COM O TEMPO UMA IMPRENSA CÍNICA, MERCENÁRIA, DEMAGÓGICA E CORRUPTA, FORMARÁ UM PÚBLICO TÃO VIL COMO ELA MESMO

Joseph Pulitzer

sexta-feira, 31 de julho de 2015

MARCELINO DA MATA, PRECISA DE UMA "VAQUINHA"...

VÁ LÁ,,, FAÇAM UMA VAQUINHA PARA AJUDAR O HOMEM....NA GBISSAU HÁ POR LÁ UNS (PRÓ-)TUGAS CHEIOS DE CACAU...FÁCIL.


O CRIMINOSO EX-COMANDO AFRICANO "... arrisca ficar sem casa.
O militar português mais condecorado em combate. O tenente-coronel Marcelino da Mata, de 75 anos, arrisca agora ficar a morar na rua com alguns dos seus 12 filhos, muitos deles a seu cargo e três ainda menores.

Segundo explicou ao CM Alexandre Lafayette, advogado e amigo de Marcelino da Mata, no cerne do problema está uma penhora realizada pela Caixa Geral de Depósitos. "O senhor tenente-coronel serviu de avalista a uma guineense que quis comprar casa em Portugal. Essa senhora deixou de pagar o crédito à habitação e foi viver para Inglaterra", conta.
 
A mulher, de nome Patrícia, não deu mais sinal de vida. O banco ficou com a casa, mas ainda faltavam mais de 35 mil euros. Marcelino da Mata, como avalista, foi penhorado pela CGD. A casa do militar do Exército na reserva, em S. Marcos, Sintra, esteve para ser vendida por propostas em carta fechada no dia 7 de julho. "Conseguimos que a Caixa adiasse a decisão por 90 dias. Temos esse período para ajudar a salvar um homem que salvou com o seu sangue tantas vidas portuguesas", afirma Alexandre Lafayette. Como tal, o advogado e vários outros amigos lançaram uma campanha para angariar fundos. "
 
 

 
 

DIA DA MULHER AFRICANA






















quinta-feira, 30 de julho de 2015

Sobre o criminoso colonialista Marrocos

Fundação Robert F. Kennedy: relatório sobre a violação dos Direitos Humanos no Sahara Ocidental nos seis meses de 2015.


Semestralmente a Fundação Robert F. Kennedy apresenta um relatório sobre os direitos humanos no Sahara Ocidental. O relatório agora divulgado cobre o período entre 01 de janeiro de 2015 e 3o de junho de 2015.

Sucessivos relatórios sobre o Sahara Ocidental deixam claro que as autoridades marroquinas continuam a cometer graves violações dos direitos humanos contra o povo saharaui. Durante o período coberto pelo relatório, a Fundação Robert F. Kennedy de Direitos Humanos registou mais de 70 relatos de graves violações dos direitos humanos cometidas pelas autoridades marroquinas contra o povo saharaui.

Incidências de abuso físico, tortura na prisão, morte em detenção e morte devido a explosões de minas.






RIDICULAMENTE DRAMÁTICO....

(in: 'ANG')







terça-feira, 21 de julho de 2015

ESTADO DE DIREITO

NÃO HÁ LIBERDADE, DIREITO E GARANTIAS, FORA DE UM ESTADO DE DIREITO.


SOMENTE PREVALECERÁ A ANARQUIA ALIADA AO BANDITISMO POLITICO E SOCIAL, COM AS EVIDENTES CONSEQUÊNCIAS PARA O RESPECTIVO POVO.

 

O BLOGUE "BISSAU RESISTE" SUSPENDE AQUI A SUA PUBLICAÇÃO ATÉ SER NORMALIZADA A REGULAR E DEMOCRÁTICA ORDEM INSTITUCIONAL NA GUINÉ-BISSAU

 





MP acusa governo de tentar manipular justiça

O Ministério Público da Guiné-Bissau acusou o governo liderado por Domingos Simões Pereira de tentar manipular a justiça, depois de o executivo de Bissau se ter insurgido contra diligências recentes efectuadas junto de alguns governantes.


O Ministério Público entende que faz parte da estratégia do governo e do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC, no poder), fragilizar a acção das instâncias judiciais e promover a impunidade no país.

Na semana passada, o PAIGC denunciou que alguns membros do partido e que integram o governo de Domingos Simões Pereira estão a ser alvo de «perseguição selectiva» por parte da justiça.




segunda-feira, 20 de julho de 2015

Hissène Habré, ex-Presidente do Chade vai ser julgado por crimes contra a humanidade

É a primeira vez que um tribunal de um país africano processa o presidente de um outro, por alegadamente ter cometido crimes contra os direitos humanos. É também o primeiro caso de jurisdição universal aplicado em África.


Habré, que será julgado a partir desta segunda-feira no Palácio da Justiça, em Dakar, é acusado de crimes contra a humanidade, de guerra e de tortura, cometidos durante os oito anos em que esteve à frente do país, de 1982 a 1990. Está também indiciado por ter perseguido e torturado alguns grupos étnicos, que contestavam as suas regras, como é o caso de Hadjerai e Zagawha.

O ditador terá presidido a uma rede secreta, conhecida por DDS (Direção da Documentação e da Segurança), que foi responsável por dezenas de milhares de mortes, desaparecimentos forçados, torturas e prisões. Investigações dos direitos humanos encontraram evidências da existência de pelo menos doze mil vítimas, e de mais de 1200 mortos.

O presidente da associação das vítimas de crimes cometidos durante o mandato de Hissène Habré já se manifestou sobre este momento marcante na história da justiça africana: “Finalmente o homem que nos brutalizou e depois se riu na nossa cara durante décadas terá o castigo que merece” – afirmou ao jornal britânico “The Guardian”.

Uma das vítimas deste período negro na história de Chade, Souleymane Guengueng, que passou três anos numa das prisões de Habré, explica que o ditador destruía todos os que se atravessassem no seu caminho: “Habrè impunha as regras como se fosse um Deus. Tudo era uma ameaça ao seu poder. Se alguém ousasse desafiá-lo, ele devorava-os como um leão”.

Recorde-se que este caso já se arrasta desde 2005, quando o tribunal belga emitiu um mandato de captura contra Habré, pedindo ao Senegal para julgar o ditador “em nome de África”. Enquanto o Senegal foi governado por Abdoulaye Wade (até 2012), o país rejeitou os pedidos constantes da Bélgica para extraditar o antigo ditador. A mudança só aconteceu, em 2012, quando Macky Sall foi eleito Presidente do Senegal.

O ex-Presidente do Chade, que se encontra exilado no Senegal, nega todas acusações e não tem demonstrado qualquer interesse em colaborar com as autoridades.
 
 
 
 

Mais de mil escuteiros do Minho e da G-Bissau juntos em acampamento regional

Mais de mil escuteiros do Minho e da Guiné-Bissau vão participar, entre 05 e 09 de agosto, na edição 2015 do Acampamento Regional (Acareg) de Viana do Castelo, que vai decorrer na freguesia de Darque.


"Teremos cerca de 1.120 escuteiros presentes neste acampamento, provenientes de agrupamentos do distrito de Viana do Castelo, mas também da vizinha região de Braga, e da Guiné-Bissau, que vêm dar uma dimensão internacional a esta iniciativa", afirmou o responsável da Junta Regional de Viana do Castelo, Manuel Vitorino.

O chefe regional, que falava em conferência de imprensa para apresentação do evento, adiantou que a presença dos 38 escuteiros lusófonos "vem ao encontro do programa educativo do movimento escutista, onde a educação para a paz, e para a cooperação entre os povos, tem uma dimensão importante".

O acampamento regional de Viana do Castelo vai decorrer na mata do Centro Pastoral Paulo VI, residência do bispo da Diocese de Viana do Castelo, situada em Darque, na margem esquerda do rio Lima.

Para Manuel Vitorino esta iniciativa, que já não se realizava desde 2008, vai representar "um momento de galvanização" dos cerca de 1.700 escuteiros do Alto Minho.

Segundo aquele responsável, o evento vai exigir "uma logística muito grande, com centenas de pessoas envolvidas, e cerca de 40 entidades parceiras".

O chefe regional destacou o apoio da Câmara Municipal, do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) e da Junta de Darque, freguesia onde vai decorrer o acampamento regional.

Com o lema "Não te conformes com o mundo" o encontro de cinco dias pretende "apelar a uma nova ordem não apenas mundial, mas das relações sociais entre os povos".

