COM O TEMPO UMA IMPRENSA CÍNICA, MERCENÁRIA, DEMAGÓGICA E CORRUPTA, FORMARÁ UM PÚBLICO TÃO VIL COMO ELA MESMO

Joseph Pulitzer

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

ENCERRADO !!


23 FEVEREIRO 2016


As razões estão em:  https://www.facebook.com/groups/bissauresiste/

E aqui:   https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1054561641263230&set=a.135230253196378.37379.100001282121050&type=3&theater

Qualquer assunto contactar: galomaro@sapo.pt



Timor-Leste pede união de Governos e privados da CPLP para aproveitar oportunidades na Ásia


Governos e sector privado da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) devem fazer "esforços conjuntos" para capitalizar as oportunidades que a dinâmica região da Ásia oferece, defendeu hoje o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros timorense.

"A Ásia oferece muitas oportunidades, mas estas oportunidades têm também desafios. E para colocar a bandeira da CPLP na Ásia é preciso adoptar um esforço conjunto e unido com o sector privado", disse Roberto Sarmento Soares.
"É preciso uma acção coerente e coordenada, com uma visão do Governo e do sector privado, porque só assim se podem extrair os benefícios do dinamismo regional e global", sublinhou.


Ministros do Comércio lusófonos reunidos em Timor-Leste

A 2ª reunião de ministros do Comércio da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), vai servir para, entre outros assuntos, avaliar o grau de execução da declaração saída da primeira reunião, realizada em Luanda, em Maio de 2012.


Esta segunda reunião, a decorrer quarta-feira, 24 de Fevereiro, em Dili, Timor-Leste, vai servir ainda para que os ministros possam debater a concepção e o projecto de plano estratégico de cooperação multilateral no domínio do comércio (2016-2018).

Neste encontro, Timor-Leste vai receber de Angola a pasta da presidência rotativa desta reunião ministerial.

Como observadores estarão presentes delegados da Geórgia, Japão, Maurícias, Namíbia, Senegal e Turquia, aos quais se juntam convidados regionais de Timor-Leste, como a Austrália, Indonésia, Singapura e Vietname.

Esta reunião de ministros do Comércio da CPLP foi precedida pela 2ª Reunião Técnica dos Pontos Focais do Comércio, um encontro preparatório, ocorrido segunda-feira e por um ciclo de Conferências do Comércio, hoje, 23 de Fevereiro. Após a reunião ministerial, o comércio, os negócios e a economia vão estar em debate no I Fórum Económico Global da CPLP, de 25 a 27 de Fevereiro, que conta com o apoio da CPLP, da Confederação Empresarial da CPLP (CE-CPLP) e da União de Exportadores da CPLP (UE-CPLP).

Corredor para empresários é mais importante


O presidente da União de Exportadores da CPLP considera que é mais importante um corredor diplomático para os empresários do que a implementação de um espaço livre de circulação, notando que a maior dificuldade são as diferenças culturais.

 
"Havendo muitos negócios, se os empresários fizerem o seu trabalho de acabar com alguns traumas do passado, o negócios que se faz acaba com as barreiras de livre circulação de pessoas, que dantes era uma utopia, e agora já é um tema diário, por isso o corredor diplomático para empresários, em vez do estabelecimento da livre circulação, era o mais importante para acabar com os entraves", diz o presidente da União dos Exportadores da CPLP, Mário Costa. 
 
A propósito da realização, esta semana em Díli, do primeiro Fórum Económico Global da CPLP, Mário Costa especificou que "o principal entrave ao aprofundamento dos negócios no espaço da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) é a diferença cultural".
 
 
 

Defendida a facilitação administrativa para acelerar vistos

O ministro dos Negócios Estrangeiros diz que Portugal espera que a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) promova a mobilidade de cidadãos entre os seus Estados-membros e considera que as primeiras medidas passam pela "facilitação administrativa".


Questionado pela Lusa sobre as dificuldades de obtenção de vistos por empresários, a propósito do 1.º Fórum Económico Global da CPLP, Augusto Santos Silva recordou que o Governo português "tem insistido" que no trabalho, que está em curso, de revisão da visão estratégica da CPLP, sejam incluídas "medidas na facilitação da mobilidade de empresários, cidadãos e, em particular, de estudantes".

"Esperamos que, da aprovação da visão, decorram medidas que reforcem essa dimensão da cidadania da CPLP", afirmou o governante.

A nova visão estratégica da CPLP, que este ano celebra 20 anos, deverá ser aprovada na próxima conferência de chefes de Estado e de Governo, que deverá decorrer no Brasil em julho.

Uma das dificuldades na facilitação da mobilidade dos cidadãos lusófonos dentro do espaço da comunidade é a pertença de Portugal ao espaço Schengen, onde é permitida a livre circulação entre 30 países europeus.

"Claro que nós lidamos com os limites que nos são impostos, as regras que são próprias no espaço Schengen", referiu o ministro, que sublinhou que "antes disso, há muita coisa que se pode fazer do ponto de vista da facilitação na obtenção de vistos".

Santos Silva referiu que os países devem trabalhar na "facilitação administrativa", acrescentando: "Há muitas formas que podem ser usadas para acelerar os períodos necessários para o tratamento dos pedidos de visto e para flexibilizar as regras complicadas".

A capital de Timor-Leste, Díli, recebe entre quinta-feira e sábado, o 1.º Fórum Económico Global da CPLP, que pretende ser uma oportunidade para criar uma ponte entre empresários lusófonos e os seus congéneres da Ásia e do Pacífico, usando Timor-Leste como plataforma.

Está prevista a participação de delegações de cerca de duas dezenas de países, entre os quais os Estados-membros da CPLP e nações da Ásia e Pacífico.

As empresas representam setores tão diversos como as TIC (tecnologias de informação e comunicação), topografia, consultoria, equipamentos, engenharia, metalomecânica, construção, vidro, produtos agrícolas e produtos químicos, entre outros, segundo informou a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).

(fot:global imagens)

Portugal forma magistrados moçambicanos

Sessenta e sete auditores de justiça moçambicanos beneficiam, desde o dia 19, de um curso de formação de magistrados, numa iniciativa que conta com o apoio do Centro de Estudos Judiciários (CEJ) português, informa um comunicado enviado à Lusa.


O curso, com duração de três meses, abrange temas relacionados com a competência do Ministério Público, Direito Penal, Direito Civil, Direito do Trabalho e Direito da Família, num programa cujas aulas serão ministradas por especialistas portugueses, informou o CEJ.

"Concebida especificamente para magistrados do Ministério Público de Moçambique, esta acção integra componentes teóricas e práticas, tendo em atenção o direito vigente no país", refere o comunicado, que sublinha que "a avaliação dos formandos será feita de acordo com rigorosos critérios".
 
 
 

CPLP: Recessão no Brasil afecta trocas com países lusófonos em 37,5%

A recessão no Brasil e a descida dos preços das matérias-primas provocaram a queda, em 27,5 por cento, das trocas comerciais com os países da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), de acordo com os dados oficiais do Ministério do Desenvolvimento e Comércio Exterior (MDIC).


A comparação dos dados de exportação e importação do Brasil em 2014 e 2015 mostrou que o arrefecimento da economia local provocou uma queda acentuada das trocas comerciais do país com os outros membros da comunidade no ano passado.

Segundo informações do Ministério do Desenvolvimento e do Comércio Exterior (MDIC), o Brasil reduziu 37,5% de suas compras totais de produtos de valor agregado (básicos, semi-manufaturados, facturados e industrializados) vendidos pelos membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O montante investido pelo país com importações caiu para 1,2 mil milhões de euros (1,4 mil milhões de dólares) em 2015 face aos 1,9 mil milhões de euros (2,2 mil milhões de dólares) no ano anterior.

Fazendo um resumo dos principais parceiros, a redução das importações de mercadorias de Portugal foi de 26,1% e de Angola 97,1%, havendo a registar um crescimento de 85,5% nas compras a Moçambique.

Os produtos mais comprados no período foram azeite de oliva, peças de aviões e helicópteros, carvão, frutas, bacalhau e vinhos.

As exportações brasileiras totais de produtos de valor agregado para os membros do CPLP registaram um recuo de 33,9%, pior resultado da série histórica iniciada pelo MDIC em 2000.

As vendas somaram 1,4 mil milhões de euros (1,6 mil milhões de dólares) frente ao montante anterior de 2,1 mil milhões de euros (2,4 mil milhões de dólares).

Assim, o intercâmbio comercial do Brasil com Portugal recuou 22,4%, com Angola caiu 48,6%, já com Moçambique cresceu 8,2%.

Os produtos mais vendidos foram óleos brutos de petróleo, milho, frango, ferro e açúcares.

