas".
"Há uma razão muito simples: os recursos marinhos vivos não conhecem fronteiras políticas e se não houver um trabalho muito bem coordenado e muito integrado entre os vários países que têm a jurisdição sobre as várias áreas marinhas que são fronteiriças e transfronteiriças é muito difícil que as gerações futuras possam ter com qualidade stocks pesqueiros", explicou.

"No caso concreto de São Tomé, a situação é relativamente mais simples porque tanto a zona económica exclusiva (ZEE) da ilha, como as zonas costeiras não têm águas internacionais, o que permite uma gestão muito mais eficiente dos recursos costeiros", disse, acrescentando, no entanto, que é necessário que se criem redes de reservas.




Moçambique: Sim ou não aos previlégios fiscais para empresas estrangeiras

ONG moçambicana defende redução de incentivos fiscais na indústria extractiva.

O Centro de Integridade Pública (CIP), uma organização não-governamental (ONG) dedicada à transparência do Estado moçambicano, considerou hoje que o potencial energético do país só será aproveitado reduzindo os incentivos fiscais na indústria extractiva.

 
 "A possibilidade de os recursos minerais gerarem receitas passa pela observância de determinadas condições, que incluem a redução dos incentivos fiscais", disse hoje o director do CIP, Adriano Nuvunga, falando à margem da Conferência da Sociedade Civil sobre o Sector Extractivo em Moçambique, realizada hoje em Maputo.

Além da redução dos incentivos fiscais, entende Adriano Nuvunga, o Governo precisa "criar a capacidade para fazer uma tributação dos mega-projectos mais eficaz", evitando que as empresas prorroguem prazos para apresentarem receitas mais significativas.

"Como já mostramos várias vezes, as empresas utilizam vários esquemas para reduzir significativamente aquilo que deviam contribuir para o país", alertou o também investigador do CIP, que defende a necessidade de as organizações da sociedade civil trabalharem em consonância com o Governo para garantir uma maior contribuição dos mega-projectos para os cofres do Estado.

"Actualmente, a bacia do Rovuma no norte de Moçambique, onde estudos apontam para a existência de um dos maiores depósitos de gás natural do mundo] é o novo ´eldorado´ para os moçambicanos, daí a realização deste tipo de eventos, para permitir que sejam analisados os aspectos de governação como forma de melhor aproveitarmos o nosso potencial", afirmou Adriano Nuvunga.

Alguns economistas moçambicanos alertam para a instabilidade do mercado internacional e mostram-se cépticos sobre a rentabilidade dos recursos minerais, defendendo que o país devia dar prioridade ao sector agrário, reformulando as suas políticas e adoptando estratégias macroeconómicas que beneficiem a agricultura nas zonas rurais.

Dantes, lembrou Adriano Nuvunga, era o carvão de Tete "o Eldorado" dos moçambicanos, até que o preço da matéria-prima caiu nos mercados internacionais e as multinacionais começaram a conhecer prejuízos.

"É uma grande preocupação que nós temos, há uma conjuntura muito mais ampla que afecta as perspectivas de Tete voltar a ser o que era", afirmou Adriano Nuvunga, que aponta o desafio na construção das infraestruturas, a queda do preço do carvão no mercado internacional e a redução dos níveis de importação por parte dos principais consumidores como factores que contribuíram para os maus resultados da exploração naquela região.

Sob o lema "Por uma Governação Participativa, Transparente e Responsável dos Recursos Mineiras, a conferência de dois dias iniciada hoje em Maputo junta várias organizações moçambicanas e internacionais, académicos, empresários e estudantes.
 
 
 

Cooperação entre pequenos Estados com população inferior a 10 milhões

SINGAPORE: Seis Representantes Permanentes junto das Nações Unidas estão em Singapura, em uma visita de estudo a partir de segunda-feira (29 de junho) a sexta-feira sob o Fórum inaugural de Pequenos Estados (FOSS) Programa de Bolsas.


Os delegados representam as nações africanas Benin, Cabo Verde, Gâmbia, Guiné-Bissau e Serra Leoa, bem como Suriname, informou o Ministério de Singapura de Negócios Estrangeiros (MNE) em um comunicado à imprensa na terça-feira.


Eles discutiram as preocupações comuns dos pequenos Estados, tais como um aumento da vulnerabilidade às mudanças económicas e ambientais do mundo, e reafirmaram a importância da cooperação nos fóruns internacionais por meio de plataformas como o FOSS.

Os delegados se reunirão com o Segundo Secretário Permanente dos Negócios Estrangeiros Albert Chua na terça-feira, e terão uma sessão de chá com o ministro dos Transportes Lui Tuck Yew na quinta-feira, disse MFA.

Além disso, eles vão fazer visitas ao Ministério do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, a planta Tuaspring Dessalinização, a Marina Barrage, os Botanic Gardens e Jardins, o Instituto de Educação Técnica, a Academia de Aviação Singapura, a Autoridade Redevelopment Urbana em Singapura e o Centro de Cidades habitáveis.

A FOSS, fundada por Singapura em 1994, é uma plataforma informal em Nova York que permite que os países com populações menores de 10 milhões para discutir e promover posições comuns sobre questões de interesse mútuo.

Actualmente compõe-se de 105 membros FOSS estados. O Programa de Bolsas FOSS organizado pela AMF visa promover uma melhor compreensão e cooperação mais estreita no seio FOSS estados.
 
 
 
 

Polícia portuguesa envolvida em mega operação de narcotráfico internacional

A Polícia Judiciária portuguesa esteve envolvida numa mega operação em Espanha na qual foram detidas 69 pessoas e apreendidas várias toneladas de cocaína e milhares de euros em dinheiro, anunciaram hoje as autoridades espanholas.


De acordo com uma comunicado da Polícia Nacional espanhola, os 69 detidos em território espanhol faziam parte de uma rede internacional de narcotraficantes sediada em Espanha e com ramificações a vários países, entre eles Portugal.

A operação foi levada a cabo pela Polícia Nacional de Espanha em conjunto com a Amada e a agência tributária espanholas e as congéneres de Portugal (Polícia Judiciária), da Sérvia, Croácia, Montenegro, Austrália, Reino Unido e Alemanha após dois anos de investigação.