A recuperação das paredes exteriores de uma capela degradada situada junto ao rio Lima, e acções de animação em várias instituições particulares de solidariedade social, nomeadamente em lares de terceira idade e centros de acolhimento de crianças e jovens em risco, vão mobilizar os escuteiros "caminheiros", com idades entre os 18 e os 22 anos.

Já para os escuteiros de outras secções estão previstas actividades náuticas promovidas pelos clubes de vela, canoagem, e remo do concelho, e de Ponte de Lima.

A abertura do Acareg 2015 vai acontecer dia 05 de agosto, pelas 22:00, na Praça da Liberdade, em pleno centro de Viana do Castelo, "num momento que pretende trazer a festa escutista à cidade e envolver a população".







Os dois países institucionalizam cimeira bilateral entre os dois chefes de governo

Os primeiros-ministros de Cabo Verde e da Guiné-Bissau passam a encontrar-se de dois em dois anos numa cimeira bilateral que será realizada alternadamente nos dois países, objectivando a identificação de uma parceria estratégica.


Esta é uma das ideias-chave do documento final da visita de quatro dias que José Maria Neves efectuou à Guiné-Bissau e que recomenda, num outro ponto, a entrada em funcionamento da comissão bilateral conjunta, criada em Março de 2015, para permitir uma interacção “permanente e célere” na execução das medidas agora acordadas.

Os dois chefes de governo querem estabelecer metas, identificar e remover obstáculos, agilizar procedimentos e temporizar a implementação dos acordos assinados, no decorrer desta visita, nas áreas fitossanitária e zoo sanitário, e a convenção relativa à dupla tributação e evasão fiscal.

Acordos que segundo José Maria Neves, em declarações aos jornalistas no final da visita, mostram a “vontade firme” dos dois governos na construção da parceria estratégica e na criação de condições para o reforço da cooperação económica/empresarial, e entre os dois governos.

“Foi uma grande visita, ultrapassou todas as minha expectativas e estamos em condições de poder construir uma parceria estratégica entre Cabo Verde e a Guiné-Bissau”, reforçou o chefe do Governo cabo-verdiano.

Após visitar durante o dia de sábado o arquipélago dos Bijagós, ilhas que segundo José Maria Neves revelam a “extraordinária riqueza da Guiné-Bissau”, o governante cabo-verdiano mostrou-se disponível para apoiar a aproximação entre os municípios de Cabo Verde e a região de Bolama e Bijagós para possíveis acordos de geminação e de cooperação descentralizada.

“A cooperação Cabo Verde-Guiné-Bissau tem tudo para dar certo porque são dois países que têm muito em comum, de história, de consanguinidade, duas comunidades muito bem integradas nos dois países”, sintetizou, pelo que, acrescentou, há complementaridades económicas que poderão ser aproveitadas para criar factores de competitividade e de crescimento económico e de desenvolvimento sustentável nos dois países.

Na mesma linha, o primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, fez uma avaliação “muito positiva” da visita do seu homólogo de Cabo Verde e mostrou-se “seguro” em como os resultados “irão aparecer” e confirmar o optimismo com que foi selada a visita de José Maria Neves à Guiné-Bissau.

“Estou convencido de que os instrumentos estão criados, a vontade está afirmada agora é deitar mão ao trabalho e sermos capazes de corresponder ao desígnio que é histórico, aos laços de sangue que unem os dois povos”, lançou o estadista guineense, lembrando que o propósito é “juntos trabalharmos e juntos construirmos o futuro” que se quer “brilhante” para os dois países.

Cabo Verde decidiu contribuir para o desenvolvimento social da Guiné-Bissau, segundo José Maria Neves, com uma doação de um lote de medicamentos ao Hospital Simão Mendes para suprir as necessidades na área da pediatria.

Na ponta final da estada na Guiné-Bissau, o primeiro-ministro reuniu-se com a comunidade cabo-verdiana aqui radicada, acto que antecedeu um espectáculo musical protagonizada pela banda Cabo Verde Show.

A comitiva cabo-verdiana regressa na madrugada de segunda-feira, 20, a Cabo Verde.

Nesta visita à Guiné-Bissau, José Maria Neves fez-se acompanhar da ministra do Turismo, Industria e Desenvolvimento Empresarial, Leonesa Fortes, da secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros, Maria de Jesus Miranda, e ainda de altos dirigentes de instituições governamentais do país.

Efectuou visitas de cortesia aos presidentes da República, José Mário Vaz, e da Assembleia Nacional Popular, Cipriano Cassamá.

O chefe do governo cabo-verdiano e o seu homólogo guineense passaram em revista os interesses comuns da agenda bilateral, designadamente a concertação política, os desafios e as estratégias nacionais de desenvolvimento de cada um dos países, a cooperação económica, o apoio às comunidades residentes dos dois países e a criação de condições para agilizar e dinamizar a implementação de acções de cooperação já acordadas.
 
 
 
 

Pedreiro “baptiza” zona da G-Bissau de ilha da Boa Vista por paixão

À beira da estrada para Mansoa, a 25 quilómetros do centro de Bissau, vive Luís Tchamé, 40 anos, um apaixonado pela Boa Vista e que decidiu “baptizar” a zona onde vive com o nome da ilha cabo-verdiana.


Quem circula naquela estrada não fica indiferente, sendo cabo-verdiano, à placa “Bairro Novo Ilha Boa Vista”, colocada na zona de Nhacra Têda.

Avisado, o repórter da Inforpress mete conversa com o jovem guineense, no momento em que, debaixo do calor tórrido de Bissau deste mês de Julho, se encontrava com a família à sombra de uma frondosa árvore nas cercanias da sua casa.

Duas mulheres e nove filhos rodeavam o “nosso” homem que, entretanto, se afasta da prole para explicar à Inforpress que a ideia de partir para Cabo Verde surgiu em 2006 quando ouviu dizer que ali “estava-se bem” e que o arquipélago tinha “muito trabalho” para oferecer.

Pedreiro de profissão, Luís rapidamente quis passar do “ouvi dizer” para “vi” e partiu rumo a Cabo Verde, em 2007.

Conforme contou, “trabalhou duro” durante quatro anos na construção de um “grande hotel na Boa Vista”, de cujo nome já não se recorda, e regressou à Guiné para construir casa própria. Pouco tempo depois, de novo, já se encontrava na ilha da Boa Vista.

“Nessa segunda vez, fiquei pouco tempo, pois adoeci e tive que regressar à Bissau”, explicou Tchamé, que, entretanto, já enviou o irmão “para o seu lugar”, na esperança de que mal fique bem de saúde vá a Cabo Verde recuperar o seu emprego.

“Boa Vista é um sítio bom, não tem muita gente e um pedreiro, como eu, encontra trabalho facilmente”, diz, com convicção, o guineense que, de Cabo Verde, trouxe ainda uma segunda paixão: a cachupa.

“Gosto muito”, lança ao repórter ao mesmo tempo que, com o braço estendido, aponta na direcção de uma pequena parcela de terra, junto à casa, onde cultiva … milho. Como assim, provocamos, plantar milho numa terra em que a cultura manda servir o arroz todos os dias.

“Não importa, gosto da cachupa, com tudo, carne de porco incluída”, justifica, perante o sorriso da mulher.

E Luís, para fim de conversa, vai dizendo que só não pensa viver em definitivo na Boa Vista por ter “família tcheu”, nove filhos, de quem quer cuidar “de perto”.

Para além de naturais da Guiné-Bissau, estima-se que algumas centenas de homens e mulheres oriundas dos países da costa ocidental africana trabalham na ilha da Boa Vista, maioritariamente nos ofícios ligados à construção civil.
 
(Américo Antunes)
 
 
 
 

domingo, 19 de julho de 2015

Governo atribui parcela de terreno para cultivo a associação de descendentes cabo-verdianos

O Governo da Guiné-Bissau decidiu atribuir uma parcela de terreno de 500 hectares para cultivo a uma associação de descendentes cabo-verdianos radicados nesse país.

 
A novidade foi comunicada durante uma sessão de trabalho bilateral entre a delegação cabo-verdiana e a congénere da Guiné-Bissau, acto que mereceu elogios do primeiro-ministro José Maria Neves.

Os jovens vão fazer agricultura no terreno doado, para o mercado local da Guiné-Bissau.
 
 
 
 

sábado, 18 de julho de 2015

A Força de Reserva Africana é uma força militar composta somente de tropas africanas

Depois de cinco anos de atraso, a contagem regressiva começou para o lançamento oficial da 'NATO de África "começa, mas há ainda obstáculos


A Força de Reserva Africana é uma força militar composta por apenas tropas africanas que deverão intervir no prazo de duas semanas em caso de uma erupção de violência

Mesmo que a África avance no crescimento económico, e alguns das suas nações bem sucedidas e pacíficas são actualmente o lugar para os investidores, mas sua situação de segurança em vários países do continente se deteriorou ao longo dos últimos anos.