Os números negativos das actividades brasileiras na CPLP foram impulsionados pelo cenário interno do país, que entrou em recessão no ano passado.

A inflação cresceu 10,67% e a taxa de desemprego também está acima dos 10%, o que adensa os aspectos negativos da recessão que o país enfrenta neste e no último ano, com uma quebra da actividade económica a rondar os 4% estimulando uma subida da taxa dos juros ao consumidor, a Selic, hoje em 14,25% ao ano.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

A crise do ouro negro, afecta CPLP

A crise mundial e a queda do preço do petróleo, que afecta vários estados lusófonos, obrigam a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) a "dar as mãos", disse hoje Rosa Escórcio Pacavira, ministra do Comércio de Angola.

"Se estamos numa crise mundial, que atinge todos, chegou a altura de dar as mãos e ultrapassar a crise juntos. Temos de nos ajudar mutuamente", afirmou Rosa Escórcio Pacavira, num encontro de ministros do Comércio da lusofonia, em Díli, a capital timorense.

"Chegou a hora de mostrar que a comunidade de que fazemos parte faz jus ao nome. Temos falado muito de forma teórica, temos agora de passar a questões mais práticas, apostando no desenvolvimento, com harmonia e estabilidade", frisou.

Pacavira falava numa conferência que decorre hoje em Díli no âmbito da segunda reunião dos ministros do Comércio da CPLP, a que se seguirá o 1.º Fórum Económico Global da CPLP.

"Temos potencial para exportar produtos entre nós. Somos 600 milhões de consumidores. Com a queda do preço do petróleo, temos de fomentar a agricultura, o turismo. Temos capacidade de produção de produtos na nossa comunidade mas que importamos de fora da comunidade, como o arroz e açúcar", afirmou.

"A crise é um momento de reflexão que gera grandes oportunidades que devemos aproveitar. Este é um momento de crise, mas deve ser também um momento de união", disse ainda Pacavira.

A queda dos preços do petróleo e o seu impacto em vários países da CPLP, nomeadamente os produtores, como Angola, Moçambique, Brasil ou Timor-Leste, a par da crise financeira mundial são duas questões em debate em Díli.

A governante angolana destacou que, no caso do seu país, a queda do preço do crude obrigou a adotar medidas de ajuste económico, com uma nova aposta no setor não petrolífero, uma solução que outros membros da CPLP também estão a implementar.

"São linhas mestras para aguentar Angola sem o petróleo. Se não fizermos isso, os países da nossa comunidade, com populações que ainda vivem na pobreza, perante uma crise ficam ainda mais fragilizadas", disse.

Também o responsável da União de Exportadores da CPLP (UE-CPLP), Mário Costa, considerou que a actual conjuntura e o problema do petróleo "são uma nova oportunidade para dar vida nova" à comunidade lusófona.

"Este problema que vivemos é uma oportunidade dos países se diversificarem e da própria CPLP se afirmar como um fórum global desde que os governantes e os empresários saibam conviver entre si e queiram avançar em conjunto", afirmou.

"A CPLP tem dois tipos de países, economias maduras com tecnologias e 'know-how', outros com economias mais virgens que têm necessidades de diversificar as suas economias de forma rápida e profunda", afirmou.

O objectivo deve ser "dar à CPLP um cunho empresarial", ligando estes dois tipos de economias, capitalizando "como bloco, o maior produtor de petróleo do mundo", um mercado com 600 milhões de consumidores e onde, através das zonas a que pertence cada estado-membro, há acesso a 86 países.
 
 
 

Educação e Desporto em Cabo Verde

A Ministra da Educação e Desporto, Fernanda Marques recebeu na manhã de hoje, 23 de Fevereiro, uma comitiva da Holanda chefiada pela Professora Maria Ferreira, cabo-verdiana, residente naquele País.


Durante o encontro a comitiva fez a apresentação do Projecto de “Ensino Prático”, o modelo Holandês, onde explanou-se sobre a essência do projecto, as mais-valias, o público-alvo e entre outros aspectos deste modelo de ensino.

Ainda, um grupo de alunos, integrantes da comitiva deram os seus testemunhos sobre o Ensino Prático.
 
 
 
 
 
 
 
 

A Daimler em África...

Daimler abre dois novos centros regionais, um para o Leste, Centro e Oeste da África em Nairobi, Quénia para 41 mercados e um centro regional da África do Sul com base em Pretória para realizar negócios em nove mercados.


Escritórios no Quénia e Pretória serão responsáveis para gerir as vendas e serviços em todas as divisões e marcas.

Apenas quatro meses após a abertura do primeiro centro regional para veículos comerciais em Dubai, Daimler Trucks está continuamente avançando para a regionalização de suas vendas e organização de serviços para os principais mercados emergentes.

Com a África Daimler Veículos Comerciais (DCV África) para Oriental, Central e África Ocidental e do Centro Regional da África Austral (RCSA) para a África Austral, são mais dois em um total de seis centros regionais. No futuro, as duas empresas irão gerir as vendas e serviços para todas as marcas de veículos comerciais em um total de cinquenta mercados africanos.

"A abertura de dois centros regionais adicionais na África reflecte nossos esforços consistentes no sentido de estar mais perto de nossos clientes de veículos comerciais em importantes mercados em crescimento," diz o Dr. Wolfgang Bernhard, Membro do Conselho responsável pela Daimler Trucks & Buses" através de uma presença local forte, vamos aproveitar o potencial destes mercados emergentes ainda melhor."

"Em vez de deixar o continente Africano aos nossos concorrentes, iremos oferecer produtos sob medida para os mercados africanos", disse Bernhard.

Com a criação de centros regionais, a Daimler está colocando um foco ainda mais forte nas necessidades dos clientes regionais de veículos comerciais da empresa directamente sobre o solo.

Centro Regional para o Leste, Central e na África Ocidental:

Kenya, Tanzânia, Ruanda, Burundi, Angola, Gabão, Chade, Nigéria, Eritreia, Benin, Mali, Togo, Gana, Níger, Uganda, Etiópia, Sudão, Burkina Faso, Djibuti, Guiné E., Camarões, Somália, Madagáscar, Seychelles , Gâmbia, Senegal, Guiné, Comores, República Dominicana Congo, República do Congo, Mauritânia, República Centro Africano, Sudão do Sul, Ilhas Maurício, Cabo Verde, Costa do Marfim, Serra Leoa, Guiné-Bissau, Libéria, Sahara Ocidental, e São Tomé e Príncipe.

Regional África Centro-Sul:

África do Sul, Namíbia, Botswana, Zimbabwe, Moçambique, Malawi, Zâmbia, Lesoto e Suazilândia.

Centro Regional para o Oriente Médio e Norte da África:

Afeganistão, Argélia, Bahrein, Egito, Irã, Iraque, Jordânia, Kuwait, Líbano, Líbia, Marrocos, Omã, Paquistão, Qatar, Arábia Saudita, Síria, Tunísia, Emirados Árabes Unidos (EAU) e Iêmen.
 
 
 

Miguel Trovoada pede estabilidade

Miguel Trovoada referiu o interesse de se criarem “regras básicas de orientação e gestão” no relacionamento entre as instituições guineenses “porque é isso que está em causa” e lamentou as dificuldades de relacionamento “resultantes da má interpretação particular dos dispositivos” legais, apesar da Constituição guineense “consagrar atribuições e competência de cada órgão de soberania”.


O enviado da ONU disse que na Guiné-Bissau existem órgãos de soberania, cada um com competências próprias e ligações entre si. “Como há competências partilhadas isso supõe uma conformação da vontade daqueles órgãos” que comparticipam no que se pode “chamar o executivo, embora não seja no sentido estrito da palavra, que é Governo”, referiu.

Miguel Trovoada afirmou que “a situação na Guiné-Bissau tem criado bloqueios” e que “a falta de diálogo entre as instituições guineenses ” impede que se ultrapassem situações que “podiam ser resolvidas rapidamente”. 

“As posições radicalizaram-se, o que deu no que já se sabe, caiu o Governo resultante das últimas eleições gerais, há outro em exercício mas não há por parte das instituições um entendimento que permita o seu funcionamento normal”, concluiu o enviado da ONU.
 
 
 

Entidades públicas da G-Bissau vão submeter exercício ao Tribunal de Contas

As entidades públicas da Guiné-Bissau estão a receber formação para passarem a submeter as contas de gerência ao Tribunal de Contas, anunciaram hoje a União Europeia e as Nações Unidas.


O objectivo consiste em "melhorar a instrução dos processos de prestação de contas e imprimir maior celeridade processual na preparação e apresentação das contas de gerência", refere-se em comunicado.