Entre os detidos está o líder da rede que vivia "luxuosamente" num apartamento em Madrid, Espanha, no qual foram encontrados 773.000 euros em dinheiro.

O director-geral da polícia espanhola, Ignacio Cosidó, disse que vão ser dadas mais informações sobre a investigação durante o dia de hoje, em conferência de imprensa em que estarão presentes responsáveis da operação da polícia nacional espanhola, da Croácia, Montenegro, do Reino Unido e de Portugal.
 
 
 
 

Guarda costeira resgatou 4.400 pessoas nas últimas 48 horas

A guarda costeira italiana anunciou hoje ter coordenado em 48 horas o resgate de 4.400 imigrantes ao largo da costa da Líbia.

No domingo, a guarda costeira coordenou o resgate de 21 embarcações em dificuldade e hoje foram socorridos 1.500 imigrantes que viajavam em oito barcos.


Participaram nas operações navios italianos, britânicos, irlandeses, suecos e espanhóis, assim como organizações não-governamentais, incluindo os Médicos Sem Fronteiras.

Segundo estimativas da Organização Internacional para as Migrações, com a chegada daquelas pessoas, aumenta para 69 mil o número de imigrantes que desembarcaram em território italiano nos seis primeiros meses de 2015.

Nos seis primeiros meses de 2014, chegaram a Itália 63.885 imigrantes.

Na Grécia, os números dispararam para 80 mil desde o início do ano.

Pelo menos metade dos migrantes que chegam a Itália são requerentes legítimos de asilo, porque fugiram da guerra ou da repressão na Síria e na Eritreia, referem organizações humanitárias.

Os chefes de Estado e de Governo dos 28 países da União Europeia concordaram sexta-feira repartir entre si 40.000 refugiados da Síria e da Eritreia, nos próximos dois anos, com base em quotas voluntárias.

Mais de 100 mil pessoas entraram clandestinamente na União Europeia desde o início do ano pelo Mediterrâneo ou pela Turquia, segundo a agência europeia Frontex.
 
 
 
 

UE e parceiros lançam projeto que ambiciona ajudar 400 jovens a ter emprego

A União Europeia (UE) e um conjunto de parceiros vão lançar, na terça-feira, um projecto que ambiciona apoiar 400 jovens a procurar emprego ou a criarem o seu próprio negócio, anunciou a delegação da UE em Bissau.


"O projecto visa diminuir o desemprego juvenil nas Regiões de Bissau e de Cacheu através do apoio ao empreendedorismo e do fortalecimento da formação profissional", anunciou a delegação em comunicado.

A iniciativa arranca com uma cerimónia de apresentação e vai ter "uma duração de três anos", referiu a UE, em comunicado.

As actividades estão orçadas em 614 mil euros, concedidos em 90% pela UE e no restante pelos três parceiros (Congregação dos Josefinos de Murialdo, associações Engim e Mani Tese) responsáveis pela execução.

Está prevista a criação e o acompanhamento de novas pequenas empresas, a abertura de um laboratório de trabalho para os jovens empresários e o arranque de um balcão que funcionará como um centro de emprego - "um ponto de referência para os jovens à procura de estágios e de trabalho".

A organização espera que o projecto consolide "um lugar para compartilhar experiências, ideias, competências, mas também instrumentos e meios materiais comuns, úteis ao melhoramento das próprias actividades", acrescentou. Há também a expectativa de "estreitar o relacionamento entre centros de formação, empresas e instituições públicas", entre outras entidades, de maneira a "acompanhar adequadamente a inserção no trabalho dos jovens guineenses".
 
 
 
 

Concurso público sobre projecto de construção da rede eléctrica da Barragem de Kaletá

O ministro da Economia e das Finanças anunciou que, nos próximos três meses, o Governo vai lançar um concurso público sobre o projecto de construção da Barragem de Kaletá, na vizinha República da Guiné-Conacri, para a Guiné-Bissau.


«Temos alguns pequenos procedimentos que é necessários agora completar, de modo a que o projecto possa entrar em vigor, mas provavelmente nos próximos três meses os fundos poderão já começar a estar disponíveis, sendo que vamos fazer concurso público para recrutamento da empresa que vai efectuar os trabalhos de construção desta empresa da rede de distribuição de luz eléctrica», disse Geraldo Martins.

Em declarações à PNN no âmbito da sua recente deslocação a África,
Europa e América do Norte, sendo que neste último local assistiu à cerimónia de assinatura do acordo de financiamento entre o Executivo e o Banco Mundial, no valor de 78 milhões de dólares (cerca de 69 milhões de euros), no quadro do projecto da Organização para o aproveitamento da Bacia do Rio Gâmbia (OMVG), Geraldo Martins sublinhou que no período previsto pode ser conhecida a empresa vencedora do concurso para o início das obras desta construção até à Guiné-Bissau.

O encontro serviu ainda para o governante informar que a Guiné-Bissau, no âmbito da OMVG tem sua quota nesta barragem, mas no entanto não tinha na distribuição de luz eléctrica, cujos valores assinados vão financiar a construção de uma linha de distribuição, com uma capacidade de 30 megawatt de energia na Barragem de Kaletá, a partir da vizinha República da Guiné-Conacri para a Guiné-Bissau.

Em termos de itinerário, Geraldo Martins explicou que esta rede vai passar por Bambadinca, na região de Bafatá, leste do país, Jugudul, sector de Mansoa, no norte, Safim, sector com o mesmo nome na região de Biombo, norte do país, até chegar à capital, Bissau.

Em Moçambique, durante a reunião do Banco Islâmico de Desenvolvimento, o chefe máximo da pasta das Finanças da Guiné-Bissau falou em nome dos ministros africanos das finanças, tendo agradecido o apoio desta instituição aos países africanos, bem como também a disponibilidade dos países africanos em continuar a cooperação com esta instituição financeira.

Por outro lado, Geraldo Martins informou que, após o Ramadão, uma delegação do Banco Islâmico de Desenvolvimento vai deslocar-se à Guiné-Bissau para identificar as áreas de financiamento, e uma delegação do Banco Árabe para o Desenvolvimento Económico de África, chefiada pelo Presidente, vai informar-se das áreas em que será aplicado o valor de 20 milhões de dólares (cerca de 17 milhões de euros), anunciados aquando da mesa redonda de Bruxelas.