Actualmente, há uma mistura de novos e persistentes diversificados conflitos acontecendo em diferentes partes da África; Sul do Sudão, Guiné-Bissau, Líbia, Burundi, Lesoto e muito mais.

Existem ameaças terroristas contínuos de Al-Shabaab na Somália, de Boko Haram na Nigéria e o surgimento de novas ameaças, como o recentemente testemunhado em Sousse, Tunísia, onde 38 turistas foram mortos em uma praia.

A União Africana vem trabalhando em sua própria solução há anos, chamada à Força de Reserva Africano (ASF). É concebida como uma força militar composta por apenas tropas africanas que é suposto a intervir no prazo de duas semanas no caso de um novo conflito violento entrar em erupção. A força é dividida pelas cinco regiões do continente - Oeste, Leste, Sul, Norte e Central. Quando for necessária uma intervenção, as tropas de países dessa região podem ser implantadas.

Um país pode solicitar a ASF para ser implantado, no entanto, a UA também pode decidir intervir em casos de genocídio ou crimes contra a humanidade. Isto está de acordo com a mudança da UA em matéria de política de não-interferência para não-indiferença em 2001.

A Força é parte de uma estrutura maior AU com foco na prevenção de conflitos chamados a Paz Africana e Arquitectura de Segurança. Além da ASF, os componentes incluem o Conselho de Paz e Segurança, Painel de Sábios, Sistema Continental de Alerta Prévio e um Fundo de Paz.

Somália manutenção da paz

Já há a Missão da União Africano na Somália, AMISOM, compreendendo 22.000 tropas retiradas Uganda, Burundi, Etiópia e Quênia. O ASF pretende ampliar com isso e ter uma força de prontidão permanente que podem ser chamados a qualquer momento que surgir a necessidade.

Mas as tensões podem aumentar quando as nações vizinhas estão envolvidas na disputa interna de um país. O conflito no Sudão do Sul eclodiu em dezembro de 2013 depois de um racha político entre o presidente Salva Kiir e seu ex-vice-líder rebelde virou Riek Machar.

Os países vizinhos do Sudão e Uganda têm interesses opostos e agendas no conflito. Tropas de Uganda têm lutado ao lado das forças governamentais, enquanto (Cartum) o governo do Sudão supostamente apoia os rebeldes.

A guerra no Sudão do Sul é o tipo de conflito em que o ASF poderia ter desempenhado um papel importante. A violência se arrasta há mais de 18 meses, com pouca chance de um acordo de paz duradouro para ser finalizado em breve.

Sob a ASF, outras regiões podem ser chamadas a implementar as suas tropas se os países vizinhos paralisarem soluções pacíficas, como já aconteceu no Sudão - embora este não seja uma siuação ideal.

As ligações regionais tem que ser flexível em situações onde é necessário. Por exemplo, Boko Haram lançou ataques em solo nigeriano, Camarões e do Chade, dos quais os três países pertencem a diferentes regiões do ASF. Isto demonstra a necessidade de flexibilidade regional.

Voltar para dias de Nkrumah

A idéia do ASF remonta ao primeiro presidente de Gana, Kwame Nkrumah, um dos pais fundadores da União Africana, que previu um "Alto Comando Africano" como um exército continental a fim de proteger a independência dos países africanos, moldado nas linhas da NATO - a Organização do Tratado do Atlântico Norte.

A necessidade de uma força Africana aumentou depois de nem a comunidade internacional nem qualquer país Africano ter intervido durante o genocídio de Ruanda em 1994. O derramamento de sangue no Ruanda, a guerra civil no Burundi em 2001 e outros conflitos levaram a uma situação em que cerca de 80% das missões de manutenção da paz globais estavam no continente Africano sem fazer parte da UA e de uma solução de paz.

A Força de Reserva Africana deve ser declarada operacional até dezembro deste ano depois de um atraso de cerca de cinco anos.

Diferentes desafios causaram o atraso; incluindo as comunicações estratégicas e logísticas, bem como clarificar o mandato da ASF, para determinar se ele deve oferecer assistência humanitária ou de responder a desastres naturais.

Em seguida, há a questão da cooperação entre diferentes nações. Mesmo que os países se sintam mais comprometidos com a sua própria região do que para a UA, ainda existem enormes diferenças de doutrinas, línguas e culturas entre países de uma mesma região criando obstáculos para facilitar a cooperação.

Onde está o dinheiro?

O principal desafio para a ASF é o financiamento, uma questão recorrente para a UA. Há uma dependência estrutural de doações de parceiros para o orçamento da UA. A prontidão da Força será avaliada em um exercício final, chamado Amani II, na África do Sul, em outubro deste ano. A parte maior do orçamento para este exercício está sendo pago pela União Europeia.

Do orçamento de US $ 9,2 milhões $ 5200000 foi doado pela UE, $ 3000000 pela SADC bloco regional Africano Sul e Quênia também contribuiu com US $ 1 milhão.
Caso a ASF seja chamada a intervir, a implantação será por um período mínimo de 6 meses com cerca de 5.000 funcionários, dos quais 3.000 a 4.000 serão soldados e um projecto de orçamento estimado de US $ 60 milhões. Ainda não está claro quanto a quem vai pagar a conta; o Fundo de Paz Africano é uma opção provável. A conferência de doadores também pode ser realizada para levantar os fundos necessários, como foi feito para a missão Mali em 2013.

A realidade da ASF é que dentro de cada região existe uma lacuna com um ou dois países com forças armadas mais fortes e mais bem financiados. A região do Leste Africano é uma excepção com a Etiópia, Quénia, Uganda e Tanzânia, todas tendo exércitos fortes.

É muitas vezes os países africanos mais pequenos que não podem pagar os subsídios para as tropas devido a restrições orçamentais. E, embora na UA esteja regularmente a questão da dependência financeira na ordem do dia, muitos Estados membros da organização continental não fazem doação ou não podem sequer pagar sua taxa de adesão anual UA.

Apesar dos desafios financeiros, regiões já têm implantado tropas em situações críticas. A intervenção da região Africano Ocidental na Guiné-Bissau é um exemplo de como uma situação que foi feito com um orçamento apertado. Isso prova que, apesar dos desafios de recursos, podem ser encontradas soluções para as missões de intervenção críticos.



5ª edição das Olimpíadas de Matemática da CPLP

A cidade da Praia vai acolher de 20 a 25 deste mês, a 5ª edição das Olimpíadas de Matemática da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).


O concurso conta com a participação de 24 alunos do ensino secundário e tem por objectivo unir anualmente os países lusófonos, através do incentivo ao desenvolvimento da disciplina de matemática e aprofundamento da cooperação entre estes países nesta área.

Esta 5ª edição das Olimpíadas de Matemática da CPLP é organizada pelo Ministério da Educação e Desporto e Universidade de Cabo Verde.

As Olimpíadas de Matemática da CPLP foram organizadas pela primeira vez em 2011, em Coimbra, pela Sociedade Portuguesa de Matemática e pelo Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra.
 
 
 
 

No seio de tanta ignorância militante... e convicta







































"Acredito no poder da tecnologia para a mudança" - diz vencedora de concurso da ONU

A União Internacional de Telecomunicações (UIT) anunciou as duas vencedoras da segunda competição para jovens inovadores, que tinha como desafio encontrar ideias alternativas em tecnologias de comunicação e informação (TIC) para ajudar pessoas em situações de conflito.


As jovens participarão do UIT Telecom World 2015, que acontecerá entre 12 e 15 de outubro, em Budapeste (Hungria) e receberão fundos para continuar a desenvolver suas invenções. As soluções tecnológicas foram escolhidas entre 121 aplicativos provenientes de 56 países.

Glorypearl Dy, das Filipinas, apresentou um espaço colaborativo que permite jovens engajar-se em iniciativas que promovam a mediação, interculturalidade, transformação de conflitos e projetos a favor da paz. Já, Terrina Govender, da África do Sul, criou uma plataforma que permite pessoas em região de conflito usar SMS e atendimentos automáticos para transmitir informação crítica sobre estoques de alimentos, itens médicos e localização para organizações de ajuda internacional como para o setor privado.

“Acredito no poder da tecnologia para a mudança social. Vivemos em um momento no mundo quando temos a tecnologia proliferando por todas as partes e classes sociais”, disse Terrina. “Este tipo de acesso abre oportunidades para ajudar a criar programas de ajuda mais efetivos e orientados. Fornecer informação precisa e atualizada para aqueles que querem ajudar em momentos de desastres e conflitos ajudará, espero, a salvar muitas vidas.”