Os documentos "serão submetidas ao Tribunal de Contas da Guiné-Bissau nos primeiros meses do ano 2016, visando uma melhoria das finanças públicas", acrescenta o documento.

A formação decorre até sexta-feira e é dirigida aos contabilistas e gestores das entidades públicas do país.

A iniciativa insere-se no projecto Pro PALOP-Timor-Leste, que decorre desde 2014 e é financiado pela UE em 6,5 milhões de euros, dos quais 6,4 milhões são administrados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).




Download gratuito do livro “Cartas à Guiné-Bissau” do escritor brasileiro Paulo Freire

Paulo Reglus Neves Freire, de seu nome completo, foi um escritor brasileiro, de Pernambuco, para ser mais exacto, nascido em 1921 e que morreu em 1997, com 75 anos de idade.


Um dos mais notáveis pedagogos a nível mundial, influenciou o movimento de pedagogia crítica e foi um dos impulsionadores e patronos da Educação Brasileira.

Ainda hoje se mantém como o brasileiro mais homenageado da história com 41 títulos de Doutor Honoris Causa, inclusivamente, de universidades como Harvard, Cambridge ou Oxford, tendo ganho em 1986 ganhou o Prémio da UNESCO para a Educação para a Paz.

O livro “Cartas à Guiné-Bissau – Registo de uma experiência em Processo” é uma compilação de textos escritos entre 1976 e 1977, quando procurava construir um modelo de alfabetização de adultos numa Guiné-Bissau recém-independente.

A troca de cartas entre Paulo Freire e a Comissão Coordenadora dos trabalhos de alfabetização em Bissau, refletem bem a forma como o autor olhava para África, mas fazem também um retrato fiel da Guiné do pós-guerra, económica, social, política e culturalmente.
 
LINK AQUI PARA DESCARREGAR:


 
 

Macau: Comissão para desenvolver plataforma entre a China e países lusófonos


O texto do despacho, assinado pelo chefe do executivo, Chui Sai On, lembra que Macau, por decisão e orientação da China, "está a empenhar-se na construção do território como uma `Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa`", missão que "tem registado progresso".


"A próxima fase desse trabalho exige uma aceleração do ritmo e um aumento de eficiência", lê-se no texto introdutório do despacho, que justifica assim a criação da comissão, que integra os vários serviços e entidades que em Macau estão envolvidos neste projecto.

A comissão agora criada é presidida pelo chefe do Executivo e tem, entre as suas competências, a realização de "estudos sobre a construção da RAEM [Região Administrativa Especial de Macau] como uma «Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa» e elaborar as medidas e políticas necessárias".

Compete-lhe, ainda, "coordenar a elaboração do plano para o futuro desenvolvimento de Macau, que tem por base a construção da «Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa»".

Integram ainda a comissão o secretário para a Economia e Finanças, assim como representantes das áreas da Justiça, Assuntos Sociais, Cultura, Turismo, Serviços de Alfândega e Ensino Superior, entre outros.

A Secretaria-geral cabe ao Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) e também o coordenador do Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum Macau) tem assento na comissão.

A China estabeleceu a Região Administrativa Especial de Macau como a sua plataforma para o reforço da cooperação económica e comercial com os países de língua portuguesa em 2003, ano em que criou o Fórum Macau, que reúne ao nível ministerial de três em três anos.

A próxima conferência ministerial, que será a quinta desde 2003, deve realizar-se este ano, mas ainda não há data.

O secretariado permanente do Fórum Macau tem um secretário-geral (Chang Hexi, indicado por Pequim) e dois secretários-gerais adjuntos (Vicente Manuel, indicado pelos países de língua portuguesa, e Cristina Morais, indicada pelo Governo de Macau).

Integram ainda o secretariado sete delegados de sete países de língua portuguesa (Portugal, Brasil, Guiné-Bissau, Angola, Moçambique, Cabo Verde e Timor-Leste).
 
 
 

Português na final de Pŕemios Mundiais de Fotografia Sony

Adriano Neves é um dos dez finalistas da categoria Open Travel, com o tema Viagem, aberta a fotógrafos não profissionais.

Uma fotografia na Patagónia chilena deu, a Adriano Neves, um lugar entre os finalistas dos Prémios Mundiais de Fotografia Sony, o único português entre cerca de 270 representantes de mais de 60 países, foi hoje anunciado.


Com os "Cuernos del Paine", dois picos das cordilheiras montanhosas do Parque Nacional Torres del Paine, reflectidos sobre o lago Nordenskjöld, a fotografia foi feita ao início da manhã e o autor disse à agência Lusa que se destacou pela "forte mensagem de serenidade, acompanhada também de uma complexidade visual que a torna bastante intrigante".

A fotografia foi captada durante uma viagem pela América do Sul, no ano passado, mas, para ter acesso a esta paisagem, Adriano Neves precisou de algum esforço.

"Para chegar a este local em concreto, acampámos junto ao lago Pehoé e arrancámos de madrugada, com muito poucas horas dormidas, para a zona da cascata Salto Grande e do lago Nordenskjöld", contou.

Apesar de ter formação em Engenharia Civil, Adriano Neves, natural de Tomar e residente em Lisboa, assume como actividade profissional a fotografia, nas áreas de arquitectura e de viagem, sobretudo na vertente de paisagem.

Adquiriu a primeira câmara semi-profissional há apenas três anos, mas desde então passou a dedicar-se mais ao passatempo e a tratar as suas viagens "como pequenos projectos de aprendizagem e construção de portfólio".

Adriano Neves já tinha sido seleccionado no ano passado para esta mesma competição e a sua fotografia, feita na Islândia, foi considerada a melhor entre candidatos portugueses, tendo ainda sido incluída nas 50 melhores da categoria Panorâmica.

A sua fotografia foi uma das 230.103 imagens submetidas a concurso por fotógrafos de 186 países, tendo Portugal quase duplicado, segundo a organização, o número de entradas relativamente a 2014.

Adriano Neves vai conhecer, a 29 de março, se é vencedor ou não na sua categoria, mas terá de esperar até 21 de abril para saber se foi escolhido como Fotógrafo do Ano nas secções abertas a não profissionais e se ganhou os 5.000 dólares (4.538 euros) do respectivo prémio.

O resultado será anunciado numa gala em Londres, a par dos vencedores das categorias para profissionais, para jovens e para estudantes.

Entretanto, a fotografia de Adriano Neves fará parte de uma exposição dos Prémios Mundiais de Fotografia Sony, em Londres, de 22 de abril a 08 de maio, e será incluída na edição do livro que contém as melhores imagens da competição deste ano.



segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Nigéria comprometida com a paz global e segurança

O Chefe do Estado Maior de Defesa (CDS), o general Gabriel Olonisakin, enfatizou o compromisso da Nigéria para a paz e a segurança mundial, e pediu mais reconhecimento da Organização das Nações Unidas (ONU) na área de compromissos na qualidade na instituição global.


Olonisakin fez esta declaração em Sede Defesa (DHQ), Abuja, na segunda-feira, quando o conselheiro militar Adjunto, Operações paz da ONU, Maj-Gen. Adrian Foster, pagou-lhe uma visita de cortesia.

Ele observou que a Nigéria tem vindo a manter implantação constante de tropas para os pontos quentes em torno do mundo para manter e impor a paz.

O CDS também apontou que a Nigéria tinha sido activamente envolvida em operações de paz em todo o mundo antes de sua independência e manteve o ritmo, desde então, apesar de seus desafios de segurança interna.

Por exemplo, disse ele, as tropas nigerianas estão actualmente em missões da ONU na Guiné-Bissau, Mali, Dafur, Libéria e muitos outros países em todo o mundo.

"Para este compromisso e lealdade não ligado às missões e obrigações da ONU, Nigéria, merecia mais apoio e reconhecimento do mundo", acrescentou.

Como resultado, Olonisakin solicitou para a Nigéria, qualidade e representações de renome na área de posições e compromissos da ONU.

Os CDS no entanto elogiou o representante da ONU por a confiança depositada nos contingentes nigerianos nas suas áreas de missão que justificaram a sua retenção, especialmente em Dafur e prometeu que a Nigéria continuará a ser um jogador-chave na política e na diplomacia do mundo, bem como na manutenção da paz e segurança .

Ele também aproveitou a ocasião para chamar a atenção do organismo mundial que o desafio da insurgência na Nigéria é uma ameaça regional que merece a colaboração activa das Nações Unidas e apoio para acabar com a ameaça mais rapidamente possível.
 
 
(Chefe do Estado Maior de Defesa (CDS), o general Gabriel Olonisakin)
 

"Apoio" do FMI à campanha do caju


O A indicação foi dada por Óscar Melhado, representante do FMI em Bissau, após um encontro com o chefe do Governo guineense, Carlos Correia.