Em Portugal, concretamente em Braga, o ministro das Finanças manteve um encontro com as empresas desta região sobre as oportunidades de negócio na Guiné-Bissau.

Sobre a questão do Fundo de Consolidação da Paz para a Guiné-Bissau,
Geraldo Martins lembrou que as Nações Unidas anunciaram em Bruxelas a possibilidade de disponibilizarem, a favor da Guiné-Bissau, 10 milhões de dólares (cerca de 9 milhões de euros), mas o Governo guineense alterou este valor para 15 milhões de dólares (cerca de 13 milhões de euros), estando agora em estudo a modalidade do seu desbloqueamento, que pode ser o valor global desbloqueado pela ONU ou a organização pode avançar 10 milhões de dólares iniciais, sendo os restantes 5 milhões de dólares (cerca de 4 milhões de euros) avançados pelo Governo da Guiné-Bissau.
 
 
 
 

Agência portuguesa AICEP, abre delegação em Bissau

A Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) vai abrir uma delegação na Guiné-Bissau, no âmbito da sua estratégia de expansão, foi anunciado em Bissau.


Essa estratégia de expansão irá fazer com que a agência portuguesa esteja, a partir deste ano, igualmente presente em São Tomé, Timor-Leste e Guiné Equatorial, país que aderiu recentemente à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

A data da cerimónia de inauguração da delegação ainda não está definida mas faz parte do programa de visita do presidente do AICEP, Miguel Frasquilho, que chega à Guiné-Bissau dia 3 de Julho.

A inauguração da delegação da AICEP em Bissau deve, no entanto, ocorrer antes da realização do seminário económico, a 6 de Julho, que contará com a participação dos primeiros-ministros dos dois países, no âmbito da visita de Pedro Passos Coelho à Guiné-Bissau. “Guiné-Bissau e Portugal: reforçar relações económicas” é o tema do referido encontro que visa discutir as relações entre os dois países, numa perspectiva empresarial.
 
 
 
 

Fundos prometidos ao país em Bruxelas...

Part of the financial support to Guinea-Bissau announced by the international community at a recent round-table meeting in Brussels will start arriving in the coming months, said the Guinea-Bissau Minister of the Economy and Finance.


“Some partners have said we can count on specific support in the coming times, in 2015 and even in 2016,” said Geraldo Martins speaking to UN Radio in New York, giving the example of the Peace Building Commission, which pledged to unlock US$10 million.

During the Brussels roundtable, the international community pledged support for development projects in Guinea-Bissau of up to US$1.5 billion.

The minister said that a mission of the Islamic Development Bank (IDB) would travel to Guinea-Bissau at the end of Ramadan to identify projects that the institution pledged to fund at the Brussels roundtable.

Martins was recently on mission in Mozambique, Portugal and in the United States and in Mozambique attended the annual meeting of the Islamic Development Bank.

A delegation from the Arab Bank for Economic Development in Africa (BADEA) is also scheduled to visit Guinea-Bissau, which may be headed by the BADEA president.

The purpose of the visit by BADEA to Guinea-Bissau is similar to that of the IDB, which is to find out more about the projects for which it pledged to provide US$20 million at the Brussels meeting.

The minister also said that on his visit to Portugal, specifically in the city of Braga, he met with a group of Portuguese businesspeople with which he discussed business opportunities in Guinea-Bissau.




Crise em Angola já fez regressar três mil portugueses

Obras paradas por falta de liquidez, em resultado da redução das receitas do petróleo, estão a levar ao abandono do país.


Mais de três mil trabalhadores portugueses do sector da construção abandonaram Angola desde o início da crise, em janeiro. Originada pela redução das receitas do petróleo, com a sua desvalorização no mercado, levou o Governo angolano a travar obras, com o país a viver um problema de liquidez grave. "Muitos mais trabalhadores se seguirão", afirmou o presidente do Sindicato da Construção em Portugal, Albano Ribeiro.
 
 
 
 
 

Mais de 4.000 vítimas do ex-Presidente chadiano Habre vão testemunhar no julgamento

Mais de 4.000 vítimas vão testemunhar no julgamento do ex-Presidente do Chade Hissene Habre, acusado de atrocidades cometidas durante a sua presidência, segundo declarações feitas hoje pelos advogados que as irão representar.


O grupo inclui "mais de 4.000 vítimas diretas e indiretas" cujos testemunhos serão ouvidos pela "Câmara Africana Extraordinária" - tribunal especial criado pelo Senegal para este caso - em Dacar, declarou em conferência de imprensa na capital senegalesa a advogada chadiana Jacqueline Moudeina, citada pela agência France Presse (AFP).

O julgamento de Hissene Habre, 72 anos, por tortura, crimes de guerra e crimes contra a humanidade deverá começar a 20 de julho.

Adiado durante anos pelo Senegal, onde o ex-Presidente chadiano vive desde a sua expulsão do poder em 1990, o julgamento abrirá um precedente histórico, uma vez que até agora os líderes africanos acusados de atrocidades têm sido julgados por tribunais internacionais.

Para a advogada de acusação, o julgamento será "um ponto de viragem para a justiça em África e será um alarme para todos os ditadores, cujos crimes um dia os irão alcançar".

Jacqueline Moudeina assegurou ainda que o caso da acusação, particularmente documentos que provam uma ligação direta entre Hissene Habre e a polícia secreta do país, é "sólido".

"[O ex-presidente] tinha perfeito conhecimento das operações [da polícia secreta]", declarou Me Assane Dioma Ndiaye, outra advogada do grupo, acrescentado que caso este se recuse a comparecer em tribunal, "não seria uma violação da lei se o tribunal ordenasse a sua presença forçada".

Conhecido como o "Pinochet de África", Habre está sob custódia senegalesa desde a sua detenção em junho de 2013, na casa que partilhava com a família.

Segundo a AFP, grupos de defesa dos direitos humanos calculam que cerca de 40.000 pessoas tenham sido mortas durante os seus oito anos no poder no país africano, onde impôs um regime marcado pela violenta repressão dos seus oponentes e grupos étnicos rivais.

Os advogados de defesa de Hissene Habre afirmam não reconhecer a jurisdição do tribunal, convocado pela União Africana (UA) apenas depois de alterações constitucionais no Senegal e de um acordo assinado entre o país e a UA em dezembro de 2012.
 
