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Joseph Pulitzer

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Bissau perde duas chances para cooperar com a China

A Guiné-Bissau desperdiçou duas grandes oportunidades no âmbito da cooperação com a China ao longo de 2016, afirmou o embaixador cessante da China, Wang Hua, à imprensa guineense.


O diplomata chinês especificou que a primeira delas ocorrera no passado mês de Julho, quando do Fórum da Cooperação China/África, em que meia centena de países africanos levaram cerca de 300 projectos avaliados em 50 mil milhões de dólares, que o seu país aceitou financiar.

Apesar de ter participado neste encontro, “a Guiné-Bissau não conseguiu apresentar uma ideia concreta, específica e viável, por falta de uma definição clara na sua política de cooperação com a China”, referiu o embaixador. Wang Hua assegurou que foi o seu país que tomou a iniciativa de mudar do antigo para um novo formato de cooperação entre os dois países, o que resultaria na assinatura, nomeadamente do acordo de cooperação no domínio agrícola com uma duração de 2 anos.

A outra oportunidade não aproveitada pela Guiné-Bissau, prosseguiu o embaixador, surgiu no decurso 5.ª Conferência Ministerial do Fórum de Macau, em que o então primeiro-ministro, Baciro Djá, à frente de uma delegação ministerial de sete pessoas, não conseguiu apresentar nenhum projecto viável capaz de mobilizar fundos do sector privado chinês. “Durante a minha estada na Guiné-Bissau trabalhei com seis primeiros-ministros”, precisou, para exemplificar as constantes trocas de governo verificadas na Guiné-Bissau.

Wang Hua, cuja missão termina no final deste ano, sublinhou que a China procurou sempre minimizar os problemas da Guiné-Bissau e deu como exemplo a iniciativa de o seu país perdoar uma dívida de Bissau de USD 30 milhões. Por outro lado, salientou o diplomata, o governo chinês ofereceu este ano um apoio financeiro de 100 milhões de yuans para financiar alguns projectos de infra-estruturas da Guiné-Bissau, entre os quais a construção da auto-estrada Bissau/Safim. Esclareceu que apoios do género seriam mais numerosos, bem como por parte do empresariado chinês, não fosse a situação de instabilidade político-institucional loca.



Sequestrar, recurso politico ?

O líder da Assembleia de Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), Nuno Gomes Nabiam, denunciou uma suposta tentativa das autoridades guineenses em “sequestrar” o presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP), Cipriano Cassamá.


 A intenção, de acordo com fontes da imprensa guineense, tem como principal propósito a constituição de uma nova mesa da ANP que viabilize a aprovação do programa do governo. O político falava essa semana num encontro que manteve com os membros do Secretariado Nacional do seu partido, passando em retrospectiva o que foi o ano 2016 na Guiné-Bissau, que caracterizou de “crise profunda”.

De acordo com Nabiam, a estratégia dos actuais dirigentes do país passaria por assaltar a ANP e prender Cipriano Cassamá e constituírem, logo a seguir, uma nova mesa da ANP que
O líder da Assembleia de Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), Nuno Gomes Nabiam, denunciou uma suposta tentativa das autoridades guineenses em “sequestrar” o presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP), Cipriano Cassamá.

 A intenção, de acordo com fontes da imprensa guineense, tem como principal propósito a constituição de uma nova mesa da ANP que viabilize a aprovação do programa do governo. O político falava essa semana num encontro que manteve com os membros do Secretariado Nacional do seu partido, passando em retrospectiva o que foi o ano 2016 na Guiné-Bissau, que caracterizou de “crise profunda”.

De acordo com Nabiam, a estratégia dos actuais dirigentes do país passaria por assaltar a ANP e prender Cipriano Cassamá e constituírem, logo a seguir, uma nova mesa da ANP que facilitaria a discussão e aprovação do programa do governo liderado por Umaro El Mokthar Sissoco Embaló.
De acordo com Nuno Gomes Nabiam, a única solução para se por fim à crise na Guiné-Bissau passa pela  dissolução do Parlamento e a formação de um governo de unidade nacional que permita “o surgimento de um diálogo envolvente”.

Nuno Nabiam, que considerou a sua opinião como a única  saída para a solução da crise, defendeu  que um eventual assalto à sede da ANP apenas iria contribuir para o agudizar da crise política na Guiné-Bissau. Sem apontar o dedo acusador a ninguém, Nabiam denunciou entretanto que existem tentativas de introduzir na Guiné-Bissau organizações criminosas de lavagem de dinheiro, venda de drogas e tráfico de armas. Neste sentido, pediu à comunidade internacional para estar atenta às manobras duvidosas que diz estarem em marcha no país e condenou  qualquer tentativa que tenha entre os seus principais objectivos  transformar  a Guiné-Bissau  “num quintal do mal”.
Para Nabiam o governo de Umaro Sissoco não tem pernas para andar e, em sua opinião, “tem os dias contados”. Por este motivo, Nuno Nabiam exigiu do Presidente da República o respeito escrupuloso pelo estabelecido na  Constituição da República, o acordo de Conacri, bem como as resoluções da Cimeira de Abuja.

“A nossa Constituição não atribui poderes ao  Presidente da República para matar ou mandar matar, prender ou bater nas pessoas. Deus confere o poder às pessoas para que protejam o povo, exigindo até o sacrifício do detentor do poder em prol do bem-estar do seu povo”.
Nuno Nabiam, reagia assim à recente declaração proferida pelo Presidente José Mário Vaz por altura da celebração do seu aniversário, quando afirmou que tinha  “poderes  para mandar matar e prender, mas que nunca usaria essa  força”.
“Estas declarações  do Presidente Mário Vaz demonstram que o Chefe de Estado  perdeu o controlo da situação da crise política vigente no país”, afirmou o presidente do APU-PDGB, Nuno Gomes Nabiam.
facilitaria a discussão e aprovação do programa do governo liderado por Umaro El Mokthar Sissoco Embaló.
De acordo com Nuno Gomes Nabiam, a única solução para se por fim à crise na Guiné-Bissau passa pela  dissolução do Parlamento e a formação de um governo de unidade nacional que permita “o surgimento de um diálogo envolvente”.

Nuno Nabiam, que considerou a sua opinião como a única  saída para a solução da crise, defendeu  que um eventual assalto à sede da ANP apenas iria contribuir para o agudizar da crise política na Guiné-Bissau. Sem apontar o dedo acusador a ninguém, Nabiam denunciou entretanto que existem tentativas de introduzir na Guiné-Bissau organizações criminosas de lavagem de dinheiro, venda de drogas e tráfico de armas. Neste sentido, pediu à comunidade internacional para estar atenta às manobras duvidosas que diz estarem em marcha no país e condenou  qualquer tentativa que tenha entre os seus principais objectivos  transformar  a Guiné-Bissau  “num quintal do mal”.
Para Nabiam o governo de Umaro Sissoco não tem pernas para andar e, em sua opinião, “tem os dias contados”. Por este motivo, Nuno Nabiam exigiu do Presidente da República o respeito escrupuloso pelo estabelecido na  Constituição da República, o acordo de Conacri, bem como as resoluções da Cimeira de Abuja.