(Jovens são incentivados a apresentar soluções alternativas para ajudar as pessoas em situações de conflito. Foto: UIT)


ONU Destacada a importância do uso de perservativos no combate ao HIV

Em 2015, estima-se que 2,1 milhões de pessoas foram infectadas com o HIV e um número estimado de 500 milhões de pessoas adquiriram clamídia, gonorreia, sífilis ou tricomoníase. 


Além disso, a cada ano mais de 200 milhões de mulheres têm necessidades não satisfeitas de anticoncepção, levando a cerca de 80 milhões de gestações indesejadas. Essas três prioridades de saúde pública exigem uma resposta decisiva usando todas as ferramentas disponíveis, com preservativos desempenhando um papel central, de acordo com a nota divulgada por três agências da ONU.

O comunicado emitido pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/Aids (UNAIDS) explica que, quando usados consistente e corretamente, os preservativos são altamente efetivos na prevenção da transmissão sexual do HIV, de outras infecções sexualmente transmissíveis (IST) e da gravidez indesejada. Além disso, pesquisas entre casais sorodiscordantes (quando um dos parceiros tem o HIV e o outro não) mostram que o uso consistente desse método reduz significativamente o risco de transmissão do vírus tanto de homens para mulheres quanto de mulheres para homens.

De acordo com as agências, os preservativos têm ajudado a reduzir a transmissão do HIV e a disseminação do vírus em locais onde a epidemia está concentrada em populações específicas. A distribuição de preservativos tem demonstrado reduzir a prevalência do HIV e outras IST em profissionais do sexo e em homens que fazem sexo com homens (HSH). Na Índia e na Tailândia, o aumento da distribuição de preservativos para profissionais do sexo e seus clientes, em combinação com outras intervenções de prevenção, foi associado a reduções da transmissão tanto do HIV quanto de outras IST.

Uma análise recente de modelos globais estimou que os preservativos têm evitado cerca de 50 milhões de novas infecções pelo HIV desde o início da epidemia. Para 2015, 27 bilhões de preservativos estão previstos para estarem disponíveis globalmente através dos setores privado e público e irão evitar aproximadamente 225 milhões de anos de proteção contra a gravidez indesejada.




Macau - Festival de curtas metragens da cultura contemporânea de Portugal

Macau recebe a partir de hoje, e pela primeira vez, o NY Portuguese Short Film Festival, um projecto criado há quatro anos em Nova Iorque e que tem levado o trabalho dos jovens realizadores portugueses a todos os continentes.


A quinta edição do certame, que todos os anos arranca em simultâneo em Lisboa e Nova Iorque, apresenta em Macau dez curtas-metragens de realizadores portugueses, que vivem em Portugal e no estrangeiro, incluindo duas animações convidadas, explicou à agência Lusa, a directora do Arte Institute, Ana Ventura Miranda, que organiza o festival.

Durante o ano é sempre exibido o mesmo conjunto de filmes seleccionados, mas o facto de as apresentações decorrerem em países e territórios tão distintos permite reacções surpreendentes até para a própria organização, que ao longo dos anos tem registado "uma montanha russa de emoções" nos vários públicos, incluindo muitos portugueses com diferentes experiências de emigração.

"Com esta vinda a Macau já estivemos em todos os continentes. Aprende-se muito sobre os portugueses. A essência é perceber este país que muda tanto na perspectiva de quem o vê e de quem partiu", referiu Ana Ventura Miranda.

"Os estrangeiros normalmente gostam muito e para os portugueses acaba por ser uma surpresa, porque têm muito a ideia dos filmes do Manoel de Oliveira. O facto de serem curtas-metragens também acaba por ser um nicho, e este festival consegue uma grande variedade", acrescentou, explicando que a maior parte dos candidatos seleccionados está em início de carreira.

O NY Portuguese Short Film Festival acontece em Macau com o apoio da Fundação Oriente, um ano depois de ter passado pela cidade australiana de Sydney. "A nossa ideia é que os artistas portugueses sediados em Macau vejam no Arte Institute, em Nova Iorque, uma montra para exibirem os seus trabalhos", adiantou.

"Beasts" (Rui Neto e Joana Nicolau), "Emma's Fine" (Miguel M. Matias), "Exit Road" (Yuri Alves), "Gu" (Pedro Marnoto Pereira) e a curta convidada "O Gigante" (Júlio Vanzeler e Luís da Matta Almeida) são os filmes exibidos hoje.

Já no sábado serão apresentados "OBBE" (Joana Maria Sousa e Manuel Carneiro), "Rio" (António Pinhão Botelho), "Emília" (Diogo M. Borges), "Remissão Completa" (Carlos Melim), além da curta convidada "Amphi" (Iuri Monteiro e Inês Barroqueiro).

As curtas-metragens foram seleccionadas e submetidas à apreciação de um júri composto por figuras do meio cinematográfico português, brasileiro e norte-americano, tais como: Ivo Canelas (ator), Letícia Santinon (curadora de cinema em São Paulo), Amanda Todd (curadora de cinema em São Francisco) e Carlos Filipe Freitas (blogger).

Depois de Macau, o NY Portuguese Short Film Festival segue para a Austrália, EUA, Canadá, Brasil, Alemanha, Angola, África do Sul e Polónia.



PORTUGAL É O 18º PAÍS MAIS CONCEITUADO DO MUNDO

A percepção dos estrangeiros sobre o país subiu uma posição face ao ano passado. Portugal é o 18º país mais bem reputado do mundo num ranking que engloba 55 países mundiais, segundo os resultados do Country RepTrak 2015 promovido pelo Reputation Institute.


Com um índice de 64,4 pontos, Portugal conseguiu este ano um resultado igual a França e muito semelhante a países como Alemanha, Reino Unido e Japão.

O estudo anual do Reputation Institute classifica os países mais conceituados do mundo através da opinião recolhida junto de mais de 48 mil pessoas oriundas dos países do G8.

O relatório mede a confiança, estima, admiração e boa impressão que os inquiridos têm sobre os países em causa. Os atributos que têm maior peso na reputação de um país incidem sobre a percepção de segurança que os inquiridos têm sobre o mesmo e a amabilidade das pessoas que lá vivem.

O instituto refere ainda que "a sólida reputação destes países é atribuída aos seus elevados níveis de democracia, riqueza per capita, sociedade estabilizada e posição de certa neutralidade nos conflitos internacionais".

Os resultados do estudo acabam com boas notícias para a economia nacional: "a reputação gera valor económico, já que existe uma relação directa entre esta e o desejo de visitar o país, comprar os seus produtos e serviços, investir, estudar, viver ou trabalhar nele".
 
 
 
 

ONU convoca pessoas a levar à frente legado de Nelson Mandela

No Dia Internacional Nelson Mandela, marcado anualmente em 18 de julho, Ban Ki-moon lembra que, com a ONU marcando o seu 70º aniversário este ano, “não há melhor momento para reflectir sobre a vida e obra de Mandela, que incorpora os melhores valores das Nações Unidas”.


A ONU marca nesta sábado (18) o Dia Internacional Nelson Mandela, uma chamada anual à ação para que pessoas em todo o mundo façam a diferença nas comunidades onde vivem e trabalham, ao separar um tempo para ajudar outras pessoas.

O tema do Dia – “Mobilize-se, inspire a mudança” – destaca a importância de trabalhar em conjunto para construir um mundo pacífico, sustentável e equitativo.

“Nelson Mandela deu 67 anos de sua vida à luta pelos direitos humanos e pela justiça social. As Nações Unidas se unem à Fundação Mandela para pedir às pessoas em todo o mundo que dediquem pelo menos 67 minutos de seu tempo no dia 18 de julho – o aniversário de ‘Madiba’ – para uma atividade de serviço comunitário”, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em sua mensagem para este ano.

Com a ONU marcando o seu 70º aniversário este ano, lembrou Ban, não há melhor momento para refletir sobre a vida e obra de Mandela, que incorpora os melhores valores das Nações Unidas. Este ano, a ONU está concedendo o primeiro Prêmio Nelson Rolihlahla Mandela, estabelecido pela Assembleia Geral.

O prêmio será apresentado a cada cinco anos a dois indivíduos – um homem e uma mulher – que, pela sua dedicação, trabalho duro e compaixão, têm levado à frente o legado de Madiba. O primeiro reconhecimento foi para a Dra. Helena Ndume, da Namíbia, e para o ex-presidente de Portugal, Jorge Fernando Branco Sampaio, como parte da comemoração anual do Dia.