 
 
 

Condenado a três anos por tráfico de drogas e resistência aos agentes de autoridade

O condenado tem um registo criminal, tendo sido condenado em 2013 a dois anos e onze meses de prisão pelo crime de tráfico de entorpecentes


Bizkaia, Tribunal Provincial condenou um cidadão da Guiné-Bissau, estando ilegalmente em Bilbao, a três anos de prisão por tráfico de drogas e resistência à prisão. Como mencionado na sentença, o agressor tem antecedentes criminais, tendo sido condenado em 2013 a dois anos e onze meses de prisão pelo crime de tráfico de drogas (pena suspensa para auto notificado em Janeiro de 2014 para três anos), e a pena de prisão de 18 meses por outro crime de tráfico de drogas (também suspenso por três anos).

O incidente ocorreu cerca de 14:40 horas em 19 de março de 2014, quando foi até o número 51 da rua San Francisco de Bilbao. O réu deu a dois outros, em troca de algum dinheiro, garrafa térmica quebra de 1,86 gramas de heroína, com uma riqueza média de 3,6% no primeiro, e um invólucro lágrima tipo com 0,14 gramas de cocaína com uma riqueza média de 10,4% para o segundo.

No momento da sua detenção, o arguido, que em razão de sua dependência mostrou um ligeiro declínio na sua capacidade limitativa, começou a jogar chutes e socos para os oficiais Ertzaintza que se haviam identificado como tal e que estavam devidamente uniformizados.





segunda-feira, 29 de junho de 2015

Camionetas elétricas portuguesas passam no exame

Veículos de carga 100% eléctricas Fuso Canter feitos no Tramagal (Portugal) bem-sucedidos num teste que durou um ano.


Oito camionetas 100% elétricas Mitsubishi Fuso Canter percorreram 50 mil quilómetros em Portugal durante um ano, trabalhando em meio urbano, rural ou industrial. Trata-se de uma experiência-piloto que, segundo responsáveis nacionais e internacionais da marca, correu bem e mostra as virtualidades deste novo tipo de motorização. “Um exemplo de colaboração entre o Governo e o fabricante”, disse Marc Llistosella, presidente da Mitsubishi Fuso Truck and Bus Corporation”. O balanço foi hoje (29 de Junho) feito em Lisboa no novo Museu dos Coches numa cerimónia onde esteve presente o vice-primeiro-ministro Paulo Portas.

Trata-se de modelos experimentais produzidos na fábrica da marca no Tramagal (Abrantes) e que diferem dos que saem da linha de montagem por trocarem a motorização a gasóleo por uma solução elétrica. Municípios e grandes empresas, tanto públicas como privadas, foram parceiros deste teste.

Estas camionetas, capazes de transportarem duas toneladas de carga e de se moverem a 90 km/h, desenvencilharam-se com brio nas sinuosas calçadas lisboetas ou portuenses, ao serviço dos departamentos de limpeza dos dois municípios. Carregaram resíduos agrícolas na Serra de Sintra para o Monte da Lua/Parques de Sintra. Entregaram correspondência na capital e em Coimbra e fizeram de tudo um pouco nos municípios de Abrantes e Cascais. E ainda distribuíram mercadorias para a empresa Transporta e movimentaram contentores de gás para a REN em Sines e Pombal.

Quem as guiou gostou da pronta disponibilidade de binário e da boa resposta do acelerador. Escusado será dizer que fazem muito pouco barulho e não poluem, o que as adequa ao meio urbano ou a áreas ambientalmente sensíveis. Tal como em todos os atuais veículos elétricos o maior estrangulamento é a autonomia: cerca de 100 km o que os limita às “voltinhas”.

Comparando os custos de utilização, a poupança relativamente à motorização a gasóleo é da ordem de dez cêntimos por quilómetro, ou seja mil euros por cada dez mil quilómetros percorridos.

Como se passa do protótipo ao veículo comercial? A grande limitação advém do estado atual da tecnologia das baterias: estas com uma potência de 110 kW (cerca de 150 cavalos) representam, no estado atual das coisas, um custo de € 75 mil por veículo.

À saída, após a cerimónia oficial, dois reboques vieram buscar as camionetas que iam para mais longe, já que a sua autonomia não lhes permitiria ir além de Torres Novas. A mobilidade elétrica teve a virtude de seduzir sucessivamente um primeiro-ministro (José Sócrates) e um vice-primeiro-ministro (Paulo Portas). Só lhe falta convencer os outros dez milhões de portugueses.
 
 
(Foto Daimler AG - Global Communications Commercial Vehicles)
 
 
 

"12 Poetas de de São Tomé e Príncipe"

Iniciativa no âmbito do 40º aniversário da independência de São Tomé e Príncipe


O lançamento do fanzine coletivo de poesia “12 poetas de São Tomé e Príncipe” pela AFROFANZINE, editora independente de fanzines que tem como objectivo divulgar autores africanos, criada por Inês Ramos e Raja Litwinoff, é um dos destaques da V edição da Feira do Livro de São Tomé e Príncipe em Portugal.
 
 
A feira, organizada pela Mén Non – Associação das Mulheres de São Tomé e Príncipe em Portugal em parceria com a Plataforma Cafuka, realiza-se nos dias 11 e 12 de julho, no Instituto Português do Desporto e Juventude, em Lisboa, l, sob o tema “Estórias da nossa História. O povo Angolar”. E inclui ainda:

– Homenagem ao povo Angolar – Anen Ngue Anguene;

– Apresentação do livro, “A Respiração dos Dias”, de Goretti Pina;

– Preleção sobre a literatura santomense e recital de poemas de Olinda Beja acompanhada por Filipe Santo; – Apresentação do Projeto Kuá Non. Plataforma Cafuka
 
 Vai ter lugar no dia 12 de Julho, às 16H30, na V Feira do Livro de São Tomé e Príncipe em Portugal, no âmbito do 40.º aniversário da independência de São Tomé e Príncipe, o lançamento do fanzine «12 poetas de São Tomé e Príncipe» pela editora Afrofanzine, com a presença de alguns poetas da colectânea.