“A nossa Constituição não atribui poderes ao  Presidente da República para matar ou mandar matar, prender ou bater nas pessoas. Deus confere o poder às pessoas para que protejam o povo, exigindo até o sacrifício do detentor do poder em prol do bem-estar do seu povo”.
Nuno Nabiam, reagia assim à recente declaração proferida pelo Presidente José Mário Vaz por altura da celebração do seu aniversário, quando afirmou que tinha  “poderes  para mandar matar e prender, mas que nunca usaria essa  força”. 

“Estas declarações  do Presidente Mário Vaz demonstram que o Chefe de Estado  perdeu o controlo da situação da crise política vigente no país”, afirmou o presidente do APU-PDGB, Nuno Gomes Nabiam.



Os acordos são para se cumprir...

O Presidente do Partido Africana da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, disse, esta quinta-feira, que a Comunidade Económica de Desenvolvimento dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) deve obrigar o Presidente da República a cumprir o acordo de Conacri.


Domingos Simões Pereira, durante uma conferência de imprensa sobre a sua participação na cimeira da CEDEAO em Abuja, capital da Nigéria, disse que “as pessoas com as quais falou sobre a crise guineense, disseram que se fossem elas, a essa hora, já tinham desistido, tendo em conta as abordagens feitas ao Chefe de Estado por parte dos seus homólogos africanos.”

Simões Pereira, perante os militantes e dirigentes do seu partido, reafirmou que o Presidente José Mário Vaz “tem que cumprir o acordo de Conacri”, e instou a CEDEAO a impor a efetivação do documento.

Sobre rumores de que um grupo político estaria a preparar um “assalto” ao parlamento com propósito de forçar o Presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP), Cipriano Cassamá, a abrir a sessão parlamentar para a votação do programa do Governo, o Presidente do PAIGC foi categórico e afirmou que tal cenário seria “inimaginável”.

O regresso de Domingos Simões Pereira sugere assim o relançamento de uma fase de guerra politica, com base no cumprimento ou não do acordo de Conacri.




Mansos ditadores...

O representante da União Europeia na Guiné-Bissau, o português Vítor Madeira dos Santos manifestou-se hoje preocupado com as informações sobre um alegado plano para prender e destituir o líder do Parlamento guineense, Cipriano Cassamá.


Vítor Madeira dos Santos assinalou que a comunidade internacional "estará atenta" por estar preocupada com a "contínua onda de rumores" que, afirmou, impedem a Guiné-Bissau de terminar o ano com serenidade e confiança no futuro.

O alegado plano foi denunciado na terça-feira em Bissau por Nuno Nabian, candidato derrotado na segunda volta das últimas eleições presidenciais guineenses e atual líder da Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB).

Segundo Nabian, o plano estaria a ser orquestrado pelo Governo e passaria pela detenção de Cassamá que seria destituído para dar lugar a uma nova liderança no Parlamento para desta forma facilitar a aprovação do programa de ação do executivo do primeiro-ministro Umaro Sissico Embaló.
Quatro dos cinco partidos no Parlamento não reconhecem o atual Governo e prometem não aprovar o seu programa no hemiciclo bem como o Orçamento Geral do Estado, situação que poderia levar o chefe do Estado guineense, José Mário Vaz, a demitir a equipa de Sissoco Embaló.

A Constituição guineense dá até 60 dias ao primeiro-ministro para que faça aprovar o seu programa de ação e o Orçamento Geral no Parlamento caso contrário o Governo é demitido pelo chefe do Estado.

Para dar conhecimento sobre a alegada ameaça de que é alvo, o presidente do Parlamento guineense, Cipriano Cassamá reuniu-se hoje com os representantes da comunidade internacional e com a Liga dos Direitos Humanos.

Em nome da comunidade internacional, o representante da União Europeia disse terem sido informados por Cassamá sobre a denúncia feita por Nuno Nabian da qual tomaram nota e prometem acompanhar o evoluir da situação.
O presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Augusto da Silva, disse que a sua organização vai continuar a monitorar a situação e espera que a denúncia, por ser pública, deve merecer a investigação por parte do Ministério Público.

Um porta-voz do presidente do Parlamento guineense, Inácio Tavares, responsabilizou, na quarta-feira, o chefe do Estado, José Mário Vaz, de ser o autor do suposto plano de detenção e destituição de Cipriano Cassamá.



quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Quem desata ??!!

Cipriano Cassamá encontrou-se com Nações Unidas, União Africana, CEDEAO, CPLP e União Europeia.


O presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau reuniu-se nesta quinta-feira, 29, com representantes do chamado Grupo dos P5 na sequência de ameaças não oficiais de assalto ao Parlamento caso os deputados não aprovarem o Programa do Governo.

O P5 é integrado pelas Nações Unidas, União Africana, CEDEAO, CPLP e União Europeia e têm funcionado como observadores da crise política a Guiné-Bissau.
A VOA soube que depois de o presidente do Parlamento ter feito a exposição sobre as alegadas ameaças, o grupo dos P5 prometeu continuar a acompanhar o evoluir da situação.
O Governo liderado por Umaro Sissoko Embaló deve apresentar em breve o seu programa perante os deputados.

Nos meios políticos de Bissau, admite-se, no entanto, que o Executivo pode ter dificuldades em apresentar o seu programa a tempo, tal como aconteceu com o Governo anterior, liderado por Baciro Djá, incorrendo assim em inconstitucionalidade de exercício.

Além disso, o PAIGC, que detém a maior bancada parlamentar, já disse que não apoio o novo Governo.



Sanções no PCD

O Partido da Convergência Democrática (PCD), terceira força política no Parlamento da Guiné-Bissau, suspendeu por dois anos e meio o co-fundador e ex-líder Vítor Mandinga, disse hoje Alberto Pereira, do comité permanente do PCD.


Vítor Mandinga, atual ministro do Comercio e Promoção Empresarial no Governo oficialmente não reconhecido pelo seu partido, faz parte de uma lista de oito dirigentes do PCD suspensos por dois anos e meio pelo Conselho de Jurisdição.
Segundo Alberto Pereira, os dirigentes em causa são acusados de desobediência, violação dos estatutos do partido e ainda de falsificação de assinaturas de membros que assistiram a uma reunião do PCD sem que fossem elementos do partido, disse.

Deputado e antigo ministro das Finanças, Vítor Mandinga, está em rota de colisão com o atual líder do PCD, Vicente Fernandes que acusa o Presidente guineense, José Mário Vaz, de tentativa de desestabilizar o seu partido.
Enquanto Vicente Fernandes se posicionou ao lado do PAIGC, partido vencedor das últimas eleições legislativas mas arredado do poder devido às divergências com o chefe do Estado, Vitor Mandinga é um apoiante declarado de José Mário Vaz. 