O encontro serviu para analisar quais os mecanismos com que o Fundo poderá apoiar "o relançamento da atividade económica" na Guiné-Bissau, afetada por uma crise política há vários meses.

Na semana passada, o presidente da Câmara de Comércio da Guiné-Bissau, Mamadu Saliu Lamba, alertou as autoridades para os riscos de a campanha de comercialização de caju "vir a ser um fiasco".

Lamba lamentou que a poucos dias do arranque da campanha, não seja indicado um preço de referência para compra do produto ao agricultor, entre outras medidas.

Aquele responsável alertou ainda para os receios dos bancos face à crise que os podem inibir na hora de financiar a campanha de comercialização do caju, que decorre entre março a setembro.

A castanha de caju é o principal produto de exportação da Guiné-Bissau e, segundo dados do Governo, cerca de 80% da população rural dedica-se ao processo, desde a compra até à venda, fazendo girar a economia do país.

Perante o cenário, o FMI pondera avançar com linhas de financiamento aos operadores económicos, numa iniciativa coordenada pelo Governo, como forma de "injectar capital na campanha", disse Óscar Melhado.
"É muito estratégico que a campanha da castanha do caju decorra bem. O ano passado correu bem", disse Melhado, que também anunciou a possibilidade de o FMI apoiar as acções do sector privado que actua na Guiné-Bissau no sector da mineração e das pescas.

O representante entende que, no âmbito do processo de apoio às autoridades para a redução da pobreza, "seria também muito importante" reactivar os compromissos firmados com a comunidade internacional na mesa redonda organizada em Bruxelas, na Bélgica, em 2015.

Os parceiros da Guiné-Bissau anunciaram intenções de apoio a projectos de desenvolvimento do país no valor de mil milhões de euros, desde que haja estabilidade política e governativa.
Fundo Monetário Internacional (FMI) poderá trabalhar com o Governo da Guiné-Bissau para viabilizar a campanha de comercialização da castanha de caju, anunciou hoje a organização.





PM são-tomense agradece a Cabo Verde apoio na dinamização de cooperação

O primeiro-ministro são-tomense, Patrice Trovoada agradeceu hoje Cabo Verde pelo apoio que este país tem dado a São Tomé e Príncipe no âmbito cooperação triangular Cabo Verde/São Tomé e Príncipe/Luxemburgo.


"Eu tenho que agradecer Cabo Verde que na sua agenda internacional de relações bilaterais tem sempre procurado introduzir o factor São Tomé e Príncipe, como é o caso de Luxemburgo, o que faz com que nós possamos beneficiar de uma cooperação triangular, fruto das excelentes relações entre Cabo Verde e Luxemburgo que irá também beneficiar São Tomé", disse Patrice Trovoada.

"Como vêem existe uma grande proximidade, uma acção integrada fruto da irmandade, da amizade e das relações seculares entre os nossos dois países e povos", acrescentou o primeiro-ministro são-tomense no final do primeiro encontro oficial com o seu homologo cabo-verdiano, que iniciou domingo uma visita de quatro dias a são Tomé e Príncipe.

O governante são-tomense sublinhou que os dois países partilham a mesma visão do desenvolvimento económico.

"Somos países que, no âmbito da diversificação económica, apostamos no turismo, na agricultura e serviços, daí que exista um campo vasto de trocas de experiências, de alinhamento de estratégia e é por isso que nos últimos tempos tem vindo a acontecer uma série de encontros" entre delegações dos dois arquipélagos.

Patrice Trovoada disse "estar consciente" do avanço deste país em domínios com o clima de negócios e das capacidades de formação de recursos humanos, mas agora pretende mas pretende com essa visita "trabalhar no domínio das energias renováveis".

O chefe do executivo cabo-verdiano que foi recebido no palácio do governo são-tomense com honras militares disse ter constatado que "há uma nova vida aqui em São Tomé com o novo governo que partilha com Cabo Verde um conjunto de preocupações que tem a ver com o desenvolvimento dos dois arquipélagos"

"E é precisamente por causa disso que há uma maior aproximação neste momento e estamos a trabalhar nas áreas muito sensíveis de desenvolvimento tais como o sector do turismo, formação profissional e das pescas e isso mostra a grandeza da excelência das relações entre os nossos dois países", disse José Maria Neves.

O primeiro-ministro cabo-verdiano visita esta terça-feira a zona norte do país onde terá encontros marcado com as duas mais importantes comunidades do seu país radicadas em São Tomé e no final da tarde animará uma palestra sobre a "experiência da democracia cabo-verdiana.


Imbróglio: O homem continua na Gâmbia

O ex-administrador da SAD do União de Leiria António Bastos, capturado há 10 dias na Gâmbia, África Ocidental, depois de ter fugido da Guiné-Bissau, continua detido a aguardar entrega às autoridades deste país.


A Gâmbia é um país sem acordo de extradição com Portugal, no entanto, já depois de recapturado, António Bastos terá rejeitado a nacionalidade portuguesa, dizendo que não é a pessoa que está a ser procurada pela justiça, referiu à Lusa fonte policial guineense.

O antigo líder leiriense estará a fazer valer a sua identificação como cidadão guineense e é com base nela que Bissau oficializou o pedido para receber o detido de volta - através de um procedimento de entrega "polícia a polícia" que funciona entre países da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

No bilhete de identidade e no passaporte da Guiné-Bissau, António Cerejo Bastos surge com outro nome completo, António José Santos Pereira, e com a naturalidade de Bissau.

De acordo com a mesma fonte policial, há indícios de que os documentos terão sido falsificados e no âmbito do caso já foram interrogados o delegado e o conservador que intervieram no processo.

Vários "detalhes burocráticos" estão em curso para António Bastos regressar a Bissau para a seguir ser extraditado para Portugal, de onde se pôs em fuga em 2011 depois de condenado a 13 anos de prisão por homicídio.

O homem já tinha sido detido no dia 3, na capital guineense, mas conseguiu fugir: numa audiência em tribunal terá simulado uma indisposição para ser encaminhado para um hospital de onde escapou às autoridades com o apoio de cúmplices.

A fuga inicial remonta a dezembro de 2011, quando o Tribunal de Porto de Mós foi oficialmente notificado do seu desaparecimento quando se encontrava em prisão domiciliária, com pulseira electrónica, na Figueira da Foz.

António Bastos foi condenado em 2010 pelo homicídio de um homem que tentou assaltar a sua empresa quando este já se encontrava algemado pela GNR.

Mais tarde, recebeu a notícia de que o acórdão do Supremo Tribunal de Justiça mantinha a pena de 13 anos de prisão. Foi condenado ainda a pagar à família da vítima uma indemnização no valor de 111 mil euros.
 
 
 

Megaoperação de fiscalização no turismo

O Plano Nacional de Fiscalização às Agências de Viagens arrancou hoje na zona sul da ilha de Santiago e, durante dois meses, irá fiscalizar mais de uma centena de agências de viagens em nove ilhas do arquipélago, explica a ATC em comunicado.

 
 
A operação visa monitorizar a actividade das agências de viagens no país e verificar se respeitam a legislação do sector, nomeadamente no que respeita aos alvarás de funcionamento, inscrição no registo nacional e recursos humanos, entre outros. "As agências de viagem detêm um papel importante nos fluxos turísticos, são o motor de excelência da procura de produtos turísticos cabo-verdianos, pelo que esta acção visa averiguar se as mesmas estão a cumprir todos os requisitos que a lei solicita para que estejam em funcionamento, e diminuir assim a informalidade neste sector", adianta a ATC.

O plano de fiscalização das agências de viagens integra um plano global de fiscalização a todos os operadores turísticos em Cabo Verde e aos prestadores de serviços individuais, nomeadamente guias turísticos, "como forma de garantir a qualidade do serviço" prestado aos turistas.

"Após as agências de viagem, irá abranger outros operadores turísticos como os hotéis, pensões, pousadas, estabelecimentos turísticos, com o intuito da melhoria da qualidade da oferta turística, num momento em que o país vem conhecendo um aumento do fluxo de turistas", sublinha a autoridade.
A Autoridade Turística Nacional, criada em novembro de 2015, veio substituir a Direcção-Geral do Turismo (DGT), e foi dotada de um papel fiscalizador e regulador reforçado.

O número de turistas cresceu 5,5% em Cabo Verde em 2015, relativamente ao ano anterior, enquanto as dormidas registaram uma subida de 8,6%, segundo os dados mais recentes divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INECV).
No período de janeiro a dezembro de 2015, os estabelecimentos hoteleiros registaram mais de 569 mil hóspedes e mais de 3,7 milhões de dormidas, o que em termos absolutos representa mais 29.766 entradas e 295.168 dormidas do que em 2014, segundo o INECV.