Ban lembrou as palavras de Mandela, que certa vez disse: “Está em suas mãos criar um mundo melhor para todos os que vivem nele”. E acrescentou o chefe da ONU: “Ele era um líder que agiu com uma crença inabalável na justiça e na igualdade humana. Vamos todos continuar, a cada dia, a nos inspirar no exemplo de vida de Nelson Mandela e no seu chamado para que nunca deixemos de trabalhar para construir um mundo melhor para todos”.

Saiba tudo sobre o dia em www.un.org/es/events/mandeladay e veja vídeos sobre o líder sul-africano clicando aqui.
 
 
 
 
 

Cabo Verde assume presidência da Conferência dos ministros da Juventude e Desportos da CPLP

A República de Cabo Verde passa a assumir a presidência rotativa anual da Conferência dos ministros da Juventude e Desportos da CPLP, em substituição de Moçambique, que terminou o seu mandato sexta-feira durante a VIII reunião deste fórum.

Dos grandes de desafios, além das questões ligadas à juventude, Cabo Verde tem a responsabilidade de organizar os X jogos da comunidade, em 2016, e a nona conferência dos responsáveis máximos do sector.

O ministro cessante, Alberto Nkutumula, disse na ocasião que a nível do desporto a lusofonia teve os seus êxitos, concretamente no incremento da cooperação, sobretudo no capítulo da formação e na concessão de estágios por parte do Brasil e Portugal para com os países da organização.

Desejou êxitos a Cabo Verde nesta árdua tarefa, mostrando-se disponível em apoiar para cada vez mais elevar a dimensão e acções dos jovens desportistas.

No capítulo da juventude, o governante moçambicano disse que durante a sua presidência elegeu como prioridades temas que são transversais para os países membros, nomeadamente das questões da habitação, do emprego, da educação e aquilo que hoje é comum aos próprios jovens: as tecnologias de informação e comunicação.

Participam nesta VIII reunião, além do anfitrião, o ministro angolano da Juventude e Desportos, Gonçalves Muanduma, o seu homólogo de São Tomé e Príncipe, Marcelino Leal Sanches, bem como os representantes do Brasil, Portugal, Timor-Leste e Cabo Verde.

Guiné Bissau e Guiné Equatorial não se fizeram presentes.

Durante o encontro os ministros, entre outros assuntos, aprovaram o relatório de actividades do secretário-geral 2014/2015 e abordaram os principais desenvolvimentos na comunidade em matérias de desporto e juventude.
 
 
 
 

Lançado concurso público internacional para gestão do Porto de Bissau

O governo da Guiné-Bissau lançou um concurso público internacional a fim de transferir a gestão do porto de Bissau para entidades privadas, afirmou o secretário de Estado dos Transportes e Comunicações.


João Bernardo Vieira (na foto), que efectuava uma visita às obras de pavimentação do parque de contentores, disse que a entrega da gestão do porto a entidades privadas visa transformá-lo numa infra-estrutura moderna e mais competitiva comparativamente com outros portos da região.

O secretário de Estado disse ainda que a decisão de lançar um concurso público para a constituição de uma parceria público/privada para a Administração dos Portos da Guiné-Bissau (APGB) foi tomada na reunião do Conselho de Ministros do passado dia 2 de Julho e adiantou que a mesma “não foi nada fácil de tomar” e que implicou uma avaliação minuciosa ao longo de 12 meses.

João Bernardo Vieira salientou que há mais de 10 anos que o Banco Mundial e outras instituições financeiras internacionais têm defendido este modelo para a gestão do único porto comercial que a Guiné-Bissau dispõe.

De acordo com o anúncio do concurso público internacional, as propostas devem ser entregues até 10 de Agosto, sendo abertas nesse mesmo dia.
 
 
 
 

Arranca em Setembro o Fórum Económico Europa África

A Associação Empresarial de Luanda, a Confederação Empresarial Europa África, e a UCCLA vão realizar entre 10 e 21 de Setembro, o Fórum Económico Europa África, que passará pelo Porto e Cascais (Portugal). Madrid (Espanha). Milão (Itália) e Paris (França).


O Fórum vai ter um enfoque especial nos clusters do Agro-negócio. Construção e Habitat. Imobiliária e Turismo. Conhecimento. Energia e Recursos Naturais e Serviços.

O início está marcado para a cidade do Porto, a 10 de Setembro, onde serão discutidas as «Plataformas empresariais e diversificação da Economia». Segue-se dia 12 em Cascais onde será atribuído o Prémio Madiba para a Cooperação Empresarial.

Dia 15 é dia de viajar até Madrid para se falar sobre «Turismo - Oportunidades e Desafios». A «Bolsa de Negócios União Europeia-África» estará em foco na visita a Milão, a 18 de Setembro. O Fórum termina em Paris no dia 21. falando das «Cidades Sustentáveis - Oportunidades e Desafios».

AICEP abre delegações

O presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP). Miguel Frasquilho. revelou recentemente a sua intenção de abrir uma delegação em todos os Estados da Comunidade de Países da Língua Portuguesa (CPLP). acrescentando que até ao final do ano serão inauguradas quatro.

O dirigente acaba de abrir as delegações em Guiné Bissau e São Tomé e Príncipe, este último onde decorreu o Seminário «Negócios em Português. Reforçar as Relações Económicas entre São Tomé e Príncipe e Portugal». Em Setembro será a vez de Timor Leste e depois Guiné Equatorial.
 
 
 
 

Portugal, Delegação Parlamentar Assembleia Nacional Popular da G-Bissau na AR

Uma Delegação Parlamentar da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau, chefiada pelo Primeiro Vice-Presidente e composta pelos Presidentes das nove Comissões Especializadas, pelo Presidente do Grupo Parlamentar de Amizade (GPA) Guiné-Bissau–Portugal e pela Presidente da Rede das Mulheres Parlamentares, visita a Assembleia da República portuguesa.


Estão previstos (20 a 23 de julho) encontros com a Presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, com os Presidentes das Comissões homólogos e com o GPA Portugal-Guiné-Bissau.





Aeroporto Osvaldo Vieira, compromisso com a sua modernização

O grupo "Orabank" assinou um contrato de crédito com a Agência de Aviação Civil da Guiné-Bissau no montante da linha de crédito, f CFA 3,5 bilhões para a reabilitação de grandes obras para o aeroporto de Bissau.


Osvaldo Vieira Airport será renovado com o financiamento, mobilizado inteiramente por um banco regional de desenvolvimento das infra-estruturas, o grupo bancário Orabank, com sede em Lomé (capital do Togo).
 
Ao viajar na capital Bissau, o Diretor-Geral do grupo Orabank, o francês Patrick Mestrallet coloca o turbo. A gestão de topo do grupo bancário optou por ser útil em países em que as controles estão estabelecidos, tornando-se mais envolvidos no desenvolvimento económico destes estados. 
 
As autoridades de Orabank colocam-se no coração das estratégias e prioridades, para o desenvolvimento da infra-estrutura. Isso explica a recente assinatura do contrato de crédito no valor de 3,5 bilhões de FCFA com ASECNA, organização comunitária para o financiamento do principal aeroporto que funciona em Bissau entre outros, a reabilitação do estacionamento de aeronaves. Esta lufada de ar fresco trazido para aeroporto Osvaldo Vieira, Orabank em Bissau, vai permitir ao país desenvolver uma plataforma moderna e equipada.

"As necessidades são substanciais e este projecto é um primeiro passo para o nosso banco e nos coloca em um papel verdadeiramente pioneiro na Guiné-Bissau", admitiu Patrick Mestrallet. A DG ASECNA, maliano, Amadou Ousmane Guitteye estava presente em Bissau, aquando da assinatura do contrato de empréstimo.

Com esta linha, ASECNA suaviza seus cofres beneficiando pela primeira vez do financiamento de um banco privado. O trabalho da primeira parcela do projecto começará no início de Julho de 2015 e deve ser finalizado no final de Outubro de 2015.
 
 
(foto da net)
 
 
 

PORTO, SEGUNDA-FEIRA: VAMOS DEBATER DIREITOS HUMANOS!

O convite fica aqui: segunda-feira, às 18 e 30, vamos debater Direitos Humanos por iniciativa da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto, do Conselho Português para a Paz de Cooperação, e da Editora Nova Vega.
 
O mote é o meu livro "O Futuro dos Direitos Humanos" para um debate aberto e abrangente sobre este assunto. Será às 18 e 30 na Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto. Gostava de ver muitos de vós por lá. Mais tarde, em Setembro, será em Lisboa!
 