O PCD conta com dois deputados no Parlamento mas ambos figuram na lista dos dirigentes agora sancionados.




O Acordo de Conacri ainda em questão

De regresso a Bissau, depois de um périplo a vários países africanos, depois de assistir à cimeira da CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental), na Nigéria, o líder do PAIGC juntou esta quinta-feira os militantes e dirigentes do seu partido para os informar do que se passou na cimeira de Abuja.



Domingos Simões Pereira disse ter ficado confortado com a posição dos líderes da CEDEAO,
por terem sido unânimes em recomendar ao Presidente guineense, José Mário Vaz, que cumpra com o Acordo de Conacri.
Disse também que que a própria CEDEAO não terá outra alternativa que não seja fazer cumprir o Acordo de Conacri, uma vez que a organização oeste - africana está mandatada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Num tom de confiança total no futuro, Domingos Simões Pereira tranquilizou os militantes do seu partido, dizendo-lhes que, quem não cumprir com os compromissos assumidos perante a comunidade internacional, será sancionado.
Domingos Simões Pereira voltou a frisar que o PAIGC e outras três formações políticas com assento parlamentar não reconhecem o Governo de Úmaro Sissico Embaló, e que nada pode amedrontar os defensores da democracia na Guiné-Bissau.


Denunciados «sinais evidentes» de tentativa de prisão do seu presidente

Um porta-voz do líder do Parlamento da Guiné-Bissau acusou hoje o presidente do país, José Mário Vaz, de ser o autor de um alegado plano para mandar prender e destituir Cipriano Cassamá da direção do órgão.


O alegado plano estaria a ser preparado como forma de levar o Parlamento «a aprovar o programa do Governo» do primeiro-ministro Umaro Sissoco Embaló, denunciou, na terça-feira, Nuno Nabian, líder da Assembleia do Povo Unido-Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB).

Inácio Tavares, um porta-voz do líder do Parlamento guineense disse hoje em conferência de imprensa que a alegada ameaça é real e que «existem sinais evidentes» que indicam estar em marcha o alegado plano de mandar prender e destituir Cipriano Cassamá.

O porta-voz de Cassamá acusou o presidente guineense de ser o autor do alegado plano, tendo apontando várias posições defendidas por José Mário Vaz e que, segundo disse, ilustram a intenção de executar o suposto plano.

No que considera ser «um plano maquiavélico» do presidente guineense, o porta-voz do líder do Parlamento diz que as denuncias feitas por Nuno Nabian confirmam «os sinais evidentes» no sentido de mandar prender Cipriano Cassamá.

Lembrou que recentemente José Mário Vaz teria afirmando que apesar de ter poderes para mandar matar, prender ou espancar quem quer que seja, «nunca o faria enquanto chefe do Estado».

Inácio Tavares sublinhou que o chefe do Estado «recusa-se a cumprir os acordos internacionais para a formação de um governo inclusivo e que possa fazer o país sair da crise política em que se encontra há cerca de dois anos»



terça-feira, 27 de dezembro de 2016

As boas festas de jomav.... Insegurança alimentar

Em outubro, o PMA assistiu 101 mil pessoas através de atividades de nutrição e do programa de refeições escolares.


O Escritório está enfrentando uma completa falta de financiamento para assistência alimentar para intervenções de ativos.
Atualizações Operacionais
O PAM trabalhou em parceria com a ONU Mulheres, outras agências da ONU e o Governo para lançar a campanha de 16 dias contra a violência sexual e de gênero a nível nacional. O PAM financiou a transmissão na televisão nacional de um documentário sobre a violência de género na Guiné-Bissau.

    
O PAM finalizou um estudo sobre a vulnerabilidade alimentar e nutricional das pessoas que vivem com HIV e / ou tuberculose na Guiné-Bissau. O estudo visa fornecer ao PAM e outras partes interessadas os dados mais recentes. O estudo foi realizado por um consultor internacional e a coleta de dados foi realizada em 6 Regiões (Bafatá, Biombo, Cacheu, Gabu, Oio e Bissau) entrevistando 11.252 pessoas. Os resultados mostraram que 4,5 por cento da população estão em insegurança alimentar grave, 15,6 por cento em insegurança alimentar moderada, 18 por cento na segurança alimentar frágil e 61,9 por cento na segurança alimentar.

 
Em 3 de novembro, a Agência Brasileira de Cooperação e Centro de Excelência Contra a Fome do PMA realizou uma missão de 5 dias para Bissau para apoiar a implementação do programa de alimentação escolar nacional sustentável. Como parte da estratégia de recolha de informação, a missão organizou um workshop de 2 dias com a participação de actores nacionais e internacionais no sector da educação. Espera-se uma nova missão em fevereiro de 2017 para finalizar e apresentar a estratégia final de apoio brasileiro ao Ministério da Educação.

 
De 7 a 11 de Novembro, o PAM participou na Análise do Quadro Harmonizado. Os resultados da análise mostram que Guiné-Bissau está em fase 2 (sob pressão) e as regiões mais afetadas são Cacheu, Gabu e Oio.
Em 23 de novembro, o PMA eo Ministério da Agricultura apresentou em Bissau os resultados do Sistema de Segurança Alimentar e Nutrição Monitoring (FSNMS) pesquisa realizada em sete das nove regiões do país.

 
Os dados recolhidos entre 5 e 24 de setembro de 2016 em 3.173 domicílios em 7 regiões foi validado pelas principais partes interessadas do sector da nutrição na Guiné-Bissau.
    
Os principais resultados mostram que em setembro de 2016, 30,6% dos domicílios estavam em insegurança alimentar, o que representa cerca de 331.745 pessoas. 
Esta taxa é muito maior do que a taxa de 2015 de 10,5 por cento. As taxas de insegurança alimentar são altas em todas as regiões do país, mas são maiores em Cacheu (40,8 por cento), Gabu (35 por cento), Oio (32,2 por cento), onde as taxas ultrapassam a média nacional de 30,6 por cento.



Dificuldades para alimentar doentes no principal Hospital da G-Bissau

O principal hospital da Guiné-Bissau, o Simão Mendes, em Bissau, depara-se com dificuldades para garantir pelo menos uma refeição diária aos doentes internados e a responsável pelos serviços de cozinha, Berta Ié, faz um apelo para que quem possa ajudar.


"Peço às pessoas de boa vontade que ajudem o hospital a superar as dificuldades", disse Berta Ié, informando que o Simão Mendes necessita, diariamente, de 120 quilogramas de peixe ou carne e 90 quilos de arroz.

A nutricionista responsável pela dieta alimentar dos doentes, diz que diariamente a direção do hospital acaba por disponibilizar apenas 45 quilos de carne ou peixe e 75 quilos de arroz, base da comida dos guineenses.

O Simão Mendes, que recebe doentes de todas as partes da Guiné-Bissau, tem oficialmente 720 camas, mas Berta Ié acredita que "em casos de pico de doenças" o hospital chega a albergar o dobro de utentes.