A Feira do Livro de São Tomé e Príncipe em Portugal é organizada pela Associação Mén Non, e realiza-se nos dia 11 e 12 de Julho no Instituto Português do Desporto e Juventude de Moscavide.
 
 
 
 

É preciso oferecer mais garantias a quem pretende investir no país

"Precisamos de um quadro legal que seja atractivo para quem trata de negócios", referiu o líder do Governo.


Simões Pereira falava em Bissau na abertura das terceiras Jornadas de Industrialização do país, promovidas pelo Ministério da Energia e Indústria.

O primeiro-ministro referiu que é necessário também que haja "mão-de-obra qualificada" e "fluxos de capital para que, quem quer investir, tenha acesso" a essas verbas.

Os fluxos de capital devem também permitir a quem tenha feito investimento ter a noção de que "não corre riscos que não sejam de facto comerciais".

As jornadas decorrem hoje e na terça-feira a par de uma feira de produtos guineenses, no centro da cidade, aberta até sábado.

O Presidente da República, José Mário Vaz, vai encerrar o programa de debates na terça-feira, às 16:00.

A iniciativa destina-se a "promover o debate sobre a valorização dos produtos nacionais", anunciou o Ministério da Energia e Indústria.

"Pretende-se promover debates e reflexões sobre o que é necessário fazer para a valorização dos produtos nacionais através da transformação industrial com enfoque nos resultados da mesa redonda [de doadores] realizada durante março", anunciou a organização, em comunicado.

O encontro realizado a 25 de março permitiu mobilizar mais de mil milhões de euros de intenções de apoio da comunidade internacional, com Portugal a comprometer-se com um programa de cooperação de 40 milhões de euros.




Código Penal moçambicano que substitui texto colonial entra em vigor na quarta-feira

O novo Código Penal de Moçambique, que revoga um texto de 1886, entra em vigor na próxima quarta-feira, disse à Lusa o porta-voz do Tribunal Supremo, esclarecendo dúvidas sobre a data do início da aplicação da legislação.


"O 'vacatio legis' [período entre a publicação da lei e entrada em vigor] termina a 30 deste mês e o novo Código Penal começa a ser aplicado a partir de dia 01 de julho", afirmou à Lusa Pedro Nhatitima, adiantando que os tribunais já estão a ser informado sobre a data de implementação do documento, que inclui várias novas normas como a despenalização do aborto.
 
Além disso, segundo o porta-voz do Tribunal Supremo, estão a ser programadas acções de formação para aperfeiçoamento do conhecimento do novo código nas três principais regiões do país.



Facebook abre primeiro escritório africano em Joanesburgo

A empresa Facebook abriu o seu primeiro escritório no continente africano, em Joanesburgo, mostrando o interesse da companhia no continente africano, onde os utilizadores cresceram 20% desde setembro do ano passado, para 120 milhões.


Com sede em Melrose Arch, em Joanesburgo, o mais recente escritório do Facebook será liderado por Nuno Ntshingila, o novo responsável pelo continente africano.

"Somos inspirados pelas maneiras incríveis como as pessoas e as empresas usam o Facebook em África para se ligarem", comentou o vice-presidente Nicola Mendelsohn, notando que 80% dos utilizadores africanos recorrem a telemóveis para se ligarem a esta rede social e lembrando que no primeiro trimestre deste ano, as receitas do Facebook vindas fora dos Estados Unidos e do Canadá já representaram 52%.

A utilização da tecnologia móvel "não é apenas uma tendência, é o mais rápido desenvolvimento em telecomunicações que já vimos", comentou o responsável.

"Isto não podia ser mais verdade em África, onde tantas pessoas só usam o telemóvel [e não uma rede fixa]; este novo escritório é um importante marco para o Facebook e as nossas equipas querem parcerias com os negócios em todo o continente", concluiu.

A empresa vai inicialmente focar-se nos mercados-âncora nas principais regiões da África subsariana: Quénia, Nigéria e África do Sul, mas outros dos territórios com apoio incluem Moçambique, Senegal, Costa do Marfim e Etiópia.
 
 
 
 

I Fórum de Exportadores da CPLP juntou centenas de empresários em iniciativa pioneira

Fazer a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) ir para além da política é um dos objectivos da União de Exportadores da CPLP (UE-CPLP), presidida pelo português Mário Costa. Uma cooperação económica consistente poderá mesmo vir a desembocar numa união bancária ou na livre circulação de pessoas, bens e capitais.


Objectivos que estão em cima da mesa, ainda que se saiba que não são fáceis de atingir. Durante o I Forum da UE-CPLP, que decorreu sexta-feira e sábado no Centro de Congressos de Lisboa, Luís Amado fez o primeiro aviso: a União Europeia, tal como a conhecemos hoje, começou como uma Comunidade Económica Europeia. Só actualmente, 60 anos depois, é que ela permite a livre circulação de pessoas – “na verdade, de trabalhadores”. E, notou, “esta não é uma comunidade económica”.

A questão de uma possível União Bancária, a longo prazo, foi também abordada, dois dias depois de o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, ter pedido aos responsáveis dos bancos centrais da CPLP que tentassem convergir mais com as regras europeias em termos de regulação. O responsável falava durante o XXV encontro de governadores de bancos centrais de língua portuguesa, e sublinhou a importância de convergir nas regras da supervisão para permitir relações económicas e financeiras mais saudáveis.

Luis Amado sublinhou ainda que “há uma concepção económica na génese de construção europeia que não podemos esquecer. A CPLP parte precisamente da dimensão terminal, da cidadania. E acho que isso, no plano político, ainda não foi percebido”, lamentou.

Mário Alkatiri, antigo primeiro-ministro de Timor Leste, secundou as palvaras de Amado. “Eu sou politico, quando dizem que os politicos devem decidir sobre a mobilidade e a abertura das fronteiras, concordo”. Depois, “o sector empresarial toma conta do resto”.

Segundo os vários responsáveis da Comunidade, tornar o sector empresarial da CPLP mais cooperante e dinâmico é mais do que uma necessidade. É o que faz sentido. Em declarações ao i antes de início do Fórum, Mário Costa salientava que países como a Guiné, Moçambique, Timor “são virgens e podem ser complementados”. Deu como exemplo a Castanha de Caju da Guiné Bissau, que está a ser levada para todo o mundo por duas empresas pertencentes a países da CPLP. A UE-CPLP apoiou na instalação do laboratório de Certificação da Castanha de Caju, que facilitou depois os contratos de exportação.