Trabalhadores da CMB, ameaçam com greve

O Sindicato dos Trabalhadores da Câmara Municipal de Bissau (STCMB), ameaça ir a greve nos próximos dias 24,25,26 e 29 de Fevereiro, por incumprimento de um Memorando de Entendimento por parte da direcção da edilidade.


Luís Simão N`tchama, em entrevista exclusiva hoje à ANG, disse que no referido memorando tinham acordado 9 pontos dentre os quais, a fixação do salário mínimo em 75 mil francos CFA, melhorias das condições de trabalho, pagamento de seguro aos trabalhadores.

NTchama disse que a direcção da Câmara tinha prometido cumprir todos esses compromissos até ao passado dia 30 de Janeiro deste ano, o que não aconteceu.
“Já esgotamos todos os meios para tentar chegar a um consenso com a direcção", lamentou o Presidente do Comité Sindical dos Trabalhadores da Câmara Municipal de Bissau.

Simão Ntchama disse que até ao momento, o Presidente da edilidade nunca se dignou em sentar-se com o sindicato para lhe esclarecer os motivos do incumprimento do Memorando.
Aquele sindicalista afirmou que, seguiram todos os caminhos legais para observância da greve conforme a decisão da Assembleia-Geral.

Questionado sobre se depois da entrega do Pré-Aviso de greve foram contactados pela direcção da instituição, Luís Simão disse que receberam uma nota da parte do Vice-Presidente no passado dia 19 do corrente mês, em que se pediu um encontro para o dia 22 de Fevereiro, que mais uma vez falhou por falta de comparência da direcção.

“Hoje fomos para a referida reunião convocada pela direcção e por incrível que parece não encontramos ninguém do lado do patronato. Viemos a receber a informação de que a reunião poderia decorrer mais tarde o que considero de desprezo por parte da administração", referiu.
 
 
(Luís Simao Ntchama/fot:ang)
(via: ang)
 

O sobe e desce das remessas de trabalhadores estrangeiros

De acordo com os dados divulgados hoje pelo Banco de Portugal no Boletim Estatístico, os portugueses a trabalhador nos países africanos lusófonos enviaram no ano passado 229,1 milhões de euros, o que representa uma descida de 10,96% face aos 257,4 milhões que tinham enviado em 2014.


Em sentido inverso, ou seja, as verbas enviadas pelos africanos lusófonos empregados em Portugal, houve uma subida de 27,7%, resultado do aumento das verbas entre 2014 e 2015, de 39,9 para 51 milhões de euros.

Como é habitual, Angola representa a esmagadora maioria das verbas, seja de Portugal para África, seja do continente africano para Portugal.

Assim, no ano passado, os portugueses em Angola enviaram 218,1 milhões de euros, o que representa uma descida de 12,02% face aos 247,9 milhões que tinham remetido no ano anterior.

Onde existe uma variação percentual mais significativa é nas verbas enviadas pelos angolanos a trabalhar em Portugal: no ano passado, enviaram 19,5 milhões de euros, o que equivale a uma subida de 41,5%, comparando com os 13,8 milhões enviados em 2014.

No total mundial, as remessas dos portugueses a trabalhar no estrangeiro aumentaram 8,3%, para 3,3 mil milhões de euros, enquanto o dinheiro enviado pelos imigrantes em Portugal diminuiu 1,5%, para 526 milhões no ano passado.

Os portugueses a trabalhar no estrangeiro enviaram para Portugal 3.314 milhões de euros durante os 12 meses do ano passado, o que representa um aumento de 8,3% face aos 3.060 milhões que tinham enviado em 2014, ano em que as remessas ultrapassaram pela primeira vez os 3 mil milhões de euros.

Em sentido inverso, ou seja, as verbas que os estrangeiros a trabalhar em Portugal enviaram para os seus países de origem, houve uma diminuição de 1,5%: em 2014, os imigrantes enviaram para os seus países de origem 534,81 milhões de euros, ao passo que no ano passado o valor diminui para 526,65 milhões.
 
 
 

Matemático português conquista prémio internacional

O matemático português Luís Nunes Vicente, professor catedrático do Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra (UC), conquistou, este domingo, o prestigiado Prémio Lagrange, galardão atribuído conjuntamente por duas "destacadas" sociedades internacionais: a SIAM (Sociedade de Matemática Aplicada e Industrial) e a MOS (Sociedade de Optimização Matemática).


Nunes Vicente foi distinguido pelo livro "Introduction to Derivative-Free Optimization", que publicou em 2009 com a colaboração dos cientistas internacionais Andrew R. Conn (IBM Research) e Katya Scheinberg (Universidade de Lehigh, EUA) e recebeu o prémio durante a cerimónia de abertura do 22.º Simpósio Internacional de Programação Matemática na presença de 1.500 congressistas.

Nunes Vicente e os seus co-autores têm, a propósito do tópico do prémio deste ano, a Optimização Sem Derivadas, procurado "desenvolver e analisar algoritmos inovadores para a solução de problemas de optimização onde é escassa, ou de ordem baixa, a informação disponível sobre as funções envolvidas", explica um comunicado enviado ao Boas Notícias pela Universidade do Minho.
 
 
 

Aprovado decreto para combater a pesca ilegal

Com a aprovação de um decreto que altera a Lei Geral das Pescas, o governo decidiu aumentar as sanções contra os navios que pescam ilegalmente nas águas territoriais da Guiné-Bissau.


O anúncio foi feito por um comunicado oficial do Gabinete. O executivo também pretende melhorar as competências e os meios de acção do Serviço Nacional de controlo e vigilância das actividades de pesca (FISCAP).

Durante o Conselho de Ministros também decidido adiar para a próxima sessão a discussão do decreto sobre os Estatutos do Instituto Nacional para a Coordenação das Organizações Não-Governamentais (Sida) e nomeou os ministros das Finanças e dos Negócios Estrangeiros para apresentar uma proposta conjunta para levar em conta as recomendações já feitas.

Referindo-se ao Ministério das Obras Públicas, o executivo recomendou os proprietários para regularem a apresentação de um projecto final que reconhece e confirme a natureza utilitária da Ordem Nacional da Guiné-Bissau para arquitectos, com a intenção de criar as condições para promover a defesa da arquitectura nacional.




 
 
 

Timor Leste: Chefias militares

O Presidente da República timorense escreveu ao Presidente do Parlamento Nacional pedindo para intervir no plenário na próxima quinta-feira, disseram hoje à Lusa fontes da Presidência.


Fontes do Parlamento Nacional, por seu turno, confirmaram à Lusa que uma carta do chefe de Estado foi recebida a meio da tarde de hoje pelo presidente do parlamento, desconhecendo-se para já o conteúdo exacto da missiva.

Timor-Leste vive um momento de crise política em torno da decisão do chefe de Estado de exonerar o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), o major-general Lere Anan Timur, e nomear como seu sucessor o brigadeiro-general Filomeno da Paixão de Jesus.
 



UNICEF-Educação: Plano de Trabalho Anual 2016- 2017

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, UNICEF, assinou com o governo da Guiné-Bissau o Plano de Trabalho Anual 2016- 2017. O acordo foi firmado através do Ministério da Mulher, Família e Coesão Social e visa reforçar o sistema nacional de protecção da criança e mulher.


A agência da ONU também assinou com o Ministério da Educação Nacional o plano para os próximos cinco anos, que visa reforçar a qualidade de ensino.

Representante da agência da ONU espera que acção envie um sinal forte, independente dos problemas do país; objectiva é garantir que no futuro, todos os menores estejam a frequentar a escola.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, UNICEF, assinou com o governo da Guiné-Bissau o Plano de Trabalho Anual 2016- 2017. O acordo foi firmado através do Ministério da Mulher, Família e Coesão Social e visa reforçar o sistema nacional de protecção da criança e mulher.

A agência da ONU também assinou com o Ministério da Educação Nacional o plano para os próximos cinco anos, que visa reforçar a qualidade de ensino.
Formação
O custo estimado é de 3,7 milhões de euros. O representante do UNICEF destaca a altura particularmente difícil que a Guiné-Bissau está a passar. Abubacar Sultan espera que os acordos enviem um sinal forte sobre o compromisso  com o povo e as crianças.
"A essência do acordo que nós assinamos tem a ver fundamentalmente com aqueles que são os grandes compromissos que existem a nível dos direitos da criança na Guiné-Bissau. Em primeiro lugar garantir o acesso a educação das camadas mais vulneráveis e desfavorecidas das zonas remotas e das pessoas mais pobres."