"O hospital só fornece almoço aos doentes, o pequeno-almoço e o jantar, são da responsabilidade dos familiares", explicou a nutricionista embora não concorde com a situação que sublinha, porém, ser a realidade do país.

Berta Ié afirma saber que o hospital é que devia fornecer todas as refeições aos doentes mas dadas as dificuldades de tesouraria teve que pedir aos familiares que se ocupem de duas refeições diárias, observou.

"Temos doentes com problemas de hipertensão, diabete, colesterol ou crianças mal nutridas, toda essa gente precisa de uma dieta especial, mas dadas as circunstâncias não tem sido assim", enfatizou Ié.

Recentemente o Simão Mendes recebeu apoios do novo primeiro-ministro guineense, Umaro Sissoco Embaló, nomeadamente dois frigoríficos, utensílios de cozinha e 15 caixas de peixe, apoios que Berta Ié agradece e espera por mais.
"Lanço apelo às pessoas de boa vontade para que apoiem os doentes do hospital Simão Mendes", defendeu.



segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Organização não-governamental portuguesa, tem em marcha plano para comercializar arroz biológico na G-Bissau

A "Afectos com Letras", organização não-governamental portuguesa, tem em marcha um plano para comercializar arroz biológico na Guiné-Bissau e aumentar o rendimento local, disse à agência Lusa a presidente, Joana Benzinho.

“O objetivo é criar uma cooperativa” na região de Cacheu, para onde a ONG já doou três descascadoras de arroz que estão ao serviço em diferentes aldeias e assim criar uma fonte de receita acrescida para a população local.
O arroz está na base da alimentação guineense, de manhã à noite, das crianças aos mais velhos. No entanto, o ciclo de produção (da sementeira ao descasque) funciona de forma artesanal em todo o país, ocupando grande parte do tempo das mulheres. A oferta de descascadoras “tem tido impacto”, relatou Joana Benzinho.

“Há mudanças positivas: as meninas já frequentam as escolas, as mães dedicam-se a outro tipo de horticultura que permite aumentar o rendimento do agregado familiar e os vizinhos tentam também ter tempo para usar a máquina”, descreveu.

A presidente da Afectos com Letras quer que este seja o primeiro passo de um plano maior para valorizar um produto alimentar guineense cujo potencial, baseado nas propriedades de origem biológica, o país desconhece. “Neste momento não há excedentes, a população consome tudo o que produz. Mas o objetivo é criar uma cooperativa entre as três tabancas (aldeias) abrangidas: Bamarmbe, Blequisse e Jeta” que possa promover o produto mal haja quantidade.

Será criado um ponto de recolha geograficamente equidistante das três descascadoras e para tratamento final do arroz, de maneira a ser “ensacado e rotulado como arroz da terra, totalmente biológico”, referiu. O “selo” biológico dos produtos locais pode ser o contraponto de um setor onde a mecanização e o uso de adubos é quase inexistente.

Um estudo encomendado pela União Europeia sobre o potencial da Guiné-Bissau para produzir arroz e apresentado em 2015 concluiu que o país pode ser auto-suficiente e até exportar se apostar na formação, pesquisa e desenvolvimento tecnológico. No entanto, a instabilidade política crónica tem feito com que as políticas públicas não avancem e o território não supera a habitual produção anual a rondar as 200 mil toneladas, às quais é preciso juntar outras 90 mil toneladas de importação para satisfazer o mercado interno.
Na região de Cacheu, a Afectos com Letras acompanha o trabalho feito pela população com as descascadoras para avaliar o momento em que poderá ser dado o passo para comercializar o arroz biológico. A produção pode dar o exemplo de uma iniciativa que avança pela mão dos residentes, independentemente da instabilidade política.

Uma das premissas base, que as descascadoras funcionem, tem sido conseguida graças à constituição de grupos locais que tratam da sua gestão e manutenção — incluindo mudanças de filtros e óleos do motor da máquina. Tudo é tratado “por três pessoas responsabilizadas pela gestão e manutenção” de cada máquina.

Ter mulheres “sempre no comité de utilização é importante porque como são elas as principais utilizadoras”, logo “a tendência para tratar bem a máquina é maior”.


sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

"Instabilidade política dificulta cooperação entre Pequim e Bissau"

O embaixador da China na G-Bissau lamentou que a instabilidade política e governativa prejudique a cooperação entre os dois países.


Em entrevista ao jornal guineense O Democrata, Wang Hua citou as constantes mudanças políticas no país que, pelo menos, levaram a Guiné-Bissau a perder duas grandes oportunidades, sendo a mais importante a “ausência de ideias claras” no Fórum de Cooperação China/África, realizado em Julho em Pequim e no qual foram definidos projectos estratégicos.

Outra oportunidade, ainda segundo Hua, foi durante o fórum de cooperação em Outubro, no qual o então primeiro-ministro Baciro Djá “não levou nenhuma iniciativa de projecto viável capaz de mobilizar fundos do sector privado chinês”.

O diploma destacou ainda o facto de, em virtude da instabilidade, “ser difícil encontrar um interlocutor estável em Bissau.

A China, no entanto, “tomou a iniciativa de perdoar o crédito da Guiné-Bissau estimada em mais de 30 milhões de dólares” e disponibilizou um apoio financeiro de 14 milhões de dólares para infraestruturas.
Wang Hua termina a sua missão na Guiné-Bissau no fim do mês.



quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

ONU espera que haja consultas sobre saída da força regional da G-Bissau

Secretário-geral quer empenho e boa vontade dos políticos guineenses para solução política duradoura da crise; líderes da Cedeao consideram retirar a Ecomib no primeiro trimestre de 2017.

O secretário-geral da ONU disse esperar que a saída da força regional da Guiné-Bissau dependa das condições acordadas pelos países do bloco e "de consultas adequadas com os parceiros internacionais, incluindo as Nações Unidas".
Ban Ki-moon emitiu uma nota em que declara que tomou conhecimento da decisão da Autoridade da Missão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, Ecomib, da retirada no primeiro trimestre de 2017.

Crise
O chefe da ONU disse partilhar a preocupação dos chefes de Estado e de governo da Cedeao pela "prolongada crise política e institucional na Guiné-Bissau que continua a afetar negativamente a população do país." Os líderes regionais reuniram-se no sábado em Abuja, na Nigéria.
Ban agradece os esforços contínuos dos chefes de Estado e de governo para garantir a plena implementação do roteiro, em especial ao mediador da Cedeao para a Guiné-Bissau, ao presidente Alpha Condé da Guiné Conacri e à líder da Autoridade da Cedeao Ellen Johnson-Sirleaf.

Roteiro
O pedido à liderança política da Guiné-Bissau é que "demonstre o empenho e a boa vontade necessários para chegar a uma solução política duradoura para a crise no seu país, com base no Roteiro da Cedeao e no Acordo de Conacri.
A nota reitera o empenho da ONU e do representante especial do secretário-geral na Guiné-Bissau, Modibo Touré, em continuarem a apoiar plenamente o processo de mediação.