“O desafio é descobrir como se consegue passar de ser um pais de destino para ser um pais de procedência”, afirmou ainda Mario Alkatiri, pedindo um maior intercâmbio de know-how e especialização entre os vários Estados-membros.

Jorge Serrano, presidente de honra da CPLP, chamou a atenção para o facto de, no quadro sócio-económico actual, a Comunidade ter um papel relevante que não pode ser desperdiçado. “Somos diferentes e isso é uma mais valia para os negócios e para a riqueza cultural. Mas somos iguais porque efetivamente há um sentimento de partilha, um sentimento comum e uma empatia que não sabemos bem explicar, mas que existe. Empatia e proximidade, talvez seja o que nos define”. E continuou: “acho que os laços empresariais se estão efetivamente a estreitar entre as empresas CPLP e que as pequenas e médias empresas (PME) serão efectivamente o coração destas relações económicas”.

No I Forum da UE-CPLP houve ainda espaço para várias reuniões individuais entre empresários dos vários Estados-membros, para que pudessem estabelecer parcerias, avaliar negócios e criar contactos. A iniciativa encerrou uma missão empresarial de cerca de 20 dias, durante a qual os responsáveis da UE-CPLP passaram pela maior parte dos Estados-membros. A próxima geografia a receber a visita da UE-CPLP será Timor- Leste.

Pedro Pires preocupado com "aumento das desigualdades sociais"

O ex-Presidente cabo-verdiano Pedro Pires considera que houve "aumento das desigualdades sociais" nos países africanos de língua portuguesa, 40 anos depois da independência, e que "há muita coisa por corrigir", incluindo "reduzir esse fosso" entre ricos e pobres.


Falando sobre a situação socioeconómica e política nas últimas quatro décadas, Pedro Pires considerou que os Países Africanos de Língua Portuguesa (PALOP) "cresceram muito, mudaram muito, para o melhor", até porque, "do ponto de vista de responsabilidade nacional e individual, não se pode comparar o colonialismo com a independência".

Mas nesse percurso, cometeram-se "erros" e permanecem "insuficiências" decorrentes das opções políticas adoptadas pelos antigos movimentos independentistas, que hoje governam os PALOP, afirmou Pedro Pires, que em 2011 foi galardoado com o Prémio Ibrahim para a Excelência na Liderança Africana.

"Não sei se há cada vez mais pobreza, o que há são as desigualdades. Acho que a pobreza de hoje não é como de há 40 anos, não é a mesma, é uma outra pobreza e o que nós podemos observar é o aumento das desigualdades, então as políticas devem contribuir para reduzir esse fosso que há entre os mais ricos e os mais pobres", disse Pedro Pires, em entrevista à Agência Lusa em Lisboa.

Em comparação com ex-colónias de outras potências europeias, os PALOP continuam a registar baixas pontuações em diferentes critérios analisados pelo Índice Ibrahim de Boa Governação Africana (IIGA) 2014, que visa informar e ajudar os cidadãos, sociedade civil, parlamentos e governos a medir o progresso em 52 países avaliados.

O melhor entre os países lusófonos é Cabo Verde (2.º), à frente de São Tomé e Príncipe (12.º), Moçambique (22.º), Angola (44.º) e Guiné-Bissau (48.º) em matéria de Segurança e Estado de Direito; Participação e Direitos Humanos; Oportunidade Económica Sustentável; e Desenvolvimento Humano.

No topo dos cinco melhores, segundo o Índice Ibrahim de Boa Governação Africana 2014, mantém-se Ilhas Maurícias (81,7 pontos), seguidas por Cabo Verde (76,6), Botsuana, (76,2), África do Sul (73,3) - que conquistou a quarta posição - às Ilhas Seicheles (73,2).

Em entrevista à Lusa, Pedro Pires considerou que nos cinco Estados africanos colonizadas por Portugal ainda "há erros" que são cometidos a diferentes níveis.

"A obra humana está cheia de erros, há insuficiências", resumiu.

Questionado sobre o que gostava de ver corrigido, o ex-chefe de Estado cabo-verdiano apontou "duas coisas a ver, do lado dos que governam e do lado dos cidadãos".

"De um lado e do outro, acho que há muita coisa por corrigir: melhorar e fortalecer as instituições do Estado, dar mais eficácia e responsabilidade ao cidadão. Portanto, as coisas mudam se cada um de nós mudar e se aplicar na realização de uma visão", afirmou.

Uma visão que, de acordo com Pedro Pires, passa por "olhar para trás, fazer uma apreciação do tempo e do caminho percorrido".

O antigo Presidente de Cabo Verde assinalou, contudo, que "não há dúvida que há a democratização da educação" nos países africanos de língua portuguesa.

"O acesso à educação é muito mais fácil. O que se pode colocar é a qualidade da educação", se for isso, então "vamos insistir na melhoria da qualidade que passa pela melhoria da qualidade dos professores, mas é um longo processo", disse Pedro Pires.

A mãe de todas as perigosas tentações

 

Parte da promessa financeira de apoio à Guiné-Bissau anunciada pela comunidade internacional na recente mesa-redonda de Bruxelas da comunidade vão começar a chegar nos próximos meses, afirmou o ministro da Economia e Finanças da Guiné-Bissau.

 

 

Parceria com Portugal para criar Escola Superior Agrária

A ministra da Educação da Guiné-Bissau, Odete Semedo, actualmente em Portugal, anunciou, este domingo, um novo acordo de cooperação com o Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) para a formação de professores e para o estabelecimento de uma escola superior agrária na Guiné-Bissau.


Para a ministra guineense, citada pelo Correio do Minho, a nova escola agrária, que será integrada na Universidade Amílcar Cabral, é um indicador de «confiança na paz social e no trajecto de desenvolvimento que se vive no país».
 
 
 
 

Domingos Simões revela que presidente senegalês quer ajudar a ultrapassar crises políticas

O primeiro-ministro da Guiné Bissau, Domingos Simões Pereira, revelou este domingo que a sua deslocação a Dakar, Senegal, foi muito positiva.