Meninas
O representante do UNICEF ressaltou o incentivo da aprendizagem da criança logo na pequena infância como garantia da qualidade do ensino. Abubacar Sultan apontou a educação das meninas e a retenção das mesmas nas escolas como outra prioridade da agência da ONU.
Para ele, uma mulher educada contribui fortemente na redução da mortalidade infantil e  na promoção da participação feminina na sociedade. O que significa que uma mãe devidamente educada terá maior contribuição para os seus filhos, acrescentou Abubacar Sultan.
No fundo o que se pretende é enquadrar todos os jovens e crianças no sistema nacional de educação.

Objectivos
" De uma forma geral é isto que nós pretendemos, contribuir para o esforço do Ministério da Educação, trazendo toda a vantagem comparativa que a UNICEF tem na Guiné-Bissau e fora neste esforço de continuamente reforçarmos o sistema nacional de ensino e a sua qualidade."
Organizações da sociedade civil, autoridades locais e tradicionais, representantes do sistema das Nações Unidas e do Ministério da Educação, estarão envolvidos na implementação do plano.


 

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Marrocos: detido um natural de G-Bissau por tráfico de droga

Polícia marroquina deteve este sábado, um natural da Guiné-Bissau por tentativa de tráfico de estupefacientes em seus intestinos


O suspeito, de 42 anos, que estava viajando a partir do Aeroporto Internacional de São Paulo-Guarulhos Brasil ao seu país de origem, Guiné-Bissau, transitando através do Aeroporto Internacional Mohammed V. 
Quando ele foi submetido a um raio-X, os funcionários aduaneiros descobriram a presença de cápsulas dentro de seus intestinos, de acordo com um comunicado da Direcção-Geral da Segurança Nacional (DGSN) realizado pelo Magrebe Árabe Imprensa (MAP).

O arguido foi colocado sob supervisão médica e disponibilizado aos investigadores, enquanto se aguarda a extracção do conteúdo das cápsulas. O acusado confirmou que o conteúdo das cápsulas são ilegais na natureza.

De acordo com a mesma fonte, esta operação faz parte o esforço do DGSN na luta contra o tráfico internacional de drogas.
 
 
 

Um assalto que deixou ferido segurança do PR de Cabo Verde

Um homem foi morto a tiro, na madrugada de hoje, na cidade da Praia, em Cabo Verde, durante um alegado assalto em que ficou ferido o chefe de segurança do presidente cabo-verdiano, noticiou hoje o jornal a Semana.


Segundo a edição digital, na internet, do semanário cabo-verdiano, que cita fonte da Polícia Nacional (PN), um indivíduo foi morto na madrugada deste domingo (21 de fevereiro), no bairro de Bela Vista, quando um grupo tentou assaltar o chefe de segurança de Jorge Carlos Fonseca.

Segundo o jornal, o segurança do Presidente da República cabo-verdiano foi baleado numa virilha, e uma jovem de 27 anos, que o acompanhava, foi atingida no ombro.

A tentativa de assalto terá ocorrido cerca das 03:00, quando o guarda-costas de Jorge Carlos Fonseca e a jovem se encontravam parados numa rua na zona de Bela Vista, e foram surpreendidos por um grupo de indivíduos armados.

O guarda-costas terá reagido ao assalto e foi atingido, mas conseguiu disparar sobre os alegados assaltantes atingindo um nas costas.

O suposto assaltante morreu, ainda no local, enquanto os restantes continuam em fuga.

De acordo com a PN, o morto era suspeito de homicídio, de vários assaltos e de envolvimento em confrontos, entre grupos rivais.

Contactada pela agência Lusa, fonte da Presidência da República de Cabo Verde confirmou que o segurança se encontra internado no Hospital Agostinho Neto, na Praia, e está livre de perigo.

A mesma fonte remeteu mais esclarecimentos para a Polícia Nacional, que superintende o Corpo de Protecção a Altas Entidades.
 
 
 

O medo & o orgulho ...































Rádio Universidade de Coimbra (RUC) assinala o 30.º aniversário da rádio escola, “um espaço de liberdade e de diversidade cultural”

Antigos sócios da Rádio Universidade de Coimbra (RUC) radicados em Macau vão fazer uma festa para assinalar o 30.º aniversário da rádio escola, “um espaço de liberdade e de diversidade cultural”.


Esta é a segunda iniciativa do género, depois de, no ano passado, ex-colaboradores da emissora terem organizado a “RUCSTOCK”, uma ideia promovida pelo advogado Rui Simões, em colaboração com o jornalista da Teledifusão de Macau (TDM) José Carlos Matias.

“Temos várias pessoas que passaram pela RUC e que por coincidência se encontram em Macau. A principal razão é o convívio, a música e o reencontro, e depois queremos passar uma mensagem de incentivo à rádio escola, que é um espaço de experimentação e de liberdade”, disse à agência Lusa José Carlos Matias.

Em Macau, a festa “30 anos sempre no ar”, de celebração dos 30 anos da RUC, está marcada para noite de 27 de fevereiro, sábado, na LMA – Live Music Association.

Para o antigo animador e jornalista da RUC, entre 1995 e 2002, “há uma dose de irreverência e de explorar novas formas de comunicar em rádio” na RUC.

“O facto de não estar dependente da receita publicitária e das audiências abre espaço a esse caldo cultural” na rádio “100% associativa” que integra a secção cultural da Associação Académica de Coimbra, acrescentou.

José Carlos Matias observou ainda que a RUC é a única rádio “verdadeiramente local, com todos os conteúdos produzidos ali, o que faz com que seja uma rádio da cidade”.

A Rádio Universidade de Coimbra (RUC) vai assinalar os seus “30 anos em todo o lado”, durante este ano, anunciou a estação no início deste mês.

As comemorações, que integram diversos concertos, debates, um prémio de jornalismo, uma emissão especial de exterior e a edição de um livro, entre outras iniciativas, foram iniciadas a 06 de fevereiro, com a apresentação oficial da banda The Parkinsons.

Com estes e outros eventos, a rádio da AAC quer assinalar “o papel desta instituição como única rádio local de Coimbra, única rádio escola da Península Ibérica e uma das últimas rádios verdadeiramente livres”.

Sob o lema “Há 30 anos em todo o lado”, as comemorações serão alargadas a toda a cidade de Coimbra, “em conjunto com as secções culturais, as companhias de teatro, as salas de espectáculo, os promotores de concertos e as restantes entidades que, de uma forma ou de outra, ajudam a promover e dinamizar a cultura na cidade”, sublinha a RUC.
 
 
 

sábado, 20 de fevereiro de 2016

É portuguesa a distinguida como a melhor diretora escolar no Canadá

Uma emigrante portuguesa vai ser distinguida como uma das melhores directoras de escolas no Canadá pelo seu “papel na melhoria” da avaliação dos alunos, sendo a maioria de origem portuguesa.


A portuguesa, responsável pedagógica da Escola Santa Maria dos Anjos, em Toronto, foi eleita pela Learning Partnership como a melhor directora, entre 40 finalistas, e a única a conquistar o prémio em escolas católicas, pela sua “liderança excepcional”.

“Como luso-canadiana, e até porque a escola onde estava colocada era frequentada por muitos alunos portugueses, é um reconhecimento muito importante porque passei toda a vida escolar, como directora e professora a erradicar o estereotipo dos portugueses não serem bem sucedidos especialmente em estudos académicos”, afirmou Manuela Sequeira, de 52 anos.

Formada pela Universidade de Toronto em Letras, com um mestrado em educação, Manuela Sequeira frequentou ainda durante dois anos a Faculdade de Letras de Coimbra, de onde é natural, e tem trabalhado num estabelecimento de Toronto com cerca de 400 alunos, a maioria dos quais portugueses e luso-descendentes.

Segundo a directora, a escola estava sob avaliação do ministério da educação devido à prestação menos boa dos alunos, mas em sete anos conseguiram “superar todas as adversidades e colocar os alunos entre os melhores da província”.

A Learning Partnership é uma instituição de caridade nacional dedicada a apoiar, promover e desenvolver a educação financiada publicamente no Canadá.

Actualmente, Manuela Sequeira, desempenha funções como Directora na Escola Católica St. Clare, em Toronto, onde também existe uma grande comunidade portuguesa. A instituição de ensino é frequentada por 462 alunos dos quatro aos 13 anos, que vão desde a pré-primária até ao segundo ciclo do ensino básico.

Os alunos portugueses e luso-descendentes que ao longo dos anos, segundo relatos de instituições canadianas, têm sentido algumas dificuldades na integração do meio escolar, conseguindo superar esses obstáculos.

“Algo mudou para o positivo. Temos mais modelos de portugueses nas várias áreas profissionais. Há muitas instituições que promovem a educação juntos dos alunos portugueses, o que é positivo. Continuamos com uma certa dificuldade não só com os portugueses, em elevar esse nível académico”, enalteceu Manuela Sequeira.