Declaração pelo Porta-voz do Secretário-Geral sobre a G-Bissau

O Secretário-Geral das Nações Unidas partilha a preocupação expressa pelos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) em 17 de Dezembro, pela prolongada crise política e institucional na Guiné-Bissau que continua a afectar negativamente a população do país.


O Secretário-Geral agradece aos Chefes de Estado e de Governo da CEDEAO, em especial ao Mediador da CEDEAO para a Guiné-Bissau, ao Presidente Alpha Condé da Guiné e à Presidente da Autoridade da CEDEAO, Ellen Johnson-Sirleaf, os seus esforços contínuos para assegurar a plena implementação do Roteiro da CEDEAO de 10 de Setembro de 2016 e do Acordo de Conakry de 14 de Outubro de 2016. O Secretário-Geral apela à liderança política da Guiné-Bissau para demonstrar o empenho e a boa vontade necessários para chegar a uma solução política duradoura para a crise no seu país, com base no Roteiro da CEDEAO e no Acordo de Conakry.

O Secretário-Geral toma nota da decisão da Autoridade da CEDEAO de proceder à retirada da Missão da CEDEAO na Guiné-Bissau (ECOMIB) no primeiro trimestre de 2017. Exprime a esperança de que tal retirada dependa das condições prévias estipuladas no Roteiro da CEDEAO e de consultas adequadas com os parceiros internacionais, incluindo as Nações Unidas.

O Secretário-Geral sublinha o empenho das Nações Unidas e do seu Representante Especial e Chefe do Escritório Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau, Sr. Modibo Touré, em continuarem a apoiar plenamente o processo de mediação liderado pela CEDEAO e a plena e rápida implementação do Roteiro da CEDEAO e do Acordo de Conakry.

Nova Iorque, 20 de Dezembro de 2016


Desapareceram medicamentos que seriam administrados a mais de 300 mil crianças

O ministro da Saúde Pública da Guiné-Bissau, Carlitos Barai, confirmou hoje o desaparecimento de «quantidade assinalável» de medicamentos que seriam utilizados numa campanha de desparasitação de cerca de 300 mil crianças.


Os medicamentos, mebendezol, teriam desaparecido dos armazéns do Ministério da Saúde Pública em Bissau, facto que motivou o adiamento do início da campanha de desparasitação de crianças, que devia ter lugar na segunda-feira, 20 de dezembro.

Fontes do Ministério da Saúde disseram à Lusa que «por enquanto não é possível quantificar» o medicamento desaparecido, situação que o ministro quer ver esclarecida nos próximos dias.

Uma operação de inquérito, envolvendo técnicos do ministério e agentes da Polícia Judiciaria já foi colocada no terreno.

Os medicamentos em questão seriam administrados às crianças de até 56 meses de vida, numa campanha em que também seriam dadas às crianças suplementos de vitamina A.

Os fármacos foram adquiridos pela UNICEF e uma organização não-governamental no valor de 80 milhões de francos CFA (cerca de 122 mil euros).

O ministro da Saúde Pública guineense prometeu tomar «medidas duras» para pôr cobro a uma situação que disse ser recorrente no seu ministério, lembrando que num passado recente desapareceram dos armazéns tendas (mosquiteiros) impregnadas com inseticidas destinadas à população carenciada.

«Os materiais ou os medicamentos destinados à população não podem continuar a desaparecer sem que se saiba como», defendeu Carlitos Barai.



Secretário-geral da ONU quer "solução política duradoura para a crise no pais"


O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse hoje em comunicado que partilha a preocupação da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) com a situação política na Guiné-Bissau.


"O secretário-geral partilha a preocupação expressada pelos chefes de Estado e de Governo da CEDEAO com a prolongada crise institucional e política na Guiné-Bissau, que continua a ter um impacto negativo nas pessoas do país", lê-se no comunicado da ONU. No final de uma cimeira no sábado passado, os líderes da África Ocidental instaram o Presidente guineense, José Mário Vaz, "para que se conforme aos dispositivos do Acordo de Conacri", instrumento patrocinado pela CEDEAO e com o qual a organização acredita que a Guiné-Bissau poderá sair da crise política que conhece há mais de ano e meio. O Acordo de Conacri visa a formação de um Governo cujo primeiro-primeiro seria uma figura de consenso e que tenha a confiança do Presidente guineense.

No entanto, quatro das cinco formações políticas com assento parlamentar não reconheceram Umaro Sissoco Embaló, chefe do executivo proposto por José Mário Vaz. No comunicado, Ban Ki-moon pede "à liderança política da Guiné-Bissau que demonstre o compromisso e boa-vontade necessários para atingir uma solução política duradoura para a crise no pais, com base no Roteiro da CEDEAO e no Acordo de Conacri." O diplomata refere-se ainda à saída da missão da CEDEAO do país, planeada para o primeiro quarto de 2017, dizendo ter "a esperança de que tal retirada esteja contingente das pré-condições estipuladas no Mapa da CEDEAO e em articulação adequada com os outros parceiros internacionais, incluindo as Nações Unidas".

O Presidente da Guiné-Bissau pretendia reunir-se na terça-feira com os cinco partidos com representação parlamentar e os titulares dos órgãos de soberania, mas três partidos com assento no Parlamento (PAIGC, PCD e UM) não estiveram no encontro, bem como a direção do hemiciclo. No final, José Mário Vaz instou a classe política a abraçar o seu repto para "um diálogo nacional" se os guineenses quiserem "salvar o país e encarar o futuro com confiança".




terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Umaro Sissoco “treme” perante posição da CEDEAO

JOMAV estará a diligenciar, no sentido de promover um encontro com os partidos políticos representados no parlamento para uma avaliação da situação, depois da cimeira da CEDEAO.

Um alto dirigente político, considera que o Chefe de Estado tem no momento duas opções políticas: recuar e demitir o Governo liderado por Umaro Sissoco Embalo e convidar o PAIGC a chefiar o novo executivo, ao abrigo do acordo de Conacri, ou dissolver o parlamento, mantendo atual Governo, e, em consequência, convocar eleições legislativas antecipadas. Este último cenário, ressalvou o mesmo dirigente político, seria mais sensato para o Presidente José Mário Vaz.

Por outro lado, a CEDEAO deverá iniciar a retirada gradual do seu contingente militar e policial estacionário na Guiné-Bissau (ECOBIB), a partir de janeiro de 2017. Uma decisão que poderá colocar em causa a segurança militar no país, porquanto, a missão é tida como responsável pela não intervenção dos militares guineenses na crise política que arrasta há mais de um ano no país.




A saga de um demagogo lider para um estado falhado...

O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, instou esta terça-feira a classe política a abraçar o seu repto para “um diálogo nacional” se os guineenses quiserem “salvar o país e encarar o futuro com confiança”.