(José Goulão)
 
 
 
 
 

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Prémio Gulbenkian 2015 para um médico que assiste mulheres violentadas no Congo

Mukwege, nascido em 1955, “especializou-se no tratamento de mulheres violentadas pelas milícias armadas do seu país, sobretudo durante a guerra civil (1998-2003)”

Médico Denis Mukwege, tem dedicado a vida a assistir mulheres vítimas de violação na República Democrática do Congo, é o vencedor do Prémio Calouste Gulbenkian 2015, no valor de 250 mil euros, anunciou esta sexta-feira a fundação.


O Prémio Calouste Gulbenkian é atribuído a uma instituição ou a uma pessoa, portuguesa ou estrangeira, que se tenha distinguido na defesa dos valores essenciais da condição humana.

Este ano, o júri do prémio, presidido pelo ex-chefe de Estado Jorge Sampaio, escolheu como vencedor o médico ginecologista congolês pela sua “extraordinária ação humanitária” num país “onde a violação e a mutilação sexual são utilizadas como arma de guerra”.

Segundo uma nota de imprensa da Fundação Calouste Gulbenkian, Mukwege, nascido em 1955, “especializou-se no tratamento de mulheres violentadas pelas milícias armadas do seu país, sobretudo durante a guerra civil (1998-2003)”.

“O hospital que fundou em 1999, em Bukavu – The Panzi Hospital – tornou-se uma referência mundial na reparação e tratamento das lesões provocadas por este género de agressão, tendo, desde então, prestado apoio clínico, psicológico, social e jurídico a dezenas de milhares de mulheres”, adianta a mesma nota.

A Fundação Calouste Gulbenkian refere ainda que, “apesar de a guerra civil na República Democrática do Congo ter terminado em 2003, vários grupos armados lutam pelo controlo dos riquíssimos recursos naturais do país, criando um clima de guerra e de instabilidade, em que as mulheres se tornaram as principais vítimas”.

A cerimónia de entrega do prémio realiza-se na segunda-feira, às 19:00, na sede da instituição, em Lisboa. Denis Mukwege, que venceu, entre outros, os prémios Olof Palme, em 2008, e Sakharov, em 2014, vai estar presente.

O Prémio Calouste Gulbenkian foi atribuído pela primeira vez em 2012 à West-Eastern Divan Orchestra, a formação liderada por Daniel Barenboim, e no ano seguinte à Biblioteca de Alexandria. Em 2014 distinguiu a Comunidade de Santo Egídio.

O júri é constituído por Jorge Sampaio (antigo Presidente da República), Vartan Gregorian (Carnegie Corporation, EUA), Pedro Pires (antigo presidente de Cabo Verde), princesa Rym Ali da Jordânia (fundadora do Jordan Media Institute), Sampaio da Nóvoa (antigo reitor da Universidade de Lisboa) e Mónica Bettencourt-Dias (investigadora do Instituto Gulbenkian de Ciência).
 
 
 
 
 

Tua experiência lá fora pode ajudar a construir uma escola

A plataforma «The Student Experience Exchange», apoiada pela Comissão Europeia, reúne online mais de 130 mil testemunhos de quem decidiu estudar no estrangeiro. A tua experiência pode ajudar outros estudantes, bem como a construir uma escola na Guiné-Bissau


Estudaste lá fora? O teu testemunho pode contribuir para a construção de uma escola, na Guiné-Bissau, no âmbito do projeto da Unicef, Schools for Africa.

Podes partilhar a tua experiência e recomendações até 30 de julho, na plataforma «The Student Experience Exchange» (STeXX). A ideia é que, além de apoiar o projeto Schools for Africa, possas ajudar outros estudantes que vão embarcar num intercâmbio.

A STeXX é uma iniciativa da StudyPortals, uma plataforma onde podes comparar diferentes oportunidades de formação de todo o mundo, em parceria com as associações de estudantes internacionais ESN, AEGEE, ESTIEM e o Centro Norueguês para a Cooperação Internacional no Ensino Superior.

Mais de 133 mil estudantes já partilharam a experiência internacional na STeXX, que conta com o apoio da Comissão Europeia. Faltam agora cerca de 22 mil experiências para atingir a meta de construção da escola.





Moto-ambulâncias apoiam urgências obstetrícias

Vinte moto-ambulâncias foram entregues pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) ao Ministério da Saúde Pública da Guiné-Bissau. Os novos veículos vão servir para ajudar nas urgências obstetrícias. A oferta enquadra-se na iniciativa H4+, que tem como propósito reduzir a mortalidade materna naquele país africano.


A entrega das moto-ambulâncias aconteceu na última terça-feira, 14 de julho, em duas localidades no leste da Guiné-Bissau, Bafatá e Gabu, duas regiões com os maiores índices de Sida e de mortalidade materna, neonatal e infantil, de acordo com Valentina Mendes, ministra da Saúde Pública.

Segundo a responsável, as motos vão colmatar dificuldades, uma vez que em algumas vias de acesso não é permitido a circulação de viaturas. Por sua vez, o governador de Bafatá, Abdu Sambú, prometeu fazer bom uso do donativo. «Vamos gerir bem estes materiais disponibilizados de forma a podermos de facto diminuir a mortalidade das nossas mulheres», disse, citado pela Rádio ONU.
 
 
 
 
 

Globalização é tema de reunião de Ministros do Turismo da CPLP em Dili

A VIII reunião dos Ministros do Turismo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) realiza-se hoje e amanhã em Díli, Timor-Leste. Após o ato de passagem da presidência desta reunião ministerial de Moçambique para Timor-Leste, os ministros responsáveis por este tutela nos Estados-membros da CPLP vão intervir sobre o tema "O Turismo e a Globalização".


A reunião dos Ministros do Turismo da CPLP é antecedida por uma reunião técnica entre representantes dos Ministérios e Secretarias de Turismo de cada Estado-membro, o secretariado técnico permanente e o secretariado executivo da CPLP.

À margem da VIII Reunião dos Ministros do Turismo da CPLP, vão decorrer inúmeros eventos culturais, entre os quais se destacam a Feira do Turismo e um Festival de Música comemorativo do 19º aniversário da fundação da CPLP.

Organizado pelo Ministério do Turismo, Arte e Cultura de Timor-Leste, com a colaboração do Gabinete de Apoio à Sociedade Civil do Gabinete do Primeiro-ministro, este evento musical assinala a celebração, hoje, do 19º aniversário da fundação da CPLP, em Díli, Timor-Leste, contando com um cartaz repleto de artistas de renome, entre eles, Don Kikas (Angola), Elizah Rodrigues (Brasil), Mirri Lobo (Cabo Verde), Ammy Indjai (Guiné-Bissau), Costa Neto (Moçambique), José Barros (Portugal) e Tonecas Prazeres (São Tomé e Príncipe).

A Feira do Turismo da CPLP constitui-se como uma oportunidade estratégica para a divulgação e desenvolvimento dos pilares da promoção e divulgação do sector do Turismo.

Ao promover este evento, o Ministério do Turismo, Artes e Cultura de Timor-Leste tem como objectivo a exposição do potencial turístico e da cultura dos países da CPLP, promovendo o conhecimento da Comunidade junto da sociedade timorense, para além dos produtos turísticos dos Estados-membros.
 
 
 
 
 

Acordo histórico para financiar nova agenda de desenvolvimento da ONU

Os Estados-membros da ONU concordaram, na quarta-feira (15), em adoptar uma série de medidas para reformar as práticas financeiras globais e gerar investimentos com o objectivo de enfrentar uma série de desafios económicos, sociais e ambientais na Terceira Conferência Internacional sobre o Financiamento para o Desenvolvimento, que acaba nesta quinta-feira (16) em Adis Abeba (Etiópia).


O acordo, chamado Agenda de Ação Adis Abeba, fornece a base para os líderes mundiais implementarem a agenda de desenvolvimento sustentável global, que deverá ser adoptada em setembro. O compromisso foi alcançado pelos 193 Estados-membros participantes na Conferência, após negociações realizadas sob a liderança do ministro de Relações Exteriores etíope, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

A Agenda de Acção, que foi adoptada após meses de negociação entre os países, é um marco para forjar uma parceria global fortalecida com o objetivo de promover prosperidade económica universal e inclusiva e melhorar o bem-estar das pessoas, ao mesmo tempo em que protege o meio ambiente.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon afirmou que “este acordo é um passo importante na construção de um futuro sustentável para todos porque fornece um quadro global para o financiamento do desenvolvimento sustentável”. E adicionou, “os resultados aqui em Adis Abeba nos deram uma base para uma parceria revitalizada para o desenvolvimento sustentável, que não deixará ninguém para trás”.