A alta valorização das habitações em Toronto, mais especificamente na baixa da cidade, tem levado a que muitos residentes procurem outras opção mais acessíveis, factor que tem levada a uma redução de alunos nas escolas.

“Antigamente os emigrantes concentravam-se nos grandes centros. Hoje em dia temos escolas que tinham 500 a 600 alunos, e agora só tem 200 a 300, fruto de as pessoas procuraram casas com preços mais acessíveis em cidades vizinhas”, frisou.

Os vencedores do galardão serão homenageados numa cerimónia a ter lugar em Toronto, no dia 23 de fevereiro.

Calcula-se que existem no Canadá cerca de 550 mil portugueses e luso-descendentes, estando a grande maioria localizada na província do Ontário.
 
 
 

Médico pioneiro recorda primeiros passos da fertilização in vitrio

António Pereira Coelho, o médico que há 30 anos fez nascer o primeiro 'bebé-proveta' português, recorda que nos primeiros tempos o elevado número de embriões que eram transferidos para o útero foi o pior desta técnica.


"Foi muito polémico o número de embriões a transferir. Naquela altura, talvez não tivéssemos bem a ideia da contrariedade que significava transferir todos os embriões viáveis", disse o médico à agência Lusa, numa entrevista a propósito do 30º aniversário do nascimento da primeira criança concebida através de uma Fertilização In Vitro (FIV), em Portugal.

A 25 de fevereiro de 1086 nasceu Carlos Saleiro, conhecido como o primeiro "bebé-proveta" português. António Pereira Coelho foi o médico responsável pela introdução da técnica em Portugal, depois de trabalhar no seu desenvolvimento, em Paris.

Desses tempos, recorda que chegavam a ser transferidos para o útero seis e até sete embriões, "com a possibilidade, como aconteceu (sobretudo com as equipas inglesas, os franceses foram mais prudentes) de gravidezes de seis e sete embriões, que não podiam chegar a termo".

"Houve ali uma fase muito desagradável em que era necessário fazer a chamada redução de embriões", contou.

Esta fase foi, de alguma maneira, ultrapassada e compensada quando, em paralelo, se começou a fazer a criopreservação de embriões, a qual evitava que a mulher se submetesse a todos aqueles tratamentos e o desperdício de embriões que poderiam dar, se lhes fossem dadas condições, origem a seres humanos".

António Pereira Coelho reconhece para quem trabalhava nesta área, e "independentemente de convicções filosóficas ou religiosas", era "um bocadinho chocante: estar a desejar a todo o custo obter filhos para casais inférteis e ao mesmo tempo a desprezar uma quantidade significativa desses mesmos embriões que podiam ser transferidos em outra fase".

Regressado a Portugal, António Pereira Coelho fez no Hospital Santa Maria o que aprendera em França e que consistia em "captar os ovócitos, metê-los em tubo a temperatura de 37 graus, com um meio especial para não destruir os ovócitos, e levá-los do hospital para o laboratório, onde eram tratados", neste caso nas instalações do Instituto da Ciência da Calouste Gulbenkian.

O médico estava na altura consciente dos riscos: "Se a coisa corresse bem de início, toda a gente se iria associar ao êxito, participar, estimular. Se nas dez primeiras tentativas não conseguíssemos uma gravidez, toda a gente começaria a pôr entraves, a não querer colaborar, a dizer que se estava a gastar dinheiro aqui quando havia outras prioridades".

"Felizmente que as coisas correram bem e nas dez primeiras tentativas conseguimos três grávidas", contou.

Alda Saleiro foi a primeira mulher a dar à luz uma criança concebida por FIV. Carlos Saleiro veio ao mundo a 25 de fevereiro. Passados 30 anos, António Pereira Coelho confessa: "Enquanto não vi a criança cá fora estive sempre um bocadinho angustiado, mas reparei facilmente que estava tudo normal".

"A minha satisfação é, por um lado, Portugal não ter ficado muito atrasado em relação a outros países, o que nem sempre acontece. E por outro lado, termos tido a fortuna de conseguir resultados que, na minha ótica, contribuíram muito para a aceitação" desta técnica.



 (Nota editor: Este Dr. foi o médico de batalhão de 1971-73, em Galomaro, sector leste, com quem tive a honra de conviver)

Depois de 43 anos de prisão, libertado ex-ativista dos Panteras Negras

O ex-activista do grupo Panteras Negras Albert Woodfox foi libertado, na sexta-feira, de uma prisão norte-americana depois de 43 anos de prisão e de décadas de batalhas legais para provar a sua inocência.


O activista é considerado o preso que detém o recorde em prisão solitária, tendo permanecido 30 anos nesse regime.

Woodfox é o último dos chamados "três de Angola" [numa referência ao nome do estabelecimento prisional onde estava] a ser libertado, num caso que provocou a indignação dos grupos de direitos humanos.

Em junho do ano passado, o juiz federal James Brady havia ordenado que Woodfox fosse libertado imediatamente e vetou um novo julgamento pelas acusações de ter assassinado o guarda prisional Brent Miller.

O Estado da Louisiana, no entanto, recorreu e o activista continuou preso, tendo sido somente libertado agora.

O ex-Pantera Negra foi solto no dia em que completou 69 anos.

Woodfox foi condenado em 1972 com outros dois homens -- Robert King e Herman Wallace -, pelo assassinato de um guarda da prisão de Angola, na Louisiana.

Os três (conhecidos como "os três de Angola") eram membros da organização Panteras Negras, movimento que lutava contra a repressão e policiais abusos contra negros.

Woodfox, que foi condenado com o testemunho de três presos, mas sem provas materiais, sempre negou o assassinato do polícia.

O destino de Woodfox, King e Wallace mobilizou várias organizações de defesa dos direitos humanos, incluindo a Amnistia Internacional.

Caju !!..

A crise política em curso na Guiné-Bissau corre o risco de comprometer a temporada de comercialização castanha de caju deste ano, disse o chefe da Associação Nacional de Agricultores Jaime Gomes quarta-feira.


A razão para este risco é "falta de fundos", porque, disse ele, "os potenciais compradores de castanha de caju têm medo de compra devido à incerteza política existente na Guiné-Bissau.

A castanha de caju é o principal produto de exportação da Guiné-Bissau e constitui um pilar económico para a maioria das famílias rurais.

Em 2015, a Guiné-Bissau exportou mais de 180.000 toneladas de castanha de caju.

Gomes condenou alguns empresários que estavam a comprar castanha de caju de agricultores a preços mais baixos.

Os empresários chineses e indianos são os principais compradores de castanha de caju no país, no entanto, de acordo com a Mama Saliu Lamba que dirige a nova Câmara de Comércio, eles não estão vindo para o país devido à insegurança prevalecente.

"Os empresários locais não têm fundos suficientes para comprar a castanha de caju, ainda por causa da crise política em curso", afirmou.
 
 
 

Os caminhos da G-Bissau e de Cabo Verde


Miguel Trovoada, que defendeu a adopção de um pacto de estabilidade como ponto de partida para criar condições para o fim da instabilidade guineense, confirmou haver “algum cansaço da comunidade internacional” por a crise persistir e haver pouca vontade política para a resolver.


A Guiné-Bissau, sublinhou o enviado especial das Nações Unidas, “não tem a ganhar com o tempo que se perde e os problemas que se vão agravando”.

A crise institucional na Guiné-Bissau, que alastrou ao Parlamento, é o mais recente reflexo das divergências entre o Chefe de Estado, José Mário Vaz, e o presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, demitido no ano passado de primeiro-ministro.

Esta crise política e institucional guineense, provocada por cisões entre um Presidente e um Governo do mesmo partido, o PAIGC, ocorre numa altura em que Cabo Verde é elogiado pela coabitação política entre o Chefe de Estado, Jorge Carlos Fonseca, do MPD, e o primeiro-ministro, José Maria Neves, do PAIGC. A instabilidade crónica na Guiné-Bissau, que contrasta com a estabilidade cabo-verdiana, leva estudiosos a questionarem como é possível haver realidades tão diferentes em países com percurso comum na luta de libertação nacional, o mesmo “pai da independência”, Amílcar Cabral, e até aos anos 80 do século passado destinos conduzidos por um único partido, o PAIGC.

A Guiné-Bissau e Cabo Verde têm uma história de combate político comum contra o colonialismo português que inclui a luta armada pela independência dos dois países, iniciada em 1961, sob a liderança de Amílcar Cabral e do Partido para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

A Guiné-Bissau proclamou unilateralmente a Independência em 1973, que foi reconhecida por Portugal um ano depois. Cabo Verde tornou-se independente em 1975.