O repto do chefe de Estado foi feito num encontro anunciado como sendo reunião com os cinco partidos políticos com representação no Parlamento, órgãos de soberania e sociedade civil, mas que acabou por ser uma comunicação do Presidente aos presentes.

Numa mensagem lida e sem que os presentes pudessem falar, o Presidente guineense informou-os sobre o que se passou na cimeira de líderes da África Ocidental que teve lugar na Nigéria no passado sábado e o que aí foi abordado sobre a crise política na Guiné-Bissau.

Disse que “em nenhuma circunstância” os líderes da Comunidade Económica de Estados da Africa Ocidental (CEDEAO) colocaram em causa o Governo em funções na Guiné-Bissau e muito menos a legitimidade da equipa liderada pelo primeiro-ministro, Umaro Sissoco Embaló.

José Mário Vaz pediu à classe política para que abrace o diálogo para a busca de uma solução para a saída da crise política “ao invés de persistência em cavar mais o fosso na sociedade guineense”, frisou.

"" Entendo que terminada a busca de uma solução além-fronteira para os nossos problemas é chegado o momento de assumirmos os nossos desafios nas nossas próprias mãos. Doravante convido a todos para entramos numa nova oportunidade de diálogo nacional se quisermos, realmente, salvar o nosso país”, defendeu José Mário Vaz. ""

Para o chefe de Estado guineense, para fazer face aos problemas “criados pelos próprios cidadãos” apenas o dialogo sério e franco “apenas entre os próprios guineenses” poderá ser a solução.
José Mário Vaz elegeu a Assembleia Nacional Popular (ANP, Parlamento) como a “sede por excelência” para o diálogo nacional ainda que o processo possa conduzir, por vezes, às divergências entre os atores políticos, notou.
Mesmo perante as divergências, José Mário Vaz entende que ninguém pode desistir de promover e participar do diálogo que se pretende.

Disse ainda que, enquanto chefe de Estado e cidadão guineense, estará sempre aberto ao diálogo desde que seja para apresentação de “soluções inovadoras” para a saída da crise política que afeta a Guiné-Bissau há 16 meses.
Três partidos com assento no Parlamento (PAIGC, PCD e UM) não estiveram no encontro bem como a direção do hemiciclo sem que se conheçam as razões das ausências.


Angola crê que G-Bissau venha ser alvo da atenção de António Guterres (ONU)

O embaixador de Angola junto às Nações Unidas, Ismael Martins, disse acreditar que o fim da crise na Guiné-Bissau venha a ser um dos primeiros temas de atenção do novo secretário-geral da ONU. António Guterres inicia funções a 1 de janeiro de 2017.


Falando à ONU News, em Nova Iorque, o diplomata frisou que a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, também pode ter uma participação fundamental no processo e falou de focos de tensão na África Ocidental.

Insegurança
"Eu estou em crer que vai ser uma das primeiras crises que o novo secretário-geral vai ter em mãos. Neste momento temos naquela região uma atuação extremamente delicada,  de insegurança, de muita fragilidade,como aquilo que se passou na Gâmbia. A Ecowas (Cedeao) acabou de se reunir e pronunciou-se igualmente sobre a situação na própria Guiné-Bissau."
Para Ismael Martins, o fim da crise institucional e política guineense "incumbe primeiro ao próprio povo".

Presidentes
"Eu penso que vai ser necessário o diálogo para convencer o presidente da Gâmbia a cessar e convencer também o presidente atual da Guiné-Bissau a ceder, a dar cumprimento ao que são as constituições no mundo e do Estado."
O diplomata disse que a Guiné-Bissau está entre os temas do Conselho a serem debatidos nos próximos cinco dias, esperando-se um novo pronunciamento do órgão sobre a questão.
Martins disse que o novo secretário-geral, que conhece bem os países como a Guiné-Bissau, "será um dirigente decisivo" para ajudar a nação lusófona.
No fim de semana, líderes da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, Cedeao, apelaram ao presidente guineense a cumprir o Acordo de Conacri e a todas as partes a respeitar estritamente os princípios do entendimento para o fim da crise.

Ismael Martins. Foto: ONU/Mark Garten

 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Que fazer ao lixo ?

Inauguração do Laboratório de Resíduos Sólidos e lançamento da Cooperativa de Reciclagem de Lixo (CRELIX)


A 16 de Dezembro, às 8 horas, na 2ª sede do município (em frente ao Hospital Nacional "Simão Mendes"), a Câmara Municipal de Bissau (CMB) e a ONG italiana LVIA inauguraram o laboratório de Resíduos Sólidos e lançar a Cooperativa de Reciclagem de Lixo (CRELIX).

O evento acontece no âmbito do projeto GRSU-BISSAU (Gestão dos Resíduos Sólidos Urbanos na cidade de Bissau), financiado pela União Europeia, e conta com a participação de representantes da Câmara Municipal de Bissau, da União Europeia, do projeto e da nova cooperativa de recolha e reciclagem de lixo.

A CRELIX é a primeira experiência piloto de serviço de recolha selectiva de lixo fornecido pela CMB. Integra os conhecimentos das Associações de Bairro (AMATCHADA e OJOBIV), as experiências dos apanhadores informais de lixo e a supervisão da mesma Câmara. A estratégia visa uma maior responsabilização dos cidadãos sobre a boa gestão dos resíduos e uma maior eficiência do serviço de recolha por parte da CMB, através da redução das quantidades de resíduos a serem transportados para o destino final (Vazadouro de Antula). 

A cooperativa tem 14 elementos, integrando representantes das Associações de Bairro e operadores de limpeza, selecionados dentro dum percurso de inclusão social dos apanhadores de lixo informais levado a cabo pelo Projeto GRSU-BISSAU.

O Laboratório da CRELIX pretende também tornar-se um ponto de referência para a seleção e venda de materiais reaproveitáveis (garrafas de plástico, vidros ou latas). A CRELIX realizará também acordos com todos os interessados na compra dos ditos materiais. O Laboratório está aberto de segunda a sábado, das 8 até as 17 horas na 2ª sede da CMB.



Apoio à Diversificação Agrícola e Desenvolvimento de castanha de Caju de Qualidade

As ONGs GRDR e CONGAI lançam um Programa de apoio à Diversificação Agrícola e Desenvolvimento de castanha de Caju de Qualidade, co-financiado pela União Europeia.


A cerimónia de lançamento realiza-se amanhã, 20 de Dezembro, às 10 horas, na sala de conferências da igreja católica de Farim.

O objetivo do programa é contribuir para a melhoria da segurança alimentar dos camponeses nas regiões de Oio e de Cacheu, através de actividades de vulgarização das boas praticas pré e pós colheita, da elaboração de um caderno de encargos «castanha de qualidade», da melhoria do ambiente de produção e da implementação de um fundo de apoio à diversificação da produção agrícola.

O projecto beneficiará 600 pequenos produtores, 150 famílias e 2 organizações regionais de produtores.