Domingos Pereira indicou que o chefe de estado senegalês e presidente em exercício da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), Macky Sall, prometeu ajudar a mediar a tensão entre o governo e a presidência da Guiné-Bissau tanto a nível político, bem como no âmbito do desenvolvimento.

«Falámos da situação política nas suas várias vertentes e no contributo que ele, enquanto presidente do Senegal e da CEDEAO, pode ter na atualidade da nossa situação nacional», disse Domingos Pereira.




Senegal: português extorquido e espancado por três polícias


Um português que efectuou uma viagem para Dakar, Senegal, foi extorquido e espancado por três agentes da polícia local. Os agressores estão a ser julgados num tribunal militar.

 
Os factos remontam à madrugada de 13 de novembro de 2014. A vítima, Armando Ubango, desembarcou no aeroporto de Dakar e foi de imediato revistada pelos três polícias. Após exigirem saber os motivos da presença do português em território senegalês, os três polícias agrediram-no e exigiram-lhe que pagasse 2500 euros para pararem com a violência.
 
O português afirma ter conseguido apanhar um táxi para o centro de Dakar, onde denunciou a situação a outros agentes da polícia. A sentença dos polícias está marcada para 31 de julho
 
 
 
 

A educação não nasce do nada. É recebida como o pão para a boca

Srª MINISTRA DA EDUCAÇÃO, SE JÁ CONCLUIU E CUMPRIU OS OBJECTIVOS PRIMEIROS QUE JUSTIFICARAM A SUA SAÍDA DO PAÍS, FAÇA UM FAVOR A SI PRÓPRIA, À JUVENTUDE E AO GOVERNO DE QUE FAZ PARTE.

REGRESSE À GBissau , PARA QUE NÃO SEJA ENREDADA EM ESQUEMAS POUCOS CLAROS DE ALGUNS SECTORES DA DIÁSPORA.

É TEMPO DE REGRESSAR À GB E FALAR SOBRE O QUE PLANEIA PARA O PRÓXIMO ANO LECTIVO ESCOLAR, E PREPARÁ-LO CORRIGINDO LACUNAS, E QUAIS AS NECESSIDADES PREMENTES QUE SERÃO DE ALGUMA FORMA RESOLVIDAS COM OS MILHÕES EXISTENTES PROVENIENTES DOS DOADORES.

E PRINCIPALMENTE PENSE NA JUVENTUDE, NA QUAL O PAÍS TEM DESINVESTIDO PEDAGÓGICA E PROFISSIONALMENTE DURANTE ESTAS QUATRO DÉCADAS.

DE CONTRÁRIO NUNCA TERÁ A SATISFAÇÃO DE GOVERNAR NUMA PERSPECTIVA EVOLUTIVA O ENSINO DURANTE O SEU MANDATO, O QUE TAMBÉM COMO NOS ANTERIORES MINISTÉRIOS, FICARÁ REGISTADO PARA A HISTÓRIA.


C/ os melhores cumprimentos

domingo, 28 de junho de 2015

Golpismo hereditário

ESTA-SE A PROCESSAR METODICAMENTE E DE FORMA CALCULISTA A TENTATIVA DE UM GOLPE COM FACE LAVADA AOS OLHOS DA COMUNIDADE INTERNACIONAL... 



Presidente da Nigéria aprova lei que proíbe a mutilação genital feminina

Em sua última semana na presidência da Nigéria, Goodluck Jonathan assinou uma lei que criminaliza a mutilação genital feminina.


De acordo com o All Africa, a lei traz esperança de que os nigerianos “comecem a aceitar que práticas culturais e religiosas também devem se sujeitar aos direitos humanos”.

A medida já havia sido aprovada pelo senado do país em maio. Além da mutilação genital, a lei também proíbe o abandono de dependentes – mulher, filhos e outros – sem condições de sustento.

Estima-se que cerca de 25% das mulheres entre 15 e 49 anos tenham sido submetidas à prática no país. No entanto, por se tratar do país mais populoso do continente, os números absolutos da Nigéria estão entre os mais altos do planeta.

De acordo com o International Business Times, especialistas afirmam que a lei pode impactar a criação de outros dispositivos legais em outras 26 nações africanas, onde a prática ainda ocorre.

Ainda segundo analistas ouvidos pelo IBT, a aprovação da lei nos últimos dias de mandato de Jonathan não é uma coincidência: enquanto ele não vai precisar encarar seu eleitorado, pois deixa o poder nesta sexta-feira (29), Muhammadu Buhari, que assume a presidência após uma eleição histórica, já pega o assunto, que envolve delicadas questões religiosas e culturais, “encaminhado”.

Segundo o Guardian, há 13 anos activistas e grupos de defesa dos direitos humanos pressionavam o governo para que aprovasse uma lei que proíba a prática.

Cabe agora, ao país, conciliar a lei com práticas que façam com que os casos de mutilação genital sejam, de fato, reduzidos. “O fim da violência contra mulheres e meninas demanda investimentos, não apenas leis escritas em livros”, escreveu Stella Mukasa no jornal britânico.

Considerada pela Organização das Nações Unidas (ONU) como uma violação dos direitos humanos , esta prática consiste em remover – parcial ou totalmente – os genitais femininos, com a intenção de impedir que a mulher sinta prazer sexual. Não há nenhuma justificativa médica para esse tipo de intervenção, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.

De acordo com dados divulgados pela Unicef em fevereiro, há cerca de 130 milhões de mulheres e meninas vítimas da prática vivas actualmente.

Geralmente a operação é feita de forma rudimentar, sem anestesia e em condições de higiene “catastróficas”, de acordo com a Desert Flower Foundation. Facas, tesouras, lâminas e até cacos de vidro podem ser usados nos procedimentos, geralmente feitos até os 15 anos da vítima.

Dados da Unicef mostram que a prática se alastra principalmente na Somália e na Guiné, onde 98% e 97% da população feminina foi mutilada, respectivamente. Caso a prática não seja inibida, 30 milhões de mulheres podem sofrer mutilação genital na próxima década.

A Unicef, no entanto, afirma que a situação está melhorando, ainda que em um ritmo muito abaixo do ideal. A chance de uma menina ser cortada hoje em dia é um terço menor do que era há 30 anos.

A OMS afirma que a mutilação causa sérios riscos como hemorragia, tétano, infertilidade e a necessidade de outras cirurgias para reparar o estrago.
 