O PAIGC, após a Independência, governou os dois países até um golpe militar, liderado por um grupo de guineenses chefiado por Nino Vieira, ter derrubado em 1980 o Presidente da Guiné-Bissau, Luís Cabral, e acabado com o processo de unidade. A História da Guiné-Bissau no pós-Independência é marcada por turbulências políticas e militares, e sucessivos golpes de Estado, tanto no regime de partido único como no de multipartidarismo, a partir dos anos 90 do século passado.

No período colonial a política repressiva impediu a formação de uma elite autóctone na Guiné-Bissau, onde o ensino era praticamente inexistente, ao contrário de Cabo Verde, uma das primeiras colónias africanas a ter uma rede de ensino básico e um estabelecimento de ensino secundário, o que permitiu a formação de uma classe administrativa nativa.

A separação dos dois países originou a fragmentação de elites e de quadros administrativos, maioritariamente cabo-verdianos.

A escassez de quadros capazes de fazerem funcionar a “máquina pública” é um problema que se mantém no aparelho administrativo da Guiné-Bissau.

Os analistas referem a ausência de clivagens étnicas em Cabo Verde como das principais causas a facilitar a formação do Estado nação e a alternância no poder após o multipartidarismo, facto que é mencionado como referência em África, ao contrário do que se verifica na Guiné-Bissau, onde a transição para a democracia foi violenta.

A situação deve-se também à Guiné-Bissau ter mais de 30 subgrupos étnicos concentrados nas etnias balantas, fulas, mandingas, manjacos e papeis distribuídas por várias regiões do país.
Para o rumo diferente que os dois países tomaram parece ter contribuído igualmente o facto de, no âmbito da luta pela independência nacional, a Guiné-Bissau ter sido o palco da acção armada.
Encontrar soluções para a instabilidade política e institucional é o grande desafio da Guiné-Bissau.

A estabilidade, mais do que do apoio internacional, depende da vontade das elites políticas e do seu sentido de Estado.


Mia Couto e Eduardo Agualusa entre vozes em prol da ênfase da língua materna

O mundo comemora este 21 de fevereiro o Dia Internacional da Língua Materna. Por ocasião da data, a Rádio ONU em Maputo ouviu escritores de Angola e Moçambique sobre a importância do primeiro idioma aprendido na infância.


A proposta do escritor angolano José Eduardo Agualusa é que haja um maior investimento para dignificar e tornar oficiais os idiomas nativos africanos.

Estatuto  
"Eu acho esta data muito importante sobretudo nos nossos países que têm diversas línguas, além da língua portuguesa. São línguas que, infelizmente, algumas delas enfrentam crises graves. Em Angola concretamente o quimbundo, hoje é muito difícil encontrar jovens na cidade que ainda falem quimbundo fluentemente. Eu tenho escrito muito sobre isso. Acho que é preciso investir na dignificação das línguas nacionais e na promoção destas línguas e que essas línguas precisam de ter estatuto de língua oficial e não apenas de línguas nacionais."

O Dia Internacional da Língua Materna foi proclamado pela Unesco em 1999 com o objectivo de proteger e salvaguardar os idiomas falados em todo mundo.

Diversidade
O moçambicano Mia Couto defende a necessidade de salvar a diversidade linguística que o continente africano possui.

"É importante que se perceba que a diversidade cultural não é simplesmente uma espécie de bandeira, mas é alguma coisa que se vive nessa relação. Nós somos construídos pela nossa própria língua, a língua é materna no sentido não só simbólico, mas no sentido funcional. É como se fosse a nossa mãe, uma segunda mãe. É preciso que haja não só grandes proclamações políticas, mas é preciso um trabalho de fundo para salvarmos esta grande diversidade que é a diversidade linguística, que em África atinge seu "clímax". Não há maior diversidade linguística do que no nosso continente."

Reconhecimento
A ideia é reforçada pelo professor universitário Nataniel Ngomane, cujo doutoramento foi obtido no Brasil. O académico moçambicano acrescenta que a valorização das línguas maternas mantém a identidade de um povo.

"Nós, os africanos que tivemos que lutar para as nossas independências, temos esta grande questão da identidade, que tem que ser construída. Identidade não apenas porque eu falo a língua, mas identidade porque é através desta língua materna que eu vou absorvendo a minha cultura, a nossa cultura não é apenas uma cultura veiculada pela língua portuguesa, porque a língua portuguesa não conhece a cultura Nyanja, Maconde, Matswa, Chuabo, etc… Só as línguas respectivas dessas etnias é que têm o domínio dessa cultura."

A data serve também para recordar ao mundo a morte de vários estudantes pela polícia do Bangladesh devido ao protesto pelo reconhecimento da sua língua, o bengalês. O incidente ocorreu em fevereiro de 1952 em Daca.

Em todo mundo existem mais de 7 mil idiomas. A UNESCO estima que metade deles tende a desaparecer.


(Mia Couto (à esq.), Nataniel Ngomane (centro) e Eduardo Agualusa. Foto:onu)

O antigo PR de Portugal, Jorge Sampaio, preside Comissão de Honra do 2.º Encontro de Literatura de Infanto-Juvenil da Lusofonia.

O encontro, que tem lugar na Fundação “O Século” entre os dias 22 e 27 de fevereiro, vai reunir vários escritores, ilustradores e contadores de histórias da Língua Portuguesa, “com o objectivo promover o debate em torno da literatura para a infância e juventude e a circulação do livro e do autor no espaço da Lusofonia”, refere a organização.


Os escritores e ilustradores participarão em sessões com crianças nas escolas dos vários concelhos da Grande Lisboa e em debates dedicados à reflexão sobre as diferentes temáticas relacionadas com a literatura infanto-juvenil na Lusofonia.

Os temas que estarão em debate nas diferentes mesas redondas a realizar durante o encontro são: “Os escritores, a promoção da leitura e as bibliotecas escolares”; “Leitura – Aprender a gostar”; “O trabalho do ilustrador”; “Literatura ou escrita criativa”; “A imagem que ilustra a palavra e a palavra que ilustra a imagem”; “Novas realidades, novas famílias, novas temáticas”; “Hiperleitura – Do analógico ao digital” e a “Circulação do livro e do autor no espaço da Lusofonia”.

Entre os escritores já confirmados contam-se Adelice Souza (Brasil), Afonso Cruz, António Mota, António Torrado, Carmelinda Gonçalves (Cabo Verde), Clóvis Levi (Brasil), Cristina Carvalho, José António Gomes, José Fanha, José Jorge Letria, Luísa Ducla Soares, Margarida Fonseca Santos, Maria João Lopo de Carvalho, Mário de Carvalho, Olinda Beja (São Tomé e Príncipe) e Maria Celestina Fernandes (Angola).

Além de Jorge Sampaio, da Comissão de Honra fazem, ainda, parte os escritores Pepetela (Angola), Mia Couto (Moçambique), António Torrado (Portugal) e Ana Maria Machado (Brasil).
 
 
 

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

A Censura e a Liberdade de Imprensa


O Museu Bernardino Machado tem a honra e o prazer de o convidar para assistir à conferência "A Censura e a Liberdade de Imprensa" , no âmbito do Ciclo de Conferências de 2016, que se realizará no próximo dia 26 de Fevereiro (sexta-feira), pelas 21h30, no Museu Bernardino Machado, em Vila Nova de Famalicão.






Os 26 minutos do Conselho de Segurança para a GBissau














(in:  áfricamonitor)

E agora ? Que fazer sr. PR ?

O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, "já tem em mãos" três propostas para resolver a crise política no país, disse hoje o representante da União Africana, Ovídio Pequeno.


O diplomata são-tomense representou a comunidade internacional nas auscultações, em separado, que José Mário Vaz tem feito com os principais actores da crise política que assola a Guiné-Bissau de forma acentuada desde dezembro.

Ovídio Pequeno não revelou à imprensa o teor das propostas, mas adiantou serem soluções concretas e que, agora, José Mário Vaz prometeu estudá-las e tomar uma posição para resolver a crise.

Questionado sobre se as hipóteses passariam pela formação de um Governo de unidade nacional, o representante da União Africana afirmou que a ideia não foi abordada com o chefe de Estado guineense.

Ovídio Pequeno disse que há uma "evolução" na crise guineense, tendo em conta que as partes apresentaram propostas concretas ao chefe de Estado, pelo que é preciso aguardar pela posição a ser tomada por José Mário Vaz, disse.

O Presidente guineense recebeu hoje, em audiências separadas, os representantes dos dois principais partidos no Parlamento, PAIGC e PRS e ainda dos 15 deputados expulsos do hemiciclo, mas as posições que todos defendem para a saída da crise mantêm-se divergentes.