Durante a cerimónia divulgar-se-ão os resultados do estudo sobre a situação de referência da fileira de castanha de caju nas regiões citadas.




domingo, 18 de dezembro de 2016

Os negócios vistos por Câmara de Comércio e Indústria Portugal / G-Bissau,

A Guiné-Bissau vem melhorando seu clima de negócios e é uma "porta de entrada" explorada por um grande mercado regional, mas os riscos políticos internos afastaram os investidores, de acordo com o primeiro guia de investimentos do país.


Publicado pela Câmara de Comércio e Indústria Portugal-Guiné-Bissau, o guia apresentado em Lisboa salienta a importância da integração do país africano na Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), com uma população de 320 milhões de habitantes , Bem como as "vantagens para as relações com os investidores", derivadas da adesão à União Monetária Regional (UEMOA).


Esta adesão assegura estabilidade da taxa de câmbio devido à paridade fixa entre o franco CFA, utilizada por 80 milhões de pessoas em sete países, e também a "liberdade de repatriamento e lucro", com maior integração regional retida apenas por uma falta De infra-estruturas de base, incluindo portos, estradas e energia."Os desafios para a competitividade da Guiné-Bissau incluem o reforço dos serviços públicos básicos de saúde, educação, infra-estruturas básicas para a água, saneamento, energia, transportes e comunicações; E principalmente a recuperação dos setores de manufatura, o que requer estímulo ao investimento privado ", disse o Guia.


Na última edição do relatório Doing Business do Banco Mundial, o país foi, juntamente com São Tomé e Príncipe, o país que registou o desempenho mais positivo entre os países de língua portuguesa, subindo para o 172.º lugar.A melhoria foi conseguida graças à introdução de um novo procedimento conciliatório para as empresas em dificuldades financeiras e a um processo de liquidação preventiva que auxilia as situações de insolvência, o que também é referido no Guia elaborado pela Câmara de Comércio e Indústria Portugal-Guiné-Bissau .


Mas, apesar dos progressos em "simplificar os procedimentos administrativos e legais ea criação de um sistema de incentivos para o investimento internacionalmente competitivo", que afeta a velocidade de abertura de novos negócios, "a percepção dos investidores sobre a facilidade de fazer negócios é muito prejudicada pela instabilidade política" Ele disse.No atual período, que começou em 2014, a Guiné-Bissau teve cinco governos e o mais recentemente nomeado não faz parte do partido que venceu as últimas eleições, minando suas chances de sucesso.No entanto, alguns investidores têm persistido com seus investimentos no país, notoriamente a China, que está investindo na construção de infra-estrutura no país.


No final de novembro, o embaixador da China em Bissau, Wang Hua, anunciou que seu país vai financiar a construção de uma rodovia entre a cidade de Bissau e Safi, uma cidade que fica a 14,4 quilómetros ao norte da capital, e que técnicos chineses já estavam Na capital guineense para preparar o início da obra.O projeto, no valor de US $ 16,5 milhões, tornará mais fácil o transporte de produtos comerciais do interior para a capital.


O governo da Guiné-Bissau assinou na quinta-feira um acordo com o empresário chinês Xuguang Li, presidente da Shenyang Lan Sa Trading Co Ltd, para a construção de uma usina de biomassa para abastecer as cidades de Bissau e Mansoa no centro do país .


Na introdução ao Guia de Investimentos, o presidente do CCIPGB, Jorge Sousa, destacou os esforços das autoridades para incentivar o investimento estrangeiro e a situação do país como "excelente porta de entrada" para o mercado regional.


"Ao focar a Guiné, os riscos estão sendo tomados, mas outros estão diluídos, em mercados onde sempre nos concentramos. A diversificação do risco é uma estratégia para que as empresas não dependam de um ou outro mercado ", disse Sousa.



 

ECOWAS agenda ....

Ellen Johnson Sirleaf, Presidente da CEDEAO, disse também que os líderes da sub-região abordariam a situação na Guiné-Bissau.
O presidente da CEDEAO descreveu a situação na Guiné-Bissau como "muito complicada, observando que" é pertinente escolher um líder que reflita a vontade do povo ".
Em abril de 2012, os militares fizeram um golpe de Estado naquele país, e líderes militares e uma coaligação de partidos políticos anunciaram a formação de um Conselho Nacional de Transição, sob pressão internacional.
A Guiné-Bissau também está em um impasse político desde agosto de 2015, quando o presidente José Mario Vaz demitiu o primeiro-ministro Domingos Simões Pereira, líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde.
Vaz também dissolveu o governo em 12 de novembro em uma tentativa de resolver uma crise de sucessão política.
Uma delegação da CEDEAO no dia 6 de novembro exigiu que Vaz nomeasse um novo primeiro-ministro e lidasse com deputados dissidentes com o objetivo de retomar as funções normais do parlamento.
NAN também reuniu que a cimeira iria considerar o relatório da 77 ª Temporada Ordinária do Conselho de Ministros da CEDEAO e da 37 ª sessão do Conselho de Mediação e Segurança.
A reunião também consideraria o Relatório Anual de 2016 do Presidente da comissão e discutiria a estratégia de sub-regiões para eleições para cargos na União Africana.


ECOWAS  leaders in Gambia on Tuesday, L-R, Johnson Sirleaf, Buhari and Ernest Koroma



Adolescentes cantam os elogios da lavagem das mãos

Para qualquer aspirante a músico, ouvir sua música no rádio é um marco importante.


Este ano, Lizidoacute, 19 anos, Mendes e Venacirc, ncio Caacute; Conseguiram experimentar esse sonho quando sua música "Laba Mon Ku Sabon" (lavar as mãos com sabão) foi escolhida como vencedora de um concurso de escrita de canções do Dia Mundial da Lavagem das Mãos, organizado pela UNICEF.
Lizidoacute; ria e Venacirc; ncio desenvolveu letras e música rap para apoiar o esforço global de sensibilização sobre a importância da lavagem das mãos com sabão para prevenir doenças e doenças. Sua música foi usada em spots de rádio antes do Dia Mundial de Lavagem de Mãos, e desde então tornou-se tão popular que agora é tocada em estações de rádio em toda a Guiné-Bissau.
"Nós escrevemos essas músicas para sensibilizar todos, especialmente as crianças e os jovens da Guiné-Bissau, sobre como o simples ato de lavar as mãos com sabão ou cinzas pode salvar vidas", disse Lizidoacute , Que coordena o departamento de saúde do Parlamento Nacional das Crianças e cujo sonho é tornar-se cantor.
Lizidoacute, ria e Venacirc ncio estavam entre vários adolescentes que participaram e participaram da cerimónia oficial do Dia Mundial de Lavagem das Mãos, organizado pelo Governo e pela UNICEF no colégio Kwame N'Kruma, na capital, Bissau, em 14 de outubro. O júri do concurso de composição musical contou com três famosos rappers da Guiné-Bissau, que também se apresentaram durante a cerimónia.