 
 
 

Arquivo Nacional de Cabo Verde organiza grande exposição sobre 40 anos de independência

O Arquivo Nacional de Cabo Verde (ANCV) está a ultimar os preparativos para a maior exposição de sempre sobre a história do país, iniciativa enquadrada no 40.º aniversário da independência do arquipélago e a inaugurar a 03 de julho.

 
Em declarações à agência Lusa, os dois "curadores" da exposição, Ana Mafalda Moreira e José Silva Évora, responsáveis do ANCV, adiantaram que a exposição, documental e fotográfica, tem uma natureza temporária e itinerante, que esperam poder levar, até ao fim das celebrações, a 18 de outubro, aos 22 concelhos do país.

"Na vida das Nações há marcos indeléveis que marcam o seu percurso. A independência constitui um deles", disse Ana Mafalda Moreira, explicando que a exposição integra 16 painéis, subordinados a nove secções temáticas, e que contará com centenas de fotografias, dezenas de pequenos filmes e música.

No dia da inauguração, acrescentou, os funcionários do arquivo histórico cabo-verdiano estarão trajados a rigor, com roupas e vestes tradicionais utilizadas no arquipélago desde 1918 até 1975.

Os temas, sublinhou José Silva Évora, são nove - "A Madrugada da Independência", "A Proclamação da Independência de Cabo Verde", "Marcos dos Primeiros Anos da Independência (1975/90)", "Cabo Verde de 1991 à Atualidade", "Os 40 Anos da Filatelia e Numismática em Cabo Verde" e "A Cultura do Cabo Verde Independente: A Voz da Imprensa".

O rol das secções temáticas conclui-se com "Cabo Verde, Nha Amor, Nha Fé, Nha Luta: 40 Grandes momentos do Pós-Independência", que abarca aspetos políticos, religiosos, desportivos e culturais, entre outros, e "Imagens do Cabo Verde, Hoje", com fotografias de todas as ilhas, as "sete maravilhas" do arquipélago e as grandes obras.

No primeiro tema, serão mostrados explicados os Acordos de Argel, que levaram à independência, o início do processo de negociações, a última fase das negociações e a posse do governo de transição, a 31 de dezembro de 1974.

A segunda secção dará conta da campanha internacional para a angariação de ajuda económica, as eleições para a Assembleia Nacional (30 de junho de 1975) e a primeira sessão da assembleia constituinte, que elegeu os presidentes da República, Aristides Pereira, e da Assembleia Nacional, Abílio Duarte, e o primeiro-ministro, Pedro Pires.

Na mesma secção será também apresentado, em imagens e com texto, o ato solene da proclamação da República e a lista de países que reconheceram imediatamente o novel Estado.

Na terceira secção constará o primeiro Governo do Cabo Verde independente, a instituição dos símbolos nacionais e as instituições e organizações de massas que marcaram os primeiros anos de vida do país, como os delegados do executivo (presidentes de câmara), tribunais populares e milícias populares, entre outras.

As aberturas política, com eleições, novo hino e bandeira, e económica, sobretudo com as privatizações, constam do quarto painel, enquanto o quinto é dedicado exclusivamente aos selos e moedas que foram lançados no país desde 1975 e o sexto dedicado à música e literatura, com uma listagem exaustiva das obras e autores cabo-verdianos.

O percurso dos jornais, rádio e televisão em Cabo Verde constituem o teor do sétimo painel, que dedica também uma secção especial à censura de que foi alvo o jornal de inspiração cristã, o Terra Nova, por parte das primeiras autoridades cabo-verdianas.
 
 
 
 

Primeiro satélite angolano com centro de controlo em Luanda

A província de Luanda vai receber um dos dois centros de controlo do primeiro satélite angolano, com lançamento previsto para 2017, e que permitirá assegurar telecomunicações em todo o território nacional.


A construção do Centro de Controlo e Missão de Satélites arrancou no sábado, na comuna da Funda, em Cacuaco, nos arredores da capital angolana, numa área com mais de 6.500 metros quadrados.

Está prevista uma outra estação de controlo do satélite AngoSat-1 em Korolev (Rússia).




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MAR CRUEL, que nos compromete a todos e a cada um


"A grande pergunta é se nos importa que esta gente morra, ou se nos incomoda que aconteça à nossa porta"

(Juan Medina, fotógrafo)






Fotos da exposição realizada no edifício Sario da UPNA.

"É uma tragédia que nos compromete a todos e a cada um" (Mario Benedetti)



sábado, 27 de junho de 2015

Secretário Executivo da CPLP pede reafirmação da vontade política dos Estados-membros

Pertenceu ao Embaixador Murade Murargy o discurso de encerramento do I Forum da União de Exportadores da CPLP, no Centro de Congressos de Lisboa. O secretário executivo da CPLP agradeceu a presença dos empresários, pediu mais vontade política e reafirmou a importância da CPLP no actual contexto sócio-económico global.


"Eu sou um homem de desafios. Congratulo todos os empresários aqui presentes, que considero meus aliados. Estamos juntos nesta causa, que é uma causa nobre".

"A CPLP é uma verdadeira vantagem comparativa face a outras organizações internacionais, uma vez que assenta em interesses partilhados para a prossecução de objetivos comuns", afirmou o responsável.

Sublinou aindan não ter dúvidas de que "se os governos e empresários do espaço da CPLP erguerem um quadro para o desenvolvimento sustentável, o crescimento [dos países da comunidade] será acelerado".

"Vamos concretizar projectos de interesse comum. Sabemos que a nossa estrutura intergovernamental impõe respeito pelos compromissos assumidos pelo estado", lembrou, não deixando de lembrar: "a iniciativa de procurar sinergias e circuitos de cooperação devem pertencer aos agentes económicos". Murargy pediu a todos que não deixassem de se empenhar na procura por intercâmbios que tragam mais valias aos vários actores da CPLP.

"A confederação empresarial da CPLP da qual a União de Exportadores é associada" ajuda "a criar as condições para exponenciar os negócios no quadro dos diferentes" sectores, lembrou.

E terminou reiterando que "estamos numa encruzilhada na redefinição de objectivos e prioridades da CPLP", lembrando que é necessária a "reafirmação da vontade política dos nossos estados".