A Conferência é o primeiro de três eventos que acontecem em 2015 que tem por objectivo criar um futuro próspero e sustentável para todas as pessoas do planeta. O resultado do encontro de Adis Abeba fornece uma base para os países financiarem a agenda de desenvolvimento sustentável, que deve ser aprovada pela Assembleia Geral da ONU em Nova York, em setembro e alcançaram um acordo vinculativo nas negociações sobre o clima, promovidas pelas Nações Unidas, em Paris, em dezembro, que reduzirá as emissões globais de carbono.

O financiamento é considerado o elemento fundamental para o sucesso da nova agenda de desenvolvimento sustentável, que será conduzida através da implementação dos 17 Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que devem ser adoptados por cerca de 150 líderes mundiais. Os ODS respondem as prioridades globais, incluindo a erradicação da pobreza e a fome, redução da desigualdade social, enfrentamento da mudança climática e preservação dos recursos naturais do planeta.

Em apoio à implementação dos ODS, a Agenda de Acção de Adis Abeba contém mais de 100 medidas concretas. Ela contempla todas as fontes de financiamento e cobre a cooperação sobre uma variedade de questões incluindo tecnologia, ciência, inovação, comércio e fortalecimento de capacidades. Seus resultados baseiam-se em duas conferências prévias sobre Financiamento para o Desenvolvimento, em Monterrey, México, e em Doha, Catar.

O secretário-geral da Conferência, Wu Hongbo, disse que “esse acordo histórico marca o momento decisivo da cooperação internacional, que resultará no investimento necessário para uma nova agenda transformadora de desenvolvimento sustentável, que irá melhorar a vida das pessoas em todo o mundo.”

A mobilização de recursos domésticos é central para a agenda. No documento final, os países concordaram com uma gama de medidas com o objetivo de ampliar a base de arrecadação, melhorar a cobrança de impostos e combater a evasão fiscal e o fluxo financeiro ilícito. Os países também reafirmaram seu compromisso com a ajuda oficial ao desenvolvimento, principalmente com os países menos desenvolvidos e prometerem aumentar a cooperação Sul-Sul.

A Agenda de Acção de Adis Abeba também sublinha a importância de alinhar o investimento privado com o desenvolvimento sustentável com políticas públicas e quadros regulatórios, para estabelecer os incentivos correctos. Um novo mecanismo, que facilitará o financiamento de novas tecnologias para os países em desenvolvimento, também foi aprovado.

O documento inclui importantes compromissos políticos e resultados chave em áreas críticas para o desenvolvimento sustentável, incluindo infraestrutura, protecção social e tecnologia. Houve acordos de cooperação internacional para financiar áreas específicas, onde investimentos significativos são necessários, como infraestrutura para energia, transporte, água e saneamento e outras áreas para implementar os ODS.

A Agenda de Acção de Adis Abeba
Os países também chegaram acordos sobre novas iniciativas:

Tecnologia – Os países concordaram em estabelecer um Mecanismo de Facilitação de Tecnologia durante a Cúpula de Desenvolvimento Sustentável, em setembro deste ano, para impulsionar a colaboração entre governos, sociedade civil, sector privado, comunidade científica, organismos das Nações Unidas e outras partes interessadas para apoiar os ODS.
Infraestrutura – Os países concordaram em estabelecer um Fórum Global de Infraestrutura para identificar lacunas de infraestrutura e enfrentá-las, destacar oportunidades para o investimento e a cooperação, bem como trabalhar para garantir que os projectos sejam ambiental, social e economicamente sustentáveis.

Protecção social – Os países adoptaram um novo pacto social em favor dos grupos pobres e vulneráveis, através do fornecimento de sistemas de protecção social para todos, incluindo pisos de protecção social.
Saúde – Os países concordaram em considerar a tributação de substâncias nocivas para dissuadir o seu consumo e aumentar os recursos internos. Eles concordaram que os impostos sobre o tabaco, com o objectivo de reduzir seu consumo, poderiam representar um fluxo de receita inexplorado para muitos países.

Micro, pequenas e médias empresas – Os países se comprometeram a promover o acesso, a preços acessíveis e estáveis, ao crédito para as micro, pequenas e médias empresas. Eles também se comprometeram a desenvolver e operacionalizar uma estratégia global para o emprego dos jovens e implementar o Pacto Global de Empregos da Organização Internacional do Trabalho, cujo prazo é 2020.

Ajuda externa – Os países se comprometeram a alcançar a meta de 0,7% do rendimento nacional bruto para a ajuda pública ao desenvolvimento, e entre 0,15 a 0,20%, para os países menos desenvolvidos.
Pacote de medidas para os países mais pobres – Os países desenvolvidos se comprometem a reverter o declínio na ajuda aos países mais pobres, com a União Europeia comprometendo-se a aumentar a sua ajuda aos países menos desenvolvidos para 0,2% do rendimento nacional bruto até 2030. Eles também concordam adoptar ou fortalecer regimes de promoção de investimento em países menos desenvolvidos, incluindo apoio financeiro e técnico. Os governos também visam operacionalizar o banco de tecnologia para este grupo de países em 2017.

Tributação – A Agenda apela ao reforço do apoio ao trabalho do Comitê de Peritos sobre Cooperação Internacional da ONU em questões fiscais, para melhorar a sua eficácia e capacidade operacional, e o engajamento com o Conselho Económico e Social da ONU (ECOSOC). Ela enfatiza a importância da cooperação inclusiva e o diálogo entre as autoridades fiscais nacionais.

Mudança climática – A Agenda de Acção apela aos países desenvolvidos para implementar o seu compromisso de mobilizar conjuntamente 100 bilhões de dólares por ano até 2020 a partir de uma ampla variedade de fontes para atender às necessidades dos países em desenvolvimento. Os países também se comprometeram em eliminar gradualmente subsídios ineficientes aos combustíveis fósseis que levam ao consumo exagerado.

Durante Terceira Conferência Internacional sobre o Financiamento para o Desenvolvimento também aconteceram cerca de 200 eventos paralelos, onde os governos e outras partes interessadas anunciaram compromissos adicionais. Estes auxílios adicionais incluem o reforço das capacidades na área de tributação; financiamento através de bancos de desenvolvimento, incluindo 400 bilhões de dólares do Grupo Banco Mundial, bem como o estabelecimento de novos bancos de desenvolvimento internacionais; e o aumento da ajuda e o financiamento filantrópico para as necessidades sociais.
 
 
(Mulher vendendo legumes em Gâmbia. Foto: FAO/Seyllou Diallo)
 
 

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Dezenas de crianças ??

16/7 - 22:40 O blog "Ditadura do Consenso" acaba de publicar a noticia abaixo.
 

Felizmente que nada aconteceu.


MAS,,, COLOCO AS SEGUINTES INCÓGNITAS FACE AO FACTO DE SEGUNDO O "DC" TRANSPORTAR "DEZENAS DE CRIANÇAS":


QUE CRIANÇAS ?? 

PROVENIENTES DE ONDE ??  

QUE DESTINO LEVAVAM ??


 
 

Desmund Tutu passa uma terceira noite no hospital

O arcebispo sul-africano e prémio Nobel da Paz Desdmund Tutu vai passar uma terceira noite no hospital. Internado na terça-feira, no hospital da cidade do Cabo, com uma infecção persistente, Tutu, de 83 anos, está a ser submetido a um tratamento com antibióticos. A família afirma que a infecção não está relacionada com um cancro da próstata diagnosticado há 15 anos.






Angola: Apreendidos 260 kg de medicamentos em uma operação internacional

A acção enquadrou-se na VIII edição da operação PANGEA, que decorreu entre 09 e 16 de junho, sob a égide da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol), tendo representando a apreensão de medicamentos um valor de dois milhões de kwanzas (cerca de 14 mil euros).


Em conferência de imprensa realizada hoje em Luanda, o Serviço de Investigação Criminal (SIC) de Angola apresentou os resultados a nível nacional, frisando que foram visitados 42 estabelecimentos comerciais, farmácias e ginásios em Luanda, tendo sido detectadas 36 infracções.

Em Angola, a operação coordenada pelo SIC integrou também departamentos dos ministérios da Saúde, Comércio, Juventude e Desportos e Agricultura, Indústria e Pescas.Segundo o director-geral de inspecção do Ministério da Saúde angolano, Miguel dos Santos de Oliveira, foram encontrados nos estabelecimentos visitados medicamentos mal conservados, sem folheto informativo em português, fora de prazo e sem justificativo das fontes de aquisição.