Doentia invisualidade de caciques politicos...

PR Guiné-Bissau diz que organização sub-regional “está mal informada” sobre situação do país

O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, afirmou que os líderes da comunidade da África Ocidental (CEDEAO) estão "completamente desinformados" sobre a situação no país onde garante não existir "nenhum problema, tirando a politiquice".


Em declarações aos jornalistas, na sua chegada ao país na última madrugada, vindo da Nigéria, José Mário Vaz, comentava a posição da cimeira dos chefes de Estado e de governos da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) que recomendou o entendimento entre a classe política guineense.

A organização fez uma exortação expressa no seu comunicado final ao Presidente guineense no sentido de cumprir e fazer cumprir o chamado Acordo de Conacri, instrumento com o qual a CEDEAO acredita que a Guiné-Bissau poderá sair da crise política em que se encontra mergulhada há mais de 16 meses.

"A preocupação dos outros chefes de Estado e de governos com o nosso país é normal, mas eu continuo a dizer que o nosso país não tem problema nenhum. O nosso país está calmo, o único problema que há é esse desentendimento entre os atores políticos", defendeu José Mário Vaz.

O Presidente guineense admite que o país se encontra "numa situação difícil" mas se os cidadãos se empenharam no trabalho sério rapidamente a Guiné-Bissau poderá mudar para passar a ser um país normal, disse.
José Mário Vaz admite ter tido divergências com o presidente da comissão da CEDEAO, Marcel de Souza, quando este afirmou que na Guiné-Bissau "havia greves em todos os setores e que os salários não são pagos" aos funcionários públicos.
"Estão completamente desinformados" sobre a realidade guineense, observou José Mário Vaz, convidando os cidadãos do país a trabalharem mais.

Sobre a posição da CEDEAO que recomendou a implementação do Acordo de Conacri, o líder guineense sublinhou que há divergências de entendimento sobre o assunto, frisando que na falta de consenso entre os partidos com assento parlamentar decidiu nomear Umaro Sissoco Embaló, primeiro-ministro.
Notou que governo de Sissoco Embaló já está em funcionamento e que a questão agora é que consiga fazer aprovar no Parlamento o seu plano de ação conforme manda a lei guineense para que tudo decorra na normalidade constitucional.

José Mário Vaz explicou aos jornalistas que nomeou Sissoco Embaló primeiro-ministro porque pareceu-lhe ser a única figura que reúne consenso entre "a nova maioria no Parlamento", constituída pelos deputados do Partido da Renovação Social (41 mandatos) e o grupo dos 15 deputados dissidentes do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

sábado, 17 de dezembro de 2016

Afectos com Letras | Reportagem RTP | Oferta descascadora de arroz à Ilh...

Sobre o grupo estudantes saharauis detidos na prisão de Oudaya, Marraquexe

A Eurodeputada Ana Gomes questionou Alta Representante da União para os Negócios Estrangeiros, Federica Mogherini,  sobre o grupo estudantes saharauis detidos na prisão de Oudaya, Marraquexe que estiveram em greve de fome exigindo um julgamento justo e assistência médica, assim como o respeito pelas Regras Standard Mínimas para tratamento de prisioneiros da ONU.


Denunciou ainda que todos os estudantes tinham sido vitimas de tortura e maus tratos desde a sua prisão e que aguardam há mais de 10 meses em detenção sem julgamento.

A Eurodeputada enfatiza que estes estudantes estão presos devido à sua participação em protestos não violentos e suas opiniões políticas.
Coloca ainda uma questão muito pertinente, ao questionar se a delegação da UE em Rabat se limita a falar com ONG’s marroquinas ou também fala com ONG’s Saharauis. Uma pergunta que reflete a preocupação da falta de procura de informação de fontes credíveis. Relembramos o nossos artigos publicados a 21 de Julho; 20 e  21 de Setembro deste ano onde se denuncia o verdadeiro carácter das ONGs de direitos humanos marroquinas e o financiamento que recebem a da UE.

Ao referir na terceira pergunta a Resolução de 25 de Novembro de 2010 da União Europeia http://www.europarl.europa.eu/sides/getDoc.do?pubRef=-//EP//TEXT+TA+P7-TA-2010-0443+0+DOC+XML+V0//PT condenado a situação no Sahara Ocidental e exigindo libertação de todos os prisioneiros políticos saharauis, a eurodeputada coloca a nu a falta de atuação e seguimento por parte da UE nesta questão.

As perguntas de Ana Gomes à Alta Representante da União para os Negócios Estrangeiros, Frederica Mogherini, foram
– tem conhecimento da situação destes estudantes que aguardam há mais de 10 meses julgamento
– A delegação da União Europeia em Rabat fez algum seguimento sobre a situação dos prisioneiros políticos saharauis com organizações saharauis como por exemplo a CODAPSO, ASVDH ou CODESA ou apenas com ONG’s Marroquinas?
– Quais as medidas tomadas no seguimento da Resolução de 25 de Novembro de 2010 da União Europeia sobre a situação no Sahara Ocidental e a libertação de todos os prisioneiros políticos saharauis?

Em anexo o documento original.

 https://www.scribd.com/document/334448954/Eurodiputada-Ana-Gomes-pregunta-a-Mogherini-sobre-estudiantes-detenidos-en-Marraquech#from_embed

 

LGDH indignada com declarações do PR

O presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Augusto da Silva, mostrou-se hoje perplexo com as declarações do chefe do Estado, José Mário Vaz, que disse que apesar de ter poderes de mandar matar ou espancar cidadãos nunca o faria.


Segundo o líder da Liga dos Direitos Humanos, o Presidente guineense afirmou, em declarações por ocasião da festa do seu aniversário no passado fim-de-semana, que durante o seu mandato «ninguém será assassinado ou espancado por ordens do Presidente».

Reagindo às declarações de José Mário Vaz, o presidente da Liga disse ter ficado perplexo e indignado, lembrando que a Constituição guineense «em nenhum momento deu esses poderes ao chefe do Estado».

«As declarações do Presidente da Republica deixaram-nos, a todos, perplexos. Ouvir o chefe do Estado a afirmar que tem poderes para mandar matar, mandar espancar ou deter os cidadãos mas que não fazia nada disso porque não quer, é preocupante», defendeu Augusto da Silva.

Falando em crioulo aos jornalistas à margem de um conferência sobre a impunidade na Guiné-Bissau que hoje teve lugar no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (INEP),em Bissau, o dirigente da Liga dos Direitos Humanos disse esperar por um esclarecimento do Presidente guineense «para perceber melhor» o que José Mário Vaz quis dizer.

O dirigente da Liga frisou que os poderes do Presidente da República «estão balizados pela Constituição» do país mas em nenhum momento se vê que o chefe do Estado pode mandar matar, prender ou espancar o cidadão.

«No caso concreto da Guiné-Bissau a entidade Estado não pode mandar matar», sublinhou Augusto da Silva.