Os medicamentos apreendidos foram na sua maioria ligados às áreas de nutrição e estética, estomatologia e oftalmologia, vendidos em estabelecimentos comerciais e ginásios.”Entendemos também por bem incluir os ginásios, dado a venda ou uso de forma indiscriminada de anabolizantes nos ginásios. Há a tendência, sobretudo na juventude, do consumo de suplementos alimentares e de anabolizantes”, frisou.

Miguel dos Santos de Oliveira adiantou que operação cingiu-se apenas a Luanda, porque o objectivo principal foi combater a venda via Internet de medicamentos.A operação incluiu o controlo de oito sítios de Internet de Portugal, Brasil, Estados Unidos da América e Inglaterra, utilizados por angolanos para a compra de medicamentos online.

No decorrer da operação, um dos sítios de Internet, supostamente português, encerrou, informou o responsável angolano.

O responsável avançou que depois desta operação internacional, que visou apenas a capital angolana, as autoridades nacionais vão realizar nos próximos dias uma outra de âmbito nacional, denominada “Jiboia”, para detectar medicamentos contrafeitos.

A VII edição da operação PANGEA foi realizada em 115 países, três africanos – Angola, África do Sul e Namíbia – e contou com a participação de 236 agências de polícias.Participaram também entre outras a Organização Mundial das Alfândegas, o Fórum Permanente Internacional de Crimes Farmacêuticos, a Europol, Google, Matercard, Visa, American Express e Paypal.

No geral, foram detidos 156 indivíduos, apreendidos 20,7 mil toneladas de medicamentos, avaliados em 81 milhões de dólares.







PM quer inspirar-se no modelo cabo-verdiano

O primeiro-ministro guineense, Domingos Simões Pereira, afirmou hoje que quer se inspirar no modelo cabo-verdiano para promover o desenvolvimento da Guiné-Bissau.


Cabo Verde “é um exemplo, o modelo a seguir”, observou Simões Pereira, em curtas declarações aos jornalistas, a saída de uma primeira reunião de trabalho entre delegações dos dois países, no âmbito da visita oficial de quatro dias à Guiné-Bissau do primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, hoje iniciada.

Antes da audiência, presenciada pelos membros dos dois governos, Domingos Simões Pereira esteve reunido, a sós, com o seu homólogo cabo-verdiano.O primeiro-ministro guineense aproveitou o encontro com José Maria Neves para felicitar o povo cabo-verdiano pelos 40 anos da independência das ilhas e ainda para enaltecer “as realizações concretas” em curso em Cabo Verde.

”Endereçamos as nossas felicitações pelos 40 anos da independência num momento em que Cabo Verde conhece ganhos e realizações concretas que nos fazem pensar que realmente é possível” concretizar o desenvolvimento, observou Domingos Simões Pereira.

Por sua vez, o primeiro-ministro cabo-verdiano afirmou ser “sempre com orgulho” que visita a Guiné-Bissau para agradecer “o grande contributo” dos guineenses no processo da independência de Cabo Verde.Os dois dirigentes esperam concretizar um conjunto de ideias para a cooperação política, económica e empresarial, em prol dos dois países e povos.





Portugal: SET participa em reunião CPLP em Timor Leste

O secretário de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes, participa esta sexta-feira, 17 de Julho, na VII Reunião de Ministros do Turismo da CPLP, que terá lugar em Díli, Timor-Leste.Durante a reunião será assinado o Memorando de Entendimento entre o Ministério do Turismo da República Democrática de Timor-Leste e o Ministério da Economia representado pelo secretário de Estado do Turismo, que fará também uma intervenção que terá por tema “O Turismo e a Globalização”.





Atestado continuo de "menor-idade" ?

Apesar de 40 anos dolorosos de independência.

Apesar de o último processo eleitoral ter sido exemplar e reconhecido por toda a comunidade internacional.

Apesar de em resultado deste acto eleitoral nascer um governo legitimo de maioria eleitoral.


Coloca-se a seguinte questão:

PORQUE TODAS AS REPRESENTAÇÕES DA COMUNIDADE INTERNACIONAL "ACONSELHAM" DE FORMA RELEVANTE O DIÁLOGO E COEXISTÊNCIA ENTRE OS VÁRIOS PROTAGONISTAS INFLUENTES NO PROCESSO GOVERNATIVO ??

NÃO É ISTO UM ATESTADO DE MENOR-IDADE À CHAMADA CLASSE POLITICA E SEUS PARES, APOIANTES OU NÃO ??


"DOKA INTERNACIONAL":

1) A QUEM CONVÉM A IMPUNIDADE EM LIBERDADE DESTE SUJEITO ??
 
2) QUAL A ENTIDADE E/OU AUTORIDADE DO ESTADO QUE PUBLICAMENTE SE TENHA DISTANCIADO E REPUDIADO A ACTUAÇÃO SEMELHANTE POR PARTE DESTE BLOGER ??
 
3) A NÃO CONSEQUÊNCIA ANTERIOR, PERMITE-NOS PENSAR QUE SÃO VERDADEIRAS AS LIGAÇÕES MENCIONADAS PUBLICAMENTE NESTE BLOGUE COM DIVERSOS RESPONSÁVEIS POLÍTICOS E NÃO SÓ, LOGO COMPROMETEDORAS ??
 
4) ESTE BLOGER, ESTÁ ACIMA DA LEI, OU AS ENTIDADES QUE ELE MENCIONA COMO CONTACTOS "PRIVILEGIADOS" ESTÃO AO SEU NÍVEL DE DELINQUENTE SOCIAL E POTENCIALMENTE PERIGOSO PARA A SANIDADE MENTAL DO POVO GUINEENSE ??
 
 
 
 
 

O país perdeu, ou pretende perder sua característica laica?

Na GB, a Constituição do país consagra o princípio do Estado laico, mas o Estado guineense ainda não conseguiu incorporar esse princípio. Um Estado laico deve ser neutro e separado das religiões, vedando qualquer tipo de aliança entre ambos.(*)


O atrelamento de uma certa doutrina religiosa à esfera política, e o apoio financeiro do governo utilizado em suporte da mesma, além de inconstitucional, é um abuso de poder e cria desigualdades entre guineenses que professam religião diferente à preferida pelo poder.

Esse atrelamento leva o Estado a violar sistematicamente os mais elementares princípios e disposições de Tratados e Convenções Internacionais de que é signatário.

Ao usar e abusar do dinheiro dos contribuintes guineenses para custear despesas de deslocação e oferecer mantimentos a uma certa religião, está o Estado a violar o princípio da igualdade, o que é proibido pela Constituição.

A condição de igualdade entre as religiões implica em não favorecer pessoas ou grupos ligados a nenhuma religião, o que não tem acontecido no país. Tem existido muita influência religiosa nas decisões do Estado devido a relações de dependência ou aliança com essa classe religiosa privilegiada.

Pergunta-se, será que certos líderes querem transformar o país num Estado teocrático?

Tendo em conta o número de crentes dessa religião nas esferas prioritárias de
decisão e a entrada em massa deles no país (já com passaporte guineense), tudo parece que sim. O pior é que: possuidores de passaporte guineense, esses emigrantes julgam-se mais guineenses que os próprios naturais e tentam intrometer-se em tudo o que não lhes diz respeito.

Nada está sendo feito à toa!

É do conhecimento de todos que durante anos os políticos guineenses têm sido corrompidos pelos petro-dólares dos profanadores dessa religião, em que estes acabaram por lhes vender facilidades. É também do conhecimento de todos, as oferendas que esses países têm feito aos seus amigos. Essas oferendas são encobertas sob pretexto de serem para o povo, no entanto, os únicos beneficiários têm sido a religião protegida pelo Estado guineense.
A realidade porém, é que o número já existente de crentes no país é suficiente para decidir uma eleição e exigir que a sociedade guineense aceite ou mesmo se adapte ao seu estilo de vida, o que é bastante perigoso.

Num Estado laico, o governo não deve promover nem favorecer uma religião em detrimento de outra e deve o mesmo entender, que os dogmas de fé não podem guiar as decisões do Estado.

O governo deve apenas garantir, igual protecção, reconhecer liberdade religiosa a todos, tendo em conta o papel social das igrejas na sociedade.

 (*) Nota: Gostaria de esclarecer o móbil das minhas observações para evitar possíveis pensamentos tendenciosos. Não procuro ferir susceptibilidades, não condeno nem me pronuncio sobre nenhuma religião até por que a liberdade religiosa está consagrada na constituição. Pretendo apenas chamar a atenção perante factos constatados.